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HARAS SANTA LUZIA DA ÁGUA BRANCA: VENCEDORES INTERNACIONAIS EM TRÊS CONTINENTES

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quinta-feira, 27 de julho de 2017

PAPO DE BOTEQUIM: GENÉTICA E CRIAÇÃO

Todos nós somos criaturas de hábitos. Eu os tenho, como você também os tem e qualquer outro ser respirante o terá. O ser humano sem hábitos, jaz enterrado a sete pés do solo. Mas dentro de seus hábitos, existem os bons e os maus. 

Viajar hoje, depois que foram criados ao final dos anos 70 os chartres, os programas de frequent flyers e as promoções de viagem pagas em dezenas de vezes, se tornou um suplício.  A frequência nos aviões é hoje insuportavel. Paulo Francis tinha uma opinião que o fazia viajar apenas em primeira classe: evitar a incomoda e desagradável presença dos pobres. As palavras são dele, mas o sentimento é comum. 

Atualmente, eu tenho viajado bem pouco. Moro onde quero e sei que esyou mais para lá. do que para cá. O processo da viagem, hoje se tornou um pesadelo, depois que o terrorismo tomou conta de nossos maiores temores. Maior até da possibilidade do avião cair. Mas acredito, que mesmo na business, você simplesmente viaja, para se livrar das crianças, para ter mais espaço para descandar e, naturalmente, conseguir ir ao banheiro sem ter que esperar na fila. Comida? É ruim em qualquer classe.

Outro hábito adquirido é o péssimo de ler meus emails, e a audácia suprema responde-los dentro do possível. Como é de dominio publico, existem os bons e maus emails, e quando você escreve, sua caixa de emails está sujeita a se tornar um pinico. Pois bem, depois de meu artigo, sobre a importância do haras na criação de um cavalo de corrida, dois foram os leitores que me perguntaram, se eu achava mesmo a criação, no mesmo nível da genética, na formação de um craque? Não foi o que eu disse, nem mesmo sugeri. Criar bem no Brasil é condição sine qua non. Ter uma genética aceitável, é uma possibilidade, pois, graças a Deus as Enables e os Frankels não aportam com frequência por aqui, para correr contra os elementos por nós criados. Aliás, ninguém aporta. Nem nossos vizinhos... De vez em quando aparece, um Bal a Bali, um Itajara, um Much Better. Assim sendo, aquela velha alcunha tem que ser lembrada: alguém tem que ganhar. Porém digo, sem medo de estar cometendo um erro, que 90% dos ganhadores de nossas principais provas foram bem criados e nem todos dentro da melhor genética existente a nossa disposição. Vou tentar explicar. 

Se tivermos que determinar os melhores cavalos criados no Brasil, creio que os já citados Bal a Bali, Much Better, Itajara, e mais Farwell, Duplex, Einstein e Pico Centrail, estariam na grande maioria das listas. Considero que Itajara, Einstein, Farwell e Duplex, tinham pedigrees de primeira linha, mas não os outros três. Outrossim, o fato de terem sido criados No Santa Maria de Araras, J. B. Barros, São José e Expedictus, Jahu e Rio das Pedras, Seabra, Mondesir e Fronteira, todos haras consagrados,  podem vir a ser vistos como as diferenças,  Creio que isto é uma reforço à minha tese.

Quamdo faço minhas inspeções de yearlings no Brasil, visito haras que juntos são responsaveis por mais de 85% dos vencedores de grupo, que foram vendidos em leilão. Evidente que existem aqueles 15% que poderão ganhar, entre os não reservados. Mas não se podendo examinar tudo, parte-se para a viabilidade que possa lhe dar mais possibilidades.

No mais é um dos maiores divertimentos ouvir um leilão da TBS. Só lá tem égua vendida por 200 reais fr prestação com a mesma linha baixa do maior velocista do planeta. La também Sky Mesa é o lider das estatisticas norte-americanas e sua cobertura está sendo vendida por US$50,000. E o que dizer de Speigstown, que segundo o comentarista está entre os dez maiores reprodutores do turfe norte-americano nestes últimos sete anos. Realmente um circo. Mas quando se tem uma Elusive Quality na linha materna da Ma Belle, vale a esperar e ouvir toda esta sandice, pois, como sempre digo, Ma Belle não se vende, Se coleciona. E agora são quatro delas no Figueira do Lago.



