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domingo, 23 de julho de 2017

PONTO CEGO: UM DEPOIMENTO SOBRE QUE FENOMENO


Projeto Que Fenômeno

Em relação à teu artigo sobre a Pretty Polly e seu papel fazendo reprodutores, gostaria de complementar com a explicação da razão pela qual o projeto Que Fenômeno teve início.

Em primeiro lugar, vale mencionar que não foi o primeiro projeto que lancei neste sentido e não creio que será o último, mas foi o que deu certo por enquanto, então aqui vão algumas explicações.

Pra mim um prospecto para reprodutor tem quatro critérios a serem checados e se encontrar algum que passe nos quatro a chance de erro serão poucas, mas não é fácil encontrá-los, especialmente com o valor que temos a disposição para investimento no Brasil.

São eles: Pai, linha materna, físico e campanha. 

Temperamento, ausência do que chama de eletrocultores no pedigree, precocidade e adaptação às duas pistas (grama a areia) são um plus pra mim. Então não vou abordá-los aqui.

Sobre pai, não estou falando sobre ser o pai do prospecto um reprodutor de ponta somente e sim sobre ser um reprodutor capaz de fazer reprodutores. Neste sentido sabemos bem a diferença entre uma coisa e outra. Monsun, Indian Ridge, Ghadeer e tantos outros são exemplos de reprodutores excepcionais que não conseguiram produzir um reprodutor de ponta.

Neste quesito o Afleet Alex provou que o Northern Afleet tinha essa capacidade, já que o Afleet Alex, pra mim, já superou seu pai. Foi então que meu radar ligou pros filhos do Northern Afleet.


Com relação à linha materna, não parece que somente a linha materna tem que ser boa, mas sim ser capaz de fazer reprodutores. Existem linhas maternas que são excepcionais fazedoras de corredores e outras de reprodutores. Quando você olha e vê que a terceira mãe do Que Fenômeno é Balidaress, de onde saíram o excepcional Cape Cross, o ótimo Ifraaj e o útil Bin Ajwaad, três ganhadores de estatísticas fora do Brasil, ainda que em níveis bem distintos, novamente a confiança cresce.

Some-se a isso o fato de que o próprio Northern Afleet é descendente da Square Angel, a segunda melhor Pretty Polly neste quesito segundo você próprio e você tem a receita do sucesso bem encaminhada.

Quanto ao físico, o cavalo possui físico irrepreensível. Potente, equilibrado, com boa cabeça e expressão.

Resta a campanha, que seria o ponto que inspiraria menos confiança no cavalo, apesar de ser ele um ganhador de 4 corridas em 12 saídas, sendo 3 clássicas e uma de grupo 1, dos 2 aos 4 anos e ainda com um segundo em Grupo 2 que, pra mim, teria que ter levado na desclassificação. Isso está bem longe de ser uma campanha ruim, ao contrário, é muito boa só não sendo talvez excepcional.



Ocorre que pra quem conhecia o cavalo e sabe do problema que sofreu logo aos 2 anos entende que ele ter feito a campanha que fez é sim algo digno de nota. O problema que sofreu em um de seus boletos, em minha experiência, faz com que muitos cavalos não cheguem a ganhar um páreo de claiming, pois então fazê-lo em provas clássicas é sim excepcional.

Bom, isso foi o que me levou a escolher apostar nele como nunca tinha feito em outro reprodutor e hoje não me arrependo.

Espero que isso ajude outros criadores brasileiros a passarem a pensar em selecionar cavalos nacionais para ir pra reprodução, pois hoje parece ser o caminho mais viável para o sucesso. 

Adolpho Smith de Vasconcello Crippa