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domingo, 16 de outubro de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: O MEDO DAS BRUXAS

Uma das maiores preocupações que sinto nos criadores brasileiros, é o medo que um imbreed possa aumentar as chances de transmissão de um defeito. O que este certamente não estão levando em consideração, que se um cavalo aparece mais de uma vez em um pedigree, existe uma grande chance dele ser um chefe de raça. Duplica-lo me parece lógico se a idéia básica seja potencializar o pedigree. E o que seria um chefe de raça tão importante? Porque comprovadamente ele é alguém capaz de transmitir mais qualidades do que defeitos. Logo, volto a repetir, duplica-los em um pedigree aumentam suas chances de participar das beneces. Não dos defeitos. Para que isto aja negativamente, você tem que ter outros fatores que denigram a capacidade de transmissão destes chefes de raça. 


EXISTEM INBREEDS QUE FUNCIONA
E OUTROS QUE NÃO FUNCIONAM
CABE A VOCÊ PESQUISAR E
DESCOBRIR AQUELES QUE PODE USAR 

Danzig tinha joelhos ruins. Mr. Prospector aprumos pouco recomendaveis. Northern Dancer mancou do tendão. E são os imbreeds nestes três chefes de raça, que hoje dominam os pedigrees dos ganhadores de grupo. No caso dos dois últimos combinados, mais ainda. Logo, qual a razão deste receio?

Ontem ganhou o Bento do Cristal, um filho de Silver Train em mãe Rainbow Corner, o que em outras palavras quer dizer um pedigree que não encanta aos mais criticos. Mas seria só isto, no pedigree de Bagé in Concert? Será que a duplicação em Flaming Page somados aos sete quilos de descarga, não influíram neste resultado? 


Apenas a titulo de ilustração um dos elementos que trouxe Silver Train, no sistema de shuttle, afirmou que este não vai sofrer criticas do Gameiro, porque foi ele que o selecionou. Ledo engano. Você compra um Much Better ou um Siver Train, ainda inéditos, para ter sucesso na pista. Não para o breeding-shed.

Tem gente que aceita o imbreed, mas tão somente em razões afastadas dos progenitores do produto. Aceitam um 5x5, mas refugam de forma veemente, num 2x3. Modernamente já está provado que os chamados close imbreeds, podem vir a ser positivos na melhoria da performance de um animal. E principalmente no tocante ao setor reprodutivo.

Outro dia, estudando o élèvage Meadow Stable da familia Chennery, descobri um cruzamento que fizeram, reunindo First Landing e Hill Prince, dois champions criados por eles, mas filhos de uma mesma égua. E deste cruzamento resultou a ganhadora de duas carreiras, Orissa. Ela era uma filha de First Landing numa mãe Hill Prince, logo Hildene 2x3.

Para tornar uma longa história larga em algo realmente curto, eu estava em New York, quando Jet Ski Lady ganhou o seu Oaks. Fui ver o video da carreira muito depois. Figuei sabendo de sua vitória ao comprar os jornais no dia seguinte na livraria Rissoli. Jet Ski Lady era uma filha, da igualmente ganhadora de grupo 1, Bemissed, esta uma neta de Orissa.

Orissa, criou sua própria árvore. Não chegarei ao ponto de dizer tratar-se de uma frondosa árvore. Mas diria que ele rendeu os seus frutos. E agora tomo ciência que na Nova Zelândia, Underthemoonlight, acaba de ganhar os 1,400m do Breeders Stakes (Gr.3), mesmo advindo de duas mães que nem chegaram a correr. Todavia, sua terceira mãe é Orissa. 

Mais ainda fechado, era o imbreed em Tourbillon no pedigree de Ormara, a mãe de nosso conhecido Locris. Este filho de Venture VII, foi um bom cavalo em pista e melhor ainda no breeding-shed.

Não tenho medo de imbreeds fechados. Os 2x3 e 3x3 em Danzig e seu filho Danehill, estão sucedendo com muito sucesso na Australia. Neste ano a reprodutora Brave Carina, uma Elusive Quality em Brave Lady (Roi Normand e Political Intrigue), de propriedade da Black Opal,  está sendo coberta por Redattore (Roi Normand e Political Intrigue). Isto dá uma razão 2x3, duplicada em Roi Normand e Political Intrigue, em meu conceito, dois elementos de se excederam na criação brasileira.

Nascerá o produto com duas cabeças e quatro olhos? Será que estes close imbreeds, só funcionam modernamente com Danehill e seu pai Danzig? Custa-me crer que ainda existam criadores receiosos de arriscar. Senhores a caça as bruxas terminou na era medieval. Vivemos um turfe moderno que exige riscos de todas as formas. Por que não assumi-los? Por que se manter naquele feijão com arroz, que não nos tem levado a lugar algum? Ou melhor nos está lançando ao fundo de um poço.