PONTO CEGO: OS CÃES LADRAM MAS A CARAVANA PASSA


Nosso caro Winston, deixou claro, aquela que eu acho uma das maiores verdades desta vida como conselho a alguém que tenha uma atividade que dependa da opinião publica:  você nunca chegará a seu destino se parar para atirar pedras, em cada cão que ladra em seu caminho.

Depois de uma determinada idade, você começa a se sentir acima do bem e do mal. Fala o que quer. E evidentemente, de vez em quando, ouve o que não quer. O segredo de se continuar na direção que acha certa, é não se rebelar com a opinião dos outros. Os cães ladram e a caravana passa!

Temos a tendência natural de defender as nossas teses, tentando tornar inviáveis a dos outros. Isto é um erro. Dentro de um mesmo problema podem haver mais de uma solução.  Resumindo o objetivo é o mesmo, mas as formas de obtê-los, diferem. São os famosos caminhos para Roma...

Para os nascidos a partir da década de 70, saibam que houve um época que os entendidos achavam que Pelé e Tostão não poderiam jogar juntos. Que pegar dois jogadores de armação, colocar um na ponta esquerda e outro na quarta zaga seria loucura. Uma idéia tão louca como escalar o centro avante reserva, na ponta direita. E foi assim que ganhamos nossa terceira Copa, com um time que depois foi considerado, o time do século.

Mudar de opinião, não me parece ser uma falha de carater. E sim de uma preferência de alguém que quer mais opções. Isto o turfe lhe proporciona todos os dias. Basta você analisar os resultados de carreiras que são importantes, para ter um grupo de opções mutaveis a cada semana.

Esta semana presenciamos a queda de um mito: Arrogate. Ele não só perdeu, como fracassou redondamente. Para muitos, um fiasco. O que é ainda mais grave e muito mais triste para os amantes do turfe. Porém, a verdade nua e crua, é que se saiu bem, sem o menor aparente problema. Então, como diria o pensador, algo se sucedeu. O que? Não sei, mas suspeito.

Minha caixa de emails, não parou um só minuto, e na mais de meia duzia de leitores que nela deixaram nela seus emails, uma coisa em comum: A preocupação do que poderia ter acontecido com Arrogate. E as opiniões foram, do longo afastamento até o fato dele poder não ser mais o mesmo. Como dirim os norte-americanos, isto é uma BS.

Uma cavalo que tem a sua campanha traçada, tendo como base o Travers, a Breeders Cup Classic, a Dubai Cup e o Pegasus, tem que ter um descanço posterior. Cavalos não são máquinas. E creio que Baffert sabe fazer isto muito bem. Muitos de seus grandes três anos, foram melhores ainda aos 4 anos, vide Silver Charm, Real Quiet e tantos outros. Por sua vez a Juddmonte Farms, não tem medo do desafio e diferentemente da Coolmore e da Godolphin, arriscam a um temporada a mais, mesmo o elemento em questão, já nada mais tenha a provar. Seu último exemplo foi Frankel. Logo não acredito que a coisa também não seja bem por ai.

Errei ao colocá-lo no mesmo patamar de Frankel, Ribot, Sea-Bird, Nijinsky, Secretariat e Dancing Brave? Talvez. Outrossim, prefiro dar tempo ao tempo para chegar a uma melhor conclusão. Só quero lembrar aos navegantes que um cavalo que mete 1'59"36 em Saratoga, não pode ser considerado sequer um cavalo bom. Ele deve estar na escala dos melhores.

Assistindo o video em mais de uma oportunidade, dá para se notar, que algo de diferente acontecia com ele, desde o inicio. Ele de maneira alguma se mostrava confortavel com o que se sucedia à sua frente. Resumindo ele corria como um cavalo daquela turma, e todos nós sabemos que ele é infinitamente superior a aqueles com quem dividia a pista. Ai veio a derrota e imediatamente os cães iniciaram a ladrar.

Se a Estrela Polar estava no lugar errado ou ele dormiu em má posição na véspera, não tenho a menor idéia, porém, sei que ele é muito melhor do que aquilo que foi apresentado. E acredito que irá provar isto, ou não correrá mais, se Baffert não o sentir plenamente de volta pela manhã. Neste caso a prezervação do mito, falará mais forte que a esportividade de seu proprietário.


EXTRA! EXTRA!

Ontem, aqui mesmo, teci um comentário, sobre uma troca de e-mails efetuada com o criador Jose Carlos Fragoso Pires Junior, leia-se Haras Santa Ana do Rio Grande, para o qual prestei serviços, por pelo meno duas décadas.

