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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

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STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

BOM DIA


EM CÉU DE URUBU
GAVIÃO NÃO VOA E
PORCO FICA AONDE ESTÁ !

QUE TODOS NÓS TENHAMOS
UMA GRANDE SEGUNDA FEIRA

 ONTEM FOMOS 2941

SERÁ QUE ?

 

VOCÊ SABIA ?

 

SAUDADE DE TI


mesmo na chuva ou sob
ventania intensa
o Rio de Janeiro continua lindo. 

NA LUPA DO BARONIUS

Bom dia. Um fim de semana frondoso em carreiras clássicas pelo mundo, com festivais acontecendo no Canadá, Irlanda e Austrália, além de provas importantes em outras jurisdições. Nesta semana poderia falar da dominância de Sheza Alibi (Saxon Warrior) na Austrália, dos destaques de 2 anos pelo lado das ilhas britânicas Desert Castle (Frankel), Darkness Fall (Camelot), Sun Goddess (Sioux Nation) e Folsom Blues (Blue Point). Da incrível vitória da “menina” Saffie Osborne, a primeira joqueta a vencer uma prova clássica (tríplice coroa) britânica em toda a história. Muita competência, garra e emoção na vitória de Highwayman (Persian King). O que falar do passeio da líder entre as milheiras Blue Bolt (Blue Point) e da sensacional disputa do Irish Champion Stakes. Este último nos presenteando com uma reta de chegada espetacular, onde o valente HOTAZHEEL (Too Darn Hot) aparou o ataque final de Wimbledon Hawkeye. E finalmente da tarde da Godolphin em Woodbine, principalmente através da belíssima apresentação de NOTABLE SPEECH (Dubawi), assim como volta triunfal da ganhadora do Oaks, THUNDERING ON (Frankel) dominando suas adversárias na Irlanda com superioridade.

Poderia, contudo, irei destacar outra coisa completamente diferente. O que realmente chamou minha atenção na semana foi o desempenho do vovô paterno Scat Daddy através de 5 indivíduos vitoriosos que vem da sua linha paterna. São eles: Final Objective (Sioux Nation), Hand in Hand (Il Campione), Voyager (Justify), Sun Goddess (Sioux Nation) e Scandinavia (Justify). Como pai de pais, neste ano o descendente de Johannesburg já produziu 65 vitórias clássicas, através de 47 animais distintos que representam 11 reprodutores filhos de Scat Daddy. Vamos a seguir listá-los e fazer alguns comentários sobre aqueles mais relevantes.

A lista dos 11 filhos de Scat Daddy com produção clássica em 2026 é a seguinte com sua produção clássica ponderada por animal corrido:

Caravaggio (USA) - 6,06%
Daddy Long Legs (USA) - 4,52%
Dali (USA) - 17,24%
Flameaway (CAN) - 4,59%
Il Campione (CHI) - 10,83%
Justify (USA) – 10,45%
Mendelssohn (USA) - 6,76%
No Nay Never (USA) - 7,92%
Sergei Prokofiev (USA) - 2,62%
Sioux Nation (USA) - 5,87%
Southern Cat (CHI) - 0,85%

Pela lista podemos ver quem faz muito bonito, como Justify e Il Campione, apesar de ambos terem diminuído seu desempenho ao longo dos anos. Também podemos ver que alguns são fracassos como o chileno Southern Cat e as notas dissonantes de Sergei Prokofiev. Dentre os reprodutores da lista, vale destacar o que tem sido o ano de SIOUX NATION, realmente um garanhão em ascensão. Sua mais promissora corredora é a líder de 2 anos SUN GODDESS. Sioux Nation produz quase 6% de produtos clássicos por animal corrido e apresenta índice de ganhos por produto corrido (AEI) de 28% acima da média. O cruzamento da líder foi feito com a matriz Etoile Bleu. Ela é uma irlandesa, não corrida e filha de Starspangledbanner. Com apenas 6 produtos registrados neste cruzamento, ele funcionou muito bem com o indivíduo acima. Ele mostra um caminho, mas não garante resultados. A líder é o terceiro produto da matriz e sua joia até o momento. Na linha baixa existe uma boa produção clássica a partir da segunda-mãe, a vovó Holly Blue.

Assim pudemos ver como está o ano do vovô Scat Daddy. Quem são os destaques desta linha alta e quem são os indesejáveis do momento. Além disso, vimos o desempenho ascendente de Sioux Nation (fiquem de olho!) neste ano através do cruzamento da líder SUN GODDESS. No Brasil, temos um filho de No Nay Never, chamado ARRAY que é o único representante desta linha paterna em nossa criação. Estudem, reflitam e usem o que for possível em seus projetos de reprodução. De noite, espero todos vocês na live com o Dr. Adriano Quadros. Até breve.

Abraços, Baronius 

NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR

 

EXTRA ! EXTRA !









 





PAPO DE BOTEQUIM: A VOLTA DOS QUE REALMENTE NUNCA FORAM

Depois de uma longa ausência, um profissional pode voltar e recolocar aquilo que um dia foi, novamente em seus devidos lugares ? Richard Dutrow Jr, depois de 10 anos de banimento o fez, chegando a ganhar a Classic com White Abarrio, no ano de sua volta, mas depois disto não tenho mais ouvido falar dele. Poderia Darren Weir fazer o mesmo depois de um banimento de sete anos e meio das pistas ?

