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domingo, 13 de novembro de 2016

PAPO DE BOTEQUIM: O MUNDO É DOS JOVENS





A grande vantagem, e talvez a única, de envelhecer, é a experiência e o controle daquilo que o possa surpreender. Jovem ainda em vias de me tornar um adulto, tive uma das mais avassaladoras surpresas de minha adolecencia. Em visita, pela primeira vez à Alemanha, durante os jogos olimpicos, descobri, que aquele grande pais, de um excepcional desenvolvimento cultural e econômico, não tinha doce de leite. Aquilo me pareceu insano. Como a Alemanha, com aquele potencial, não tinha doce de leite. Estavamos vivendo uma olimpiada, Mark Pitz ganhava sete ouros, o terrorismo ceifava a vida da toda uma delegação israelense, e em Munich ninguém tinha conhecimento do que pudesse ser leite condensado.

Pensei imediatamente em montar um boulangerie, no centro de Munich, que service apenas o pudim de leite condensado, mas meu pai fez-me ver que isto não seria uma boa idéia.

Eu vivia uma realidade ainda brasileira, mas desde cedo descobri que o Brasil, era um país, que tinha leite condensado, mas que nada era garantido e tudo era permitido. Logo, a corrupção e o famoso jeitinho brasileiro, sempre existiram. Nem isto o Lula conseguiu criar. Ele apenas instutinalizou-o. 

Desde cedo me senti um peixe fora d'agua. embora amasse o Rio de Janeiro de paixão e tivesse uma vida que era invejada por muitos de minha idade. Moto, Ipanema e mesada. O que eu poderia querer mais? Desde o meu tempo de faculdade, e estariamos falando dos anos 70, em plena ditadura, que havia nos meios estundantis movimentos pró-esquerda. Pegava mal ser de direita e mais ainda como eu, apolitico. A verdade nua e crua, é que nunca me identifiquei nem com a direita, quanto mais com a esquerda, Meus amigos de esquerda, tinham um habito irritante de tentar julgar todo mundo. Rotulavam, a qualquer pessoa. Quem não pensasse como eles, era algo desprezivel. E eu era um deles, possivelmente. Hoje a turma do PT rotula, aqueles que não postulam por sua cartilha de coxinhas. Logo, estamos falando de uma situação que já completa mais de 40 anos. Poucos são os da esquerda que mudaram de lado e nenhum da direita assumiu a Che Guevara. Ai eu pergunto, para que discutir? Se na verdade ninguém irá mudar de opinião.

Nelson Rodrigues dizia que a juventude era uma doença, mas que tinha cura com o passar dos anos. O jovem era a massa de manobra dos movimentos de direita e da esquerda. mais da esquerda do que propriamente da direita, é claro. E ai eu cheguei a conclusão que o que falta no turfe brasileiro, para mudar, é a presença dos jovens. Temos que atraí-los e de alguma fazer com que os haras, sobrevivam a tres gerações. Coisa que hoje, a exceção do Mondesir, - quase extinto- do São José Expedixtus.  - já extinto - e do fronteira em plena atividade não me vem a mente um mais que seja. E ai eu pergunto; qual a chance de sobrevivência da atividade, se isto persistir? Eu diria que ínfima.

As corridas de cavalos, tem como base os cavalos de corrida, que tem que ser criados por alguém. Fechando-se os haras, não haverão os atores principais, e o teatro tem que automaticamente cerrar as suas portas. Na Argentina e no Chile, esta é ainda uma atividade que passa de pai para filho. E a conclusão que se chega é que sem movimento de apostas, não haverá bons prêmios. E sem bom prêmios, pouco incentivo ao proprietario. E proprietario desmotivado, é o inicio de um processo onde os haras irão fechar.

Estive em São Paulo, almoçando em Cidade Jardim, na compania de Adolfo Smith de Vasconcelos Crippa, um dos pouco jovens que ainda criam cavalos de corrida. E nas mesas vizinha, haviam ex-proprietarios, três deles dos maiores que São Paulo já teve. Foi a oportunidade que tive de ouvir sandices inimagináveis.

Resumindo, o hipódromo de Cidade Jardim, de valor inestimavel arquitetônico, serve para se ter um almoço,  se jogar conversa fora, mas não mais, para se ter um cavalo de corrida. Isto não lhe parece exdruxulo? Não seria uma ação doentia?

O mundo é dos jovens, já fui um e sei que são eles que fazem as coisas acontecerem. Collor caiu teóricamente por um Fiat Alba, pensariam alguns? Alguns, mas não eu. Para mim foram os jovens de caras pintadas em passeatas nas ruas, os responsáveis por sua queda. Em 1964, havia a marcha da familia brasileira pela democracia, ou coisa parecida, Era um movimento para derrubar João Goulard e este acabou caindo. Mas por não ser um movimento levado a efeito por jovens, e sim da classe média, a emenda acabou pior que o soneto. Foram 21 anos de penuria.

Os caras pintadas deram o ensejo que FHC, então ministro de Itamar franco, estabelecesse o plano Real e as primeiros projetos de melhorias de vida para as familias de menor renda, que depois de montados e criticados pelo PT que os achavam um processo instalado para caçar votos, foram subdividios por Lula em projeros Minha Casa Minha Vida, Bolsa Familia, e etc... que os transformou naquilo que mais criticava: uma máquina de caçar votos.

Dilma caiu e foram novamente os jovens que ajudaram no processo. Será que os jovens de Cidade Jardim, não poderiam se unir e transformar o que agora sucede em algo que no mundo inteiro é cobiçado, por ser uma máquina de fazer dinheiro: o turfe? Brasileiro gosta de jogar, ou o jogo do bicho não seria tão difundido. Os bookmakers clandestinos bancam jogo e ganham. Porque o hipódromo que não banca o jogo e ainda retira mais de 30% do lucro das apostas, dá prejuizo? Alguém poderia me explicar?

A hora é esta. Já é tarde, mas creio que nunca é tarde para se implantar uma melhoria ou modificar algo que a seu ver funciona errado. Coisa que a experiência dos mais velhos, mesmo os com validade já vencida, sabem que funciona. E imaginam o porque? Por que nós já vimos este filme.