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quarta-feira, 12 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: BOA SORTE

De vez em quando alguém faz uma pergunta que me intriga. A do João Arthur, um jovem que quer entrar no nosso mercado como profissional, foi simples e direta. mas creio que de quase impossível resposta. Ele perguntou, como conseguir se manter profissional, num turfe que está - segundo ele - em estágio terminal.

Primeiro respondi ao João Arthur de um forma teorica, deixando claro que todos os nossos vizinhos, a exceção de Chile e Peru, sofreram períodos de altissima pressão e apenas a Colombia sucumbiu. Maronas chegou a estar fechado por quase uma década. San Isidro se teve privado de sua prova maior, o Pellegrini, por outra. E sobreviveram. Não só sobreviverem, todavia, hoje, em minha opinião estavam em melhor estágio que o Brasil.

Logo, qualquer situação, é factivel de mudança. Mas para que isto aconteça, não se pode perder aquilo que é uma das peças chaves do jogo: o turfista. Uruguai e Argentina, mesmo com todos os tropeços, o turfista se manteve. Quando as coisas melhoraram, eles imediatamente voltaram. Isto aconteceria como o Brasil? Desculpem mas confesso que ainda tenho minhas dúvidas.

Ele aceitou minhas ponderações, mas não se convenceu. Queria uma resposta direta, de alguém que há quase 40 anos sobrevive desta atividade. E o termo sobrevive, na exata fortaleza que a palavra exige. Eu sobrevivo, tendo três poderosos proprietarios por trás e um grupo de outros que de vez em quando investem. E não foi o que consegui com no King George, na Dubai Cup, no Santa Anita Handicap, na Breeders Cup, no Pellegrini, no Brasil e no São Paulo. E sabem porque? Porque isto é passado. O investidor brasileiro, infelizmente vive o presente e anseia ter sucesso no futuro, Nada de errado, a primeira vista, porém, esta forma de pensar, esquece que não existe presente sem passado, e dificilmente futuro sem presente. São fases necessárias. Pois elas provam conhecimento e acima de tudo experiência.

A experiência, João Arthur, diz que a paciência do investidor e o conhecimento e a imaginação do profissional, são a formula do sucesso. Aqui e acolá! Outrossim, nem sempre investidor e profissional demonstram estas qualidades e então as coisas não acontecem e a corda sempre roe no lado do profissional.

Não creio que mais de dez profissionais juntando os de treinamento e da condução dos animais, tenham hoje aquilo que podemos considerar de uma boa vida. Não são ricos, mas vivem sem riscos, o que para nosso mercado, já é uma coisa espetacular, penso eu.

Não quero desanimar ninguém, mas esta é a verdade que vivemos. O problema é que a vivo a quase 40 anos, mesmo quando o turfe brasileiro tinha uma outra paginação, criava quase 5.000 produtos anos e Cidade Jardim, suplantava a Gavea em termos de pujança. Tinhamos um posto de monta, como Inglaterra e Irlanda e gozavamos de publicos excepcionais, nos principais dias de disputa em nossos dois principais hipódromos. E creiam, o Bento Gonçalves e o Paraná, eram verdadeiramente provas de graduação máxima. Não apenas no programa, como recentemente, mas na pista também.

João Arthur, espero que você não desista, mas acredite, não é fácil. Boa sorte. Mas lembro que existem muitos gênios de almanaque e babadores do ovo alheio, que só sobrevivem, por nunca dizer não e de maneira alguma discordar de seu investidor.