Antes de chegarmos ao âmago a que se propõe este artigo, quero apenas tornar publico, que um pensador brasileiro - que penitencio-me por não lembrar quem seja - afirmou que devíamos tocar a nossa vida em off, pois, muitos são os que discordam de nossa forma de pensar. As palavras não foram exatamente estas, mas o conceito, sim. E no turfe isto se aplica sobre medida.Dito isto, quero exteriorizar algo que venho me curvando sempre, há décadas: refiro-me a nobreza da civilização japonesa. A fidalguia de suas ações e a coragem indômita de uma ilha com cabeça melhor que outros países de dimensões continentais.
Destruída em 1945, com duas bombas atômicas pela guerra, foi uma civilização que soube dar a volta e hoje está na crista de varias atividades, entre elas, a politica internacional, a industrialização e por que não dizer o turfe ?
De uns tempos para cá, pararam de adquirir lixo europeu e sofisticaram seu sistema de seleção. Hoje o Japão consta com um plantel invejável de elementos que fogem ao óbvio. Ele que organizaram-se nacionalmente com um turfe seletivo e que atrai por sua qualidade multidões aos hipódromos de suas duas associações, sentiram-se impelidos a vôos maiores. E pouco na pouco tem galgado dregrus importantes, primeiro non extremo oriente e agora nos Estados Unidos.
A vitória de Forever Young na Classic do ano passado, foi épica. Sim, não há outro termo que explique não só esta sua vitória como a campanha hercúlea a que foi submetido em três continentes. Pois bem, tive a ousadia a preferir ele a Sovereignity numa possível eleição de Horse of the Year, e imediatamente conterrâneos meus urraram que não deveria ser dada tal honraria, a quem correu apenas uma prova no pais, a ser eleito.
Ai vem a Japan Cup e dá o castrado Calandagan na cabeça, com uma daquelas suas atropeladas fatais. Correu uma vez e não há a menor chance de aproveitamento reprodutivo neta questão. Mas a nobreza japonesa acaba de lhe outorgar o titulo de Japanese Horse of the Year. O Estados Unidos não deveria usar desta mesma idoneidade em seu voto final ? Ganhar dos de sua mesma idade ou do resto do mundo tendo que atravessar o globo terrestre ?
Afinal Calandagan, não é um cavalo qualquer. Aliás, diria até, que um elemento que chega a um corpo de City of Troy, num disputado Juddemonte Internacional stakes (G1), é digno de uma salva de palmas, não de ressalvas depreciativas.
Não existe o menor resquício de dúvidas em minha maneira de pensar que Calandagan e Forever Young foram os picos máximos de nossa galáxia no ano de 2025 e que me desculpem aqueles partidários do off, mas no caso presente, prefiro me manter no in.