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sábado, 5 de agosto de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: A IMPORTÂNCIA DO MOMENTO


O passado ensina, mas é você que resolve o seu presente e se programa para o seu futuro. Tudo na vida é momento. Seja no futebol, no turfe ou no seu dia a dia. Lembro que o Tite, a única unanimidade do futebol brasileiro, levou o Cavaliere e o Muralha para serem goleiros de nossa seleção. Hoje os dois são reservas de seus times. E perderam suas respectivas posições para iniciantes. Porque? Momento. 

Duas semanas atrás, o Flamengo foi prejudicado contra o Palmeiras, que marcou dois goals em contra ataques nascidos de faltas feitas por sua defesa no inicio da jogada. Ai vem o Flamengo e Corinthians, e um gol legal do time paulista, é anulado em um erro crasso de um bandeirinha. Isto se chama momento.

O Felipe Melo acaba de ser dispensado do Palmeiras. Não é surpresa. Depois do Borja, talvez tenha sido o jogador que chegou com mais pompas e circunstâncias ao time paulista. Eu não sabia na verdade porque ele foi tão caro, pois, iniciamos a perda de uma Copa com a sua bisonha expulsão, acima de tudo justa, depois de uma agressão gratuita contra o Robbin da Holanda. Na minha opinião ele não deveria sequer ter sido adquirido. Mas foi. Hoje o prejuízo não é mais apenas financeiro. Graças a ele, que como o Rodrigo ex-Vasco se intitula sherife e dono do time, o Palmeiras sofre uma suspenção continental, pelas suas provocações em Montevideo e a descçassificação em dois dos cinco campeonatos que está disputando. Foi um bom jogador? No momento não mais. Uns acham que sim. Todavia, se foi ou não, a algum tempo não vivia um bom momento. Era como alguém contratar o Pelé, para jogar, pelo o que foi.

Lukas ganhou tudo o que um treinador poderia ganhar no turfe norte-americano e hoje seu nome não aparece mais nas principais disputas daquele pais. Desaprendeu? De maneira alguma. A falta de resultados o tirou da moda. Momento. Cantores, Cineastas e tantos outros nas mais diversas profissões, em um determinado tempo, saem de moda. E não é porque desaprendeu. Na minha opinião é porque não estava preparado para aquele momento vivido. Dai você ter que estar sempre se reciclando, pois a vida não é como andar de bicicleta, que você aprende e até o resto da vida, dá para o gasto. 

A vida não é estática. Ela é altamente competitiva, e se você para, no tempo e no espaço, a fila anda e você perde o ônibus. No turfe os resultados das carreiras principais ditam o que está acontecendo naquele momento, mesmo sendo algo erigido três ou quatro anos antes. O resultado é o dado que temos para criar uma idéia do que possa estar acontecendo. Por isto reprodutores entram e saem de moda, devido ao momento de suas performances.

Outrossim a solidez de alguns, o fazem ser chefes de raça. Mas mesmo chefes de raça, apresentam um prazo de validade, com as mudanças intensas que o turfe força. Ou será que Tourbillon, St. Simon, Hurry On e Hyperion, não foram na verdade chefes de raça? Foram, mas com a modificaçãos das caracteristicas das carreiras, seus descendentes não se adaptaram, e eles perderam suas posições nas partes superiores dos pedigrees clássicos. Uns saem e outros entram. Tudo por causa do momento. Quem diria que o mais importante descendente de Nearco na formação de uma nova chefia de raça, seria o filho de um sprinter canadense, Nearctic? E o que fez Nasrullah ser um chefe de raça, no dirt? Porque é Seattle Slew e não Secretariat, o verdadeiro continuação desta extirpe? Porque, Dubawi - um cavalo de grama - é hoje o mais importante reprodutor da linha Mr. Prospector. Porque da mesma forma que o mundo gira, o turfe se modifica e existem aquilo que muitos se negam a aceitar. A importância das linhas baixas.

Senhores eu tenho mãe. Vocês também, porque os cavalos de corrida não teriam?

Mantenho um controle sobre estas linhas. Sei que como toda teoria, a do australiano Bruce Lowe, também tem os seus furos. Mas seriam realmente furos? Muita gente não entende o sistema, mas não é porque não se entende, que se nega ou se critica.

O sistema das linhas maternas, que chamo de familias, é anterior a Bruce Lowe. O que este hipólogo fez, foi simplesmente pegar os resultados das carreiras que eram consideradas mais importantes (O (Oaks, o Derby e o St. Leger) conforme o número de ganhadores, separou os mesmos, por suas linhas, e deu número a elas.  Assim foram criados 50 familias, subdivididas em segmentos próprios, e a aquela que mais ganhadores teve, foi batizada de 1-a.

Este trablho foi publicado em um livro chamado Breeding Horses by the Figure System, publicado após a morte do estudioso, por um amigo e editor, William Allison, somente em 1895. Ora qualquer coisa estudada no seculo XIX, está sujeita as grandes mudanças, nos século XX e XXI. Estudos levados a efeito, em 1931 pela Society of Promotion Horse Breeding in Poland e em 1953 expandidos pelo capitão Kazmierz Bobinsky e o Conde Stefan Zamoyski, determinaram a existência de outras familias que passaram de 5O para 74. A globalização criou a oportinidade de serem acrescidas outras linhas: Ar 1 e Ar 2 (argentinas), P1 e P2 (Polonesas), A1 a A37 (norte-americans), C1 a C16 (coloniais - Australia e Nova Zelandia)  e B1 a B26 (half-breds).

Por isto digo que existem quase 400 segmentos vivos, porém, nestes ultimos oito anos, menos de 150 num nível superior clássico. E eu caracterizo 25 destes segmentos, como de maior importância, por estarem nestas quatro últimas décadas, se revezando nas primeiras 15 posições por numero de individuais ganhadores de grupo. 

Toru Shirai em 1963 e a Societe d'Encouragement pour l'Amelioration des Races de Chevaux em 1990 fizeram atualizações. Eu tenho tudo atualizado a partir de 1974. E como tudo na vida é momento, as estudo para um período de oito anos. As grandes linhas se tornam cada dia mais sólidas. Nem todas. Algumas apenas. Conhece-las aumenta muito suas chances de sucesso. Como sempre digo, não garantem, mas ajudam...

Este é o histórico do que chamamos do estudos das familias nos pedigrees de cavalos de corrida. Dai para frente você acredita, ou não nas mesmas. Eu acredito. Estudo as mensageiras, porque como no caso dos grandes garanhões, existem mensageiros que funcionam como eletricistas. Cortam a fonte de transmissão. 

Quero focalizar que quando não se usa Galileo e companhia, temos que criar artificios, como a utilização de linhas baixas, de imbreeds e de equações genéticas que possam, de alguma forma, equilibrar a força dos grandes raçadores. O resto é poesia.