O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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domingo, 28 de junho de 2026
BOM DIA
PAPO DE BOTEQUIM: A ÚLTIMA COCA COLA DO DESERTO
O mercado internacional de cavalos de corrida embora soberano na maioria de suas decisões, de vez em quanto se equivoca.
Apenas um: seu criador.
Um multimilionário canadense que já tinha dado provas de sua capacidade de discernimento, quando escalou o agente George Blackwell de adquirir a reprodutora oferecida em Tatersalls, que o mais lhe agradasse, ao preço que fosse. Liberdade total. A escolhida Lady Angela era uma Hyperion, cheia de Nearco, que viria a produzir ao champion Nearctic, pai de Northern Dancer.
Pois bem, anos se passaram e o mercado internacional foi novamente atacado pela miopia. Desta vez lógica. O que poderiam esperar os criadores de Lexington, de um filho de Halan´s Holiday que treinado por Richard Mandella e ganhador de três de suas seis saídas as pistas, cujo fee inicial reprodutivo não fosse superior a US$6,500 iria fazer no breeding-shed com éguas de pouca valia ? Que sua mãe - a posteriori - viesse a produzir uma champion e além dele mais um ganhador de graduação máxima ? Que ele viria a vencer por sete anos consecutivos a lista de reprodutores por prêmios ganhos, igualando-se ao idolatrado Bold Ruler? Que quatro dos seis últimos ganhadores do Kentucky Derby, seriam filhos seus ? Difícil de imaginar, mas foi o que aconteceu e fez de Into Mischief, a última Coca Cola do deserto...
E falando em Coca Colas, que tal a vitória em Churchill Down, no Steven Foster stakes (G1), obtida de ponta a ponta pelo ganhador da Dubai World Cup (G1), Magnitude?
A prova deste ano contava com um campo diminuto, mas tremendamente seleto, pois dela faziam parte o ganhador do Pennsylvania Derby (G2) Baeza, também segundo colocado no Santa Anita Derby (G1) e terceiro no Kentucky Derby (G1) e Belmont stakes (G1), o ganhador do Kentucky Derby, do Travers e do Belmont stakes, o todo poderoso Sovereignity, do um dia herói White Abarrio e alguém com pouco lenço e nenhum documento, Willy D´s, que como era esperado fechou a raia.
Pois é Magnitude fez um rapa. E deixou a poucos perplexos, pois, para mim, provou ser aquilo que muitos já suspeitavam, de ser ele, o nome tardio desta geração capenga e a meu ver improdutiva. Ele que é filho de uma das maiores potencialidades genéticas emergentes no momento, Not This Time (Giant´s Causeway) no inegável senhor do momento em se tratando de avôs maternos, Bernardini.
Outro pedigree moderno, mas fortemente acreditado neste novo mercado, que reverencia os Storms Cats, como hoje sendo acima de ualuer questionando, o segundo maior disseminador da raça Nothern Dancer, perdendo ainda apenas para Sadler´s Wells e já suplantando ao até hegemônico, Danzig.
Storm Cat, que sempre veio comendo pelas beiradas, o prato principal, da liderança das linhas altas dos pedigrees dos ganhadores de grupo do turfe moderno, tem neste seu filho, a terceira ponta de lança de chefia neste mercado, que me faz pensar e concluir, ser ele na realidade, última Coca Cola do deserto
sábado, 27 de junho de 2026
BOM DIA
Dizem as línguas - tanto as más quanto as boas - que o homem é produto de seu meio, o que concordo nas devidas proporções de abrangência desta afirmativa, pois existem meios e MEIOS. Variam um para um. Concordo sim, que somos produtos de nossa formação, que no meu tempo tinha muito haver com a família e a escola. Hoje creio que mais não, e sim com as hordas sociais da internet.
O que em outras palavras, acarreta sérias deficiências cognitivas.
Como todo brasileiro, nasci respirando futebol e por ele me apaixonei. Mas creio que não foi uma paixão e sim um amor que existiu enquanto durou e teve seu divorcio decretado naquela infame 7x1 do Mineirão. Mas restou o Flamengo e acima de tudo aquele que foi meu amante desde uma determinada data, todavia que dividia meu amor e acabou ele sendo, ao longo do tempo, a verdadeira paixão: o turfe.
Mas não quero fugir do que realmente estou aqui para descrever. Tenho me mantido alheio a esta Copa, como o fiz em relação as duas últimas, outrossim quiz o destino que um amigo, ontem a noite, me perguntasse se eu havia assistido o jogo que segundo ele, foi o melhor do torneio até aqui? Turquia e Estados Unidos.
