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terça-feira, 14 de dezembro de 2010
DE ESCORIAL A XIM-XU-LIN!
Escorial (foto de abertura) em 1959, quando o GP. Carlos Pellegrini ainda era corrido na distância de 3,000 metros, foi o primeiro elemento brasileiro a ganhá-lo. O brasileiro Narvik foi terceiro nesta mesma oportunidade, com a brilhante Escoa os separando. No ano seguinte foi a vez de Farwell – para muitos o maior cavalo brasileiro de todos os tempos – a ser segundo para um Atlas que parecia mais animadinho do que o normal. Oscar Fernandes Sierra, companheiro de Inez Victoria Rocca – a proprietária do haras Ojo de Água – um dia me confidenciou numa noite fria em Balcarce, que Atlas tomou naquela oportunidade tudo que podia e não podia. Afinal a honra platina estava em jogo e o Brasil não poderia levar por dois anos consecutivos, aquela que na época os argentinos consideravam a sua prova de maior importância. E para tal o filho de Aristophanes teve que igualar o recorde da pista: 3’03”4/5
Foram necessárias 25 disputas para que o Brasil voltasse a figurar com êxito: desta feita com uma trifecta que entrou para a história. Immensity, Kigrandi e Kenético. Em 1994 foi o ano de Much Better bater a El Sembrador. Ele que no ano anterior tinha perdido uma carreira sem nome para o peruano Laredo. Em 1997 Quari Bravo perdeu para Chullo, então considerado como um cavalo daqueles que não apareciam há muito tempo nas pistas argentinas.
Gorylla repetindo o tempo de Much Better – 143”, surpreendeu a muitos em 2003. Negro da Gaita foi segundo para Life of Victory para a mesma marca em 2008. Outro brasileiro, Reraise foi terceiro. Como terceiro foi Jeune-Turc no ano seguinte para Interaction também para 143” e agora foi a vez de Xin Xu Lin em pista encharcada ganhar em 151”, quase a mesma marca obtida por Chullo (152”), batendo a outro brasileiro, apenas que este treinado na Argentina, Send inthe Clowns.
Foi um grande Pellegrini? Não posso julgar, mas a principio diria que não existe um fraco Pellegrini. É uma carreira duríssima de se ganhar e deliciosa de se levar para a casa. A safra sul-americana não parece ser das melhores, porém, Xin Xu Lin, pode ser a exceção a regra. Explico-me.
Xin Xu Lin, parece ser um cavalo que não sobre rebate em pista anormal. Suas principais vitórias foram obtidas neste estado de terreno, mas pelo que escuto dizer do que trabalha nas matinais de Cidade Jardim, ele parece aceitar qualquer que seja o estado em que se encontre a mesma. Até na areia ele seria capaz de enfrentar os especialistas.
Suas quatro primeiras mães são brasileiras. De sua quinta mãe a sétima são
argentinas, ai aparece a britânica Royal Princess para dar o primeiro alento de allure em seu pedigree. Por sua vez o cruzamento de Wanderteoss em mãe Pleasanty Variety não emociona, quanto mais excita. Desta forma fica licito se afirmar que seu pedigree não parece ser a chama que o faz consumir a seus adversários. Assim como não era o de Quari Bravo e guardadas as devidas proporções o de Much Better e Gorylla. Mas que ele como os três demais citados, corre, garanto que ele corre. Provou isto em São Paulo e agora em San Isidro, com sete vitórias em cinco saídas e quatro provas de graduação máxima em seu ainda jovem currículo.
XIN XU LIN GANHANDO
O GP. CARLOS PELLEGRINI
Carl Rosen, dono daquela que por alguns anos foi considerada a reprodutora de melhor pedigree na criação norte-americana, me pareceu bastante corajoso de a ofertar a um jovem reprodutor que estava tendo dificuldades de encher sua carta de monta a um módico preço de US$20,000 na poderosa Claiborne Farm. Mas vamos dar nomes aos bois... ou melhor aos cavalos.
A mãe de Chief’s Crown, era Six Crowns uma filha do tríplice coroado de 1973 Secretariat na tríplice coroada do ano seguinte Chris Evert. Ganhadora de 5 de seus 15 compromissos, Six Crowns foi terceira em uma prova de graduação máxima o Ladies Hcp. para Spark of Life e Catherine’s Bet.
O pai de Chief’s Crown era um cavalo que correu apenas 3 minutos e 35 segundos em toda a sua carreira como atleta. Venceu as três que participou de forma convincente, provando ser um elemento dotado de extrema velocidade, mas de pouca sanidade.
Qual seria a sua verdadeira potencialidade? Para seu treinador – o experiente Woody Stevens - que pagou US$310,000 por ele quando ainda yearling em Saratoga em nome do polish dealer Henryk de Kdiatkowski, o melhor cavalo que veio a estar associado profissionalmente. o que para mim, simplesmente basta. Seu nome Danzig.
