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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PAPO DE BOTEQUIM E SAGA CONTINUA

A principio o nome Varandir, pode parecer, para muitos, como de um lateral do Madureira, mas no turfe representa bem mais do que isto. No mínimo um três anos, ganhador de quatro de suas cinco corridas, entre as quais os 2,200 metros do Prix Hocquart (G2) e recentemente dos 2,400 metros do Prix Niel (G2), ambas provas corridas em Longchamp. 

Quarto colocado no Grand Prix de Paris (G1) - sua única ausência das três primeiras colocações até aqui - que ninguém nos ouça, ele ainda não ganhou de ninguém. Se bem que o nome de Benvenuto Cellini venha sendo cantado, em odes e versos, não é de hoje, mas num canto rouco, como o de tantos outros representantes que tenham uma participação so grupo Coolmore.

Único elemento de grande qualidade produzido pela invicta ganhadora do Arco Zarkava, Zarak me parece ser um reprodutor acima da média. A mãe de Varandir é uma filha do consagrado avô materno Pivotal, num cruzamento Dubawi x Pivotal, que pode ser tentado no  Paraná, mas que na verdade no caso nacional poderá não funcionar a contento. Fica na vontade de cada um, tentar.

Eu acredito que no atual estágio, Varandir está pelo menos dois degraus abaixo de seu companheiro de cocheira, o quatro anos Daryz vencedor da última edição do Arco e que este ano deve ser um os favoritos da prova, já que venceu com extrema facilidade o Prix Foy (G2), sua oitava vitória de sua campanha de 11 compromissos.

Daryz é um filho do ganhador do Arco, Sea the Stars (Cape Cross) na ganhadora de graduação máxima Daryakana, esta uma Selkirk (Sharpen Up) de clara expressão no mercado, além do indiscutível fato de descender da longa linha materna D, de Marcel Boussac.

Como pode ser notado, nenhum destes dois parelheiros possuí um pedigree nababesco, como são quase rodos os erigidos pelo grupo Khan. Simples e eficazes. E este é o mistério desta marca já centenária européia. Com certeza - entre as bem sucedidas - a de maior duração até o presente momento e dependente das linhas maternas. 

Com o mais longevo projeto e na verdade o de menor custo entre os quatro atuais protetorados  do turfe europeu moderno, os resultados deste estabelecimento após a morte do príncipe Karim, parecem ter crescido.

É importante ser lembrado que Erdmali, ganhador na mesma tarde da milha do Prix du Moulin de Longchamp (G1)


BOM DIA



PARA BOM ENTENDEDOR
UMA SIMPLES IMAGEM, BASTA !

UM BOM DIA PARA TODOS !



 

SAUDADES DE TI

SERÁ QUE ?

 

VOCÊ SABIA ?

 

NA LUPA DO BARONIUS


O ANO DE GRAFFARD, PARTE 2

Bom dia. Setembro chegou trazendo muita chuva em São Paulo na abertura da coroa em Cidade Jardim. E tivemos ainda muitas provas importantes no hemisfério norte. E com isso, resolvi destacar o grande desempenho que o treinador francês Henri-Francis Graffard teve na semana, confirmando seu excelente ano em 2026, que vem a ser a sequência cinematográfica do que chamei ao final de 2025 de “O Ano de Graffard”. Ao final deste destaque, farei um pequeno resumo dos principais eventos do fim de semana.

Graffard é uma força internacional, que quem subestimar pagará um preço caro nas pistas. Ele começou a semana vencendo clássicos com Drazinda (Sioux Nation) e Braida (Mehmas) em Paris e fechou a semana com chave de ouro, fazendo um triplete de provas clássicas, levando 3 preparatórias para o fim de semana do Arco através de Erdenali (Caravaggio), Varandir (Zarak) e o favortito do Arco, DARYZ (Sea The Stars). Enfim, uma semana de luxo, para ele e para a cocheira da Princesa Zara Khan, que é proprietária de 4 dos animais citados acima. Além disso, Graffard e Aga Khan mandaram para a Alemanha a égua Mandanaba que chegou em segundo lugar em uma prova de G2. Semana gloriosa!

