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domingo, 14 de maio de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: A FIXAÇÃO DE CARACTERISTICAS

O turfe brasileiro é um embasamento de muita paixão, significativo embate de egos e um pouquinho de técnica. Criadores e proprietarios não mostram união, embora coadunem desta mesma paixão, e desfrutem de uma atividade que acima de tudo, no Brasil, necessita de uma união. Atividade esta tão árdua, onde 10% de acerto já é um feito imemorável e mesmo assim, mostra-se como o maior choque farsesco de egos desde Aquiles enfrentou a Heitor, à frente das muralhas de Tróia. Pertenço a corrente técnica e me sinto um corpo estranho dentro deste universo. Por maior que seus conceitos possam ser claros, concisos, brilhantes e até emocionantes, sempre haverá um antagonismo a toda e qualquer idéia e você invariavelmente estará fadado a ouvir aquela célebre frase: isto no Brasil não dá certo! Ora se não dá certo no Brasil, e dá no resto do mundo, pergunto: quem está no sentido errado da história?

É certo que diferentemente do apóstolo Paulo, não tolero o idiota. Na verdade parei de tolera-lo como a outras engrisias da vida, a partir dos 60 anos de idade, quando você se sente numa contagem regressiva e que o tempo que se perde, não volta jamais. A conclusão lógica a que se chega. é que aqueles que se recusam a aprender com os erros da história, estarão condenados a repeti-los. E nada você poderá fazer.

O que seria a fixação de caracteristicas que tanto cito em meus artigos? Eu acho que o simples ato de fixar - qualquer coisa que seja - é garantir que algo tenha aquilo que você sonha ter no objeto a ser fixado. No caso de cavalos de corrida, que funciona na forma de uma equação genética, você anseia que o seu produto saia com as melhores caracteristicas de fulano ou cicrano. Por isto os imbreeds se tornaram tão populares no inicio do século passado. Eles eram vistos como agentes de fixação.

Com o passar dos tempos, alguém imaginou que os imbreeds seriam o final da raça e quando Nasrullah e Bull Lea entraram no seio da criaçao norte-americana, os Nostradamus turfísticos efetivaram uma revolução libertativa no mercado. Afinal, dois cavalos que cobrindo éguas  locais, "abriram" os pedigrees, e com a dominância que exerceram. soavam aos menos dotados de uma massa cefálica, como a garantia de perpetuação da raça. Esqueceram-se, pelo simples fato deles serem superiores deu-se a dominância, como por exemplo Clackson no Brasil.

Ok, não há o que discutir. Nasrullah e Bull Lea foram um sucesso. Porém,  a razão deste sucesso não se deveu ao fato deles serem elementos de grande capacidade de transmissão de classe? Quem garante que não pode ter sido isto? Pouco a pouco o inevitável voltou a acontecer, pois tanto Northern Dancer, quanto Mr. Prospector viviam uma ambundância dentro dos pedigrees modernos e a inevitanilidade de suas duplicações, se tornou imperativa. A principio, timidamente se duplicava cada um em pedigrees distintos. O passo seguinte foi duplicar ambos em um mesmo pedigree e como os resultados cada dia mostraram-se melhores, a coisa pegou fogo e hoje existem até saladas com quatro ou cinco duplicações em um mesmo pedigree.

Você pode tentar trabalhar de duas formas na fixação de caracteristicas. A primeira tentando colocar no pedigree de um dos participantes da cruza, aquilo que falta em um e teoricamente sobra no outro. Por exemplo uma reprodutora cravejada de sprinters, em um macho cujo pedigree esteja cravejado de stayers; um cavalo de grande aceleração final, em outros que primavam pela aceleração inicial; O nervoso com o calmo; O precoce com o tadio. E assim por diante. Ou você pode aceitar que num pedigree que tenha altos e baixos, simplesmente se dupliquem os altos, na esperança deles suplantares os baixos.

Eu sou seguidor da segunda opção. Na minha maneira de ver, tem que se descobrir aquilo que possa ser a fonte de qualidade de um pedigree, e sempre na medida do possivel duplica-la. Se houve a chance de vir com outros elementos que possam melhorar ainda mais, aquilo que você sonha como uma futura realidade, melhor.

Tornando um raciocinio que parece complicado em algo fácil de se entender e pensando basicamente,  afirmo quese no pedigree de sua égua existe pelo menos uma linha de Northern Dancer e outra de Mr. Prospector, que tal um reprodutor que apresente estas mesmas caracteristicas genéticas? Uma outra linha de Northern Dancer e mais uma de Mr. Prospector. Muitos de vocês bramirão, que nem sempre as coisas funcionarão e aqui confesso, que estarão cobertos de razão. Mas além da dependência obrigatória da qualidade dos mensageiros em questão nestas tribos, temos que levar em consideração, de que a cada tentativa, uma em cinco irá funcionar. Mas esta que funciona, paga toda a festa e o leva onde você quer chegar. E qual a outra alternativa que você tem? Desistir e partir para uma amante argentina?