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terça-feira, 13 de setembro de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: UMA DUPLICAÇÃO EM KEY BRIDGE

Huber

Nada é eterno? Existe frase mais antiga do que esta? Pois é, mas as pessoas se esquecem dela e cobram por situações que não podem ser cobradas, como um cavalo de corrida que cansou de ser o que foi. A vida é composta de ciclos. Tem seu início no ciclo fertil de uma mulher e termina num ciclo de doenças ou simplesmente de um corpo que não tem mais forças para lutar. Durante este período, a qual nominamos de vida, existem vários ciclos. O da infância, o da puberdade, o do amadurecimento e o da velhice. Neles você é obrigado a exercer atitudes sociais, físicas, profissionais e intelectuais. Cabe a você aproveita-los ou não.

Para qualquer coisa ou para qualquer um, os ciclos se modificam, amaderecem e fenecem num processo irreversível. Cabe a cada um aproveitar ao máximo seus ciclos e deles tirar ensinamentos e contribuir de alguma forma.

A genética é uma ciência não exata, que em se tratando de cavalos de corridas, vive de ciclos. St. Simon, Hyperion, Nearco, Blandford e Tourbillon tiveram seus ciclos. Northern Dancer e Mr. Prospectors, vivem atualmente os seus. E a forma com que eles vão se transformando é que o grande enigma da ciência.

Eu acredito em transmissão linear e mais do que isto nas duplicações femininas, pois, em meu rudimentar conhecimento da genética, se um égua é capaz de produzir dois ou mais cavalos de qualidade para a pista ou para o breeding-shed, é que ela possuem gens diferenciados. Talvez não seja este o termo exato, mas o que esta valendo aqui é o conceito, não a nomeclatura.

Por isto, sempre estou a procura de animais que tenham o maior número deste tipo de éguas em seus pedigrees, e duplico, utilizando-me de outros com as mesmas características. Um exemplo pratico?

Uma das éguas que sempre admirei foi Key Bridge. Quatro produtos com boa campanha em pista, - sendo dois champions - e filhos e filhas capazes de manter acesa aquela chama de transmissão de classe. 

Abro um parênteses na certeza que era necessário abri-lo. Um dia, em visita a Virginia, tive o privilégio de visitar o Haras de Paul Mellon, e a sorte dele estar no escritório, quando fui pedir permissão para uma visita. Paul Mellon, foi o gentleman que sempre imaginei que deveria ser e em minutos aos constatar que para bobo eu não servia, me convidou para o almoço, e aquela visita que seria, inicialmente, de apenas uma ou duas horas, virou quase um dia inteiro. Se eu já admirava Key Bridge, depois de conhecer pessoalmente seu criador, ela se tornou para mim, inevitável. Fecho parênteses ciente que foi necessário a exposição.

Nesta minha troca de idéias com Paul Mellon, solidifiquei dois conceitos que tinha, mas vindos de um criador consagrado - único a ganhar o Derby, o Kentucky Derby, o King George e o Arco - o que era um conceito se tornou para mim uma regra. Key Bridge, não correu, mas sua estrutura genética era composta por Princequillo, War Admiral e Blue Larkspur. Logo, imaculada para o tempo em questão.

Mellon era um amante das chamadas por mim, de estruturas genéticas e me disse que quando descobria um cavalo inoperante em seus pedigrees, eliminava o animal em questão, como também, todos os demais que o tivessem em seus pedigrees. Sem perdão ele eliminava com a presença dos eletricistas em sua criação. Um metodo radical e caro, mas que para ele parecia a única forma de se preservar a qualidade de uma raça. É mais barato de se adquirir outra égua sem a presença destes indesejáveis, do que se levar duas a três gerações para diluí-lo em um pedigree. Foi extamanete o que me disse.



Nunca dei bola para a campanha de uma reprodutora. Evidente que melhor que for a campanha, mais suas chances se tornam. Contudo, o valor genético, é para mim muito mais importante do que foi feito em pista por alguém sem força genética. Mellon, pensava da mesma forma. E nunca abri mão de que uma égua tenha um bom avô materno, pai de segunda e terceiras mães,

Afinal existem tantas éguas a venda no mundo, acho que se deve esperar pela égua certa e isto me propiciou já ter adquirido 117 reprodutoras com produção de ganhadores de grupo. Mais duas este fim de semana, diga.se de passagem. Sempre fui partidário de se comprar uma égua, com o reprodutor que a servirá, já em mente. Acteon Man, é para mim por isto, uma fonte de pesquisa e testes.

Fui chamado a ajudar a Acteon Man. Não o descobri, nem o banquei no inicio. Isto foi da responsabilidade de seu proprietario em carreira, o Aluízio Merlin Ribeiro. Logo o merito é dele. Outrossim, o meu desafio se tornou menor, pois, Acteon Man tem em seu pedigree, um grupo de éguas extraordinárias, até a quinta geração. Tais como Somethingroyal, Lalun, Pocahontas, Chris Evert, Banquet Bell e Key Bridge, sua quarta mãe.

Imediatamente visualizei em cruzamentos, que apresentassem duplicações nestas éguas, como forma de rejuvenecimento genético. E entre eles, um foi evidentemente o relativo a Key Bridge, do qual já expliquei minha veneração.

Uma das mais importantes importações feitas para o haras Santa Ana do Rio Grande, foi Key to the Edge, prinicipalmente pelo simples fato dela ter produzido a Mensageiro Alado. Pois bem, Key to de Edge, era uma neta de Key Bridge e assim que foi colocada a venda em uma liquidação, adquirimos a Forever Marcia - uma irmã inteira de Mensageiro Alado. O tempo provou que o esforço não foi em vão. O terceiro produto da não corrida Forever Marcia com Acteon man, foi Gladiador Acteon, que pintou ano passado como um potro diferenciado, mas infelizmente foi afastado da pista por acidentar-se. Gladiador era duplicado em Key Bridge na razão 5x4 e no sistema cognominado Fórmula 1 - entre linhas baixas.

Este fim de semana outro filho de Acteon, com duplicação  em Key Bridge na razão 5x5 e no mesmo sistema Fórmula 1, ganhou de forma expressiva. Quem viu, acredita que Huber possa vir a ser um potro de primeiríssima linha. 


HUBER É DE CRIAÇÃO DO HARAS IBERLÂNDIA, 
MAS NA VERDADE COMO JÁ FOI EXPLICADO 
ELE NUNCA DEIXOU DE PERTENCER AO H e R
A ÉGUA FOI TANSACIONADA COM A CONDIÇÃO
QUE O POTRO QUE TINHA NA BARRIGA
FOSSE DEVOLVIDO AOS SEIS MESES, 
APÓS O DESMAME. 

Huber chegou ao Lorolu, tinindo. Já era diferenciado fisicamente desde que colocamos os olhos nele pela primeira vez. Logo,  o Uberlãndia tem participação nesta vitória e quero deixar claro, que nós do H e R, acreditamos que a duplicação em Key Bridge possa ser a razão destes resultados, em éguas que antes nada haviam produzido de útil.

Ou seria coincidência e o que funcionou na verdade, foi o cruzamento de Acteon, com uma mãe Roi Normand, o mesmo do derby winner Famous Acteon?