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quinta-feira, 4 de maio de 2017

PONTO CEGO: NEM TODO MUNDO É CRAQUE

Muita gente se engana com o brilho de algo dourado, pensando que é ouro, quando na verdade não é. Hoje já tem muita gente preocupada se o Borja foi o bonde mais caro da história do fitebol brasileiro. Eu como flamenguista, lembro-me anos atrás de um tal de Berico . que chegou ao clube - como o novo Pelé e estreando com o América - quando o América era o quinto grande do Rio de Janeiro - já de cara marcou. O que isto tem a ver com o Borja? Expectativas de algo que certamente é dourado.

Borja jogava num time de segunda divisão da Colômbia, foi para um time de primeira divisão, e durante seis meses, na Libertadores foi conceituado como ouro e a preço do ouro veio para o Palmeiras, e para tornar as coisas mais parecidas, quiz o destino que logo na estréia, ele marcasse como Berico havia feito. Borja já está no banco, como Berico, esteve - no caso do rubro-negro, definitivamente - em menos de dois meses.

No turfe este conceito do que é dourado é ouro, é ainda mais crucial. Um reprodutor pinta, e imediatamente uma fazenda de maior poder aquisitivo o adquire. Um cavalo de proprietario de finanças normais, faz uma excelente corrida, e imediatamente Sheikh Mohammed, vai lá e o adquire. E na grande maioria das vezes, caras são quebradas. No turfe, a existência de Bericos, é muita maior do que os verdadeiros Pelés.

A palavra craque, se tornou algo banal. Alguém ganha duas corridas sequênciais e imeditamente uma legião de turfistas, o rotula de craque. Eu tenho muito cuidado em nominar algo de craque, e não tenho medo de afirmar, mas ele tem que me provar algo mais. Cauteloso? Nunca o fui, e se o fosse não escrevaria como escrevi que Frankel depois da estréia poderia vir a ser um novo Ribot, que Zarkava nunca seria batida, se voltasse a correr, o que eu havia visto ela correr em sua estréia e que Itajara seria triplice coroado, ao assisti-lo em sua primeira corrida, que caprichosamente largou mal. Para muitos, afirmar coisas como estas é um baita de um risco. Para mim, não, pois, o diferenciado tem uma forma distinta de se portar. Você tem que ver e identificar. Como num espelho retrovisor.

Para tal, mais importante do que ter uma bola de cristal, é já ter tido em sua vida outros elementos diferenciados. isto facilita a identificação de outro, seja ele um potro inédito ou corrido. É como aquele treinador que nunca treinou um craque, te liga e te diz que teu potro é um craque. Qual seria o parâmetro dele de comparação? Aquele apenas melhor cavalo que treinou? Se é o Guignoni, o Mario Campos, o João Maciel e o Venâncio que afirmam, eu passo a olhar com mais atenção, afinal eles sabem o que significa alguém que possa ser chamado de craque. Ja tiveram vários e portanto tem a capacidade de separar o ouro do apenas dourado. 


Craque para mim, é aquela cavalo que sabe ganhar. Gosta de ganhar. Tem vergonha na cara e não quer perder. Vende cara a sua derrota. O muito abilidoso, demonstra a capacidade de ganhar, mas nem sempre demonstra o compromisso de vencer. E quando encontra pela frente aquele osso duro de roer, geralmente se entrega. Vide Affirmed e Alydar. Sunday Silence e Easy Goer e tantos outros casos.

Vocês lembram do Derek? Ganhava e não convencia. Mas ganhava, uma por uma. Clackson? Perdia, mas empolgava. E eu ficaria aqui horas e horas relembrando casos como estes.



Nem todo mundo é craque, mas como falar, é fácil, basta ter cordas vocais, o que já ouvi de que este ou aquele é craque, não está no gibi. E cheguei a conclusão que devo ter fracassado, pois tive pouco mais do que uma duzia de verdadeiros craques, entre aqueles a quem estive profissionalmente atrelado. Cavalos bons, da para citar mais do que uma centena. Mas craques, com C maisúsculo, menos de 20.