Como já destaquei algumas vezes o cruzamento de DARYZ, vou dar uma olhada no cruzamento de Varandir, que vem a ser um filho de Zarak (Dubawi) na matriz francesa Varkesha (Pivotal). Ela, uma ganhadora de Listed. Primeiro produto da matriz e já ganhador de G2, Varandir traz em seu sangue uma combinação que poderá interessar aos criadores paranaenses. No final das contas, ele é produto de uma linha paterna de Dubawi cruzada com uma filha de Pivotal, logo, chama a atenção para a possibilidade de se repetir esta estrutura com Demarchelier cobrindo as filhas de Salto aqui no Paraná. Em números, a combinação foi tentada 5 vezes, tendo sucesso com este animal, Varandir. O índice de ganhos por produto (AEI) ainda não explodiu, mas é bem respeitável. Zarak, como reprodutor, tem 8% de aproveitamento clássico e seus produtos produzem ganhos em pista 66% acima da média. Pivotal, como avô materno, tem resultados excelentes com 5% de aproveitamento clássico e seus netos produzem ganhos em pista 40% acima da média. Enfim, grandes carreiras em Paris, novamente alguns fracassos da cocheira de O’Brien e um fim de semana em que a cor esmeralda brilhou intensamente.

Antes dos demais temas da semana, não poderia furtar vocês de dois comentários de minha esposa. O primeiro foi sobre a inutilidade que é de se ter o Prix Foy e o Prix Niel como preparatórias do Arco. Sobre o Foy, ela disse: "Uma das provas mais chatas que já vi". Pegando o contexto do comentário, na primeira metade do ano hípico os animais de 3 anos competem entre si e no resto do ano eles devem enfrentar os mais velhos. Esse é o verdadeiro comparativo de gerações. O segundo pitaco da patroa foi que ela marcou o ganhador do Niel, Varandir, simplesmente porque o nome parecia pertencer a um funcionário de repartição pública do subúrbio. Tipo, “Seu Varandir”, o responsável pelo arquivo-morto. Tô rindo até agora.

De resto, tivemos a aposentadoria de Romantic Warrior por motivo de contusão e o reaparecimento extraordinário de Ka Ying Rising, pulverizando o recorde da pista em Sha Tin. Aliás, que velocista! E finalizando, tivemos uma belíssima festa oriental mesmo em um sábado muito chuvoso da pauliceia desvairada. Vitória de Vip Na Balada (Drosselmeyer) em um Barão de Piracicaba que emocionou amigos desde Curitiba até São Paulo. Até os derrotados vibraram com o desempenho de suas pupilas. A sequência da coroa promete muitas emoções. Entre os machos, confirmando sua bela atuação na Gávea, Rabat Again (Courtier) levou a melhor no Ipiranga. Detalhe aqui é que nosso querido Eraldo Palmerini acertou mais uma vez, criando outro ganhador de G1, com a mesma estrutura genética de Obataye. Aguardo todos vocês logo mais com nosso convidado especial, Dr. Christian Schlegel, na Live de segunda-feira. Até breve.

Abraços, Baronius

EXTRA ! EXTRA !


COM O DR. CHRISTIAN SCHLEGEL











NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR

 

QUEM AVISA AMIGO É

 

PAPO DE BOTEQUIM: ESTAMOS HÁ UM MÊS

Há um mês da disputa de mais um Arco, das eleições brasileiras e de meu septuagézimo sexto aniversário, vivemos mais um domingo pleno de emoções e abarrotado de excitantes carreiras preparatórias naquele que é o principal hipódromo parisiense a espera do que é que mim, uma das cinco grades festas do turfe do hemisfério norte.

A começar com os 1,400metros do Prix de la Rochette (G3), onde o invicto Avec Toi, como era esperado, apresentava um favoritismo supremo e que depois da carreira pareceu tremendamente normal, pois ele dominou ações como o publico portador esperava. Agora vencedor de quatro carreiras, entre as quais os 1,400 metros do Prix François Boutin (G1) de Deauville, este filho de No Nay Never (Scat Daddy), de propriedade do grupo Coolmore tem uma mãe superlotada de velocidade, ja que sua estrutura é composta pelos transmissores de velocidade, Frankel, Cape Cross, Anabaa e Nuryev e ela própria uma 9-h, descende via direta de Allegretta - também reconhecida como a mãe de Urban Sea.

Há de se abrir um parênteses para descrever La Joconde, a mãe de AvecToi, portadora desta extraordinária estrutura genética, que mesmo sendo uma mera ganhadora de apenas uma carreira em 13 apresentações, possui imbreeds em Danzig (3), NorhernDancer (5) e ainda é dotada de dois Ramussem Factors, nas matriarcas Special (mãe de Nureyev) e da já citada Allegretta. Não correspondeu em pista, mas certamente o fará no breeding-shed. Fecha-se  o parênteses.

