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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

PAPO DE BOTEQUIM: PORQUE KEENELAND É FUNDAMENTAL - PARTE 2

Comentei ontem aqui mesmo, que em Keeneland você tem que fazer valer, o raciocinio lógico que cada um tem dentro de si. Sim, todos nós temos, um raciocinio lógico, mas quando se fala em paixão - como o turfe por exemplo - poucos são aqueles que conseguem exerce-lo. A paixão o leva a cegueira ambiental e seus instintos ficam sempre mais acurados que sua razão. Logo, é necessário treino e muita paciência.

Fui honesto quando um dia escrevi, que o desavisado chega em Keeneland e tem vontade de comprar os cinco primeiros lotes que passam à sua frente. Pois, o nivel físico do que aqui é apresentado excede ao que estamos acostumados a ver no Brasil. Desculpem aqueles que acham que eu esteja exagerando, mas esta é a mais pura verdade. Esta sensação veio a mim em 1985, quando com um criador compareci ao meu primeiro leilão, as já finadas vendas de Julho, que como já expliquei na nota anterior, é hoje o catalogo 1 de Setembro.

Tudo para mim era novo e excitante. Descobri que se tivesse que comprar aqueles que estavam a cima dos padrões normais da criação brasileira, teria que comprar quase a totalidade daquele catalogo. O tempo me ensinou, que daquele mesmo catalogo, somente 10% - do que de mais refinado existia na criação norteamericana segundo os selecionadores de Keeneland - chegavam com sucesso a esfera classica, no eixo Europa-Estados Unidos. E posteriormente, com o passar dos anos, minhas pesquinas determinarame me tornaram ciente, que 10% era um percentual mais do que razoável de se atingir. Contudo, não a aquele preço. Por que assim o digo? Pois, com um percentual inferior, mas com um número excessivamente maior de ganhadores, igualmente se chegava com sucesso a esfera clássica no eixo determinado, com as aquisições de Setembro e a um preço que era apenas uma fração dos conseguidos em Julho.



Eu notei, Keeneland notou e toda a torcida do Flamengo - que anda sentindo um cheirinho de hepta - o fez também. Moral da história, o pensamento lógico do mercado resolveu acabar com as vendas de Julho e simplesmente encaixa-la, inicialmente, nos primeiros dois dias de Setembro. E assim todos ganharam com isto, menos os hoteis e restaurantes de Lexington, que na época não eram muitos, diga-se de passagem.

Vim para Lexington em 1987, embora só tenha jogado ancoras de maneira definitiva, três anos depois. Nos três primeiros anos eram seis meses aqui e seis meses no Brasil. Viajando com os cavalos que adquiria para clientes. Logo, creio não me tornar um "metido", ao dizer que convivi com as mudanças de Keeneland e com o raciocinio lógico inerente a este mercado. Posso afirmar que não houve um outro brasileiro que tenha participado mais assiduamente do que eu, em todas as vendas levadas a efeito em Lexington. Este ano completaram-se 30 anos de September Sale, para mim. Praticamente uma vida. E espero chegar a marca dos 50.

O raciocinio lógico neste setor - o da compra de cavalos de corrida e reprodução para estes fins - exige dois pontos. Uma short list, onde você coloca todo o seu conhecimento e segundo, uma isenção de sentimentos na inspeção fisica dos lotes. Se você conseguir levar adiante este raciocinio lógico, não é preciso um caminhão de dinheiro para se chegar a bem mais do que 10% de acerto clássico em suas compras.

Ai alguns hão de perguntar, mas se todos fizerem isto, como vai ser? Acalmo aos inquisidores desta questão. Não haverá um empate técnico, como podem estar pensando. E sabem porque? Nem 10% dos investidores deste mercado, querem perder o seu tempo com esta linha de raciocinio. Eles tem e acreditam no poder do dinheiro e dos irmãos dos irmãos. Chegam até ao cumulo de levantar aquela já batida tese, de que bom com o bom, haverá sempre de nascer o melhor. E ai comparecem apenas no catalogo 1, e se tornam menos ricos e mais perplexos, porque as coisas não aconteceram.



Abro um primeiro parênteses. Nas vendas brasileiras em que adquiri a Drollig, só a ele me ative. Mas houve um investidor que comprou naquela noite exclusiva dos produtos do Santa Maria de Araras, outros 12 lotes e foi o lance perdedor nele, Como Drollig, para mim, é o segundo melhor cavalo de sua geração, e para um seu colega de haras, que defendeu as cores do criador, Daniel Boone, eu atingi meus objetivos e gastei ¼ do que este investidor fez.  No momento que nenhum dos dozes seus, chegaram a algum ligar. Evidente, que para tal, usei o raciocinio lógico, que é ver a todos - e não me refiro apenas aos elementos daquela venda - mais os que pude examinar pelo Brasil, e unir à escolha do fisico-pedigre, o conhecimento, para se chegar a uma decisão final. Fecho parênteses.

E se não tivesse por trás de mim um proprietario afim de gastar o preço recorde daquele ano?  Minhas três viagens de inxpeção? O investidor que levou 12 lotes, naquela venda, levaria 13, e seria visto como o gênio da lâmpada, principalmente para aqueles que não notaram, o volume final de suas aquisições durante todos os leilões.

Em Keeneland, os grandes investidores como os membros da familia Maktoun, compram mais de uma duzia de elementos no catálogo 1, e por incrivel que possa parecer, não são eles os que melhor resultados angariam em pista. E eles contam com uma equipe de gente olhando para eles. Existe força de dinheiro, mas não vejo muita lógica de se eleger uma "junta consultora" que parece agir apenas por instinto, para se adquirir a um cavalo de corrida.

Logo, embora exista muita subjetividade na seleção de um cavalo de corrida, a lógica, quando bem aplicada , acaba por se sobrepor ao instinto e muito mais ainda à força do dinheiro. 

Não pensem que não respeito instintos e a força do dinheiro, mas acredito que ambos possam ser batidos pela lógica. Agora quando você conta com a ventura de pode se utilizar destes três elementos, você vai lá e ganha uma Dubai Cup, um Santa Anita Handicap, uma Breeders Cup e chega até a sentir um cheirinho de King George....

Amanhã continuaremos, com o alvo em Keeneland. pois, o assunto é extenso.