quinta-feira, 25 de junho de 2026

PAPO DE BOTEQUIM. A INEVITABILIDADE DO MOMENTO

 Outro dia, em num de meus artigos, deixei escapar que não saberia responder quem sairia vencedor de um embate na milha gramática reta, entre Frankel e Baaeed. Embora no fundo no fundo, acredito haver muitas chances de ser o primeiro, a levar a melhor. Outrossim, a verdade nua e crua, é que ninguém pode precisar com limpada exatidão. Esta ai a beleza do turfe. Bow Echo ???

O que me faz crer ser impossível se precisar, mesmo sendo Frankel invicto em suas 14 saídas, dos quais 12 foram de grupo e cinco em Ascot o que lhe valeram ter um rating no Timeform de 147, o maior até hoje conquistado por um cavalo de corrida, é a inevitabilidade do momento.

Pesem bem, o cavalo de corrida é um atleta irracional, que não fala. Cabe a aquele que o preparar, senti-lo. Complicado assim !

Não basta ser o melhor. A largada, o percurso, a pista, os adversários,  o trem de carreira, as decisões de seu jockey e como ele Frankel se sente naquele exato momento criam as inevitabilidades. Simples assim. Tudo deve estar alinhado a seu favor para que ele, ou qualquer outro, exerça com propriedade o que lhe é de direito. Caso contrário Upset não teria batido a Man O´War, Blame a Zennyata e Dark Star a Native Dancer. E em cada um destes três dias, asseguro-lhes que alguma  inevitabilidade do momento falou mais alto. Nenhuma praga divina. Nenhum apagão momentâneo ...

O que deve ter sentido o profissional responsável pela preparação do mesmo ? Garanto que um sentimento, bem mais profundo que você, apenas torcedor.