Era do meu tempo de formação, ter a tradição por tradição repetir-se em atos maiores, similares, esbarrados em pura classe e brilhantismo, de quem os criava ou simplesmente participava. Principalmente em esportes de massa, como o futebol e turfe dos anos 60 e 70.Pelé foi trazido a presença de nada menos que cinco presidentes norte-americanos, Clinton, Ford, Carter, Reagan e Nixon e uma Rainha, Elizabeth, e foi deferido a ele, em todas as oportunidades, o tratamento como se fosse um Rei. Por quantos presidentes e rainhas, foi Maradona recebido e mesmo agora Messi ? Quantos Papas em pessoa, de sua época, Paulo Sexto, João Paulo Segundo e Benedito. Já muito enfermo apenas ofertou uma de suas camisas autografadas ao Papa Francisco, que a recebeu com notada e indisfarçável emoção, sendo todas as dez personalidades citadas de rara importâncea e o último argentino. Quantas oportunidades parecidas, foram ofertadas a Diego Maradona e Lionel Messi ?
Meus caros navegantes, tradição é tradição. Não há nada de por maior que você venha ser que a substitua. Simples assim. Querer suscitar a sequer a tênue possibilidade de Maradona ter sido melhor que Pelé, e Frankel que Ribot, por os mais antigos pertenceram a outro tipo de disputas, simplesmente não cola. É torpe. Razo. E inadmissível. Imaginem Ribot com o material de hoje, o aperfeiçoamento dos treinamentos e medicação, o cuidado com as pistas, o que ele poderia ainda a melhorar ? O mesmo em relação a Pelé...
Pois é, um Oaks e um Derby europeus possuem a tradição, que os diferencia das demais importantes provas da geração. E esteja você na Inglaterra, na França ou na Irlanda, a sensação é a mesma. Posso eu garantir, por ter tido presença confirmada em todas, em pelo menos uma oportunidade.
No turfe vejo a manutenção desta tradição- em muito menor escala concordo - porém ela no futebol se extinguiu de uma vez por todas. Pena, mas é a realidade.
O Irish Oaks com certeza foi das quatro provas, a que mais tempo necessitou para estabilizar sua tradição, outrossim, talvez possa ser hoje, a mais difícil dos três embates femininos, o que seja o mais difícil de ser conquistado. Bater a esquadra do O´Briens é complicado. A disputa deste ano possuía um atrativo maior: a ganhadora do Oaks inglês, mas ela foi retirada pela manhã. O que sobrou ? Arrisco a dizer que pouca coisa. Ou será que JOHANNA WALSH, treinada por um O´Brien - Joseph - passou a ser alguém, pelo simples fato de ter neste Oaks vencido ? Creio que não, pois, na regra do alguém tem que ganhar, ela talvez fosse uma das mais desmerecidas mesmo ostentado em seu pedigree como pai algo do quilate de Sea the Stars e um Rasmussem Factor em Urban Sea, que sempre exala algo muito especial. O que faltou então ?
Faltou o raio da tradição.
Aceito criticas. Talvez minha intransigência até o mereça. Sei lá eu ? Mas, qualquer que seja o pensa a ser enquadrada minha opinião, de maneira alguma irei mudar.