O NINHO DO ALBATROZ
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
PAPO DE BOTEQUIM: TRADIÇÃO X MODERNIDADE
O depoimento feito ontem aqui mesmo neste blog, do José Luiz Polacow, me calou fundo, no momento que foi uma época por mim vivida, e que sei que dificilmente estará de volta. Afinal quem irá construir um hipódromo novinho em folha na California ? Mas pegando carona neste brilhante depoimento, me ponho a pensar em uma derivação do assunto descrito. Sobrevivência e Evolução.
Longchamp em Paris, Ascot na Inglaterra e Belmont Park em Nova York, sofreram mudanças milionárias, em suas estruturas, deixando de lado o passado, com sua história e tradição e alinhando-se a modernidade exigida pelas novas gerações, de forma definitiva. Logo modificou-se na mente daqueles que como eu, viveram o passado glorioso destes três hipódromos, o conceito de tradição.
Resta perguntar: Valerá a pena ?
Quando Hard Buck foi correr o King George em Ascot, era o último ano do centenário hipódromo, que fecharia logo a seguir, para sofrer suas reformas. Olhei a minha volta ciente que onde Ribot pisara eu estava pisando naquele exato momento. Tive muita sorte de o fazê-lo.
Mudanças são necessárias, em uma atividade que tem que atrair novas gerações. não apenas para evoluir, como também para simplesmente sobreviver. Gente nova e com outra visão sobre as necessidades alternativas de entretenimento, exigem as facilidades que hoje a modernidade pode proporcionar. Para os quais, a tradição não foi vivida, fazendo parte apenas dos livros e de gente antiga como eu.
Fico imaginando se o tombamento de grandes obras como as dos hipódromos de Cidade Jardim e Gávea, tem atual validade. Vivemos um mundo em que ar condicionado e a modernidade de comunicação, prevalecem sobre tradição e história. Valeria a pena Chantilly e Epsom sofrerem igualmente reformas, ou pelo menos um ou dois antigos hipódromos devem manter suas antigas estruturas para se manter a tradição viva ? Ou pelo menos, lembrada ...
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
BOM DIA
O DEPOIMENTO DE QUEM VIVEU INTENSAMENTE UMA ERA
A importância do turfe na Califórnia já era indiscutivelmente estabelecida desde a primeira metade do século XX.
O turfe fazia parte da cultura local. Nos anos 1970,80 ,90 os hipodromos de Los Angeles, so cresciam de importância e Santa Anita Park, Hollywood Park e Del Mar eram um polo central nas corridas americanas. Os hipodromos do Norte da Califórnia em São Francisco, Bay Meadows e Golden Gate , eram ótimos coadjuvantes dos de Los Angeles e também haviam as feiras ( eventos que somavam as corridas com outras atividades comerciais ou de lazer) que ocorriam em cidades do interior e que completavam o calendário anual, tipo a feira em Fresno.
Os joqueis atuantes no circuito de Los Angeles compunham uma constelação de estrelas, Bill Shoemaker, Laffit Pincay, Gary Stevens , Cris McCarron , entre outros, brilhavam intensamente.
Entre os treinadores a turma de era ainda mais impressionante, Charles Whittingham, Bobby Frankel, D. Wayne Lukas, Richard Mandella, Gary Jones, Neil Drysdale brilhavam em meio a uma
constelação de craques.
Cavalos e éguas da maior qualidade lá estavam. Arrumar um local para alojar um cavalo requeria uma boa razão quer nos hipódromos, quer nos principais centros de treinamento.
O público também era impressionante. Tudo se somava. Para se ter uma ideia o craque John Henry dava o seu nome a uma grife de roupas completa incluindo óculos escuros e tudo o mais.
E agora, como está o turfe na Califórnia?
Os hipódromos de São Francisco fechados. Hollywood Park em Los Angeles fechado. As corridas em Santa Anita e Del Mar a quilômetros de distância do que costumavam ser sobre qualquer ponto de vista. Uma tristeza
Na última segunda-feira (31/08) na live o Voo do Albatroz veio à tona o questionamento porque isto aconteceu. Os hipódromos, na maioria dos locais, em qualquer lugar do mundo ocidental, precisam de outras formas de receita alem das provenientes das apostas sobre as suas corridas ou mesmo sobre o simulcasting com outros hipódromos.
Em muitos estados americanos houve alguma maneira de ajuda concedida pelos órgãos oficiais
aos hipódromos (reconhecendo a sua importância), como, por exemplo, a concessão da possibilidade da administração de algum tipo de apostas além das corridas habituais algo como
máquinas cassa níquel ou até mesmo cassinos. Mas isto não se passou na Califórnia.
Em 1999 a Califórnia assinou os primeiros Tribal State Compacts , permitindo que tribos indígenas operassem cassinos com máquinas de jogo e outros jogos. No ano seguinte foi aprovada a Proposition 1A , que consolidou constitucionalmente na Califórnia o direito das tribos reconhecidas de operar. Nos anos 2000 ocorreu a grande expansão dos cassinos tribais na Califórnia.
Essa é a razão primordial da perda gradual e sequencial de receita, premiação, qualidade dos cavalos e éguas, profissionais ligados ao turfe e por consequência do público em geral.
Como os hipódromos americanos são de empresas e não são clubes, com a valorização imobiliária gigantesca experimentada ao longo das décadas, estas se transformaram em locais de outras finalidades e usos tendo, por enquanto, sobrado somente os hipódromos de Santa Anita Park e Del Mar, para manter a tradição.
