O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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JOCKEY CLUB BRASILEIRO
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
BOM DIA
Se pouco ou nada deixo uma Copa do Mundo de futebol, me influenciar nos tempos atuais, evidentemente que muito tem haver com aquele malfadado 7x1 do Mineirão de 2014. Numa semi final e no pais sede da disputa. Ontem outro 7x1, na peleja Inglaterra e Curaçao... Imaginem se há termos de comparação...
Tenho hoje alarmantes simpatias pelo Japão, tanto no turfe como no futebol, porém, o esquadrão nipônico portar um goleiro negro, de olhos não amendoados atendendo sob o nome Suzuki, extrapola as raias da razão. Não tenho razões de ansiar por um bom dia sem interferências futebolísticas ?
NA LUPA DO BARONIUS
Turfe Europeu x Turfe Americano sob meu olhar.
E lá vou eu, a faixa de novo, já que meu marido está hoje prestigiando o Grande Prêmio Brasil, na Cidade Maravilhosa. E eu vou escrever sobre Europa x EUA. Tive o privilégio de ver corridas ao vivo nos dois locais e enfatizo que não sou turfista. Ou seja, quando vejo uma corrida não tenho na mente toda a carga de informações que vocês, turfistas, tem. No máximo vejo as condições do cavalo no cânter, as pules e as condições da pista. E de vez em quando sei quem é o pai dos atletas equinos. E começando pela conclusão, eu acho as corridas americanas...chatas. Sorry, Edson Alexandre!
Alguém falou que "speed is king" e parece que os americanos abraçaram o conceito. O ritmo intenso desde o início torna a posição de saída dos cavalos um fator decisivo. E aí, eu assisto a estas corridas com aquela sensação de que vai ter “virada”, de que algo diferente vai acontecer. É como assistir a um filme na expectativa de que algo inesperado vai acontecer, mas o filme acaba sem que isso ocorra. Para mim, nas corridas americanas, na maioria das vezes, o filme acaba e não aconteceu nada de novo. Lógico que existem exceções, embates excepcionais, como Affirmed vs Alydar, Ferdinand vs Alysheba, Gentleman vs Siphon (ops, esses não eram americanos...), Sunday Silence vs Easy Goer, Beholder vs Songbird, mais recentemente o KY Derby com o embate entre Mystik Dan, Sierra Leone e Forever Young, e a Breeders´Cup de Forever Young (ops, esse também não é americano...). Aliás, um adendo: sempre que vemos o replay da vitória de Ferdinand, o meu marido torce para o Alysheba passar, só que isso nunca acontece...rs Mas enfim, claro que há páreos disputados, mas no geral, são chatinhas. (Não consigo pensar em outro adjetivo, me desculpem).
Por outro lado, temos a Europa. Sim, existe o fator História. Não tem como não se emocionar com os cenários. O famoso moinho de Longchamp, que enfeita o hipódromo parisiense foi construído em 1312, Epsom foi fundado em 1661, Chantilly tem seu castelo desde 1386 e por aí vai. E provavelmente influenciada por essa carga histórica do Velho Continente, eu vejo beleza poética nos páreos europeus. Os páreos exigem resistência, capacidade de recuperação e aceleração após percursos extensos. Fora que o desenho dos circuitos, que preservaram a geografia do terreno, com subidas e descidas, exige que o jóquei seja estratégico. Diferente do circuito oval das “Formulas Truck” americanas. Nas corridas europeias, o ritmo inicial costuma ser moderado. Os competidores permanecem agrupados durante boa parte do percurso, preservando energia para uma forte aceleração na reta final. Muitas vezes, a definição da prova ocorre apenas nos últimos 400 ou 600 metros. Já nas pistas americanas, a disputa pela liderança começa imediatamente após a largada.
Ambos compartilham a mesma paixão pela excelência atlética, mas desenvolveram filosofias bastante distintas ao longo de sua história. Em linhas gerais, para mim o turfe europeu busca identificar o melhor corredor, enquanto o americano privilegia a descoberta do cavalo mais explosivo. E claro, essa diferença influencia a criação, o treinamento, a condução das corridas e arriscando aqui, até mesmo a seleção genética dos animais.