Sou do tempo que um time que não marcou um único gol nas duas partidas classificatórias enfrentava um outro de um pais que teima chamar o futebol de Soccer, e isto na alta madrugada, normalmente passava a desapercebido até dos pais e dos familiares dos jogadores que o estavam disputando. But, things change...
Pois bem, a curiosidade me fez ligar a televisão e procurar pelos melhores momentos. E que momentos ! Uma pelada titânica levada a efeito por elementos talvez acostumados a jogar com balões quadrados e cuja a ação esférica que poucos acostumados como a da bola, os obrigou a encenar uma parafernália ridícula.
Pensem bem. Provas de suma importância como o Kentucky Derby de vez em quando tem também seus dias de Turquia x Estados Unidos, versão 2026. Recentemente estiveram ai, Mine that Bird e Rich Strike, que não me deixam mentir. Outrossim, são casos esporádicos, produtos de algo difícil de ser repetido. Não são regras e sim exceções.
Esta é a razão que prefiro o Turfe ao Futebol. Os Derbies citados não são vistos como os melhores. Contudo jogos como o de Turquia e Estados Unidos, sim...
Sacou ?
Um bom dia para todos.
PAPO DE BOTEQUIM: CACHORRO MAGRO
Cachorro magro, também rói osso.
Ordenadamente e com o passar das décadas, tribos vão se proliferando e desaparecendo, uma a uma, dos segmentos altos dos novos ganhadores de grupo nos diversos lugares, onde estas carreiras são disputadas. Trata-se da lei natural das coisas, onde dominâncias tendem a sobreviver, enquanto dominados são convidados a participar em outras linhas do pedigree. Alguém avista com facilidade um St. Simon ou um Hyperion nos dias de hoje ?
Todavia algumas tribos sobrevivem em determinadas condições que lhes são úteis. Os Hail to Reasons, por exemplo, ainda resistem bravamente no Japão, acionados que foram positivamente por Sunday Silence e filhos de Roberto, enquanto o outro Turn-To, Sir Ivor, ainda apresenta resquícios de sobrevivência na Oceania. Trazidos, anos depois, duas ou três gerações modificados nestes citados centros, passam a categoria de dominantes em territórios que seus avós foram dominados, décadas antes. Como explicar ? Readaptação ao meio ambiente. E o ciclo continua...
Apenas Northern Dancer em maior escala e Mr. Prospector, parecem atualmente viver com a força necessária de perdurar mundialmente, nos quatro cantos deste planeta. Os Nasrullahs lutam bravamente nos Estados Unidos, terra que um dia pertenceu a si e a Man O´War, mas os últimos parecem ter seus dias contados, no cenário plural. O que fazer ? Chorar com a morte da bezerra ?
No Brasil, linhas aleatórias conseguiram sobreviver, já que por razões financeiras, trouxemos cavalos de melhor desenvolvimento em pista, pertencentes a segmentos que europeus e norte-americanos , desprezavam. Os Hurry Ons, os Mahmouds, os Tourbillons, os Lyphards... Outrossim, através do tempo, elas não conseguiram vingar e permanecerem vivas, no breeding-shed, por mais de uma geração. É o preço que se paga, por nadar contra a maré.
Como fazer filhos de Baynoun e Henri le Balafre, perdurarem no cenário internacional ? Logo, temos que seguir as correntezas.
Como voltar o leme, de nossa embarcação, na direção daquilo que parece ter dado certo nos centros mais desenvolvidos ? Sangarius me pareceu o ato mais prudente dentro desta linha de raciocínio. Porvem de dominâncias em ambas linhas principais, a paterna e a materna. Por linhas tortas, lembro que Drosselmeyer e descendentes de Buckpasser, do tipo Spend a Buck - depois de fracassados em seus mercados de origem - também.
Recentemente trouxemos uma leva de reprodutores baseados em cavalos médios em pistas, de linhas atuantes no mercado internacional e penso ser uma atitude concebível de sucesso. Ganhadores de grupo filhos de Into Mischief, Dubawi, Not This Time, Tapit, Kingman tendem a regenerar as aptidões de nossos corredores em pista. A chance de perpetua-los, indubitavelmente é maior. Se pelo menos um deles vir a furar a bolha, penso ser possível nosso cachorro magro, passar também a roer o osso.
Parabéns, aos que encabeçaram estas novas iniciativas. O passo seguinte é a partir do ano que vem - esperamos sob nova administração - que derrubemos estas irreais taxas de importação e renovemos também nosso estoque de matrizes.









































