O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
BOM DIA
NA LUPA DO BARONIUS
Royal Ascot 2026, onde a realeza vai às corridas
Bom dia. Chegamos, vimos e apreciamos o grande festival de carreiras em Royal Ascot, dentro do hipódromo que fica no quintal da rainha. Opa! Agora a conversa é com o rei. Ainda não me acostumei à troca de soberano na Inglaterra. Enfim, com toda a pompa e circunstância Royal Ascot aconteceu, com tempo bom, participação de 634 animais e mais público do que no ano anterior. Um público de quase 295 mil pessoas passou pelas dependências do hipódromo durante a semana. Aumento de 3% em relação ao ano anterior. E foi notado muito público jovem, o que é uma boa notícia para o esporte dos reis e das massas. Hoje irei tratar dos principais destaques entre os reprodutores e alguns detalhes sobre os mais destacados vencedores da semana.
Começando pelos vencedores, a potranca PRECISE (Starspangledbanner) demonstrou no Coronation Stakes que até a milha ela lidera a geração 2023, sem muitas sobras, ou seja, pode ser derrota a qualquer momento. Entre os machos, BOW ECHO (Night of Thunder) em uma reta de chegada sensacional, venceu o valente Gstaad no St. James’s Palace Stakes. Páreo polêmico em que as vigarices da Coolmore e de Ballydoyle renderam suspensões para Christophe Soumillon e Ryan Moore. As conexões irlandesas, que alguns chamam de mafiosas, sempre buscam vencer a qualquer custo. Neste dia o representante da família Maktoum não se rendeu e venceu. Ele continua invicto e segue líder, seguido de muito perto pelo seu rival. Na maratona da Gold Cup, uma linda disputa entre SCANDINAVIA (Justify) e o veterano Trawlerman. Um clássico cabeça-cabeça decidido no final para o representante da Coolmore, que bateu seus arquirrivais da Godolphin. Briga de cachorro grande. Esta foi a centésima vitória em Royal Ascot de Aidan O’Brien. O mago de Ballydoyle está sozinho na categoria de 100 vitórias e seu recorde continuará aumentado. O homem luta com a história, não contra seus contemporâneos. Nesta brincadeira de treinar cavalos, ele completou 30 anos de associação com a Coolmore e conta com mais de 400 vitórias de G1. Incrível!
Para fechar a parte dos animais vitoriosos e partir para os destaques da criação, temos de falar de OMBUDSMAN (Night of Thunder). O brilhante vencedor do Prince of Wales’ Stakes foi simplesmente arrasador. Deixou parados na reta Minnie Hauk e ao esperado Daryz. Ao final da curva o treinado por Gosden e pertencente a Godolphin vinha de galope, dando sinais do que faria com seus mais próximos seguidores. Quando acionado não deixou dúvidas de quem manda no pedaço até a milha e um quarto. Ainda teve uma trollagem de John Gosden, que disse ao repórter que OMBUDSMAN é bom demais para ser corrido em 2.400 metros. Assunto polêmico do turfe contemporâneo. Enfim olho no que os 3 primeiros farão no segundo semestre pois eles pertencem à elite do turfe mundial.
Na seara dos garanhões, o destaque máximo foi para Night of Thunder (Dubawi) com 4 vitórias em 35 provas corridas e 3 vitórias de G1. Este reprodutor da Godolphin está voando e com a passagem do tempo chegando perto de seu pai, ele tem cada vez mais assumido de forma exemplar as funções de legítimo sucessor. No Brasil, recentemente integramos o primeiro representante da linha paterna de Dubawi em nossa reprodução, Demarchelier. Olho nele.
Na cola do filho de Dubawi, veio No Nay Never (Scat Daddy), que obteve 3 triunfos, todos de grupo, sendo um de G1. Excelente desempenho. E no Brasil, em 2026, teremos Array cobrindo pela primeira vez. Ele é o primeiro filho de No Nay Never em nossos campos, assim como o único representante da linha paterna de Scat Daddy. Entre os reprodutores ativos, gostaria de destacar St Mark's Basilica (Siyouni) e Starman (Dutch Art), ambos jovens e que têm tido muito destaque nos leilões e na pista. Eles obtiveram destaque através de 2 vitórias cada, seus ganhadores de grupo foram Thesecretadversary (G3) e Venetian Sun (G1) respectivamente. Olho neles nas próximas temporadas. Pessoal, este foi meu resumão de Royal Ascot 2026. Espero todos vocês na Live de logo mais, com um debate sobre as principais provas do festival. Até breve.
Abs, Baronius
PAPO DE BOTEQUIM: TALENTO x VONTADE DE VENCER
Quem em minha opinião foi melhor, Much Better ou Hard Buck, perguntou-me alguém, via Zap ?
