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segunda-feira, 1 de junho de 2026

BOM DIA

AVISO AOS NAVEGANTES


 

QUEM AVISA AMIGO É

SERÁ QUE ?

 

VOCE SABIA ?


EU NÃO PERDERIA SE FOSSE VOCÊ

 

NA LUPA DO BARONIUS


Um candidato à coroa no Japão

Bom dia. Domingo foi dia de Derby em Tóquio. O Tokyo Yushun, derby japonês no hipódromo de Fuchu, apresentava aquele tradicional campo frondoso e um candidato à tríplice coroa. Vamos fazer um retrato detalhado do que ocorreu na pista. Trazendo nuances e momentos que decidiram a prova, além de um perfil bacana do cruzamento do vencedor, o líder LOVCEN (World Premiere).

Começando em Tóquio, o belíssimo LOVECEN , com seus imponentes 522 quilos, foi para a raia já sendo vencedor de G1 aos 2 anos e candidato a vencer a tríplice coroa. Aliás, uma coisa que minha esposa observou era que quase todos os cavalos do páreo beiravam ali os seus 500 quilos, afugentando de vez o estigma de que cavalos japoneses são mignons. Bem, LOVECEN largou na baliza 17, com um percurso seguro, apontou na reta de chegada em condições de fazer uma vitória que arrepiou todos que viram a prova. Em uma reta de chegada sensacional, bateu por uma raspa de focinho a Paintre Naif. Basse Terre em percurso amalucado do ginete Kawada, chegou em terceiro agarrado. O ganhador, bem corrido por Kohei Mastsuyama, manteve sua montada sempre na caça do seu principal rival, que era montado por Lemaire, o descendente de Deep Impact acelerou com vontade nos metros finais e em um final eletrizante, fez a alegria grande massa de 80 mil pessoas que o fizera favorito. A diferença foi mínima de fato. Agora o desafio são os 3 mil metros do Kikuka Sho em setembro para fechar a coroa. Os seus dois mais próximos perseguidores, Paintre Naif e Basse Terre vinham de fracassos rotundos na primeira prova da coroa. No derby, eles mostraram que são rivais na geração 2023 e que o desfecho da coroa será empolgante.

O vencedor é filho de World Premiere (Deep Impact) na americana Songwriting (Giant’s Causeway), em um cruzamento que até o momento foi tentado apenas esta vez e foi bem-sucedido. O pai do líder da geração, era um especialista em distâncias alentadas, que entrou na reprodução em 2022, tem em LOVCEN seu melhor produto em sua geração de estreia e com pouquíssimos filhos e poucas chances na reprodução, já mostrou que pode produzir um diferenciado. O número máximo de matrizes cobertas por ele em uma temporada foi 53. Realmente um reprodutor que parece fora do jogo comercial no Japão. A mamãe, Songwriting foi comprada por 800 mil dólares para correr no Japão para a família Yoshida. Não produziu nada em pista, já na reprodução ela tem 5 produtos corridos, todos ganhadores e sua jóia até aqui é LOVCEN. Nas principais casas de análise de cruzamentos, Deep Impact na parte alta e Giant’s Causeway como avô materno tem resultados acima da média, contudo sem grande afinidade entre eles. Enfim, este foi o Tokyo Yushun em sua 93ª versão. Encerro desejando uma ótima semana de trabalho para todos e renovando o convite para vocês assistirem à Live O Voo do Albatroz. Sim, o albatroz agora decolou. Agora com a participação do Dr. Fernando Perche e do criador e proprietário Adolpho Smith de Vasconcellos. Até breve.

Abs, Baronius 

EXTRA ! EXTRA !




















NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR


SAUDADE DE TI

PAPO DE BOTEQUIM: O TIRO PODE VIR DE QUALQUER LUGAR

Lídimo ganhador da primeira prova da tríplice coroa japonesa, Lovcen, conquista o Derby, perante 17 adversários em mais um final eletrizante, pois eletrizantes parecem ser TODOS os metros derradeiros de provas de grupo no Japão. Imagino quão complicada é a vida de um locutor na terra do sol nascente, onde a metros do disco de chegada, geralmente a vitória pode sorrir a um número expressivo de contendores.

