A principio o nome Varandir, pode parecer, para muitos, como de um lateral do Madureira, mas no turfe representa bem mais do que isto. No mínimo um três anos, ganhador de quatro de suas cinco corridas, entre as quais os 2,200 metros do Prix Hocquart (G2) e recentemente dos 2,400 metros do Prix Niel (G2), ambas provas corridas em Longchamp.
Quarto colocado no Grand Prix de Paris (G1) - sua única ausência das três primeiras colocações até aqui - que ninguém nos ouça, ele ainda não ganhou de ninguém. Se bem que o nome de Benvenuto Cellini venha sendo cantado, em odes e versos, não é de hoje, mas num canto rouco, como o de tantos outros representantes que tenham uma participação so grupo Coolmore.
Único elemento de grande qualidade produzido pela invicta ganhadora do Arco Zarkava, Zarak me parece ser um reprodutor acima da média. A mãe de Varandir é uma filha do consagrado avô materno Pivotal, num cruzamento Dubawi x Pivotal, que pode ser tentado no Paraná, mas que na verdade no caso nacional poderá não funcionar a contento. Fica na vontade de cada um, tentar.
Eu acredito que no atual estágio, Varandir está pelo menos dois degraus abaixo de seu companheiro de cocheira, o quatro anos Daryz vencedor da última edição do Arco e que este ano deve ser um os favoritos da prova, já que venceu com extrema facilidade o Prix Foy (G2), sua oitava vitória de sua campanha de 11 compromissos.
Daryz é um filho do ganhador do Arco, Sea the Stars (Cape Cross) na ganhadora de graduação máxima Daryakana, esta uma Selkirk (Sharpen Up) de clara expressão no mercado, além do indiscutível fato de descender da longa linha materna D, de Marcel Boussac.
Como pode ser notado, nenhum destes dois parelheiros possuí um pedigree nababesco, como são quase rodos os erigidos pelo grupo Khan. Simples e eficazes. E este é o mistério desta marca já centenária européia. Com certeza - entre as bem sucedidas - a de maior duração até o presente momento e dependente das linhas maternas.
Com o mais longevo projeto e na verdade o de menor custo entre os quatro atuais protetorados do turfe europeu moderno, os resultados deste estabelecimento após a morte do príncipe Karim, parecem ter crescido.
É importante ser lembrado que Erdmali, ganhador na mesma tarde da milha do Prix du Moulin de Longchamp (G1)




