Vejam, respeito o turfe americano. Eles sabem fazer shows como nenhum outro país. Serviço bem feito é com eles mesmo. Na prática acho que nenhuma das escolas é superior à outra. Elas representam interpretações diferentes de um mesmo esporte e contribuíram para enriquecer a história mundial do turfe, junto com os outros nichos (australianos, asiáticos, sul americanos etc).
Enfim, por hoje é só. Abraços.
Helena, a esposa.
NÃO PERCAM
Mais tarde, exatamente as 21.30 horas, a live do Voo do Albatroz estará dissecando sobre o que aconteceu este fim de semana no hipódromo da Gávea. Não percam !
PAPO DE BOTEQUIM: NO PRIX DE DIANE QUASE DÁ ZEBRA
O tempo passou e embora hoje o panorama turfístico inglês seja incomparável, a prova mais importante a ser ganha no cenário mundial para os europeus, ainda permanece no calendário francês: Trata-se do Arco do Triunfo. E o número de ganhadores desta prova provenientes do Diane e do Vermeille, é por demais significativo a ser relevado.
Independentemente do handicap que elas levam, as fêmeas tem que ser respeitadas no Arco. Assim sendo, tenho o direito de considerar estas duas provas de âmbito feminino, como essenciais. MAIS ATÉ QUE O PRIX DU JOCKEY CLUB.
Um navegante que no exagero natural dos que ainda estão angariando conhecimentos, iniciou uma pergunta da seguinte forma: "Você - no caso especifico eu - que domina grande parte do conhecimento turfístico"... Pera ai ! Agradeço mas não mereço ! Quanto mais se estuda para angariar melhor conhecimento da questão, descobre-se que mais necessita-se a aprender. E no turfe, uma atividade comandada em grande parte por uma ciência marota, - a genética - é impossível se colocar palpável volume no conhecimento, para que alguém então, possa ser agraciado com o titulo de grande conhecedor de grade parte do mesmo. O que sei em comparação a Tesio ?
Entendida a questão seguimos daqui.
Invicta em quatro apresentações, a irlandesa Diamond Necklace, treinada em Ballydoyle, venceu aos dois anos o Prix Marcel Boussac (G1) e na atual temporada a milha da Poule d´Essai des Pouliches (G1). Logo até a milha, não existem dúvidas a respeito de sua supremacia na geração. E como seu pai St. Mark´s Basilica - um neto materno de Galileo - demonstrou na meia distância seu maior potencial atllético, - com dois ls - inclusive ganhando entre outras, o Prix du Jockey Club em Chantilly. Creio que isto acentuou sobremaneira o brutal favoritismo dado a ela. Os imbreeds em Danehill e Northern Dancer somados a ela ser uma 21-a, apenas corroboraram idéia de estudiosos como eu, de tratar-se de algo diferenciado.
Mas existia uma Pretty Polly no grupo. Seu nome Evolusionist. Uma Night of Thunders em mãe pelo precoce e veloz Showcasing, que devidamente testada na milha, obteve vitória no Prix de la Grotte (G3) e uma importante segunda colocação para True Love, nos 1,000 Guineas (G1) de Newmarket. O resto a principio me parecia, composição de elenco.
Ledo, engano !
No frigir dos ovos prevaleceu a lógica, só que não foi tão simples assim, pois a pouco notada Pink Panthere, exigiu da favorita um esforço máximo, para livrar pequena diferença.
O que em outras palavras quer dizer que mesmo dando a lógica o resultado pode ser mínimo. Um número superior de 25 potrancas foram capazes de fazer, o que Diamond Necklace fez - ganhar a Poule e o Diane. Quanto a Aiden ? Vou pesquisar.
Seria ela capaz de luzir na milha e meia do Vermeille (G1) ? Depois desta carreira, passei a ter dúvidas. A certeza que tenho é que Pink Pnther, já ganhadora de Listed na meia distância, vai melhorar com o aumento de distância.























