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domingo, 30 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: TEMOS QUE EVITAR OS VIETNÃS DA VIDA

Era o final dos anos 70. Eu estava com John Aiscan em Epson e derrepente ele, sem mais sem menos, comentou. Este é pior que o Vietnã. Tinha os olhos perdidos no paddock olhando um cavalo que iria ser apresentado a correr e pelo que me constava, ainda não havia começado a beber. Franzi o cenho e como ele nota-se complementou, com aquela sua autoridade de sempre: Tem certos reprodutores que são piores que a guerra do Vietnã. Arrasam a terra em que pisam. Nunca me esqueci disto.

Os anos 70, foram os anos da dificil derrota de uma super potência perante a um pequeno pais, que a principio parecia que seria engolido em questão de minutos. E não o foi em mais de uma década. Ao contrário, engoliu aquele que o queria o digerir... Embora a violação do Vietnã remontasse ao meio dos anos 40, quando os Estados Unidos iniciou a sua politica de financiamento para que os franceses pudessem combater Ho Chi Minn. esqueceram-se que a França, depois de Napoleão, não conseguiu vencer mais nenhuma batalha. E, quiz o destino, que os Estados Unidos, décadas depois, incorreram no mesmo erro, pois, novamente, não deram bola para a história e acabaram por repetir os mesmos erros. Foram igualmente derrotados.

Eu estava impressionado com tudo aquilo que havia vivido em relação ao que acontecia no Vietnã, ao movimento hippie de protesto e tinha recentemente lido um artigo de Robert Lowwel, que terminava exaltando que nem em um milhão de anos nos redimiremos do mal que fizemos a este povo e a nós mesmos. Eu não era ainda casado, e recebera meses antes, no apartamento que tinha alugado na rua Montenegro, vizinho ao Veloso, com três amigos paulistas, a um rapaz norte-americano, da California, que tinha lutado no Vietnã. El me contou o que acontecera e por isto, eu tinha o Vietnã, impregnado em minha mente, como a maior catástrofe da terra.

Logo, quando Aiscan dizia isto de um reprodutor, ele deveria estar medindo as consequências. Ai eu indaguei a ele, que nunca havia lido nada dele, que deabonasse a conduta daquele reprodutor e ele me olhando no fundo dos olhos, foi enfático: ele não merece mais nem um segundo de minha atenção. Já deveria a muito ser carne para cachorro.

Naquele minuto tomei o verdadeiro acontecimento do que um reprodutor pode prejudicar a um haras que nele confie, e coloque a sua disposição seu plantel de éguas. E você só começa a dar conta deste mal, quatro a cinco anos depois, com ainda mais três gerações por vir. Pois bem, naquele mesmo ano, dias depois, foi anunciado que aquele citado reprodutor viria definitivamente para o Brasil. Fora adquirido por um haras médio, mas de excelentes resultados. Ele veio, e como era previzível, arrasou com a terra em que colocou as suas patas.

Parêntese elucidativo. Vó Adelina foi beque central do time da zona da Leopoldina. mas nem por isto, por ter nascida na terra do futebol, iria na Bolivia, ser titular da seleção local. O que quero dizer? Que o ruim, com raríssimas exceções, é ruim em qualquer lugar. Não é por que veio a baixar de patamar, que mostrará um diferente cara. E o Brasil, já teve centenas de exemplos disto, mas repete os mesmos erros, por não consultar a história. Final do parêntese elucidativo.

Outro dia ouvi de um gaiato que Storm Cat não deu certo no Brasil. Será que os dois filhos de Storm Cat que aqui aportaram, como inéditos, dariam certo no Senegal? Eu acredito que não.  Foram dois nabos de ruins na pista e nada mais provavel que seriam fora dela. O próprio Ghadeer, que diga-se de passagem, não era a sétima maravilha do universo, pelo menos ganhou uma prova de graduação 3 na Itália. Não era um liquidado e fora quando yearling, recorde mundial de preço..

Spend a Buck, foi um dos maiores cavalos que vi correr. Seu Kentucky Derby, foi até aqui, o que mais impressionou, entre os que assisti in loco, porém provou ser um fracassado, mesmo estando na Lanes End e recebendo até éguas de Paul Mellon e da Rainha. Mas foi, em cruzamento com uma égua argentina, que produziu uma ganhadora de grupo 1, que acredito que tenha sido, seu único produto a ganhar prova de grupo, entre os nascidos no hemisfério norte, no hemisfério norte. Mas pelo menos havia um passado bom dos Buckpassers na América do Sul. Descendentes do mesmo, de campanha muito inferior a dele, tiveram sucesso na Argentina, no Chile e no Perú. Porque não poderia dar certo no Brasil? Ainda mais que uma filha sua, nscida nos Estados unidos, se tornou champion sprinter no Brasil. Quem assim pensou, acertou em cheio. Afinal quem produz, com poucos produtos, 12 ganhadores de grupo, sendo nove dos mesmos de graduação máxima, merece o meu total respeito.

Infelizmente seus dois mais importantes produtos se perderam no universo. Pico central, foi se não me engano para a Turquia onde morreu - certamente de tédio - e Hard Buck, sem chances nos Estados Unidos, no Brasil, pelo menos foi capaz de gerar a sete ganhadoes de grupo, sendo dois de graduação máxima.

Temos que evitar os "Vietnãs" da vida.