Não creio que o passado pertença aos museus ou as prateleiras empoeiradas das bibliotecas. E mais ainda se foram testemunhadas por alguém com discernimento de descreve-las. Conhecer o passado, é enriquecer a cultura.
Numa era que éramos dominados pelos cavalos representantes de países limítrofes, em nossa prova máxima, o Grande Prêmio Brasil, disputado em 3,000 metros, um nome nacional iluminou os caminhos a nossa frente. Depois de Adil, Farwell.Escorial, Narvik e Emerson, artífices da década de 60 , foi o paulista Zenabre que carregou nossa tocha olímpica, vencendo o Grande Prêmio Brasil, em duas oportunidades.
Durante toda a nossa história, cometemos o crasso erro de não acreditar na possibilidade reprodutiva, do grande corredor em pista, nacional. E sempre que demos a eles, as chances merecidas, - mesmo que parcas - fomos recompensados. Numa era de medicações violentes, muitos foram aqueles ue tiveram problemas de fertilidade.Logo cabe a mim, resgatar esta parte de nossa história, que aqui o faço, tendo como ponto de partida os anos 70, já que nossas pattern races foram instituídas tão somente a partir do ano de 1974.
E dou inicio a esta serie, com aquele que ganhou dois Grandes Prêmios Brasil, o de criação de Theotonio Piza de Lara (haras Bela Esperança), Zenabre.Imbreed em Pharos na razão 3x3, Zenabre ganhou ove de seus 22 compromissos. Levado a reprodução e servindo no Posto de Monta do jockey club de São de São Paulo, segundo nosso stud book, veio a ter registradosb287 produtos, dos quais 199 (69,3%) correram, e 166 (57,8%) ganharam. Uma total de 11 se tornaram ganhadores de provas de grupo, dos quais quatro o fizeram no maior patamar, como pode ser visto na tabela que se segue.
| Ganhador | YOF | Avô materno | LT | Groups 1 |
G1 | ARTUNG | 1975 | Timão (BRZ) | 4-e | Bento Gonçalv es |
G1 | DARIAL | 1973 | Royal Chief (GB) | 4-b | Jockey Club Brasileiro |
G1 | FRIZLI | 1971 | Radar (BRZ) | 17-b | Estado do Rio de Janeiro |
G1 | IMMENSITY | 1980 | Montmartre (ARG) | 12-d | Pellgrini, Diana e Derby |
G2 | CALANDRE | 1972 | Alberigo (ITY) | 16-h |
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G2 | COMPANY | 1977 | Four Hills (ITY) | 16 |
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G2 | GRAND TOUR | 1981 | Tournevant (FR) | 8-j |
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G3 | DON QUIXOTE | 1973 | Antelami (GB) | 8-f |
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G3 | MAUSER | 1973 | Nordic (FR) | 5-i |
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G3 | UIVADOR | 1968 | Mon Cheri (FR) | 13-c |
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Note-se que na feitura deste quadro, a ausência de Venabre, nascido no ano de 1969, e ganhador em 1972 do Grande Prêmio Jockey Club de São Paulo e outro descendente da linha tronco 13-c
O fato de ter gerado, aquela que para muitos - num grupo que me incluo - Immensity, é considerada a mais importante 3 anos de nossa história moderna, por si só, o faz destacar-se dos demais. Seus filhos machos pouco explorados no breeding-shed infelizmente não deram continuidade a sua tribo e assim se foi uma grande oportunidade de eternizar o sangue do invicto Pharis, em nossas lides.