Primeiro ganhador de grupo de seu pai, o ganhador aos 5 anos do Tenno Sho  (G1) da primavera, World Premiere, este um Deep Impact na terceira colocada do Oaks alemão Mandela, esta por sua vez uma Acatenango.  Seria dai que se acentua a estamina de Lovcen ?

Imbreed no invicto Nearco e no ganhador do St. Leger germânico Masetto , Lovcen não tem aquilo que poderíamos conceituar de um pedigree comercialmente efusivo. Sua mãe Songwriter, uma norte-americana perdedora em três tentativas, é produto do efetivo cruzamento de Giant´s Causeway em uma Unbridled´s Song, numa linha de pouco requinte como a 3-g, mas que custou em um leilão de treinamento para dois anos na Flórida, o bom preço de US$800,000.

Haverá a oportunidade de vermos um novo tríplice coroado ? Diria que muita. Tríplice coroa esta até hoje só conquistada por oito elementos e formada por

  1. Satsuki Sho (2000m - Primavera - Nakayama): 1ª etapa
  2. Tokyo Yushun / Derby Japonês (2400m - Primavera - Tokyo)
  3. Kikuka Sho / St Leger Japonês (3000m - Outono - Kyoto) 
No atual século, apenas Deep Impact (2005), Orfevre (2011) e Contrail (2020) o conseguiram, o que torna o Kikuka Sho de Lovcen uma prova que terá a atenção de todo o mercado.

Mas algo não pode nem deve passar a desapercebido. Trata-se do terceiro ganhador de graduação máxima do hemisfério norte, que recentemente obtém vitoria no mais altíssimo padrão de disputa, originário de uma reprodutora incapaz de ganhar qualquer prova que seja em pista. Fato este que não pode ser levado como normal...


Outrossim para mim, era o Prix du Jockey Club (G1), o reconhecido Derby francês a ser mais curtido. 

Mesmo durante décadas sendo visto como uma carreira menos, disputada entre os que não tinham condições de concorrer com chances no Epsom Derby, que depois diminuída sua distância para 2,100 metros, imbuiu-se de uma nova importância no mercado. 

Em 2005 - ano onde sua primeira disputa com distância reduzida, foi levada a efeito - eu lá estava, pois em Chantilly morava e pude acompanhar o frenesi que se constituiu esta mudança. Todavia, creio que passadas suas décadas que ela veio a ser bem sucedida, objetivando desde o seu primeiro ganhador Shamardal, o aparecimento de uma gama especial de reprodutores, destacando o já citado Shamardal, bem como Le Havre, Lope de Vega, Almanzor, o promissor St. Marks Basilica e o muito bem cotado, o invicto Ace Impact, posterior ganhador do Arco.

Este ano, aconteceu algo igualmente digno de nota. Os três  primeiros colocados, que chegaram juntos, porém, destacados dos demais 15 participantes, são treinados pelo mesmo treinador, Aiden O´Brien. Constitution River, Hawk Mountain e Montreal. O ganhador, é filho como o do ano passado de Woottom Bassett, coincidentemente numa igualmente perdedora em pista em duas tentativas, produto do cruzamento ele dois heróis do Derby francês. Le Havre e Montjeu. Hawk Mountain, outro Woottom Bassett, com mãe Galileo, ganhadora de prova de graduação máxima, descendente da conceituadíssima linha 8-c, via ramo Irish Lass. Enquanto Montreal. que liderou a carreira até seus derradeiros metros, é um filho de Sea the Stars, com imbreeds em Northern Dancer, Mr. Prospector e Sir for e com uma peculiar duplicação feminina em Allegretta (mãe de Urban Sea), numa filha de Elusive Quest ganhadora de um única carreira em quatro tentativas, da prestimosa linha 9-h.


O que se tira realmente de construtivo, daí ?

1, Que as coisas geneticamente estão correndo melhor em um lado do canal da mancha.
2, Que mesmo no mais alto patamar de disputa, com exceção de uma, as matunguinhas estão se saindo melhor no breeding-shed que as chamadas ganhadoras de grupo. Classiqueiras, nem pensar!
3, Que no Derby japonês o extremo stayer provou que ainda pode vir a ser aproveitado para fins reprodutivos no mais alto patamar.
4. Que mesmo nos protetorados do turfe, o perdedor quando devidamente bem aproveitado, terá a sua chance.
4. E quinto, que o tiro pode vir de qualquer lugar.

POIS É