O Santa Ana do Rio Grande, é hoje o haras com o segundo maior número de ganhadores de grupo do turfe brasileiro. E isto nunca foi obra e acaso do Espirito Santo. Pois bem, no sábado, no Japão este esteve representado, por Satono Fire, que pinta ser um cavalo diferenciado, num turfe de primeiro mundo. Sua mãe Here to Wun, que fora exportada para a Africa do Sul e posteriormente Estados Unidos, é uma neta da selecionada e importada por nós, Indian Blossom, que na época foi uma importação vista por alguns, como algo gratuito.

O Junior, comparecia aos leilões e percorria comigo todas as opções viáveis de serem adquiridas, e normalmente adquiria um pallet. Desta feita vieram três da letra I: Imaculada, Indiam Blossom e Indian Hope. As duas últimas como campanha clássica e as duas primeiras com produção clássica. O que equivale dizer que se trata de 100% de acerto.

Indian Blossom, era uma filha de Fred Astaire, com uma mãe cuja estrutura genética e linha materna, não condiziam com o que o Santa Ana, levava para o Brasil. Mas ela encantou em fisico tanto a mim, quanto ao Junior e achamos que valia a pena o risco, e no final, acertou-se na mosca não só na pista como no breeding-shed.

Ela é a prova que genética embora fundamental, pode até ser colocada em segundo plano, sempre que fisicamente um elemento lhe encher os olhos. Mas para isto tem que se olhar e ver.




quarta-feira, 26 de julho de 2017

BOM DIA

video

MONTJEU


CITY ZIP SE FOI




TAPIT





FRANKEL


thoroughbred daily news







PONTO CEGO; AINDA EM RELAÇÃO A DESCLASSIFICAÇ~ÃO OU MANUTENÇÃO DO RESULTADO

RENATO,

Vi a tua manifestação ao meu e-mail no teu BLOG.

Da minha parte, assisti várias vezes o filme de frente e se tivesse que decidir, votaria pela desclassificação.

Veja voce como é ingrato ser CC. Enviei isso para 14 amigos (vários ex-CC) e até o momento, 9 já me responderam:

O resultado até agora é de 6 x 3 à favor da desclassificação. Os CC profissionais de Saratoga votaram pela manutenção do resultado, como voce já sabe.

Algumas decisões são muito difíceis e as interpretações nem sempre são iguais.

Como diz o ditado popular: "Cada cabeça, uma sentença".

Se voce assistir ao filme e ouvir até o final, verá que há uma grande discussão entre os comentaristas da TV logo após passarem o filme de frente, alguns a favor e outros contra, antes da decisão se tornar oficial. Vale a pena ouvir os pontos de vista de cada um, já que voce entende bem inglês. É bem interessante.

Apesar da égua de dentro não ter sido sofreada, não ter sofrido interrupções na mecânica de galope e nem ter sofrido um "bump", a de fora, montada pelo grande jóquei Mike Smith (what a shame !) além de ter vindo para dentro e batido com o chicote na de dentro, numa clara demonstração de intimidação e apertá-la na cerca, que me pareceu intencional, maldoso, e bem no final da corrida. 

Vitória no photochart, ou seja, diferença mínima.

Inadmissível para um jóquei do gabarito e da experiência do Mike Smith.

Incrível as linhas fictícias de computador que auxiliam os CC para verem os desvios de linha. Sensacional. Mesmo assim, confirmaram o páreo.

A polêmica continuou em toda a mídia turfística no dia e no dia seguinte, e até hoje.

Posso estar errado e até mesmo ser voto vencido, mas interpretei com a minha vivência de turfe pela desclassificação, que como voce sabe, não ocorreu.

Abs,
JCFP Junior

José Carlos, 
Como disse quando comentei o assunto, eu não tenho opinião formada. Repare que a de dentro chega a abrir um pouco. Mas evidente que Mike Smith queria intimidar o adversário. Este claramente foi o seu intuito. O problema passa a ser se intimidação seria passível ou não de uma desclassificação. No caso presente parece que não foi.

E até que ponto o é? 

