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segunda-feira, 11 de julho de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: POR UM TURFE SEM SURPRESAS


Amo, Ma Belle. Para mim a mais importante difusora de Pretty Polly da criação Brasileira. E quem não gosta de uma Pretty Polly? Talvez o Idi Amim Dada. Lembram-se dele? 

Costumo dizer a meus clientes, e sei que estou repetindo, que Ma Belles tem que ser colecionadas, como pinturas de Miró. Não vendidas, a não ser que a proposta seja irrecusável. Mas uma coisa garanto, com o mesmo dinheiro vai ser dificil se arrumar coisa igual. Talvez uma Tarcila do Amaral...Nunca outro Miró 

Mas o Sta. Maria de Araras, já montou uma descendência sólida e não dá para ficar com todas. Alguma coisa tem que ser vendida. Isto foi concebido decadas atrás, quando o império estava sendo ainda montado.

Nestes dois últimos anos consegui indicar três para aqueles para os quais trabalho. Coincidentemente, eram as existentes no mercado. E digo já de cara. Baitas éguas em fisico e cujo resultados de sua descendência não demandam surpresas. Acima, o primeiro produto de uma delas, acaba de nascer. Dia 07. Trata-se do filho de Concubine (Public Purse) no reprodutor Put It Back.

Qualquer opinião em um produto que tem apenas horas de nascimento é puro feitiche. Assim, as minhas, guardo-as para mim e tento examina-los pela primera vez, quando já contam com um mês de nascidos.

O cavalo quando nasce, em minha opinião, é o que vai ser. Uma miniatura fotografica, que amplia-se. E se você amplia bem, a foto sai real no final do contexto. Um bom haras, faz um feio, bonito. E pode até manipular com sua preparação, para ter algo melhor desenhado no final, do que na realidade o era no inicio. E aí, que em 95% dos casos, voce adquire o nabo! O preparado, produto de lapidadores competentes... Mas competentes em que? Em transformar pedras verdes em esmeraldas, para burlar o seu valor? O tempo define em resultados quem lapida a pedra preciosa ou quem faz um semi preciosa parecer preciosa.

Você não pode criar cavalos de corrida atrofiando-os com excesso de boia, pasto e treinamento antes de serem domados. Suas cartilagens não estão preparadas para supotar o peso antes da hora. São exatamente ai, que os problemas se iniciam. E se o individuo for bom, pois, bom ele já é desde que o útero é fecundado, quebra. Como sempre disse o Edson Alexandre, cavalo bom, corre mais que as pernas. Ele, o cavalo e não o Edson, demonstra aquela sua vontade de vencer, e as vezes as pernas não lhe dão suporte. Por isto tem gente que prefere criar e correr o que cria. Assim, desfigura o fator surpresa.

Já aqui defendi que a qualidade de um verdadeiro haras é primeiramente não desfigurar aquilo que a natureza se impôs ao trazer ao mundo. Por isto visito os potros, já com um ano e pouco. E faço duas mais visitas para ter certeza que o desenvolvimento físico, é real. Com os Ma Belles, o trabalho simplifica-se pois eles já nascem naquela categoria dos bons. Como disse Ma Belle, poderia ter dito Griffe de Paris, Donnegalle ou ou outras linhas maternas mais recentes. Logo, comprando-as suas chances se tornam maiores. Você tem que conhecer e respeitar as características de cada segmento. Não existem garantias, mas o universo de sucessibilidade se torna maior. Ou com um Duke of Marmelade você sentia com o mesmo nível de confiança, que com um Ghadeer, décadas atrás?

Todos os anos visito o Santa Maria de Araras, que cria em Bagé e recria em São José dos Pinhais, num sistema ao ar livre até Março. Se não me engano são quando os potros iniciados no processo de preparação das vendas, passam a dormir presos. Tem gente prendendo em Outubro do ano anterior. Você acha isto natural? Se acha, aconselho tentar a criação de pavões, pois, dizem que funciona bem com galinaseos

O problema de criar solto é que se tem que ter gente com olhos. Aquele que decide com certeza quase que divina, qual o potro que necessita isto ou aquele que esta excedente daquilo. No turfe, o pecado do excesso é mais contundente do que o da falta. Manter cada animal com suas características próprias engendradas em seus cruzamento, era coisa que Tesio sabia fazer. Não é a toa que teve o sucesso que teve no meio de gente com muito mais dinheiro do que ele.

Somos ainda um criatório de menor controlhe bacteriológico que outros centros. Você paga um zilhão num inédito totalmente no escuro se ele é portador de por exemplo pyro. Tira a sorte grande, ou decide exporta-lo prematuramente como fiz com Einstein e na hora da venda ela aparece. Qual a graça, nisto? Não vejo nenhuma, principalmente do ponto de vista do comprador. E mesmo a longo prazo, do vendedor que ficará reconhecido por uma pecha. A de portar, por exemplo, carrapatos.

Sair da pecha? Simples, corrija o problema. O custo de venda aumentaria? Sim, mas a credibilidade do seu produto também. E qual mercado internacional sobrevive da incerteza alheia?

 Acho que todos os nossos potros, vendidos sobre a tutela da ABCPCC deveriam ser testados de pyro. Fortalecedia nossa credibilidade perante o mercado internacional. Não só ter suas radiografias expostas. Keeneland, que nunca se proprôs a vender gato por lebre, tem a sua lista de EVA. Porque não tentamos o mesmo? Porque não tentamos nos tornar, uma vez por todas, um mercado sério?

Amo demais as Ma Belles, outrossim mais ainda as amaria, tendo a segurança de poder comprar descendentes da mesma, e não ter maiores surpresas... E hoje, na verdade ninguém a tem.