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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA: VENCEDORES INTERNACIONAIS EM TRÊS CONTINENTES

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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: A FORÇA DE UM MEIO AMBIENTE


Mede-se a importância de um hipódromo pela qualidade de cavalos que nele disputam suas carreias. Mas eu disse cavalos, não apenas um cavalo. Uma andorinha perdida na imensidão do horizonte. Este dificilmente fará um verão. Eu escrevi dificilmente, não impossível. Querem um exemplo? O Uruguai, que é um pais de alto respeito, tem hoje em Maronas, uma importância muito maior do que normalmente deveria ter. E porque? Porque entre outras coisas teve um cavalo argentino chamado Invasor, triplice coroado e invicto que depois conquistou o universo.

Invasor colocou Maronas no mapa, contudo, há de se convir que Invasor colocaria qualquer hipódromo no mapa. Ele foi um corredor sublime que provou ser quase imbativel em três continentes. Digo, e repito, que Maronas você tem um antes e depois de Invasor. E o depois, se sustenta até hoje, por causa dele.

Cavalos que dificilmente venceriam na Gávea, ou mesmo aqueles que por ventura nem se graduaram, vão a Maronas e graduam-se nas principais provas daquele pais. E como os prêmios são bons e pagos em dia e em dolar, cada vez mais está se tornando um caminho natural para o cavalo brasileiro. Porque, aqui entre nós, o turfe brasileiro está caminhando a passos largos para a insolvência.

Ontem publiquei aqui algo sobre o Flamengo, um time de rejeitados, mas que por estas coisas dificeis de serem explicadas, é um dos três times, que disputam com chances o campeonato brasileiro, que depois de modificado em 2003 para pontos corridos, mostrou a verdadeira face do baralho. O que ganha é a constância e não mais apenas os lampejos de lucidez.

O conceito que aqui defendo, é que o rejeitado por um, pode ser uma jóia para outra. Isto acontece na Gávea, em relação a Maronas. De times de futebol em relação ao Flamengo e até no breeding-shed. Duvidam? Expliquem-me então, como eu fosse uma criança de cinco anos de idade, o sucesso de Southern Halo, Roy, Candy Stripes, Seattleman Day, Mr. Long e Spend a Buck na América do Sul? Afinal no hemisfério norte, mesmo em haras de alta capacidade de produção, como a Coolmore, a Darby Dan, a Taylor Made, a Walmac, a Lanes End e outros, foram incapazes de reproduzir, aquilo que produziram por aqui. Qual seria então o mistério? Voodoo, bruxaria ou quem sabe quiromância?

Eu dira que não, apenas o meio ambiente. O meio ambiente faz o Flamengo chegar lá com um time de rejeitados, Maronas luzir, mesmo com cavalos de segunda linha e creio que os reprodutores citados nos centros criatórios de Argentina, do Brasil e do Chile, florescerem quais flores valiosas. E o que seria o meio ambiente do Flamengo? Um time que alguns nem sabe dizer o nome do técnico? Eu dira que sua torcida, sua camisa e sua tradição. Em Maronas? O intenso amor e interesse do povo uruguaio para as coisas do turfe. E no breeding-shed? Eu diria que a forma de criar, de treinar, de correr que somados a um tipo diferente de éguas, alteram de maneira significativa a produção de um reprodutor.

Logo, quando existe uma opção brasileira para trazer o já testado, não deveria haver uma recusa, daquele que fracassou em outro centro, se forem detectadas razões de seu possível fracasso. Falemos de nós. Spend a Buck era um Buckpasser e como todo Buckpasser só funcionou na América do sul. Spend a Dolar no Peru, Settlemand Day no Chile, Logical e Egg Toss na Argentina e ele, Spend a Buck que corria, e corria muito. Foi testado na Lanes End e terminou no Brasil. Apenas um detalhe que não pode ser colocado de lado. Juntos os demais quatro reprodutores citados, não seriam em pista, uma sombra da asa da mosca que pousou mo exterco do cavalo do índio, morto com três minutos de filme. E filme mexicano...

Quando falo de Spend a Buck, poderia estar me referindo a Peintre Celebre, Trempolino, Sinndar, Sagamix que ganharam o Arco, outrossim, fracassaram em suas funções reprodutivas no hemisfério norte e mesmo assim, a exceção dos dois últimos, - até aqui - algo de bom deixaram ou irão deixar para a nossa criação.

Logo penso que se alguém quer algo testado, e nós sabemos que por nossas condições financeiras, tem que ter sido abaixo da média na produção do hemisfério norte, tem que se calcar mais em físico, pedigree e principalmente em campanha e a meu ver, não tanto na qualidade que produziu para a pista. A não ser que estejamos falando de sete digitos em dolares.

O mercado mundial cresceu. Vários outros países contribuíram para este aumento substancial nos preços dos cavalos de corrida. principalmente os asiáticos. E o preço cresce quando a demanda suplanta a oferta no cume da atividade, como vem ocorrendo com certa assiduidade, princiopalmente naqueles que tem um maior apelo para o breeding-shed. Onde não é impossível se alcançar os baixos oito digitos, na formação de sindicatos.

Com a entrada da China e da Coréia do Sul neste circo, as coisas tenderão a se tornar mais complicadas para nós, e só o meio ambiente será capaz de nos manter competitivos no jogo internacional. E dentro deste prisma, não podemos em momento algum deixar de repor nossas lides com reprodutoras importadas com pedigrees modernos e producentes.

Como fazer, em um turfe deficitário como o nosso e ainda dependente de transportes caros e taxas governamentais exorbitantes? Não sei. O certo é que no minimo precisariamos de ajuda governamental e esta parece ser cada dia mais improvável.

Mas eu sempre acredito que existe uma luz ao final do tunel, pois, caso ela não existisse, seria apenas um buraco e não um tunel. Se Maronas está bombanmdo e o Flamengo no G4, porque o turfe brasileiro não pode também dar sua volta por cima?