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sexta-feira, 7 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: O CONHECIMENTO DOS REALISTAS E A IMAGINAÇÃO DOS OTIMISTAS


Houve uma mudança no mundo a respeito de seus hábitos. Hoje você dentro de seu próprio condominio tem as condições que anos atrás apenas os clubes sociais podiam proporcionar. Você tem academia, você tem sauna, você tem piscinas, você tem quadras, não precisa ditigir, muito menos achar uma vaga, e o principal, já está pago em suas despesas mensais. O que faremos então? Fechar o clube? Não, você como diretor, vai não só melhorar ainda mais as condições oferecidas bem como tentar manter, como aumentar seu quadro social. Nosso turfe é gerido por clubes. Isto não lhe diz algo?

Não tenho as respostas para a solução dos problemas do turfe. Primeiro pelo simples fato que não ganho para isto e muito menos é esta a minha obrigação dentro do mercado. Porém, como todo arquiteto, fui treinado a olhar e ver. E até o presente momento não fui acometido de estrabismo. Porque digo isto? Pelo simples fato qie os exemplos são mostrados por outros mercados e como eles lutam na tentativa de evoluir, ou no minimo pela sua sobrevivência, devem ser notados e analisados.

Estive recentemente no Brasil e senti o pessimismo existente entre os participantes desta atividade. Eles estão errados? Não, mas eu acho que não é bem assim que poderemos manter nosso turfe vivo e com um pouco de sorte, eleva-lo a um patamar melhor. Temos que procurar soluções racionais e torcer para que a sorte não nos abandone, nos momentos decisivos. Embira, em caso de não funcionar, sempre existirá a possibilidade de se montar uma pizzaria...

As vezes eu penso, o que seria a grande contribuição do pessimismo para o desenvolvimentede nosso planeta e confesso, que não consigo chegar a conclusão alguma. Ajuda, atrapalha ou nem fede nem cheira?  O pessimismo, muitas vezes trás em seu bojo, uma critica real dos problemas que assolam uma determinada atividade. Porém, apenas a critica, não nos leva a lugar algum. É necessário soluções e estas tem que florir com o conhecimento dos realistas e a imaginação dos otimistas.

Eu já vi de tudo. Até o Oliver Khan ser eleito o melhor da Copa de 2002, onde tanto Ronaldo como Rivaldo, estouraram com a bola de leilão. Mas o que nunca tinha visto, é um cavalo ganhar quatro versões de uma mesma carreira em quatro disputa das mesmas. Podem dizer o que quizerem, mas 100% para mim, funciona em qualquer atividade, em qualquer situação. Digo isto pois, o fato aconteceu em Puerto Rico com um cavalo que inicialmente chamou a atenção pelo nome: Architecto.

A história começa com o fato de Architecto ser filho do não corrido filho de A. P. Indy e primeiro produto da campeã de dois e três anos, a horse of the year, Coordinadora.  

Architecto, imbreed em Intentationally e duplicado em Somethingroyal, talvez possa ser considerado o maior cavalo que já nasceu naquele pai e filho da melhor égua que já nasceu naquele pais. Correu em 44 oportunidades, venceu 27 destas - inclusive a triplice coroa - e colocou-se em segundo ou terceiro lugar em 15 vezes. Só duas vezes não esteve nas três primeiras colocações.

Ai eu pergunto, você em um centro tão pequeno como Porto Rico, tendo a oportunidade de utilizar na reprodução um animal com um pedigree e uma campanha tão excepcionais, o castraria? Pois bem, mesmo se levando a pouca qualidade dos prêmios em Porto Rico fez senso de o castrar. No Brasil, não se castra, mas se abandona, sem a chance do teste no breeding-shed. Qual a diferença? Castrar ou abandonar? Para mim nenhuma.

Erros crassos como estes, são seguidamente cometidos em centros menores, mas não em centros desenvolvidos. Isto não é patético? Nos Estados Unidos, todo e quaquer filho de Mr. Prospector é testado. Do grande corredor, ao mediano, passando por aquele não correu mas tem um régio pedigree. Meia duzia apenas dão, rifa-se os outros, mas apenas depois de testados. Imaginem se Kris S. tive-se sido rifado? Ou mesmo Danzig, que nem sequer disputou uma prova de grupo ou passou da milha. Esta é a diferença. Nos Estados Unidos acredita-se tanto em genética quanto em campanha. Nos centros menores, a genética com má campanha vinda de fora, é o prêmio maior. O produto nacional é abandonado. E os bagulhos aportam na América do Sul de uma forma frenética.

Hoje o Chile e a Argentina, evoluiram. Enquanto Brasil, Uruguay e Peru, ainda não. Não teria sido um marco de inigualável poder, o Chile ter utilizado Scat Daddy, por três anos? Vejam que seu pai Johannesburg e seu avô Hennesy, se não me enganam, passaram pela a Argentina. O que se constitui o manacial genético emergente destas importações. O tempo dirá. mas de uma coisa tenho certeza. Não se perdeu dinheiro e muito menos tempo.

Como dizia Lula, nunca na história deste continente, houve a importação de um reprodutor que tenha conseguido três vencedores no maior meeting do planeta, numa mesma versão. Por três anos consegutivos estagiei no Ojo de Agua, para mim o maior haras que este sol já iluminou. E o que mais me impressionava, era todo dia ir até o tumulo de Cyllene, o cavalo sem preço, que depois que veio para Sierra Balcarce, gerou a mais três ganhadores do Derby, somados a um que já tinha.

Não podemos castrar os Architectos - sejam eles equinos ou humanos - da vida e muito menos não testar aquele que em pista demonstrou superioridade mesmo ao adversario de genética hipoteticamente superior. Encaro um novo desafio com Momento de Alegria, um dos cavalos que mais me impressionou no trinmio, fisico, pedigree e forma de correr. Ele faz parte de um projeto de exploração de estruturas genéticas, particularmente focadas em uma reprodutora e imbreeds em chefes de raça. Porque não ampliar projetos como estes

Oportunidades temos. Saber aproveita-las, não. Se imaginar que a grande maioria de nosso mercado assim não pensa, não haverá outra alternativa para mim, do que assumir uma pizzaria.

Vocês estão servidos?