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quinta-feira, 6 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: SOUND AND FURY SIGNIFIENG NOTHING

Sound and Fury signifying nothing, palavras do rei da Escocia MacBeath na imortal peça de Shekespeare, uma das que mais aprecio. Um homem que perdeu o medo pois, bruxas lhe disseram que ele não poderia morrer pela mãos de um outro ser gerado por uma mulher. Moral morreu decapitado. Dai eu afirmar, que medo é importante.

Posso estar errado, mas o mundo é movido pelo medo. Nietzche considerava o medo a base de quase tudo. Você obedece por medo, e assim seu pai, seu professor tem uma responsabilidade enorme em não fazer de você um medroso e sim um ser respeitoso, por aquilo que poderá vir a gerar uma reação contrária e negativa.

O turfe brasileiro está repleto de gente que não tem a minima noção do perigo. E quem não tem medo, me causa mais medo ainda, pois a inconsequência é o inicio do fim. Dai aquele velha hisyória de eu pregerir dividir um quarto com Al Capone e não com um idiota...

Um parenteses. Eu tinha pouco mais de 20 anos de idade e visitei pela primeira vez o Museo do Prado, em Madrid. E confesso que a coisa que mais me marcou foi uma pintura de Francisco Goya. Era a figura de Cronus - Saturno para os romanos - devorando a um de seus filhos. Era na verdade uma forma de Goya representar que o maior inimigo da vida humana é o tempo. Dronus era o Deus do Tempo. Tive medo. Primeiramente pela veracidade e a força daquels traços e "segundamente" por pela primeira vez ter tomado conhecimento que a vida, de qualquer um que seja, tem um prazo de validade. Eu que até ali, me achava imortal. Fecho o parênteses.


No turfe moderno, seja na pista ou no breeding shed, mão há mais espaço para a improvisação irresponsavel. Tudo tem uma prazo de validade. Tudo será devorado pelo tempo. Existem sim, opções, que quando a original não funciona, sempre haverá possibilidade de se usar uma segunda ou até uma terceira opção. Isto não é irresponsabilidade. Isto é ecletismo de opções. E qualquer projeto, tem que ter de reserva os famosos planos B e C. Todos deverão ter um inicio, um meio e um fim. 

Defendo tribos que não estejam na linha da extinção, as familias maternas que mais esbanjam classicismo, as estruturas genéticas em especial aquelas que tragam duplicações nos principais nomes do pedigree, mas aceito que exista a possibilidade de um elemento ganhador que quando seu consagrado pai e um grande avô materno, quando juntados, possam a produzir um elemento potencialmente clássico, indenpendente de não ter as caracteristicas anteriores por mim defendidas. E aquela velha história do bom com o bom. Em algumas vezes é capaz de gerar o melhor.

Talvez seja o caso do tordilho Capri, que no último fim de semana ganhou o Irish Derby- Um pequeno comentário, como os tordilhos vem trazendo uma alegria maior a seus proprietarios, na atual temporada? Arrogate, Winter, Capri, Caravaggio no hemisfério norte, parecem dominar suas respectivas classes. Mas voltando aos trilhos, eu penso ser Galileo, hoje o mais importante garanhão do universo do PSI, e Anabaa, um dos cinco mais importantes avôs maternos do momento. Ele, como pai de reprodutoras, juntamente com Danehill, Danehill Dancer e Singspiel, formam, atualmente, para mim aquilo que seria a base da obra de Dumas, os três mosqueteiros que na verdade eram quatro.

Capri

A mãe de Capri, a ganhadora de apenas uma carreira Dialafata, embora tenha uma estrutura básica genética, aºemas honesta para meus moldes, formada por no máximo sólidos elementos, Anabaa (European Champion Sprinter), Linamix (Poule d'Essai des Poulains), Akarad (Grand Prix de Saint-Cloud) e Persian Bold (Richmond Stakes) e uma linha materna que nem fede nem cheira, a 8-d, é uma criação Aga Khan. E o tempo me fez respeitar os Khans, pela capacidade de enxergar coisas que não consigo visualizar. Como por exemplo o fato de alguém mandar esta égua para Galileo. E não foi uma vez. São quatro já os seus produtos filhos de Galileo e de nenhum outro garanhão a mais. Logo, até que possam me provar ao contrário, há uma certeza neste cruzamento. Da onde vem esta certeza, fui incapaz de vislumbrar.

Para se ter uma idéia, a versão deste ano do Irish derby, tinha nove concorrentes, e cinco dos mesmos filhos de Galileo. Mas foi Capri o que levou a melhor, demonstrando pelo menos, coragem e resiliência. Diamilina, a segunda mãe de Capri, foi segunda colocada no Prix Vermeille e ganhadora do Malleret. Logo, uma égua de grande potencial na milha e meia. Pertencia a Jean-Luc Lagardere e provavelmente caiu nas mãos de Karin Aga Khan, quando este adquiriu todo o acervo Lagardere. A quarta mãe de Diamilina - e consequentemente sexta de Capri - foi a Irish Oaks winner Pampalina, que tinha um pedigree altamente sugestivo em termos de duplicações.

Pampalina foi um dos poucos produtos do do filho de Nearco, Bairam a ter sucesso em pista numa éguas Anwar. O que em outras palavras queria dizer o cruzamento do nada, com o porra nenhuma. Desculpem o meu francês... Mas seu pedigree, foi um dos primeiros a ser dissecados por mim, sob instrução do senhor Atualpa Soares. Porque? Porque com pai e avô materno tão desclassificados teria que haver uma força maior que induzisse a ela ter ganho o Irish Oaks. E chegamos a conclusão, por tratar-se de suas duplicações.

Pampalina era duplicada em Scapa Flow na razão 4x5x5 e em Canterbury Pilgrim 6x6, além de sua mãe o ser em Uganda na razão 3x4. E os imbreeds nos chefes de raça Blandford, Gainsborough e Phalaris de maneira alguma atrapalharam. Mas, havia ainda um plus em toda esta questão. Imaginem que em seu pedigree, até a nona geração haviam 27 linhas de St. Simon, sendo 13 por agentes distintos, sete machos e seis fêmeas. Não seria esta uma proposição Tesiana?

O alto conceito que tenho sobre a importância das estruturas genéticas em um pedigree, principalmente aquelas adornadas por duplicações e imbreeds, foi formado ao tempo. Outrossim, creio que Pampalina, tenha vindo a ser um dos primeiros pedigrees a solidificar a minha crensa, que independente dos pais, algo poderia surgir, se houvesse outros atrativos. E em seu caso, foi a estrutura genética.

Capri, me parece o caso contrário. Seu pai e seu avô maternos são as verdadeiras razão deste sucesso. E onde quero chegar? O importante para o leitor é se concientizar, que existem muitas formas de se chegar a Roma, e todas são válidas. Uma mais arriscadas. Outras inverossimeis. Enfim, todas lhe trarão medo e duvidas.  Tdoas terão seus prazos de validade e um dia serão devoradas por Cronus, o Deus do Tempo. Mas você, terá que se utilizar de seu senso, da possivel noção do perigo que tenha, de forma a respeitar, não temer. E mais do que isto, ter a certeza que sem se chegar a uma trilha, você não irá a lugar algum, como MacBeth... ou mesmo como filho de Cronus...