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quinta-feira, 20 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: A VOZ DA CONSCIÊNCIA

A voz da consciência cala fundo, mas não no futebol brasileiro. Escuto abismado a assertiva que o Palmeiras e o Flamengo investiram uma barbaridade. O que não é verdade. Investiram sim, mas em patamares distintos. Só este ano, o Palmeiras gastou 117 milhões na aquisição de 10 jogadores. Quase um time. O Flamengo, por sua vez 40,000 milhões - quase um terço - e pontualmente adquiriu a 5 jogadores. Não estamos ai contando emprestimos. O que isto quer dizer? Na minha ótica que o Flamengo está pagando de seu próprio bolso, fruto de ser o clube com maior torcida e o que mais arrecada, e o Palmeiras volta a repetir, o acontecido com a Parmalat. Gasta desbragadamente o dinheiro do patrocinador. Se não gasta, usa o lastro de crédito do mesmo. Muita gente já esqueceu, mas quando a Parmalat abandonou o Palmeiras, o time caiu para a segundona. O mesmo pode ser dito a respeito do dinheiro coreano no Corinthians e o patrocinador do Fluminense. Quando abandonados foram ao fundo do poço. Nãp é a toa, que ontem a noite no empate de Palmeiras e Flamengo, enquanyo o primeiro teve nove cartões amarelos, o segundo obteve apenas um.

Como no turfe, saldo bancário não ganha por si só. Mas uma coisa é gastar seu próprio dinheiro, como Sheikh Mohamed. Outra e usar dinheiro dos outros, vide grupos de investimentos. E no caso do Palmeiras existe um problema ainda bem mais agudo. Ninguém na Parmalat queria ser presidente do Palmeiras. Na Crefisa, não teria tanta certeza. Ai na politica um dia se perde, o patrocinio imediatamente se afasta...

Isto não pode acontecer no turfe. Você tem que selecionar animais pontualmente e não exigir de seu cliente um investimento que no final irá se virar contra si, se um não pagar as despesas de todos. O que sei e o que sou como profissional do turfe, devo a algumas pessoas como Atualpa Soares, John Aiscan, George Blackwell, Roberto Prado Telles, e outros que de alguma forma me ensinaram os caminhos mais importantes a tomar. Logo, cheguei aonde cheguei - se a algum lugar cheguei - porque houveram pessoas que perderam seu tempo abrindo meus horizontes.

Aprendi com pessoas distintas com conceitos diferentes. Um exemplo. Aiscan era capaz de visualizar defeitos em um animal numa fração de segundos. George Blackwell se detinha nas qualidades. Tento ser um mixto dos dois, embora saiba que um era escritor e outro agente de compra de cavalos de corrida. Mas todos eles participaram de minha experiência de vida. Em mim, existe a marca de cada um. 

Senti que o turfe brasileiro era limitado para o que eu queria como experiência de vida. Graças ao Antonio Claudio Assumpção e ao senhor Geraldo Bordon, tive acesso aos Estados Unidos como profissional e creio que aqui é que me formei e me desenvolvi profissionalmente. Como disse, Lexington foi meu Phd.

E isto faz com que eu me sinta obrigado a mandar sempre a bola para frente. Isto é, transmitindo aquilo que acredito como certo neste blog, mesmo sabendo que muitos não irão concordar e outros agir de forma diametralmente oposta, o que na verdade apenas facilita o meu trabalho. Não quero criar uma escola, mas gostaria de deixar algo, que de alguma forma contribuisse para o desenvolvimento da criação brasileira. Quando alguém força um binômio mágico, um tripé, uma duplicação em égua consagrada e chega até a mim dizendo que comprou uma Pretty Polly e não apenas uma Galileo, de alguma forma me sinto recompensado. Porque tão forte qual os resultados, são os conceitos.

Conceitos certos, criam uma estabilidade de resultados e o sucesso dependerá apenas de tempo e sua paciência. E você descobrirá, ser este tempo, apenas uma contigência. Penso ser hora de se abrir um caminho para gente nova que seja interessada, conscientizada e politicamente articulada. Desta forma o conceito insultoso e arcaico, caíra perante a inevitabilidade do argumento correto,  moderno já que este estará consubstânciado em insumos e não apenas opiniões pessoais.

Nada tenho contra opiniões pessoais, naquilo que considero básico na criação de cavalos de corrida. Você se empolga com determinado cavalo em pista e imediatamente lhe vem aquela vontade enlouquecedora de ter um filho do citado cavalo. O que restou de sua escolha? Nenhuma visão técnica e sim o clima emocional da questão.

Segundo o proprietario de Dona Bruja, foi o que conversamos com ele em relação aos Ramussen Factors, que fizeram ele tentar este cruzamento. Já contei aqui esta história, foi Storm Embrujado que me fez conhece-lo. Um cavalo que me convenceu em Palermo e que ajudei a trazer para os Estados Unidos. Problemas alheios a nossa vontade, o fizeram não correr por aqui. Outrossim, Dona Bruja, - sua filha - apenas corrobora a idéia que se Storm Embrujado aqui tivesse corrido, haveria uma chance dele se tornar algo significativo. De volta a seu pais de origem, - a Argentina - e com a pequena chance de ter acesso a algumas éguas, foi capaz de gerar a Dona Bruja, que para mim é um fenômeno, e agora invicta nos Estados Unidos.

Deixo claro que, que no caso de Dona Bruja, nada tenho haver com a seleção de Storm Embrujado, sua mãe e seu cruzamento em si. Tudo isto deve ser imputado a seu criador e aos conceitos que ele possa ter vindo a captar. O conceito em si,  não é a solução do problema e sim como utiliza-lo. E quem sabe não tenha  neste caso - uma pequena parcela?



Esta descendente da ganhadora do Frizette e do Matron Stakes, Some Romance, pode ter seu alto poder locomotor vindo de qualquer lugar. De seu pai. De seu excepcional avô materno. De sua terceira mãe, Não há como provar qual o verdadeiro fator, ou o somatorio de fatores que contribuiram. O importante é se ter certeza que Dona Bruja tem o potencial de ganhar um Breeders Cup, pois, estrutura genética de pedigree, não lhe falta. E o simples o fato de ser um cruzamento de dois elementos possuidores de um Rasmussen Factor, não atrapalhou, disto não tenho a menor dúvida. 

Volto a repetir, não é questão de criar uma escola ou mesmo uma maneira de agir. E tentar se saber porque as coisas poderão vir a acontecer. E que cada um continue a fazer o que sua consciência ditar.