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quarta-feira, 13 de julho de 2016

PAPO DE BOTEQUIM: QUAL A DIFERENÇA ENTRE HELLVELYN E É DO SUL?


Palpite é coisa que brasileiro adora dar. É de graça, não requer responsabilidade alguma e é menos pesado do que pendurar uma melancia no pescoço para ser notado. ademais uma coisa tenho certeza. O desejo de cada brinquedo varia com o poder aquisitivo daquele que quer brincar. 

Isto fica claro, pois a grande maioria sabe exatamente o que seu bolso pode suportar. Existem aqueles que teriam a condição de suportar muito mais, mas preferem estar dentro de um limite.  Outros exageram e se não são abonados pela sorte, não vão para a frente. Se atolam no caminho. O turfe brasileiro está cheio deles.

Outrosim eu diria que no turfe a grande maioria quer o BBB, não o Big Brother Brasil, mas sim o Bom, Bonito e Barato. O segundo maior desejo é redescobrir a pólvora. Ou trocando em miudos, descobrir aquilo que ninguém foi capaz de descobrir antes e entre estes estão aqueles que gostariam de descobrir o novo Galileo. Se bem que no caso de Galileo, ele nunca esteve, como assim dizer, a disposição de todos. Alguém evidentemente emitirá a opiniao que Galileo até eu? Mas no inicio não foi bem assim. Muita gente esperou para ver até ter a confiança de colocar um monte de dinheiro em seu serviço. E ademais quantos com o pedigree de Galileo que corriam o que ele corria, não se tornaram Galileo? Rock of Gibraltar talvez seja o mais contundente exemplo. Já rodou o universo e não conseguiu se fixar em lugar algum.

Por isto afirmo e assino em baixo, que em termos de palavras, a última em minha casa é sim querida.  Você no turfe tem que ter a mesma atitude. Chegar a uma conclusão. Descreve-la para quem quem quer que seja e aceitar seu veredicto, pois, é este alguém que paga a você pela informação, ou o dirimir de uma grande dúvida.

Volto a repetir, pois, repetitivo sou, no turfe moderno só se ganha real dinheiro na reprodução. Principalmente ao fazer um reprodutor. O problema é que tos, seja no Brasil, ou na Inglaterra, que achar aquele que será o próximo Galileo. Evidentemente que em uma atividade que vive de números, a grande maioria vai dar com os burros na água. Porque, não tentar acertar dentro de um senso comum. Palatável. Pois existem grandes reprodutores que tiveram seu inicio, enquanto ainda desacreditados que tiveram seus primeiros serviços, fixados muito barato.

Danehill Dancer quando iniciou sua vida reprodutiva chegou a valer 4,000 Irish Pounds. E durante um longo período se manteve em 115,000 esterlinas. Pivotal foi estabelecido em seu inicio, como um reprodutor de 6,000 Guineas. Seu valor chegou a 85,000 Guineas. Quem diria que Kociac, hoje, cujo serviço está avaliado em 45,000 Guineas, já custou 4,000 Guineas, e não havia interesse em torno de si? Evidentemente que estes pouco exemplos, foram as grandes surpresas do mercado. No Brasil, quanto vale o serviço de E do Sul? Acteon Man, não seria um exemplo também a ser estudado? O valor de sua cobertura quaduplicou, e o principal de tudo, começou a gerar interesse.

Volto a repetir, exemplos como estes são mais fáceis de ser comentados do que repetidos em outras situações. Outrossim, me arrisco a afirmar que talvez um obscuro corredor chamado Hellvelyn, venha a ser um exemplo a ser observado. Seu primeiro serviço foi fixado oficialmente em 2,500 Guineas e atraiu menos de 50 investidores e o número de éguas que poderia se dizer tratarem-se de joias no máximo semi-preciosas. A maioria feita de pedras comuns, puros adereços de fantasia.

