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sábado, 2 de julho de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: THINKING OUT OF THE BOX

Thinking out of the box é um termo muito usado aqui nos Estados Unidos, e eleveado a um plateaux de elogio. Trata-se de uma pessoa capaz de raciocinar de forma distinta dentro de um mercado - aqui representado pela palavra box, caixa. E fora da mesma. Acredito, que para isto possa vir a acontecer, você tem que erigir uma vida outra, fora da box.

Quem trabalha com cavalos, teóricamente esta numa caixa 7x24. Sete dias na semana, as 24 horas por dia. Não há como resistir. Cavalo, é que nem bebe, não se pode se dar ao luxo de estar sem atenção, um minuto sequer. Outrossim, o fato de você se manter 24 horas por dia, infurnado em uma caixa, limita seus horizontes, limita a sua forma de pensar e o vicia a ter um atitude voltada tão somente para o que acontece dentro daquela caixa. Vó Adelina, sempre me previniu que quem olha de fora, acaba tendo um melhor discernimento do problema, como um todo. E a solução dos impasses, pode vir a ser mais racional. Eu realmente acredito nisto.

Um treinador hoje de sucesso, monta a sua equipe e acho que o sistema europeu de parar as carreiras clássicas no inicio de Novembro e só reativa-las nos meados de Marco, é o mais inteligente. O treinador tem seu tempo para viajar, descansar e se assim o desejar, até ter contacto com outros atrativos, que uma vida lhe fornece. O Festival de Dubai, foi criado com um atrativo a estes, unindo o útil ao agradável, ou como diria o excelentissimo ex-presidente Lula, o útero ao agradável. Eles continuam trabalhando, mas usufruindo dos requintes de um resort, dez estrelas.

O treinador no Brasil, precisa tirar seus dias de folga. Esfriar a cabeça e pensar fora da caixinha. Por isto, fiquei triste quando ouvi de um turfista, - que diga-se de passagem nenhum cavalo tem - que não confiava no trabalho do treinador X, - um dos com que trabalho - pois, os cavalos não eram a sua única razão de sua vida. Ele viajava. Achei de uma imbecilidade atróz. Para mim, para ser um bom profissional, você não precisa ser escravo da atividade. Basta ama-la e sentir saudades dela quando se desliga temporariamente da mesma. E quando então voltar, ai sim entregar-se de corpo e alma. Para se preencher este hiato de sua ausência, é que existe a equipe. Gente treinada por você e que neles confia.

Um parênteses para não se perder um hábito. Outro dia teci comentários ao Figueira do Lago ter mandado toda a sua geração para o Rio de Janeiro, e te-la dividido irmamente entre aqueles que considerava os dois melhores treinadores em atividade no local. O Venâncio e o Guignoni. Creio ser direito de cada ser humano em um sociedade aberta, ter sua opinição. Para os responsáveis do Figueira, estes eram os dois treinadores a serem escolhidos. para outros haverão outros nomes. eu mesmo acho que existem cinco treinadores que se utilizam da Gávea para correr seus cavalos, que transcendem aos demais. Mas houve alguém que me mandou um e-mail, dizendo que nas estatísticas, não era o Venâncio que brigava com o Guignoni. Apenas uma opinião. Eu acho as estatísticas de treinadores ser feita tendo como base o número de vitórias, inóqua,  inadequada e irritantemente burra, pois você dá o mesmo peso a um GP. Brasil a um claming. E por estas coincidências da vida, foi o Venâncio que ganhou o GP. Brasil, desta temporada. Fecho parênteses.

Eu lido diáriamente com pedigrees e fisico de cavalos. Mas minha caixinha tem hora. Como o dia é longo para o velho, como eu que durmo pouco, sobram 18 a 20 horas para dividir meu tempo. O tempo de caminhar na praia, de ler, de conversar com a minha mulher, de ir ao cinema ou ao teatro e o restante das 12 horas, embrenar-me em meus estudos e pesquisas. Gosto de viajar. Apenas uno o útil ao agradavel, e viajo, para lugares que possam ter cavalos a ser examinados e corridas a serem vistas. Assim prefiro por exemplo a França e a Inglaterra, a visitar a Hungria ou Croácia. Pois no caso de sentir saudades da atividade, dou um pulo em Newmarket ou a Deauville, e pronto, mato imediatamente as saudades.

Apenas na leitura, deixo coisas de turfe de lado. Já li muito do assunto e hoje prefiro ver uma corrida ou analisar a performance de um reprodutor, e tirar as minhas próprias conclusões. Com a cabeça fria, de quem tem uma vida fora da caixinha. Com a exceção de tony morris e sid fernando, não me interesso pela opinião de ninguém mais.

Alguém me disse que cultura é um pouco que fica do muito que se sabe e foi aprendido. Assim sendo, em minha maneira de ver, você tem que ter uma cultura exterior à caixinha, para saber medir e ter a perfeita amplitude de raciocinio, que o levará ao lógico. E isto foi o que tentei explicar ao turfista irado, por não aceitar sua ponderação, mesmo sabendo que não o convenceria, pois, mostrou ser uma pessoa escravizada à sua caixinha.

Se eu acredito que se Danehill poderia ser melhor que Light Horse Harry nas pencas, tenho que mesmo que seja apenas para manter um raciocinio lógico, que quanto maior forem os horizontes de um treinador, mas pode ele fazer por seus cavalos e sua atividade. Aquele abonado com um aceitável coeficiente de inteligência e dotado de bom senso, se tiver jeito para o negócio, acaba por vencer na atividade, com igual intensidade daqueles que mesmo por apenas instinto, tem o dom de sentir o que os cavalos necessitam para agir melhor.

No mais, acredito que todo profissional do turfe, seja ele treinador, veterinário e jóquey, deveria ter seu tempo fora da caixinha. Arejar a cabeça, faz bem a todos. Ficar 24 horas por dia ligado a atividade, desculpem, mas não o fará mais responsável ou melhor do que ninguém. Apenas um cara dentro de uma caixinha!