Por que Curitiba e não o Rio de Janeiro?
Bom dia. E aqui vou eu, a “faixa” novamente ocupar o espaço da “Lupa do Baronius”, já que meu marido, Gil, está neste momento dirigindo de Porto Alegre a Bagé, onde terá dias um tanto quanto movimentados.
Um pouco antes do feriado da Páscoa, troquei uma ideia com meu marido falando que gostaria de passar o tal feriado em algum lugar bacana, mas claro, que por serem apenas alguns dias, não poderia ser nada longe, até porque eu sou uma mortal que trabalha de segunda a sexta em expediente comercial e presencial... Bom, por coincidência vi hospedagens interessantes em termos de custo tanto para a cidade do Rio de Janeiro quanto para Curitiba. Não tive dúvida: nossa Páscoa seria em solo paranaense. E por quê? Afinal, o Rio tem praias, tem a Gávea, tem o sanduiche natural do BB, o doce do Kurt que eu amo de paixão, amigos de longa data. Sei de tudo isso, mas...Curitiba tem cavalos e mais cavalos!! E quando você soma comida boa, o charme do Batel para caminhadas despretensiosas, aí, como dizem,” lascou”.
E aqui aproveito já para agradecer de coração todos dos haras que nos receberam no Paraná. Não vou citar nomes pois com certeza esqueceria de alguém, mas cada visita, cada momento passado com cada um foi especial, me senti em casa!
Eu não sei se vocês turfistas sentem isso ou se por estarem já inseridos no contexto, não tem mais essa sensação de se encantar por cavalos e com cavalos. Pois eu me encanto. Não tenho o background técnico, afinal, não sou veterinária, treinadora, joqueta, groomer então o que me resta é feeling. O que sei é que, quando vi Sangarius, em 2024, me encantei com o porte de lorde! Eu o filmei e o fotografei no pasto e a cada clique, ele parecia que sabia, parando por alguns segundos olhando em minha direção como se dissesse: “Olha eu aqui, pode me filmar!”. Sangarius não é nenhum “deus grego” da raça, mas para mim é um cavalo único. E quiçá sua prole tenha todo o sucesso do mundo aqui na terra brasilis. Isso foi em 2024 então retornar ao Paraná em 2026 foi como ir visitar velhos amigos equinos. E lá estava ele, mais encorpado e bonito. E de “brinde” ainda vi o Array, esse sim, um “bundudo”, com uma garupa que faz presença.
Além dos garanhões “velhos amigos” que revi (alô Tiger Heart!), vimos potros e mais potros. Confirmei o que já sabia: esse negócio de escolher o futuro vencedor é difícil. Ok, achei uns mais bonitos que outros, uns andavam de um jeito mais retinho que o outro, mas a verdade é que, quando voltei ao hotel e olhei as fotos que tirei, tudo estava embaralhado, já não sabia mais quem era filho de quem. Ver garanhões é mais “fácil”, na falta de uma palavra melhor. Pelo menos tenho o histórico do que ele fez em pista. Agora, ver seus filhos e netos, ôoo negócio difícil. Ao mesmo que lembro que, dos filhos dos humanos Andre Agassi e da Steffi Graf nenhum virou tenista, lembro que Bernardinho e Vera Mossa são pais de Bruninho.
O encantamento do turfe como esporte é esse: tem a parte do estudo, das análises e tem a parte do feeling. Como todo asiático, gosto de apostas. Já errei bastante, mas também já tive acertos que me deixaram bem felizes. E com certeza em todas as apostas que fiz misturei análise (rasa) de dados com feeling. E outras apostas foi pela “festa”, mesmo sabendo que não tinha chance. Como assim? Por exemplo quando apostava no recém-falecido Frosted contra o American Pharoah. Sabia que não tinha chance, mas é o famoso “de repente, quem sabe?”. E me divertia empurrando o tordilho contra o franco favorito.
E para chamar o público leigo aos hipódromos (principalmente aqui em SP), temos que encantá-los, mostrar que sim, eles terão uma diversão diferente e encantadora. Difícil? Talvez. Impossível? Minhas passagens por alguns hipódromos mundo afora me dizem que não.
Enfim, paro por aqui agradecendo o tempo que dispenderam na leitura enquanto torço para que esteja indo tudo bem com meu marido em Bagé.
Helena, a esposa.