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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: UM CAVALO CHAMADO DUBAWI.

Muito se fala dos povos de potencias mundiais bem desenvolvidas, habitantes de ilhas. Dizem os entendidos que se tratam de gente egoísta e bélica. A Inglaterra, a Irlanda e o Japão são exemplos fortes do que estamos fazendo. E o que dizer de gente que vive em peninsulas, como eu vivo? Diria que se tratam de gente desorganizada e cuca fresca. A Itália e a o estado da Flórida são os maiores exemplos do que digo.

Hoje torna-se válido se afirmar que os povos mais desenvolvidos que habitam as ilhas são os mais importantes criadores de cavalos de corrida, vide os três citados. Evidente que em qualquer comparação que se faça, sobre qualquer assunto, Os Estados Unidos acabam aparecendo. E acredito que isto aconteça, por dois motivos básicos: dinheiro e determinação.

Comprar um bom cavalo em Keeneland é sempre mais fácil do que fazer o mesmo em Tattersalls. Isto é, no preço que nós brasileiros compramos normalmente. Nos Estados Unidos é menor o número de elementos reservados, o que faz os leilões muito numerosos, e os criadores norte-americanos não se apegam a este o aquele. Tem Tapit e Medaglia d'Oro, a dar com pau. E os oferecem para fazer lucro. Aqui ser criador ]e como criar uma empresa que tem que dat lucro. Porque não é o mesmo na Europa?

A começar que, quem tem Galileo, não vende, mas quem tem Dubawi o faz, só que a preços exorbitantes. Não lhe parece estranho? Porém há de se convir que vender dois potros que atingiram em 24 horas a marca de 2,600,000 Guineas cada, em Tattersalls, e com isto se livrar de enfrentar em pista os Galileos, nos parece ser um negócio da China. Talvez o maior de todos, nesta seára. E é o que os criadores ingleses e irlandeses estão fazendo nas vendas de Tattersalls. Em contrapartida, os criadores japoneses vendem os Deep Impacts, provando que preferem não arriscar a esperar pelo sucesso quase inevitável deles, em pista. Os norte-americanos teriam uma frase para isto também; Is best to be safe than sorry. Aliás a lingua inglesa, tem uma frase para praticamente tudo. Não é a toa, pois, enquanto os britânicos discutiam filosofia, nós ainda trocavamos espelhinhos.

As estatisticas de reprodutores. por média de vendas, no eixo Estados Unidos-Europa, que publiquei a dois dias, revela que Dubawi é o rei do pedaço, seguido por Frankel, Tapit, Galileo e Medaglia d'Oro, e acreditem, não podia ser de outra forma. O turfe vive de resultados e eles são os que estão tendo os melhores com mais frequência.

Já contei esta história. Com o proprietario e criador Aluizio Merlin Ribeiro examinei todo e qualquer Dubawi, na venda de sua primeira geração em Tattersalls. Eu tinha fé nele. E acredito que ele não tenha me decepcionado. Mas haviam razões para este interesse,

Dubawi tem um old fashion pedigree. Seu pai Dubai Millenium, é considerado por muitos, como um dos maiores cavalos do século. Embora exista muita badalação e marketing por trás disto, a qualidade apresentada por Dubai Millenium em pista, não está muito longe da verdade. Eu o colocaria, no mesmo patamar de um Frankel, de um Ribot, de um Sea-Bird, de um Nearco e até de um Dancing Brave, entre os europeus. Resumindo, era um cavalo de excepcional qualidade locomotora, que nos abandonou cedo. E em sua única geração nos deixou Dubawi, para sózinho, carregar em seu lombo, a responsabilidade de levar a frente a sobrevivênmcia dos Seeking the Golds. Que eu diria ser, um Mr. Prospector que se pode taxar de diferente. Fora da casinha, pois gostam da grama e das distâncias mais alongadas.

Mas voltando a Dubawi, explico por que acho ele ter um pedigree old fashion. Sua mãe é filha de Deploy o patinho feio de uma extraordinária reprodutora, Slightly Dangerous, uma louca varrida que demonstrou muita classe em pista e um despojamento dificil de ser igualado no breeding-shed. Ela foi segunda no Oaks, e produziu a cinco distintos corredores de sucesso nas provas de graduação máxima, Commander in Chief (Derbies da Inglaterra e da Irlanda), Warning (Sussex and Queen Elizabeth Stakes), Yasmak (Flower Bowl Invitational stakes), Dushyantor (ganhador de grupo dois, e segundo colocado no Derby, no St. Leger, na Coronation Cup e terceiro na Breeders Cup Turf) e ele Deploy, segundo para o fenomeno chamado Salsabil, no Irish Derby. 

Slightly Dangerous, hoje já morta, era filha de Where you Lead, que a seu tempo ganhou um grupo 3, e foi segunda para Mysterious, no Oaks. De criação de Leslie Combs, o homem que inventou o sistema de sindicalização no mercado de reprodutores no turfe, Where you Lead, era filha de uma das maiores corredoras de todos os tempos, e certamente a mais importante ganhadora na história moderna do Oaks, Noblesse, uma égua de pedigree duvidoso, mas de capacidade locomotota indiscutivel. A filha de Mossboroug - em mãe His Grace, em mãe Easton, em mãe Soldennis - ganhou quatro de seus cinco compromissos, sendo terceira colocada no Vermeille, em sua preparação para o Arco, nunca corrido, pois, mancou gravemente neste preparatório.

Slightly Dangerous, tem duas outras irmãs consagradas - não como ela, mas em patamar imediatamente inferior - no breeding-shed. Idyllic e I will Follow, que futuramente serão esmiuçadas aqui. A segunda mãe de Dubawi, era uma filha do aqui já citado Dancing Brave, a terceira mãe era uma High Line, um stayer, bem sucedido em Cups (provas inglesas clássicas acima dos 2,400 metros), numa mãe pelo ganhador do Grand Prix de Saint-Cloud (2,500m), Sea Hawk. Muito stamina na mãe em pedigrees antigos.

A terceira mãe de Dubawi, era Sunbittern, uma outra louca que ganhou suas três primeiras tentativas como égua de alto valor e foi quarta em sua última saida aos 2 anos, no Cheveley Park Stakes. Aos três anos enlouqueceu de vez, e foi impossível faze-la correr. Porém, ela estabeleceu um veio importante, do qual seu dois mais bem sucedidos pontos, foram Dubawi e Infamy, esta última, uma extraordinária égua tordilha como Sunbittern, mas que corria como uma louca sem ser uma louca, e ganhava dos machos.

Apenas a titulo de ilustração abro um parênteses. Ainda não tive sorte com a linha de Noblesse ou mesmo Subittern, égua por quem tenho um respeito quase chegado a veneração. Adquiri para o Haras São José e Expedictus, La Romaria, que era uma Vaguely Noble, neta de Where you Lead. E mais recentemente selecionei a filha de Sadlers Wells, Queen, uma filha de Infamy, para o Stud Colorado. Logo Nobless e Sunbittern estão em divida comigo. Fecho o parênteses.

Por mais incrivel que possa parecer, Dubawi cruza bem quando Subittern é duplicada em seu pedigree. Recentemente dos seis filhos de Dubawi, que participaram da festa do Arco, três deles traziam esta duplicação em seus pedigrees: a vencedora do Prix Marcel Boussac, Wuheida, a segunda colocada no Prix L'Opera, So Mi Dar e a favorita do Arco que fracassou na carreira, Left Hand. Isto seria uma coincidência? Desculpem, mas acredito que não. Quando as coincidências são muitas, a de se suspeitar.