Disporás são aqueles que se seduzem, apenas com as vantagens monetárias que o turfe possa trazer. Sim, acreditem, mas um turfe organizado pode trazer lucro financeiro. Não é infelizmente nosso caso presente, se bem que décadas atrás, quando eu ainda dava os primeiro passos em minha vida, houve uma maior chance de retorno financeiro. Na época com uma corrida normal ganha, grande parte do custo anual de um cavalando corrida, estava paga. A vitória em um grande clássico, já salvava o ano de uma cocheira.
Sim, não era conto da carochinha, não ! Este tempo existiu em nosso turfe. Porque se foi ? Não sei.
O desinteresse sobre uma atividade que era mais popular que o futebol, na época, não creio que possa ser explicado de uma forma simples. A situação é de uma complexidade impar. Porém, tão crível, que foi capaz de seduzir-me.
Meu pai nunca penetrou aos muros da Gávea. Ninguém me levou a conhecer o hipódromo. O interesse se deu, via televisão, pois, acreditemos ou não, um dia as carreiras atraíam tanto interesse, que chegaram a ser televisionadas, uma a uma. Os jornais traziam páginas especializadas no assunto. Colunas foram erigidas. Quem não se lembra da do Pangaré ? Publicada diariamente primeiramente no Diário de Noticias e a seguir no Globo, assinada que foram nos anos 40 a 63, pelo humorista, Haroldo Barbosa (foto abaixo).






