Acredito que para treinadores seja menos barra, já que o aspecto de perda de condição física - que por exemplo um jockey é obrigado a passar - é um fator, por demais significativo.

Partindo-se do principio de quem foi um dia Rei, nunca perde a sua majestade, há de se considerar a idéia, que mentalmente eles nunca foram banidos pelo Sistema.

Mas falemos de coisas mais encorajadores, como por exemplo uma tarde em The Curragh, com cinco provas graduadas, sendo quatro de graduação máxima, inclusive o St. Leger local. De noticias pouco auspiciosas, o brasileiro parece estar cheio. Basta ligar a televisão, a Internet ou simplesmente conversar com o vizinho no elevador.

Em Longchamp, neste domingo, correndo solto provas de grupo e em Doncaster pelo menos um resquício da festa do dia anterior. Porém, nada comparável a tarde do hipódromo irlandês. Então vamos a ela.

A primeira prova de relevo foi o os 1,400 metros para as fêmeas de dois anos, o Moyglare Stud stakes (G1), onde em um campo reduzido de seis participantes, o favoritismo de Sun Goddess, do grupo Coolmore, parecia proibitivo. Mas como discordar do fato, no momento dela ser uma potranca que em suas cinco saídas, estabeleceu três vitórias e duas segunda colocações, com especial destaque para os 1,200 Phoenix stakes (G1) ?

Diz vó Adelina, que "apostas devem ser ganhas e lambaris pescados"... Nunca realmente entendi o que ela realmente queria dizer com isto. Porém com o complemento sempre adido pela nobre senhora, que frisava, "o que é do homem o bicho não come", passei a respeitar mais a observação.

E não é que não comeu mesmo !!!

Sun Goddess deu show vencendo como quiz, e quando quiz. Acompanhou sempre por fora na quarta colocação e quando Ryan Moore acenou o gatilho, detonou as adversárias. um verdadeiro galope de saúde.

Impressionou, aliás pela televisão parece ser um individuo diferenciado. De fraco pedigree para os padrões da Coolmore, tanto que custou apenas 120,000 Libras quando yearling em Goffs, a filha de Sioux Nation (Scat Daddy) trás em seu pedigree, um inusitado imbreeed no Irish Champion sprinter, Bluebird. Parece que na curta deverá se estabilizar, ainda mais que seu avô materno é o Australian European Champion Sprinter Starsplangedbanner e este por sua vez, filho do Australian Champion 2yo, Choisir. Precocidade e velocidade teoricamente não vão lhe faltar.

Seguindo adiante, tivemos a disputa dos 1,000 metros do Flying Five stakes (G1) para os três anos e mais. O que pode sei dizer de uma carreira com 17 inscritos, sendo dez dos mesmos treinados na vizinha Inglaterra e um dos favoritos era montado por um brasileiro ? Complicado, né ? Logo, para encurtar uma conversa longa, confesso que torci para o Sylvestre de Souza. Mas infelizmente não deu...

Comanche Brave, venceu com autoridade, sua quinta carreira em 16 apresentações. o filho do recém desaparecido, mas nunca esquecido Woottom Bassett numa segunda colocada dos Guineas irlandeses pelo nosso conhecido Holy Roman Emperor, confirmou sua vitória na July Cup (G1) de Newmarket. Venceu e convenceu.

Descendendo da linha 5-h, reconhecida por sua capacidade de transmissão de velocidade, ele ainda vem com aquele selo de qualidade, para o que ostentam o tripé mágico de imbreeds em Northern Dancer, Mr. Prospector e Danzig. Treinador ? Donnacha O´Brien. Que familhiazinha braba !!!

De volta aos dois anos, era chegada a hora de ver o que aconteceria nos 1200 metro do Vincent O´Brien National stakes (G1). E a pergunta que passava na cabeça de todos: Monogram ou Giant Sequoia ? Kingman ou Frankel ? Juddmonte ou Coolmore ? Joseph ou Aiden O´Brien ? Inédito ou já ganhador de grupo?

Eram oito os aspirantes a liderança da geração irlandesa. Na largada, o filho de Frankel na frente e o de Kingman pulando mal, na última colocação. No final, Folsom Blues que fora segundo no Phoenix stakes (G2), um Blue Point (Shamardal) numa ganhadora de uma por Oasis Dream (Green Desert), levou a melhor, com o filho de Kingman em segundo e o de Frankel em terceiro.

Se larga bem, o estreante Monogram fatalmente teria ganho. Outrossim há de se convir que o se nunca funcionou em nenhum aspecto da vida real mas em compensação que Oasis Dream está se estabilizando como uma avô materno extra classe.

E quem realmente se importa com o St. Leger? Principalmente a versão irlandesa ? 

Talvez a Coolmore que precisa encaixar Scandinavia em algum lugar. Aliás parece ser uma tara familiar, já que dos sete pretendentes, apenas um, não era treinado por numa membro da família O´Brien. Quatro o são por Joseph e dois por seu pai, Aiden.

Resumindo os O´Brien na pista e o machos de Scat Daddy e as fêmeas de Oasis Dream realmente no breeding-shed, estão fazendo jus a aqueles que nunca foram a lugar algum e para muitos tiveram seus respectivos sucessos passados a desapercebido...

POIS É

 

domingo, 13 de setembro de 2026