Sou do tempo em que para se discutir com alguém, era necessário em 90% dos casos, ter este alguém à sua frente num olho a olho. Por telefone era muito caro e por carta levava muito tempo.
Hoje existem mil e uma maneiras de trocar idéias e insultos. Existem até os grupos, que no turfe são por demais seguidos, principalmente por uma gama numericamente grande de gente que ouviu o galo cantar, mas não sabe aonde. E se sente no direito supremo, de vociferar banalidades e impropérios colossais, numa afirmativa da inexistência de qualquer aptidão cognitiva.
Pois bem, uma destas enciclopédias do turfe de brinquedo, outro dia veio com uma tese estapafúrdia, que quem tinha vontade de vencer, o fazia por ter talento. O que discordo pois, querer nem sempre é poder. Clackson queria, mas muitas vezes não pode. Affirmed e Sunday Silence bateram a Alydar e Easy Goer, mesmo estes últimos se tratando de elementos bem mais talentosos. Resumindo, Messi nasceu talentoso, Cristiano Ronaldo sempre demonstrou querer vencer. E Neymar que teve o ensejo de nascer com os dois predicados, deixou-os escorrer pelo ralo...
E quando alguém demonstra talento e extrema vontade de vencer, você, na grande maioria da vezes, tem o crack. Exemplo ? Frankel. Agora tirem alguns segundos e imaginem que a atual turma da pesada no pedaço, gira em função de timeforms na casa dos 137, cavalos como Ombudesman, Calandagan, Bow Echo e Dayruz e o de Frankel teve estabelecida em sua melhor marca, 147...
Dá para se notar a exuberante diferença, ou teremos que tocar os sinos do Vaticano ?
Como enxergar isto em inédito? Diria que não enxerga-se, sente-se.
O talento pode ser demostrar de várias formas. Zenyatta parecia saber exatamente onde era disco. Flightline queria cruzar o mesmo mais rápido o possível. Ambos elementos completos. Compara-los ou mensurados é a meu ver, total perda de tempo. A verdade nua e crua, é que um número não muito grande já nasce com talento, mas não conseguem extravasa-lo por má criação, outros por acidentes e até existem aqueles que não conseguem provar-se talento por imperícia daqueles que os treinam e os montam. Fato sobejamente acontecido no turfe brasileiro.
Funcionamos muito em função da moda. Olhamos mais para as hortaliças do vizinho, do que as nossas e nos deixamos levar pelos encantadores de serpentes, sempre prontos para opinar em causa própria. Aonde chegaremos, pensando assim? Ao lugar comum, o brejo !
Much Better tinha muito talento. Hard Buck, uma imensa vontade de ganhar. Respeito a ambos, por isto os coloco no mesmo patamar. Nunca perderei tempo em compara-los e sim usarei o que me resta de vida, para achar outros. Espero que tenha sido entendido.
domingo, 21 de junho de 2026
BOM DIA
Acabou-se o que era doce. Quem comeu, regalou-se.
Este é um ditado brasileiro repetido antes mesmo de vó Adelina encontrar sua cara metade. Que na verdade significa que uma situação verdadeiramente vantajosa chegou ao fim, e quem aproveitou, aproveitou ! Quem não, sambou !
Pois é, Royal Ascot finalizou e mais um ano de grandes corridas lá disputadas passaram a pertencer a apenas o imaginário, dos mais exigentes deste intrincado mercado, que é o do cavalo de corrida. Sonho de 99% dos turfístas terráqueos, dura cinco dias a cada ano, mas deixa marcas indeléveis quem dele participou.
Procuramos no dia dia, prazer das corridas, mas chega um tempo em nossas vidas, que nos tornamos, mais criteriosos. Já não é todo embate, que nos tira do sério. Um Arco, um King George, uma Breeders Cup, uma Dubai Cup, um Santa Anita Handicap e principalmente algo tão prestigioso como Royal Ascot são ainda os artífices de um turfe maior, visto erroneamente como impossível de ser alcançado, por turfístas brasileiros, com cavalos nacionais. Ledo engano...
Espero apenas que com minha breve passagem pelo turfe tenha provado exatamente ao contrário ao mercado brasileiro, com Hard Buck, Much Better, Einstein e Gloria de Campeão, para se citar apenas alguns.
Um bom dia para todos.
VOCÊ SABIA ?
Que amanhã a noite, nós do Voo do Albatroz, dissecaremos com mais vagar, sobre os ensinamentos aprendidos nesta nova etapa de Royal Ascot.








































