Assisto sempre que me seja possível a um programa cômico-politico que rola duas vezes ao dia, com o nome de Oi Luiz. Recentemente ele apresentou em seu início uma piada entre paciente e médico, levada a efeito pelo telefone, que possui um fundo de alta verdade.Diz o médico ao paciente: - Você quer uma notícia ruim ou uma péssima ?
- Ruim.
- Você tem menos de 24 horas de vida.
- E o que poderia ser pior do que uma noticia desta ?
- Estou lhe procurando, desde ontem !
Nem o Barão de Itararé, teria tamanho sarcasmo para expelir. Porém, no turfe muitss vezes você é abonado por situações como esta. E qual seria sua alternativa ? Ouvir, raciocinar e decidir. Não existe uma outra possibilidade.
Imaginem o semblante de Karin Aga Khan, ao tomar conhecimento que sua jóia máxima Shergar, havia sido sequestrado por um grupo terrorista. Ou a do Prince Khallid Abdullah aos ser avisado que seu grande craque Dancing Brave, carregava uma rara doença que difiilmente lhe propiciaria sequer alguns anos de vida ? Ou para culminar de Sheikh Mohammed quando então foi cientificado que Dubai Millenium acidentara-se ? Mas eles não desistiram, simplesmente continuaram.
Sei tratar-se de algo mais simples, quando se possui vários. Mas lembrem-se que estamos nos reportando alguns, TODOS de exceção.
Castrar um cavalo e depois tomar conhecimento dele ser um super craque, igualmente dói. E dói bastante. Outrossim, existe sempre a possibilidade da. castração ter contribuído para o cavalo que se tornou. Assim sendo não deixa de ser, uma situação cabulosa. Imaginem Calandagan, inteiro. Qual seria seu valor reprodutivo ?
Ele e Daryz, assombram positivamente o mercado atual de corridas, com as séries de apresentações bem sucedidas. Contudo, só Daryz terá a possibilidade de deixar seu legado para gerações futuras. Lembrem que há dissabores de outras formas como o do grupo Colore, ao tomar conhecimento da qualidade do semém de sua recente aquisição para fins reprodutivos, Cigar. Ou sendo testado anos a fio, com a mediocridade dos filhos produzidos por Zenyatta.
Sempre afirmei que o maior dom em um proprietário bem sucedido de um cavalo de corrida, não é sua sorte, conhecimento ou dinheiro. E sim, sua resiliência. E não seria agora neste meu período de vida, que mudaria de opinião.