A Califórnia, do ponto de vista turfístico , se tornou uma ilha longínqua do resto no turfe americano. E parece não ter volta.
José Luiz Polacow
QUEM AVISA AMIGO É
Tntemos ser honestos, ao extremo. Não cabe a mim, bancar o profeta e eleger cavalos que poderão a vir a ser diferenciais reprodutivos. Principalmente no Brasil, e ainda mais se tratando de elementos nacionais, já que os mesmos invariavelmente são relegados a um segundo plano perante os coetâneos importados, pela grande maioria de criadores brasileiros.
Outrossim, existe um cavalo que realmente mexeu bastante comigo, desde momento que o vi estrear. Trata-se do milheiro London Moon. Ele sempre teve a meus gosto, pinta de craque. Cheiro de craque. Pedigree de craque e físico de craque. E para minha alegria, foi um craque. Na milha poucos vi com a sua capacidade locomotora. Talvez Itajara, Bal a Bali e Redattore. Dai para frente, teria que dar traços a bola...
London Moon, foi de criação e propriedade de uma família, que sobejamente não nega nada a Seus pupilos. A eles tudo de melhor que houver a disponibilidade, os é oferecido e London Moon não foi exceção. Qualidade nas éguas, a ele ofertadas o filho de Agnes Gold numa importada no ventre por Harlan´s Holiday, teve. Um número condizente de éguas mesmo se tratando de um elemento nacional, foi a meu ver, ainda baixo. Espero, que tenha mais, esta temporada.
No mais, é curtir seus primeiros produtos, que me parecem promissores. Aqui vão três potrancas.
fêmea por Smart Tiffany - 24-08
SAUDADE DE TI
PAPO DE BOTEQUIM: BALANCE IMBREEDS
Que fique bastante claro que não quero impor a que quer que seja meu modo de pensar e decifrar um pedigree. Tenho a minha maneira de analisar, que até aqui só me ajudou, mas de forma alguma é a única e não sei sequer que possa ser considerada a mais conveniente, para seu especifico caso.
Acredito que os imbreeds em chefes de raça, as duplicações de matriarcas - reconhecidas até a quinta geração como Rasussen Factors - e a fusão de matriarcas por elementos filhos destas por pais distintos - o recentemente apelidado de Balance imbreeds - mais ainda, tendem a fortalecer a fixação de certas características. Mas até que ponto elas possam prevalecer ou mesmo interagir positivamente com as outras forças genéticas de um determinado pedigree , é impossível de se precisar.
Um imbreed pode agir negativamente ? Pode, pois existem cavalos que foram excepcionais em pista, sabendo conviver com defeitos que supostamente eliminam com ares chances de se-lo. Por isto sempre clamo por imbreeds em chefes de raça. Isto é, aqueles que comprovadamente provaram ser melhoradores da raça.
Então qual é a garantia de sucesso ? Diria que nenhuma, porém, há de se convir que suas chances se tornam bem maiores do que arriscar um cruzamento aleatório. Isto para mim, está bastante claro.
Veja que mesmo nos casos de irmãos inteiros, poderão haver distopias de todos os graus, até físicos. Mas existem certos imbreeds que acabam ficando mais populares pelo seu acerto percentualmente melhor. E hoje o formado em função dos filhos de Urban Sea, parece estar tendo uma aceitação, pouco anteriormente vista. O que fazer ? Copiar e testa-los o maior número de vezes, possível. Com a australiana Eight Carats a coisa veio a contento.
Da mesma forma que se pode acreditar num nick, poder-se-a, a meu ver acreditar-se no imbreed como um agente de fixação.
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
AVISO AOS NAVEGANTES
BOM DIA
Incrível como 90% dos filhos adotam o time de futebol de coração de seu pai. Eu faço parte dos 10% que não. Meu pai era Vasco e eu optei em seguir numa outra direção. Na época uma considerada diametralmente oposta...
Outrossim, o filho e o filho deste filho na grande maioria dos casos, continua amando o futebol. No Turfe, não ? Porque seria ? Confesso que não sei.
Em outros países, no turfe, existe uma continuidade familiar. No Brasil, ela dificilmente continua. Temos pouquíssima tradição e as três gerações antigas que formavam nosso quadro de aficionados, hoje dificilmente chegam a duas.
Atualmente dá para se contar nos dedos criadores brasileiros que perdurem três gerações. Não deveria ser um fenômeno a ser tratado com mais atenção ?
Pensemos nisto e vivamos o bom dia que merecemos ter.
Ontem fomos o número recorde de 4681 expectadores.
GRANDES CRAQUES EM LETRAS MAIÚSCULAS
QUEM AVISA AMIGO É
Vocês que militam no turfe, já tinham ouvido falar de terapias manuais para cavalos de corrida ? Pois é, acho que poucos. E nós temos um expert neste setor e que tem se valido do método, para melhorar a performance de um atleta equino. Cito atleta, pois, ele tem usado seu conhecimento com extremo êxito em cavalos de outras raças. Não é um dopping. Trata-se de u tratamento.
Quem quiser mais informações sobre o assunto que venha nos visitar na próxima segunda-feira no horário das 21,30 horas, quando no Voo do Albatroz de número 217, receberemos a visita do veterinário, Christian Schlegel, que além de tudo é criador e proprietário.
Não percam.





