Danzig era da mesma geração de Nureyev, que custou exatamente US$1,000,000 a mais em Keeneland para os bolsos de Stravos Niarchos. E que coincidentemente também só correu em três oportunidades, vencendo todas.
DANZIG
Chief’s Crown foi produto da primeira geração de Danzig. E que geração! Imaginem, 29 produtos, com 14 corredores aos dois anos sendo 11 dos mesmos vencedores. De um total de 24 carreiras sendo nove de esfera clássica. Cinco ganhadores de grupo sendo três de graduação máxima. Um belo começo, para aquele que é hoje o mais importante chefe de raça da era contemporânea, assim como seu pai Northern Dancer o foi da era moderna. Mas voltemos aos trilhos.
Chief’s Crown precisou de três carreiras para sair do perdedor, mas a partir dai dominou por algum tempo os de sua geração. Seu primeiro êxito na esfera máxima – o primeiro de um total de 8 – foi o Saratoga Special. Venceu mais três grupos 1, em sua primeira temporada, culminando com a Breeders Cup Juvenile sobre Tank’s Prospect (que ganharia o Preakness do ano seguinte) e Spend a Buck (que ganharia o Kentucky Derby). Champion 2yo com todos os méritos, ele aos 3 anos, foi levado a uma dura campanha, competindo em 12 oportunidades, das quais ganhou sete - sendo desclassificado em uma delas, o Tell Stakes na pista de grama.
Suas principais vitórias em sua segunda campanha foram o Travers Stakes (Gr.1) sobre Turkoman e Skip Trial e a Malborough Cup (Gr.1) contra os de mais idade, quando na oportunidade veio a bater a Gate Dancer e Vanlandingham. Suas mais inexplicáveis derrotas foram as três provas da tríplice coroa, onde foi favorito em todas, não passando de terceiro para Spend a Buck e Stephan’s Odysseus no Kentucky Derby, segundo no Preakness para Tank’s Prospect e novamente terceiro para Creme Fraiche e Stephan’s Odysseus no Belmont Stakes. Era de longe, um dos mais esperados tríplices coroados, principalmente pelo fato de sua mãe ser filha de dois deles.
Com 12 vitórias em 21 saídas as pistas, ele teve 50% de seus interesse vendidos para a Three Chimneys por US$10,000,000 e posteriormente sindicalizado, serviu naquele estabelecimento de cria com um serviço inicialmente avaliado em US$150,000. Em sua primeira geração ele produziu ao ganhador do Racing Post Trophy (Gr.1) Be My Chief.
Logo, posso apenas supor que a classe de Xin Xu Lin advenha de Chief’s Crown, um cavalo que corria com a cabeça baixa, como outros tantos diferenciados elementos como A. P. Indy e General Assembly.
Um possivel salto atávico? Provavelmente. Não seria a primeira vez e com certeza não será a última. Vejo igualmente em Much Better um salto atávico, só não me perguntem de quem. De Brac é que certamente não foi... Chief’s Crown me parece ser o ponto de maior força no pedigree de Xin Xu Lin, que tem nome de bobo, mas de bobo não tem absolutamente nada. Corre que nem gente grande.
Um possivel salto atávico? Provavelmente. Não seria a primeira vez e com certeza não será a última. Vejo igualmente em Much Better um salto atávico, só não me perguntem de quem. De Brac é que certamente não foi... Chief’s Crown me parece ser o ponto de maior força no pedigree de Xin Xu Lin, que tem nome de bobo, mas de bobo não tem absolutamente nada. Corre que nem gente grande.
Danzig é o chefe de raça do momento. Por estas ironias da vida, onde menos ele sobressaiu até o presente momento foi na América do Sul. Não dá para entender. Mas acho que Xin Xu Lin pode ser a força motriz futura reprodutiva para avivar esta tribo no Brasil.
Volto a reforçar ele, Eu Também se algum dia voltar e Mr. Nedawi são cavalos brasileiros que deveriam ter chance em nossa reprodução, pois, provaram nos mais dificéis campos de batalha a qualidade de suas entranhas. Não chegaram onde chegaram por obra do espirito santo.
Volto a reforçar ele, Eu Também se algum dia voltar e Mr. Nedawi são cavalos brasileiros que deveriam ter chance em nossa reprodução, pois, provaram nos mais dificéis campos de batalha a qualidade de suas entranhas. Não chegaram onde chegaram por obra do espirito santo.
Wondertross e o nacional Acteon Man (Be My Chief), são os dois principais descendentes de Chief’s Crown na criação brasileira, que me vem a mente neste exato momento.
E tudo começou com dois tríplices coroados...
SECRETARIAT
CHRIS EVERT
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