Deve haver da parte da comissão de corridas, uma reflexão da diferença entre o intimidamento e o verdadeiro dolo. Para mim o intimidamento é uma forma de pressionar o adversário, dando um recado evidente, que poderá haver dolo. E dolo é dolo. A experiência de Mike Smith o fez a quase expremer a adversária de sua égua, nos metros finais da Coaching Club American Oaks. Outrossim, ele não deixou que o verdadeiro dolo se concretizasse, pois, isto aumentariam em muito as suas chances de ser desclassificado. Não discuto a possibilidade dele com esta sua arremetida para dentro - que foi visivelmente proposital  - possa ter inibido a ação da mesma. Existe esta possibilidade. E por isto Mike Smith ocupa hoje o lugar que ocupa. Por ter extremo controle na ação de seus pupilos.

Por situações como estas - em um grupo 1 em Saratoga - que nunca me aventurei a reinvidicar um lugarzinho na comissão de corridas de onde quer que seja e sou daqueles que defendo a mesma ser constituida não de sócios, bem intencionados, mas de profissionais, regiamente pagos, que já tenham vivido situações semelhantes.

Abraços
Renato

Coolmore Stud - Behind the scenes

1999 Travers Stakes : ESPN Broadcast

Coronado's Quest - 1998 Travers (G1)

Deputy Commander - 1997 Travers (G1)

1996 Travers Stakes - Will's Way

PAPO DE BOTEQUIM: A LÓGICA. ILÓGICA

Sabe porque esta coluna se chama Papo de Botequim? Porque não pretende em momento algum ser outra coisa que um mero papo amigo, de assuntos de que se gosta de discutir. Não pretendi com a criação deste Papo de Botequim, ter um pulpito de defesas de teses e verdades biblicas. Isto deixo para os arautos e defensores destas verdades. E no turfe, são dezenas.

Um leitor, afirmou a pouco numa troca de Whatsapp, que ele tentava aplicar seu conhecimento dentro de suas possibilidades disponíveis... Este é o segredo do que esta coluna tenta inspirar. Que cada um dentro de suas posses, invista melhor o seu dinheiro, mesmo sabendo que o vizinho - com quem terá que competir - está gastando tubos de dinheiro. Se assim o fosse, na Europa todo aquele que se incomodasse com o que a familia Maktoun gasta, simplesmente desistiria da atividade e compraria um barco.

Os assuntos aqui fluem sem que haja a necessidade de uma reunião de pauta, como é em qualquer publicação escrita. Escrevo o blog na madrugada e muitas vezes os Papos de Botequim, à frente de meu prédio na praia. Isto deixa a coluna mais solta e os assuntos se mostram mais variados. Penso que o turfe seja uma atividade que interaja com o dia a dia de cada um. Se assim o é, torna-se lógico que os assuntos variem, conforme o que aconteça a minha volta. O que em outras palavras quer dizer que a lógica do mesmo é sinplesmente ilógica.


SE A GENTE PENSAR BEM
A LÓGICA DO TURFE
É ILÓGICA

Se não o fosse, então como explicar a vitória categórica de um azarão? Falo daquelas vitórias que os experts classificam como "surpresas". E o que seria uma surpresa? Para mim, algo que se mostra ilógico. Só que o que é ilógico em minha opinião, pode ser lógico para outros. O que difere estes dois polos, seria a proporção do acerto dos considerados lógicos em relação aos ilógicos. Como numa regra e uma exceção.

Toda e qualquer teoria, é factivel a ter uma exceção. Um reprodutor filho de um outro fracassado, não necessáriamente está fadado a ser um fracassado. Estatisticamente a maioria o será, mas isto não garante que pelo menos um, não possa contrariar a regra . Da mesma forma que nem todo filho de um conceituado Sire of Sires, se sairá bem no breeding-shed. A gente vê que mesmo nos grandes raçadores do nível de Northern Dancer e Mr. Prospector, que apenas um pequeno grupo se sai bem na reprodução. E um número menor ainda daqueles, que se tornam Sire of Sires e levam adiante a sobrevivência da tribo na elite dos clássicos.

E vocês sabem por que isto acontece? Pois, cavalo de corrida tem também mãe e esta pode igualmente impor suas prepotências. Um minuto, parece estranho impor aquilo que se define como prepotência, já que prepotência representa composição. É estranho, mas não é raro. Certas linhas maternas exalam apenas classe e velocidade, em cruzamento com certas tribos e ao contrário stamina com outras e isto não quer dizer que elas são linhas dominadas ou dominantes em relação as referidas tribos.

Deixem o Papo de Botequim, ser apenas um papo de botequim, e garanto a vocês, que muita coisa pode ser aprendida se assim a coisa for encarada.


