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domingo, 6 de agosto de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: CONTRA AS UNANIMIDADES?

Falaram-me que meus artigos de domingo, são mais serios que os que publico nos outros dias da semana. Nunca parei para pensar. No entanto eu acho que Domingo, é um dia que você tem mais tempo, menos coisas que fazer e dá até para ir a missa, ao estádio ou até o hipódromo. Talvez esta a razão que instintivamente trate de assuntos que considero mais sérios. Deus descançou no Domingo. Eu aproveito para descascar.

Quando aqui digo que o Tite e Galileo são as duas únicas unanimidades, sei que estou radicalizando, pois, não existe entre a raça humana uma verdadeira unanimidade. Existe sim uma preferência maior por A, B ou C.  E quando esta preferência se torna maior, falamos em unanimidades e outras baboseiras. Sempre haverão os contrários que acharão uma forma de criticar e por em risco aquilo que parece óbvio para muitos. Eu mesmo tenho pavor da unanimidade

No Brasil, a Globo parece ter uma muito maior audiência que suas concorrentes. Ela possui novelas, programas altamente populares, jornais e evidentemente as mais importantes coberturas exportivas. E exerce este dominio, pela força do dinheiro. Os outros canais também possuem programações similares - guardadas as devidas proporções - mas a preferência do publico me parece evidente. Aqui nos Estados Unidos, existe uma maior variedade. Três conclomerados importantes como a CBS, a ABC e a NBC, com todo e qualquer tipo de programa, deixando espaço apenas para as concorrentes que se especializem em notícias, como a CNN, FOX, em negócios como a Bloomberg, em esportes como a ESPN, Speed, FOX esportes, BeIn. em filmes e seriados HBO, TNT, USA, MAX, SHOWTIME, STARZ, AMC, em documentários National Geografic, History, Animal Planet e em qualqier coisa que você possa pensar haverá alguém explorando o veio, por aqui. Diria ser indubitavelmente  uma variedade maior do que temos a nosso serviço na TV brasileira. Isto cria concorrência e diminui em muito a chance a unanimidades.

Não temos no Brasil um canal verdadeiramente especializado em corridas de cavalos. As TVs Jockeys não valem. Elas apresentam a verdade sobre duas casas de corrida. Estou falando de coisas do tipo TVG e HRTV, que cobrem o mundo turfistico, que os norte-americanos acreditam ser o mundo das corridas de cavalos: USA, Grã-Bretanha, Japão e Austrália. Não é tudo, mas já é bastante para o inicio.

Evidente que são canais de angariar jogo e porisso apresentam uma programação, restrita não só ao interesse da audiência, mas principalmente a parte dela que gossta de jogar. Que não é o meu caso. Mas, graças a Deus sou minoria, pois, acredito que jogando estaria dando mais uma contribuição a atividade. Mas aí é que vem o dilema. Até quanto haverá imparcialidade de opinião e esta não se exarcebará em função do jogo que você possa ter feito, numa carreira? Aprendi que no narcotrafego, o dono do negócio não deveria se viciar e que prostituta não deve se apaixonar e prestar serviços sem remuneração. São situações incompativeis, como jogar e opinar numa carreira de cavalo.

Talvez para o turfe fosse mais importante que eu jogasse e escrevesse menos, mas seria para mim? Eu tenho uma tendência natural a discordar de algo que para mim não está claro. Tento ir a fundo da questão. E sabem de uma coisa? Nem sempre a maioria tem a razão. As vezes o solitario pode fazer a diferença,

Abro um parênteses. Na primeira de Newmarket no sábado, haviam 15 elementos inscritos no Stakes. Quatorze dos mesmos optaram por se manter no centro da pista, e apenas um assumiu a cerca externa. E eu imediatamente pensei, trata-se de um idiota que quer provar que todos os outros são bestas quadradas. Só que o idiota venceu por três ou quatro corpos e os gênios brigaram entre si pela segunda colocação. Não seria a moral desta história algo como o prêmio ao solitário? Fecho parênteses.

