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O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
BOM DIA
NA LUPA DO BARONIUS
Bom dia. O carnaval passou pela avenida, os gringos vieram aproveitar a festa e o ano finalmente pode começar no Brasil. No mundo turfístico, tivemos um fim de semana relativamente morno de carreiras. Os destaques ficaram no Reino Unido pela estreia em corridas sem obstáculos de Constitution Hill. Em Hong Kong a décima oitava vitória consecutiva do melhor velocista do planeta, Ka Ying Rising. Na Argentina o veterano velocista Labrado ganhou mais uma. No Japão tivemos a primeira prova de G1 do ano, o February Stakes. Finalmente em São Paulo, o que de mais relevante aconteceu foi a eleição da tropa de elite para enfrentar os grandes obstáculos que existem na gestão do clube de corridas. Seria impossível no espaço que há falar de tudo, logo elegi o Japão como meu foco principal e no final uma palinha sobre a corrida do saltador britânico.
O February Stakes, prova de milha no dirt/areia em Tóquio abre a temporada de exíguas 26 provas de G1 na terra do sol nascente. Uma das jurisdições mais competitivas nos dias de hoje. Vejam vocês que não é a quantidade de provas de grupo que faz seu turfe grande. O que eleva o Japão ao seu atual patamar é a qualidade de seus animais e a competitividade que eles apresentam quando enfrentam os melhores do mundo. Em Tóquio, bicampeonato para COSTA NOVA, que corrido de alcance por Christophe Lemaire, superou em bonito final seus adversários. Vale destacar que seu pai, Lord Kanaloa foi um velocista excepcional nas pistas e hoje é um dos mais prolíficos reprodutores japoneses. Em 2025 ele chegou ao sexto vice-campeonato na estatística geral de garanhões. Alguns dirão que ele é o Vasco do Oriente. Prefiro dizer que ele tem uma produção espetacular, seus filhos correm de verdade e são competitivos nas mais diversas provas. Falta-lhe apenas transmitir resistência (stamina), o que seria impossível para um velocista como ele. O novo xogum do pedaço é Kizuna, um filho de Deep Impact e que bateu ao descendente de de King Kamemeha nos últimos 2 anos. Assim, consegui dar minha opinião sobre os reprodutores e ao mesmo tempo pincelar as mais recentes estatísticas do Japão. Uma curiosidade do fim de semana foi a vitória na prova de G3 de Tagano Dude, trazendo um cruzamento de reprodutores filhos de King Kamehameha com as mamães filhas de Heart’s Cry. Costa Nova e Tagano Dude têm a mesma combinação sanguínea. Quem quiser dê uma olhada nos cruzamentos pelos sites de pedigree da internet.
CONSTITUTION HILL (Blue Bresil) é um saltador (steeplechase) britânico, treinado por Nicky Henderson, de grande sucesso nas pistas, mas que nas 3 últimas provas de salto havia caído sem explicações plausíveis. Tido em alta conta e ainda com lenha para queimar, ficou decidido uma tentativa nas provas rasas, o nosso conhecido turfe. Colocaram logo o campeão Oisin Murphy em seu dorso e o show foi espetacular nos 2.400 metros da pista sintética de Southwell. Corrida noturna com hipódromo movimentado e muita emoção por parte dos seus responsáveis após a vitória. Os adversários eram animais de classe 2 no sistema britânico de handicap e o herói da noite os esmagou por quase 10 corpos de diferença, sem fazer força. O sistema de ratings traz estimativas que o colocam na casa das 105 libras, com potencial imediato de chegar às 114 libras de handicap. Nível de animais de G1. Agora todos aguardam sua próxima apresentação. Foram esses os destaques que passaram pela minha lupa nesta semana. Aguardo todos vocês na live de logo mais, que deverá contar com o reaparecimento do meu amigo Edson Alexandre após as festividades do Rei Momo. Até breve.
Abs, Baronius
DO HOMEM DOS TEXTOS EM CAIXA ALTA
ITAJARA .... UM GRANDE CAVALO QUE INFELIZMENTE NÃO SE PROVOU ...
VOU FALAR O QUE DESAGRADARÁ À MUITOS ...
