O NINHO DO ALBATROZ
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
NA LUPA DO BARONIUS
Liam’s Map e um Preakness em Laurel
Bom dia! Chegamos à segunda prova da coroa americana, o prestigioso Preakness Stakes, disputado pela primeira vez em Laurel Park. Para tirar algumas dúvidas dos leitores e aficionados pelo turfe americano, informo que o formato da tríplice coroa americana é assim desde 1932. Com as mesmas provas e o mesmo intervalo entre elas sendo respeitado desde então. Ou seja, vamos para quase 100 anos de tradição. Exceção feita ao odioso ano de 2020, conhecido também pela histeria global e perda da razão nas sociedades organizadas, o tal ano da Covid. Além de falar da prova, daremos uma boa olhada no reprodutor Liam’s Map, pai do vencedor da tarde e garanhão de 50 mil dólares de cobertura, apresentando um perfil interessante de conhecermos.
Primeiramente a prova. Todos esperavam um ritmo ligeiro, devido a vários animais com muita velocidade alinhados no partidor, inclusive o favorito Taj Mahal, largando colado a cerca interna. Sem opções, seu jóquei Sheldon Russell foi para a vanguarda. O eventual ganhador, NAPOLEON SOLO (Liam’s Map) foi colocado por Paco Lopez à caça do líder e com o controle das ações da prova. A seguir vinha na espreita Chip Honcho (escolha da minha patroa) e Iron Honor. Na curva, em um movimento ousado de seu ginete, o tordilho tomou a ponta e usando a tática do “corram atrás de mim”, abriu vantagem e rumou para a glória. Iron Honor, em boa corrida tentou dar caça ao ponteiro, mas teve de se contentar com a segunda posição. Vitória do outro Chad, o Summers, treinador marrento, porém é um dos que entende do riscado. Selecionou e comprou seu craque, 2 vezes vencedor de G1, pela barganha de 40 mil dólares. Valor apenas 10 mil dólares acima da cobertura divulgada do reprodutor. Pechincha!
O páreo foi o mais fraco índice de velocidade no Preakness que se tem registro na Equibase. Vamos ao cruzamento do nosso campeão. NAPOLEON SOLO é filho de Liam’s Map (Unbrided’s Song) em Atomic Blonde (Scat Daddy). O reprodutor tem números medianos de desempenho, iniciando sua carreira na Lane’s End com 25 mil dólares de preço de cobertura e em 2026 já teve seu preço dobrado em relação à cobertura inicial. Claramente está em ascensão e uma vitória em uma prova da coroa não vai atrapalhar seu sucesso comercial. Eu e minha esposa, a dona Helena, tivemos o privilégio de vê-lo de pertinho em Lexington. Ele nos impressionou ao vivo e foi um dos destaques em termos físicos e fenotípicos. Como disse Helena, enxergar definição de musculatura em tordilhos tende a ser mais difícil, mas Liam's Map já impressionou logo de cara, principalmente pela potência muscular de sua garupa. Eu e esposa, quando o vimos de pertinho e colados em seus empurradores dissemos em uníssono: “Uau”! Depois disso fiquei sempre de olho em seus filhos. Ele em números, tem 4 individuais ganhadores de provas de grupo em 2026. Entre eles o versátil castrado Burnham Square. Este último agora está dando as cartas em provas da milha e meia na grama e tem o mesmo cruzamento do campeão de sábado, Liam’s Map em matriz Scat Daddy. O filho de Unbridled’s Song tem AEI 40% superior à média. O cruzamento aqui apresenta AEI 180% superior à média. A mãe de NAPOLEON SOLO é uma ganhadora de listed race e o vovô Scat Daddy é sem dúvida um excelente avô materno. Desempenho 50% acima da média. Vale citar que a americana Linda é ganhadora de G2 e mamãe de Burnham Square.
Finalizando, um ganhador de um Preakness fraco, em uma geração que aparenta ser também muito fraca, seja visualmente em pista ou através da análise dos índices de velocidade. Um reprodutor para se ficar de olho e ter seus filhos no radar e um avô materno que na noite de sábado venceu as 3 últimas provas de destaque. Duas que citamos e mais um clássico local no hipódromo de Las Américas, México. No Brasil, existe o bom Emcee como representante de Unbridled’s Song na reprodução. Convocação total para a Live de logo mais. Participação especial do treinador Paulo Lobo, do Fernão da APPS e dos demais debatedores. Até breve.
Abs, Baronius
domingo, 17 de maio de 2026
BOM DIA
Desafio a qualquer um de meus navegantes, a retransmitir algum comentário já feito por mim, sobre um Preakness de tal bizarrice, qual este de ontem. A começar por sua disputa se dar em Laurel e não em seu natural palco, Pinlico. Qual a diferença? No tradicional palco, aqueles que desejam correr entre os primeiros, tem mais de 1,000 metros para chegar a primeira curva. Ontem, pouco mais de 700 metros. O que evidencia uma vantagem ainda mais evidente para os ligeiros. E o vencedor Napoleon Solo deixou isto bastante claro fazendo o percurso quase sempre na segunda colocação.
Aliás ontem teve de tudo. Um casal de treinadora e jockey representando um elemento. Outro como a primeira inscrição de um filho de um importante treinador - já ganhador desta prova. Novamente dois irmãos disputando por dois diferentes concorrentes. Um perdedor e até um ganhador da prova que não havia conseguido nada melhor que duas quintas colocações em trials oficiais, condição esta que o tornou inelegível a participar do Derby.
Não me recordo de um Preakness com 14 inscritos em que todos se sentiam no direito de ganha-lo e entre os nove comentaristas da NBC, não houvesse a repetição de um só nome, como palpite para a audiência.
Resumindo, mais um Preakness a se perder na poeira do tempo...
Um bom dia para todos.



