Ninguém é dono da verdade. Infelizmente a concentração em torno da TV Globo, a faz ser mais veridicta - aos olhos mais condecendentes - do que realmente a situação possa ser. E se você, como eu, não ver a Record, a Bandeirantes e outras, qual o termo de comparação você poderá ter? Nos Estados Unidos,  a terra do vale tudo, do lobby e da pressão politica, se existe algo que os norte-americanos não aceitam é a formação de monopólios. Quando duas firmas gigantescas - mesmo de setores distintos - querem se juntar, normalmente o congresso veta, para evitar a formação de um monopolio, que dominará certo setor de uma atividade. Isto acontece até no futebol e baskete, onde a equipe pior colocada do ano anterior, tem a primazia no draft em relação as melhores colocadas, pelos jovens atletas a penetrar na liga.

Minha querida e amada Gávea, não pode se tornar um monopólio. Cidade Jardim, tem que dividir com ela, a responsabilidade de prover o publico turfista brasileiro, das corridas de cavalos. Isto não invalida que Tarumã e Cristal, dois degraus abaiso, sejam como os hipódromos norte-americanos que suportam animais que não conseguem se firmar nos hipodromos de primeiro escalão.

Houve alguém, que na euforia do desconhecimento, clamou que deveriamos acabar definitivamente com o número de provas acima da milha e meia. Limitar o número de carreiras na milha e meia e intensificar as provas da milha aos 2,000 metros, com maior foco nos 1,800 metros. Resumindo, mais ao estilo norte-americano do que do europeu. Vocês acreditam realmente que esta seria uma solução? Mudar nosso perfil aptitudinal? Eu pensaria duas vezes no assunto. 

Neste mesmo sábado em Goodwood foi corrido o Qtar Summer handicap em 2,800 metros e o pareo saiu numeroso (14) e recheado de fardas importantes (Shadai, Juddmonte, Al Shaqah, Coolmore) Até a Raínha estava representada. Quem conseguiria reunir tantos numa distância que já de há muito é mundialmente considerada off-broadway? E no final, um desfecho eletrizante, com cinco cavalos na foto e um triplo phochard entre Soldier in Action, Blakeney Point e Getback in Paris. Seriam eles cavalos de genética inferior? Eu diria que não.

Gateback in Paris, é um Galileo numa ganhadora da Poule francesa. Blackney Point, é um filho do derby winner Sir Percy, numa ganhadora pelo excepcional avô materno Danehill Dancer. E Soldier in Action, é um filho do ganhador do Irish Derby e Coronation Cup, nosso conhecido Soldier of Fortune (Galileo) na ganhadora, filha do ganhador de duas provas de graduação máxima, Platini. Penso, que talvez, qualquer um deles poderia ser garanhão no Brasil.

Antes que o senhor LuiZ me acuse de estar defendendo stayers, vou livra-lo do ridiculo que irá passar. O melhor cavalo que segundo Mario Campos veio a treinar foi uma filha de Nedawi ganhador dos 2,800m do St. Leger. O melhor cavalo que adquiri como agente era filho de Baynoun, ganhador dos 3.200 metros do Queens Vase e segundo colocado no St. Leger. O melhor cavalo segundo Dulcidio Guignone treinou era uma filha de Know Heights, que era ganhador em 2,400 metros mas segundo Jean Claude Rouget, era um stayer que poderia ter se consagrado na Inglaterra se ele tivesse tomado esta decisão. O que eram Waldmeister e Henri le Balafre do que cavalos melhor especialidos acima dos 2,400m?

Na terra onde alguém tem que ganhar, a classe se sobrepoe a limitações staminicas e de velocidade. Em termos de campanha, prefiro um genuino stayer classico, do que um sofrivel milheiro alongado. E tenho certeza absoluta de algumas coisas. Primeiramente, temos que ter qualidade e pouco a pouco aumentar a quantidade. "Segundamente" não basta selecionar bem. O proprietário tem que gerenciar bem. Foi-se o tempo que o treinador e o veterinário, eram os representantes de deus nos hipódromos."Terceiramente" não é a distância das carreiras que irá fazer morrer de vez ou renascer nossa atividade. Errado está, quem assim pensar.

Enganam-se também aqueles que pensem ser eu bairrista por ter aprendido a amar o turfe na Gávea. Embora lá estejam hoje, aqueles que me apoiem financeiramente, o turfe precisa de outra voz e a de Cidade Jardim me parece o que tem mais pulmões para solta-la. Caso contrário, a Gávea, vira Globo e ai o monopolio decide o que você terá que gostar.