NO TURFE TEM DESSAS COISAS , DETERMINADAS VERDADES OU PENSAMENTOS PESSOAIS, NÃO PODEM SER DITOS , SOB PENA DE VOCÊ ATRAIR À ANTIPATIA DE MUITOS ... À VERDADE QUE ME REFIRO É QUE NÃO POSSO COLOCAR ITAJARA NA MESMA PRATELEIRA QUE FARWELL, ADIL, DUPLEX, QUARI BRAVO, MUCH BETTER, OBATAYE, E OUTROS QUE CONSTRUÍRAM UMA TRAJETÓRIA, GANHANDO GRANDES PROVAS E ENFRENTANDO GRANDES ADVERSÁRIOS... E INFELIZMENTE POR CONTA DO DESTINO O GRANDE CRAQUE ITAJARA, NÃO PODE PROVAR SE DIANTE DE GRANDES ADVERSÁRIOS... FOI TRÍPLICE COROADO INVICTO, GANHOU SEMPRE DE FORMA MAGNÍFICA, POR MEIA RETA , CRAVANDO GRANDES MARCAS ... MAS GANHOU DE QUEM ??? SIM É GRANDE ÍCONE DA HISTÓRIA DO NOSSO TURFE , POR SER UM TRÍPLICE COROADO INVICTO... MAS POR OBRA DO DESTINO , NÃO PODE SER COMPARADO AOS GRANDES CRAQUES DA HISTÓRIA, QUE VENCERAM, GPS BRASIL, GPS SÃO PAULO, GPS LATINO AMERICANO, RAMIREZ E PELLEGRINI... À VERDADE É QUE JAMAIS SABEREMOS O QUE ITAJARA PODERIA REALIZAR, ONDE PODERIA TER CHEGADO....
MARCUS ARRIAGA
domingo, 22 de fevereiro de 2026
OPINIÃO DE UM NAVWGANTE
Respondendo a sua pergunta, no “Papo de Botequim “ simplesmente é porque clube não tem DONO e turfe hoje é EMPRESARIAL. Tem que ter alguém que ganhe dinheiro para se interessar de verdade. A cancha reta vai bem porque tem o Penqueiro que ganha dinheiro pra organizar as pencas e os jockeys clubes, por melhor intencionados que sejam os dirigentes não funcionam. É só olhar o turfe no mundo onde movimenta milhões de dólares e ver como funciona. Ou tem um dono ou uma empresa que administra. SIMPLES ASSIM.
Paulo Henrique
PAPO DE BOTEQUIM. O POR DO SOL DE UM GIGANTE
Todavia, se a experiência e o conhecimento acentua a sua personalidade, as perdas - que cada dia se tornam maiores - balançam com a sua concepção que a vida deva ser vivida, não amanhã ou ontem: tem que ser saborear HOJE!.
Houverm quatro desaparecimentos que particularmente me abalaram, a do incentivador e sócio, Antônio Claudio Assumpção, a do excepcional profissional Alceu Ataide e dos criadores, Pedro Jarbas e Alvaro Magalhães. Quatro pessoas de rara importância a partir de um certo período de minha vida.
Pois bem ao ser informado por seu proprietário - Biba Magalhães - que encerraria sua atividade como criadora de cavalos de corrida, no haras Figueira do Lago, fiquei sem palavras. Tomei conhecimento e me mantive calado, pois, nunca recebi dela, o consentimento de revelar o que a mim foi dito. Mas agora que a noticia se tornou publica, posso externar minha tristeza, pois, já que fui testemunha ocular da história de como cada tijolo foi erguido na propriedade dos Magalhães, em São Miguel Arcanjo. Carinho, amor e zelo, é como o definiria em poucas palavras.
No turfe brasileiro, poucos são os haras que tem a capacidade de ter continuidade uma geração mais. Infelizmente o Figueira, não fugira a regra. Não tenho noticias de um campo de criação brasileiro que tenha quatro gerações de proprietários da mesma família. Na Argentina, isto é comum. No Brasil, infelizmente não.
Mas compreendo a decisão da Biba, pois, algo que foi construído, com tanto amor a dois, sempre se torna difícil, com o desaparecimento de um. Sei que sentirei saudades daquelas noite de conversas no La Rascasse, dos passeios de kart pelos campos, da sentada da mesa redonda da varanda depois do café da manhã, de minha suite sempre arrumada com muito carinho, da inspeção de cada cavalo, enfim, são lembranças que sempre terei comigo, pois acredito que nunca mais se apagarão de minha mente, enquanto viver.
Sei que na visita que farei no dia 30 de Abril próximo, para conhecer a geração de 2024, a emoção será forte, pois, estarei pisando nela última vez em solo que me fez tão feliz. Ma se há uma certeza na vida é que quase tudo tem um fim, menos o respeito aos que merecem ser respeitados.

































