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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

PAPO DE BOTEQUIM: O BOLERO DE RAVEL

Estamos em pleno carnaval. Ante ontem assisti as escolas de samba e deparei com um espetaculo monumental idealizado pelo carnavalesco Paulo Barros. Um arquiteto como eu, que procura em outra atividade sua afirmação intima. Porém, o que senti - e o que se vê na televisão nem sempre representa o que está realmente acontecendo no envolta do espetaculo - que o publico da Sapucai, mais ficou a ver a grande platicidade do espetaculo da Vila Isabel, do que propriamente sambando e cantando seu samba, que aqui para nós, não estava no mesmo diapasão do espetaculo cênico. Aquilo que foi apresentado no sábado, bem representa a distonia entre espetaculo e escola de samba em sua essência. Acho o fato de inovar, sempre importante, porém dentro dos limites que a atividade existe. Se não a vida vira um Bolero de Ravel. Desabafo-me.

Fiz muitas coisas em minha vida, Umas deram certas. Outras não. Uma das que me orgulho ter participado, foi do movimento Dragão Negro, levado a efeito no Flamengo. Movimento este liderado pelo Marcio Braga, e que levou o Flamengo a ganhar o campeonato mundial com Zico e Cia. O técnico na época era o Paulo Cesar Carpergiane, que foi como se diz na giria futbolistica "inventado". Isto é, aquele profissional que foi colocado para um mandato tampão e efetivou-se. Resumindo um interino que passou a titularidade, por esforço próprio.

Como ser humano, posso garantir a vocês que o Carpegiano é um cara como poucos. Uma pessoa que não é dominado pelo movimento que hoje impera no Brasil do politicamente correto. Ele está sempre aberto a troca de idéias. Ao confronto. Porém no episódio da demissão do Oswaldo de Oliveira, depois daquela briga entre o profissional do Atlético Mineiro e um reporter da midia mineira, o Carpegiano embora tenha dado um testemunho correto se esqueceu que nem sempre esta verdade dita em uma situação, se enquadra no mercado em que ela foi dada.

Não existe pergunta mal feita e sim resposta mal dada.

Caro Carpegiane monte um blog de turfe e leia o que lhe perguntam e creio que você irá certamente mudar este seu pensamento. Pode ser que existam outros blogs que não gerem tantas perguntas inóquoas. Outrossim, aqueles que no Ninho do Albatroz teimam em perguntar inconsequências ou traçar incorentes linhas de pensamento são constantes e apresentam, entre si, menores variações que as existentes no Bolero de Ravel.

Eu amo opera e musicas clássicas, mas há de se convir que o Bolero de Ravel, tem um inicio espetacular, mas a falta total de variações o torna um xarope. E xarope, me parecem algumas das perguntas e linhas de pensamentos que sou obrigado profissionalmente a ler. Sou daqueles que acredito que cada um tem o direito de pensar e fazer o que lhe de na telha. Afinal, o que seria dos vencedores, se não houvessem perdedores? Logo, de maneira alguma desgosto de quem erra constantemente pelo simples prazer de errar ou de não querer aprender. Ganhar com isto, se torna mais fácil. Aqueles que fazem de seus erros uma apologia ao Bolero de Ravel, pagam um preço.

O politicamente correto está acabando com o futebol brasileiro. Antigamente os comentários dos jogadores - antes e depois das partidas - era picante, para alfinetar os adversários e criar chance dos estádios encherem em nos dias seguintes de grandes jogos. Lembram do Romáio, do Edmundo? Hoje, todos respondem as perguntas com as mesmas respostas, verdadeiros chavões, sem provocações, dentro daquilo que é hoje considerado o politicamente correto. No turfe brasileiro este cuidado me parece ainda maior.

Desculpe quando desagrado a poucos ou a muitos, mas não nasci para ser politicamente correto, principalmente em assuntos que levo a sério, pois, fazem parte de meu ganha pão. Sou criticado, e quando acho injusta a critica, respondo tentando manter o mesmo diapasão. Quando acho justas, procuro repaginar. E penso que isto deveria ser uma atitude padrão entre todos, que militam numa atividade tão diminuta, como a do turfe no Brasil. Aliás, se agissemos como um todo, o turfe brasileiro poderia até da certo. Ou melhor mais certo, pois, imediatamente crescera uma legião de criticos, que achando que as coisas estão bem, irão cair de pau.

HELLO, as coisa não estão indo bem! Sobrevivemos graças as boas intenções de alguns, que investem na atividade a fundo perdido. Não deveria ser assim, mais infelizmente é. Logo, deveriamos estar preocupados a achar uma maneira de reverter esta situação. De uma boa polêmica, pelo menos pode nascer uma luz que o leve a algo melhor.

Em contrapartida, existem abnegados que tentam contribuir com pesquisas que podem trazer esta luz, a aqueles que as dissecam e sabem separar o que é valido do que não é. Ninguém aprende com o futuro. Se aprende com o passado, com experiências pregressas, para se ter então um presente e com sorte um futuro ainda melhor.

As coisas vão mal no Brasil, mas se você conseguir desaparecer do mundo real, na Sapucai, vendo os desfiles das escolas de samba do primeiro gupo, o faz crer, que o Brasil só não da certo se fizer muita força para não querer. Evidentemente que assistir as escolas do Rio de Janeiro e nos dias anteriores as de São Paulo, o leva a crer que existem dois mundos. O mesmo que assistir o Dance with Stars norte-americano e o Dança das Estrelas do Faustão. Mas são realmente dois mundos, São Paulo é uma metropole, o Rio um balneário que já foi de luxo. Estados Unidos um pais, e o Brasil, um amontoado de gente que fala o mesmo idioma e que em sua maioria vota e elege o PT. 

O problema é quando este mesmo problema da possível existência de dois mundos se reflete na Sapucai. O requinte do Salgueiro nada tem a haver com o mal gosto da Mangueira, e a inventiva do Paulo Barros, difere sobremaneira da pouca criatividade de tantos outros carnavalistas. E teoricamente são vividos por seres que respiram o mesmo ar.

Porque estou levantando isto? Porque no turfe não podemos sequer nos dar ao luxo de criar a possibilidade da existência de dois mundos distintos,. Cidade Jardim e Gavea deveriam pertencer a um mesmo mundo. Deveriamos ser um só mundo, com só uma idéia. Isto nada tem haver com o Bolero de Ravel. As composições podem até ser distintas, mas o ritmo tem que ser o mesmo.