quinta-feira, 20 de agosto de 2020

PONTO CEGO: E PREFERIVEL SEGURAR UM MALUCO DO QUE EMPURRAR UM IMBECIL

"E preferível segurar um maluco do que empurrar um imbecil". 

Uma frase memorável pelo teor que sugere. É a mesma história que já escrevi aqui entre dividir uma cabine com o Al Capone e um imbecil, que meu pai alertava. Segundo ele, era melhor optar pelo Capone, porque no mínimo será presumível o que que dele se poderá esperar.

Conheço bem os incautos e aqueles que se consideram profissionais mas não passam de amadores. Eles aportam freqüentemente em minha caixa postal, com suas idéias mirabolantes e seus planos a curto prazo para salvar o turfe.

Sempre tive receio do bom amador. Daquele que acredita ser capaz no futebol, de jogar nas onze. Uma vez, por eu ser brasileiro me convidaram em Lexington  para dirigir um time de garotos de Elementary Scholl. Meninos até 12 anos de idade. Perdi o emprego logo no primeiro dia, pois, ao entrevistar um dos meninos, perguntei qual era a sua posição, e ele respondeu que jogava em qualquer uma. O mandei para o gol e seu pai pediu a minha cabeça.

Não sou eclético, e muito menos acredito em quem se intitula eclético. Einstein jogava mal ping-pong e era um péssimo violinista. Sinatra não sabia chutar um bola. E Michael Jordan tentou o baseball e o golf, mas lhe fizeram desistir logo, logo... Cada macaco no seu ganho. E se não conseguir um, limite-se a regar a árvore.

Não tenho apreço por quem pensa que as coisas podem ser resolvidas com sorte ou palpite. Elas até podem ser. Uma, duas vezes no máximo. Mas sempre, fico com o pé atrás.. Prefiro apreciar aqueles que sabem porque as coisas deram certo.  Ou pelo menos pensam que sabem. Aprende-se mais com eles.

Acompanho carreiras e o mercado de países estranhos, como Hungria, Mauritania, Turquia, Zimbave, India e assim por diante. Pois saibam que a trinta anos atrás, Australia e Japão faziam parte desta lista. E olha o que a evolução os trouxe. O que eu quero dizer com isto? Que por mais estranho que possa parecer, o ensinamento pode vir de qualquer lado. Não existem virtuosos apenas na Irlanda, França e Inglaterra. Em algum lugar no mundo sempre existirá alguém que o possa surpreender e lhe trazer um ensinamento.

Quem foi o maior criador europeu? Um italiano. Do continente norte-americano? Pasmem, um canadense. E graças a ele tivemos Nearco e Northern Dancer. O brasileiro tem a grande capacidade de se subestimar e o pior ainda assim se achar melhor que seu vizinho. O famoso complexo do vira-lata. Você tem que acreditar que preparando-se e se tiver jeito para o negócio, pode chegar lá.

Mas se não tiver talento? Contrate quem tenha. Cerque-se de grandes vice-presidentes. O CEO bem sucedido, não é aquele que mais entende dos diversos assuntos que fazem a existência e o progresso de sua empresa. Mas tem a habilidade de equilibrar os diferentes egos, daqueles que contrata acreditando eles serem os mais preparados para cada situação. 

A criação e propriedade de cavalos de corrida extrapolam as raias da razão. Existe muita subjetividade na questão. Assim sendo, me parece ser de bom alvitre que você transforme o seu hobby, numa empresa e a dirija como as outras que tem. Esta é a formula de chegar ao cume da atividade e tentar se manter por lá, por muito tempo.