O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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domingo, 3 de maio de 2026
BOM DIA
QUEM AVISA AMIGO É
Tenho prazer de ir ao Brasil, mesmo com as incongruências típicas de um pais de há muito dominado pela esquerda festiva do PT. E uma das razões é a curiosidade de alguns em saber coisas que parecem ser desinteressantes para outros. Principalmente na área do turfe.
Nesta minha última visita me perguntaram qual o jockey que mais me impressionara ao longo de minha vida profissional e qual foi a surpresa do inquisidor, quando não respondi que Lester, Dettori, Juvenal ou Moreira e sim Steve Cauthen.
Porque o fiz ? Primeiramente por ser o único jockey na face deste planeta a ganhar os Derbies da Inglaterra e dos Estados Unidos. Porém a coisa não fica apenas por ai, pois ele igualmente ganhou os Derbies da França, da Irlanda e da Itália. Um verdadeiro abuso...
Segundo por ter sido o primeiro jockey na histórias a ganhar mais de US$6,0 milhões em uma única temporada. Terceiro por ter conquistado ambos Guineas britânicos, o King George, a Ascot Gold Cup, dois Derbies em Epsom, assim como três Oaks, dois Irish Oaks e um Derby irlandês, o Grosser Preis von Baden, além da tríplice coroa norte-americana, sendo até hoje, o mais jovem a fazê-lo. Faltou-lhe apenas o Arco.
Respondida a indagação ?
PAPO DE BOTEQUIM: ACABOU DANDO O QUE TINHA QUE DAR
Todavia, sou da velha guarda, onde o nome da atividade, Turf, por si só decifrava o ponto de vista de onde seriam disputadas as principais contendas, entre os thoroughbreds. Contudo, o tempo me provou a importância das duas pistas, bem como das distâncias da milha, da milha e ¼ e da milha e meia. E confesso que ai se concentrou meu maior interesse, abandonando erroneamente, provas para sprinters e acertadamente para stayers.
Pois bem, nestes últimos anos nos Guineas tem aflorado reprodutores e ganhadores mais importantes no mercado, que no Kentucky Derby. Neste século pelo menos cinco a se destacar: Sea the Stars, Frankel, Camelot, Night of Stars e Churchill. Enquanto a prova norte-americana - em meu conceito pessoal - a apenas um, Justify, que temo que tenha posto em dúvida, sua tríplice coroa, ao ser desclassificado posteriormente da carreira que o qualificou disputar o Kenucky Derby.
American Pharoah, pelas chances que teve, não me parece no nível sequer de Churchill cujo book, sempre soou para mim como pouco convincente. Como a razão principal das chamadas corridas de cavalos tem como objetivo priicipal, a seleção para o breeding-shed, os Guineas continuam a ter a minha preferência. Assim sendo, falemos dos Guineas.
City of Troy, um dos maiores que vi correr, fracassou nos Guineas. O que dizer ? E depois ganhou o Derby. Como explicar ? Como não quero me complicar... diria que na maioria das vezes, os Guineas, convence.
Seria o mesmo este ano ? Difícil de se responder, pois, até a abertura do starting-gate não creio que havia um dono da carreira. Bow Echo ? O suplementado Gstaad? Parecia a mim, uma carreira aberta. Mas na verdade não foi...
A forma como Bow Echo e Gstaad se despregaram dos demais nos 200 metros finais deixou isto bastante claro. Os dois pertencem a outra prateleira. E pinta ser uma das de cima. Afinal Bow Echo, o vencedor, da carreira, completa sua quarta vitória para o mesmo número de apresentações.
Mesmo não estabelecendo uma vantagem grande sobre o segundo colocado, ficou claro - pelo menos para mim - ser o vencedor, melhor preparado e que com o aumento da distância, isto ficará ainda mais claro. Parece-me uma geração média e ainda em formação. Quanto ao ganhador
Sobre o ainda invicto Bow Echo, o que dizer ? Trata-se de um filho do vencedor desta prova Night of Thunder, num cruzamento que emana num tripé mais do que mágico composto pelos chefes de raça Northern Dancer, Mr. Prospector e Green Desert e uma duplicação 3x3 em linhas baixas - do garanhão e da mãe - na ganhadora do Oaks italiano Zomaradah; Há alguma duvida que este cruzamento não seja produto do acaso ?
Eu não.
PAPO DE BOTEQUIM: UM DERBY INUSITADO
O simples fato de eu ter mais gosto pelos Guineas, entre as provas disputadas no primeiro sábado de Maio, não faz do Kentucky Derby uma prova menor. Na verdade, nada representa, o que penso ou deixo de pensar. Ambas provas revelam grandes vencedores, apenas que como foi alertado no Papo de Botequim anterior, neste século, a prova britânica tem revelado melhores reprodutores. Outrossim, isto pode mudar a qualquer momento. Entendido, vamos adiante.
É uma geração capenga que contava com um sólido destaque, que simplesmente mancou. Tornou-se órfã e assim se vem mantendo, e mesmo com a vitória por 11 corpos no Blue Grass stakes (G1), não fez de Further Ado, um destacado favorito. Muita controvérsia. Muito ti-ti-ti. Mais de uma desistência na semana, uma de um substituto a minutos da largada e no final um Derby de baixo perfil, sem uma grande atração. Moral da história: como vínhamos prevendo a cada trial, deu zebra !
O pouco jogado (24-1) Golden Tempo corria exatamente na última colocação, quando adentrou na reta e atropelou por fora de todos, ganhando uma carreira que nunca pareceu ser sua. E a coisa não para por ai.
Nunca na história do turfe houveram tantos fatos inusitados em uma prova deste gabarito. O primeiro e segundo colocados foram montados por irmãos. Primeira a vitória de um deles no Derby bem como de uma treinadora mulher. Consagração de um criador, capaz de ter criado no mais alto nível nacional, os Phipps e que estavam mergulhados no ostracismo.
Golden Tempo trata-se de um filho do aposentado - esta temporada - Curlin e que só agora ganhou uma prova além de seu maiden. Cabe-se ressaltar que Curlin é o avô materno do segundo colocado Renegade e paterno do terceiro colocado Ocelli. Que Golden Tempo é um Curlin (vencedor do Preakness) em mãe Bernardini (também vencedor do Preakness) assim como Spice is Nice, a mãe de Renegade. Que Jose Ortiz jockey do vencedor é o nono a fazê-lo na longa história do turfe norte-americano, tendo ganho na véspera o Oaks.
Será que serão precisas mais explicações para definir esta carreira como inusitada ?
sábado, 2 de maio de 2026
BOM DIA
De 1977 para cá, compareci ha mais de 30 versões do Kentucky Derby. Acreditem é um prazer que se torna, em alguns anos, em obrigação e no final das contas em sacrifício. Sim SACRIFICIO! Pois, o simples fato de entrar e sair de Churchill Dois é penoso.
Porém, como em diversas oportunidades aqui reportei, são as madrugadas da semana que antecede a prova que fazem dela algo especial. A pressão é grande. Só resistem aqueles de força interior. Na sua grande maioria, é nela em que são consubstanciadas, não apenas as grandes vitórias bem como, decretadas as grandes derrotas.
Tenhamos todos um grande Kentucky Derby.

