E chegamos a milha do Prix d´Aumale (G2) onde a doisanos, estreante favorita Amusingly - noutra filha de No Nay Never-  de criação e propriedade da Juddmonte Farms, foi surpreendida nos últimos pulos pela igualmente estreante, mas o azarão da pedra, Rogue Passion. Esta uma Sioux Nation (Scat Daddy),numa mãe também do já citado Frankel. Reprodutora esta a meu ver, balanceada em sua estrutura genética pela velocidade transmitida por seu avô Frankel e o pai de sua quarta mãe, Mr. Prospector, com possível estamina transmitida pelos pais de suas segundas terceira mães, os derby winners, Nashwan e Secreto. Simples assim

E finda as duas carreiras para os dois anos, assim chegamos a um dos pratos principais do menu, a milha e meia do Prix Vermeille (G1) para as fêmeas. Prova que anos afim vem determinando o ganhador do Arco, este ano apresentava um campo excessivamente numeroso, pelo simples fato de não haver uma fêmea dominante no momento francês. Não para outros, mas para mim sim, que sempre ligado que quando há fêmea da Juddmonte no pedaço, há de se manter olho bem abertos, mantive os mus colados na quatro anos Sunly. Isto me fez notar que se não fosse sua má largada, acrescida de um contratempo no inicio da reta final, virtualmente seria a ganhadora da prova e não a terceira colocada voando nos metros derradeiros.

A ganhadora da prova, a cinco anos Friedly Soul (Kingman) que aos três venceu o Prix de l´Opera (G1), conta com o positivo fato de fazê-lo de fio a pavio. Mas longe de ser hoje o que um dia foi, não goza de minha apreciação maior. Imbreed em Northern Dancer (3) e seu filho Lyphard, esta pupila dos Gosden descende de forma direta da ganhadora do Prix de Saint-Alary (G1), Lalika, sua quarta mãe.

Da mesma forma que você deve prestar atenção em provas europeias graduadas, principalmente as acima dos 1,400metros, a existência de fêmeas portando a jaqueta da Juddmonte, no caso em particular da França em provas a partir dos 2,000 metros a preocupação maior, são os que trajam a jaqueta de Aga Khan. 

As duas provas de 2,400 metros, das três preparatórias do Arco, disputadas este domingo, o Niel para os três anos e o Foy para os mais velhos fora vencidas por pupilos de Aga Khan.

A análise delas bem como a da milha do Prix du Moulin de Longchamp (G1) deste domingo em Longchamps, fica para amanhã, pois existem razões que a própria razão há de desconhecer.

POIS É


domingo, 6 de setembro de 2026

BOM DIA


 Recebi este fim de semana do José Carlos Fragoso Pires Junior, um video extraordinário, sobre uma extraordinária obra de arte levada a efeito por um não menos extraordinário artista, que tinha o costume de negar-se a assinar suas próprias obras. Mais extraordinário ainda é o fato de suas esculturas serem imediatamente reconhecidas como obras suas, dadas a perfeição
 das mesmas. Elas pareciam ter vida.

Seu nome, Michelangelo Buonarroti.

Pergunto-me até hoje, porque tenha assinado apenas uma, justamente esta que é apresentada neste video. Possivelmente ter ciência que ali, chegara a perfeição. Se considerava escultor, nunca pintor e recebeu a contragosto o encargo de pintar o teto da capela sixtina, considerada uma das obras maiores da história da pintura. Quatro anos de trabalho.

Michelangelo era um gênio que como outros poucos gênios que a história nos apontou, sabia de sua genealidade exigindo o verdadeiro valor de suas obras. Como Tesio ou Dali.

Hoje, em questão de horas serão disputadas em Longchamps as principais preparatórias para outro extraordinário evento, o Arco, a ser disputado no primeiro domingo de Outubro, este ano reconhecido como o dia 4.

Cultuar, obras e artistas como estes, o faz sentir-se igualmente vivo e conhecedor que existe uma pequena faixa de seres humanos que valem a pena.

Um bom domingo para todos.

ONTEM CHEGAMOS AO NÚMERO DE 5417

SERÁ QUE ?

 

EXTRA ! EXTRA !