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quinta-feira, 14 de julho de 2016

É DO SUL POR ADOLPHO SMITH DE VASCONCELLOS CRIPPA


Quando um criador/proprietário de pequeno ou médio porte começa a se destacar a ponto de todos passarem a notar, isso em qualquer mercado de turfe, é porque três coisas se alinharam pra ele: Reprodutor, matrizes e esquema de treinamento.

Não acredito que, a não ser algum criador/proprietário com muito volume, consiga chamar a atenção do mercado sem ter este tripé bem alinhado.

Desta forma, quando me pedem pra escrever sobre o É do Sul, como o fez, não poderia deixar citar que o esquema de treinamento do Haras Clemente Moletta funciona e muito bem. O treinador de seus cavalos, M. Decki, já mostrou num passado próximo com animais do Stud Mandrake que sabe o que faz.

Quanto às éguas, uma base formada por éguas vindas do Haras Santa Maria de Araras funciona e cerca de metade das mães dos potros do É do Sul de lá vieram. Funciona hoje pra ele, como já está começando a funcionar para outro Haras de São Paulo, o Free Way, com os filhos de Skypilot. Ambos correm tudo que criam e com um único treinador.

Ou seja, a fórmula reprodutor nacional, treinador único e bom plantel de éguas pode colocar um Haras médio no mapa.

Ajuda e muito um treinador ter a chance de treinar irmãos dos cavalos que já treinou e poder não repetir erros e copiar acertos. E quanto ao reprodutor nacional, que sempre teve resultados acima da média no Brasil, agora virou quase uma obrigação dada a baixíssima qualidade do que temos importado pra servir aqui. Qualidade esta que decai ainda mais a cada ano, salvo raríssimas exceções.

Mas, não podemos nos enganar, a parte mais difícil desta equação é encontrar o reprodutor. Isso não é tarefa fácil, leva tempo e muito dinheiro para poder testar 2 ou 3 gerações e saber se você tem ou não o cavalo certo.

Neste sentido, o É do Sul é sim uma exceção. E, pra mim, uma muito feliz surpresa. Confesso que não esperava isso tudo dele, ao contrário do outro reprodutor de destaque no cenário nacional hoje: Setembro Chove, de quem sempre esperei muito.

É fato, entretanto, que o É do Sul é um ponto bem fora da curva e com mais oportunidades pode se tornar algo marcante no cenário turfístico atual.

Imagine um cavalo com gerações de 1 ou 2 animais, que tem hoje 14 filhos corridos. Depois, note que 10 destes 14 ganharam, o que já é bom. Ainda mais se notar que 3 destes são da geração estreante.

E aí vem o mais importante: dos 10 ganhadores, 3 são ganhadores clássicos e 2 de grupo. Ou seja, 14% dos filhos são ganhadores de Grupo!

Ainda, 7 filhos ganharam 40% ou mais das corridas que correram. Ou seja, se você tem um É do Sul e ele chega a estrear, você pode esperar que tenha 50% de chance de ganhar no mínimo 40% das corridas que ele disputar. Não seria isso estrondoso?

Ainda, salvo engano, são 29 vitórias pros filhos de É do Sul até aqui (reforçando que as gerações maiores são novas ainda). Mais um dado interessante, ele tem 2 vitórias para cada filho seu que estreou.

Resumindo, os números do cavalo são realmente muito acima da média, só fica a menção ao fato de que não acho que ele ou qualquer cavalo se faça sozinho. Fazendo uma analogia, creio que o É do Sul pode ser pra cá um Kitten´s Joy, um cavalo que pode colocar no mapa um criador que pouca gente notaria. 

Quanto a um dia termos um reprodutor fora de série que extrapole nossas fronteiras, como um Galileo tupiniquim, aí já acho que é necessário uma Coolmore pra se fazer um Galileo e no Brasil, por analogia também, só teríamos uma opção que você sabem bem quem seria.