Hellvelyn foi o mais caro Ishiguru da história deste filho de Danzig. Ishiguru, custou ele mesmo, sete digitos quando yearling. Estabelecendo-se como um interessante sprinter nas mãos de Aiden O´Brien ele de melhor conseguiu para si um grupo 3 na distância de 1,000 metros e foi acabar em um pequeno haras com seu serviço orçado em 2,500 Guineas. Morreu aos 11 anos de idade, quando parecia ir se firmando reprodutivamente. Mas como disse Hellvelyn foi caro, cerca de 100,000 Guineas, o que representava para muitos, então um autentico atestado de debilidade mental, para quem o adquriu. Aconteceu nas vendas de 2,005 em Doncaster. 

Abro um parênteses. Sei o que é indicar um potro filho de algo obscuro, pagar-se uma fortuna pelo mesmo e ter que ouvir as abrobrinhas que fui obrigado a ouvir, durante um ano e meio, até a estréia de um filho de Scatamandu. Fecho parênteses.

Juro que nunca o notei a principio, mas depois de seu Coventry Stakes (Gr.1) em Royal Ascot, ele passou a ser por mim considerado a barganha das barganhas. Principalmente quando logo a seguir foi segundo para Holy Roman Emperor, no Phoenix Stakes de Curragh. Sua campanha de três anos, foi requintada em problemas, porém sempre em confronto entre os sprinters na faixa de listed races demonstrou qualidade. Dai a ser transladado para Kiaran McLaughlin nos Estados Unidos e no final de sua campanha em 2011 para a Bucklands Farm e Stud, foi apenas um passo. Ele tinha 7 anos e não sei porque me lembrou Invencible Spirit, guardadas as devidas proporções. Mantive-me de olho.

Não sou de dar nenhuma bola a quarto colocados em qualquer lugar que seja. Mas Royal Ascot, Keeneland e Saratoga, me fizeram crer, após todos estes anos, que talvez, seus quarto colocados lá em provas graduadas, tenham mais valor que os ganhadores em outros meetings. E La Rioja, foi quarta colocada no Commonhealth (Gr.1) de Royal Ascot. Voltei atrás e tomei conhecimento que ela aos 2 anos havia ganho um grupo 2 em Salisbury.

La Rioja, foi o mais caro produto gerado por Hellvelyn, até o presente momento, 50,000 Guineas em Tattersalls e o único - como Hellvelyn já havia sido - a se tornar que o valorizasse. A sorte é que Hellvelyn está vivo. La Rioja adquirido pela Qatar Racing, e o agente na situação, foi o mesmo que teve Ishiguru como reprodutor.  Uma tenue luz na fundo do tunel. E graças a Deus, um tunel.



Este era o quadro das coisas, antes de La Rioja conseguir sua colocação em Royal Ascot. Porém o fato de dentro de suas limitações, - poucas e de pouca qualidade de éguas a ele oferecidas -  em ter 18 ganhadores aos 2 anos, já o coloca num mesmo patamar de aproveitamento de reprodutores como Acclamation e Dark Angel - ambos já comentados neste blog - na feitura de elementos precoces e dotados de velocidade.

Agora eu me pergunto, qual o criador brasileiro que arriscaria a ter tido a seus serviços, Hellvelyn? NENHUM ! Porque temos o perfil de preferir o fracassado no breeding-shed, mas que um dia teve grande nome em pista, do que arriscar no novo. O Brasil, ainda é a terra que pagar mico, custa muito caro.

Infelizmente Hellvelyn, está no purgatório, a espera que alguma alma cristã o leve para o paraíso. 19 produtos nascidos em 2015, Cobriu nestas últimas temporadas 15 e 10 éguas, e dois de seus produtos me chamam a atenção. O ainda invicto Mrs. Danvers e Mister Trader, favorito que foi o Windsor Castle Stakes em Royal Ascot.

Existe diferença entre um Hellvelyn e um E do Sul? Mantendo-se o indice de dificuldade onde seus filhos disputam, eu diria que nenhuma.