quinta-feira, 15 de maio de 2014

PAPO DE BOTEQUIM: PORQUE UM CAVALO SE ADAPTA MELHOR AO DIRT

Se sábado é dia de ser dizer coisas importantes, eu diria que quinta- feira é um dia para se publicar tonterias, como diriam nossos hermanos argentinos. Assim sendo, vamos a uma delas.

Vó Adelina, sempre alertou-me para certos detalhes. Um dos mais importantes que me lembro, é aquela em que a nobre senhora lembrava-me de forma constante, que ninguém deveria se aproximar de um bode pela frente, de um cavalo por trás ou de um idiota por qualquer lado.

Pois, é, o tempo me provou que este conselho era sábio, pois, não há nada mais perigoso no mundo, que um idiota. Por que? Por que ele age como um ser humano, sem na realidade o ser. O é, apenas na aparência. Com um mínimo de vivência, você entende até por que uma cara como Al, virou Capone. Sua experiência o faz pelo menos prever, o que ele será capaz de aprontar, se você der mole. Ao passo que de um idiota, nunca. Não existe aintidoto ou escudo contra ele.

A imprevisibilidade de um idiota é um dom nato. Nasce com ele e com o passar dos anos, desenvolve-se. Ele aprimora-se em sua incapacidade de concatenar o menor resquicio de equilíbrio.  Erra achando que está certo e nega o óbvio, como isto fosse um ato natural. Natural não, OBRIGATÓRIO! E não há jeito de disfarçar. Ponham nele uma barba, raspem-lhe sua cabeça, obriguem-no usar um óculos escuros, um vestido tomara que caia, botas de alpinista e mesmo assim, o idiota, na primeira ação, desvenda-se, com a luminosidade de um farol de costa marítima.

Com a solenidade conferida a uma convicção eterna, eu diria que pior do que um idiota, apenas dois idiotas. Sim, existe um simpósio de idiotas formando-se a cada segundo, pois eles se atraem. Ainda mais que a opinião idiota tem o poder de aliciar e fanatizar adeptos. Muitos são aqueles que precisam de uma luz que os guie. Não importa para onde. E ai a obtusidade numérica se torna insuportável. Vide eleger dona Dilma. E a derrocada, inevitável.

Recebo, diariamente, todo tipo de e-mails. Dos simples e diretos aos complicados e totalmente destituídos de qualquer imaginação. E é claro, sempre existe o do idiota. O último que recebi, com um raciocínio de inenarrável estupidez, versou sobre a tese que todo cavalo corria na grama, pois, nascia e aprendia a andar nela. Este estreito raciocínio, de alvar obtusidade, apenas corrobora a minha crensa, que no mundo, tudo é possível. Até um dia o Ibis ser campeão da Libertadores da America. Afinal a humanidade, já me provou em diversas oportunidades, ser capaz de qualquer idiotice. Basta lhe dar corda.

Esta mesma enciclopédia de vivência em sua inusitada narrativa acrescenta que tudo na vida é uma questão de hábito. Muitos cavalos se esquecem da grama, pois, treinam por muito tempo, na areia, antes de estrear oficialmente. Mas que se readaptados ao terreno gramático, tenderão a melhorar consideravelmente sua performance, com o passar do tempo. 

Juro, que se não tivesse lido com os meus próprios olhos este e-mail, duvidaria da autenticidade do mesmo.

Tenho plena consciência que são os resultados que determinam quem possa estar, ou não, do lado da razão. Opiniões, são importantes. Idéias, também. Conceitos, mais ainda. Mas são os resultados que normalmente refletem a realidade. Um realidade que pode ser transitória, pois, a atividade é mutável. Outrossim, mesmo acima dos resultados, devem ser colocados os conceitos. Os resultados apenas determinam quais são os conceitos que realmente funcionam. No caso do cavalo o fato de seus primeiros passos serem dados ainda no haras no seu piquete na grama, não caracteriza a meu ver, um conceito.

Aqui nos Estados Unidos, existem raças melhor adaptáveis ao dirt. Qual as razões desta adaptação? Não teria como explicar. O que captei, é que os Seattle Slews e os Deputy Minister, por exemplo conseguem melhor aproveitamento neste terreno. Os Danzigs no gramado, e olhem que este invicto de curta campanha, nunca pisou num deles.