SIRES


ANALISES DE VENDAS



ACONTECEU NA ÁFRICA DO SUL


terça-feira, 25 de julho de 2017

PONTO CEGO: NOME AOS BOIS


Nós os humanos, temos uma tendência a dar nome aos bois. E bois supostamente não seriam seres a serem nominados. Boi é boi! Vaca é vaca! Outrossim, sempre existirão exceções com touros famosos e vacas premiadas. Mas como disse são exceções e devem ser tratadas como tal.

Antigamente quando ainda era impossivel se saber de antemão o sexo da criança, escolhia-se dois nomes, um masculino e um feminino. Hoje já sabendo o sexo, basta se escolher um, mas a modernidade parece que vai voltar a escolher pelo menos dois nomes para o feto. só que dois para o macho e outros dois para o feto fêmea, já que existe uma tendência "moderna" de a criança só deverá escolher sua opção sexual - Jim Willis que o diga - após certa idade. Ai você deu o nome de Sebastião a quem gostaria de se chamar Marilyn, complica.

Eu mesmo tenho uma tendência de dar nomes aos bois. Logo, me penitencio também. Fui educado desta forma e agora fica difícil mudar. Nunca fui comissário de corridas e não me sinto preparado para tal, embora poucas pessoas tenham assistindo tantas corridas em distintos países como eu. Mas eu acho que desclassificar ou não um cavalo, durante o desenrrolar de uma carreira, um ato de dar nome aos bois.

Ontem o José Carlos Fragoso Pires Junior me mandou um email com a reta - vista de frente - do Coaching Club American Oaks. Sua pergunta foi incisiva. Você desclassificaria ou não? Minha resposta, é: não sei. Cada hipódromo tem suas regras. A forma que a maioria de hipódromos nos Estados Unidos, analisa a questão é distinta dos principais hipódromos britânicos e muito mais dos franceses. Eu por exemplo não desclassificaria nem Nureyev, muito menos a Sagace, mas eles foram desclassificados. Estariam as comissões de corrida erradas? Evidentemente que não. Cada comissão de corrida tem que seguir sua cartilha. E elas são distintas.

Acho que os norte-americanos pensam que se o prejudicado, não teria chances de bater a aquele que o prejudicou, nada é mudado. Os britânicos, pensam de forma distinta e os franceses são partidários de que a simples mudanla de linha, independe se você estiver sobrando na turma ou não, é desclassificão na certa.

Logo é uma questão de dar nome aos bois e eu não me sinto preparado para tal.


1995 Travers Stakes

Holy Bull - 1994 Travers (G1)

1993 Travers Stakes

Thunder Rumble - 1992 Travers (G1)

1991 Travers Stakes : ABC Broadcast

1990 Travers Stakes

THOROUGHBRED GAILY NEWS




BOM DIA


PAPO DE BOTEQUIM: GENÉTICA OU STRESS

Quem seriam as maiores éguas do turfe brasileiro? Cada um terá a sua lista. Eu tenho a minha e nela constam entre as 16 que mais me empolgaram desde que foram instutionalizadas as provas de grupo, no Brasil, Coray, Immensity, Revless, Riboletta, Sweet Eternity, Indian Chris, Canzone, Cisplatine, Donetica, Off the Way, Virginie, Bretagne, Rafaga Surena, Estrela Monarchos, Indian Hope e Vada

Bretagne - Irish Derby (2º) e Opaline Girl (6º)
Cisplatine - Britanic
Donetica - Kenetica (1º)
Immensity - Only Immensity
Indian Chris . Eyeofthetiger (7º) e Forbes
Revless - Capitolio e Spring Love
Rafaga Surena - Golden Mountain (4º) e Notavel Suren5
Vada - Implausible (5º), Urodunal, Art Variety, Triptonic, Viernes, Lafitte Pincay e La Defense
Sweet Eternity - Birkin Bag

Tirem Estrela Monarchos, Coray e Canzone, das treze que já contam com cavalos corridos, nove tem pelo menos um descendente ganhador de grupo. E sem citar nomes, acredito que tão somente seis, justificaram, até aqui no breeding-shed, algo parecido do que foram em pista.

Estamos falando das 15 maiores éguas pelo que fizeram em pistas brasileiras. O que me faz crer ser pouco. Muito pouco, E me vem a mente a pergunta. Seria a genética ou o stress gerido pelo treinamento.

