O depoimento feito ontem aqui mesmo neste blog, do José Luiz Polacow, me calou fundo, no momento que foi uma época por mim vivida, e que sei que dificilmente estará de volta. Afinal quem irá construir um hipódromo novinho em folha na California ? Mas pegando carona neste brilhante depoimento, me ponho a pensar em uma derivação do assunto descrito. Sobrevivência e Evolução.
Longchamp em Paris, Ascot na Inglaterra e Belmont Park em Nova York, sofreram mudanças milionárias, em suas estruturas, deixando de lado o passado, com sua história e tradição e alinhando-se a modernidade exigida pelas novas gerações, de forma definitiva. Logo modificou-se na mente daqueles que como eu, viveram o passado glorioso destes três hipódromos, o conceito de tradição.
Resta perguntar: Valerá a pena ?
Quando Hard Buck foi correr o King George em Ascot, era o último ano do centenário hipódromo, que fecharia logo a seguir, para sofrer suas reformas. Olhei a minha volta ciente que onde Ribot pisara eu estava pisando naquele exato momento. Tive muita sorte de o fazê-lo.
Mudanças são necessárias, em uma atividade que tem que atrair novas gerações. não apenas para evoluir, como também para simplesmente sobreviver. Gente nova e com outra visão sobre as necessidades alternativas de entretenimento, exigem as facilidades que hoje a modernidade pode proporcionar. Para os quais, a tradição não foi vivida, fazendo parte apenas dos livros e de gente antiga como eu.
Fico imaginando se o tombamento de grandes obras como as dos hipódromos de Cidade Jardim e Gávea, tem atual validade. Vivemos um mundo em que ar condicionado e a modernidade de comunicação, prevalecem sobre tradição e história. Valeria a pena Chantilly e Epsom sofrerem igualmente reformas, ou pelo menos um ou dois antigos hipódromos devem manter suas antigas estruturas para se manter a tradição viva ? Ou pelo menos, lembrada ...




