Este é o raciocinio que teremos que ter em mente, em qualquer analise que possa ser feita. Quanto tempo uma grande corredora brasileira, necessita para estar apta a produzir a um cavalo que possa a ter suas características principais? Seriam os três primeiros produtos viáveis? São cinco as éguas desta lista, que conseguiram ter filhos ganhadores de grupo e somente duas conseguiram gerar ganhadores de grupo na primeira ou segunda gestação. As outras três, brilharam a partir da quarto nascimento.

O que podemos concluir? Que das 13 grandes corredoras brasileiras, que possuem filhos em treinamento, apenas cinco - que representa menos de 40% - foram caºazes de produzir ganhadores de grupo.

Volto a perguntar: genética ou stress?

HIGHLAND HILL



O QUE VEM POR AI: AMANHÃ


segunda-feira, 24 de julho de 2017

"MADAM" WINS " (SAN CLEMENTE HANDICAP) (GRADE II) RACE 7" 07/23/2017 at ...

Abel Tasman - 2017 Coaching Club American Oaks

PRIX ROBERT PAPIN 2017

DISPERSAL



THOROUGBRED DAILY NEWS




ABEL TASMAN


THOROUGHBRED DAILY NEWS






BOM DIA



O NEW YORK BREAD


ARROGATE


PAPO DE BOTEQUIM: A LINHA NATURAL DE UM CONCEITO

Deveriamos participar de uma sociedade  equilibrada, serena, obediente as leis e com altos propósitos morais. Mas não creio que este tipo de sociedade exista. Nem na Escandinavia. Talvez só na televisão. em filmes antigos de Walt Disney. Outrossim, não precisariamos viver de uma mecanica de aparências, que no máximo coadunam com o politicamente correto, quando isto favorece. Vivemos sim, na maioria das vezes, num estado de estagnação e irrelevancia, e isto no turfe me parece ainda mais preponderante.

Discutimos muito, mas opinamos pouco. E em muitas vezes nos perdemos em picuinhas pessoais, que em nada somam, para o engradecimento do conhecimento. O turfe é uma fonte de continuo aprendizado. Cada resultado, obtido em pista, pode ser um insumo para algo mais dentro da escala de conhecimentos. Algo, que pode se transformar num detalhe que realmente lhe faça a diferença. Temos que saber separar o importante do trivial. E o trivial, daquilo que não o levará a lugar algum. Este é o primeiro passo para abandonar a estagnação e se livrar da irrelevância.

Para mim existem furias que alteram seu modus-vivendi. A de uma mulher traída, talvez seja a pior, porém não acredito que a de Otelo, tenha sido menor. Para mim, a grande furia que sinto é ao contacto com a burrice humana. A incapacidade de pelo menos supor que se possa estar errado, sem que exista uma melhor solução do que aquele que está adotando, galvaniza minhas ações.

Volto a repetir, o que sempre escrevo aqui. No turfe não existem verdades abplutas. Mas existem verdades relativas. Parece.me burrice, simplesmente ignora-las. Rebate-las seria doentio.  Chegaria a casa da anormalidade. Minimizar a importância de um Galileo, de um Dubawi ou até de um Clackson, apenas para provar que Northern Dancer-Sadlers Wells-Galileo, não se trata de um transmissão linear, me parece fora de propósito. Você pode até contestar que I Say-Sayajirao, não se enquadraria neste padrão.  E que Mr. Prospector-Seeking the Gold e Dubai millenium o seja. Aceito, pois, em toda horta existem alfaces e tomates. Todavia, não se demerece um, com o único intuito de priorizar o outro. Apenas deve-se junta-los em uma salada.

Eu acho que Native Dancer-Raise a Native-Mr. Prospector, é também uma prova da existência de uma transmissão linear em tribos. E talvez por isto, seja Mr. Prospector o chefe de raça do qual descendem o maior número de veios classicos do turfe moderno. Suplanta até em números absolutos a Northern Dancer. E também, talvez por estas possiveis transmissões lineares, possamos ter estes dois ramos tão difundidos nos dias de hoje. Vocês acreditam que quase 75% dos ganhadores de provas de grupo de 2,010 aos dias de hoje foram vencidas por cavalos destas duas tribos?  Estamos falando de mais de 14.000 carreiras em 27 distintos países. O que não deixa de ser um universo que deve no minimo ser respeitado.

Números são números, outrossim, a perfeita interpretração dos mesmos lhe pode traçar algumas diretrizes.  E em minha opinião, 
tão importante como a análise dos resultados, está o conceito. Ele o induz ao projeto e o projeto é alimentado pelas análises dos resultados. Esta é a linha natural de raciocinio.

ACONTECEU EM SARATOGA