Não é necessária pouca ou melhor dizendo nenhuma perspicácia para se ter notado que ontem não houve blog. Foi meu dia de volta aos Estados Unidos, depois de 15 dias de intensas inspeções de inéditos. Mas valeu a pena.Confesso que aos 75, quase 76, possa não ter mais a velocidade de outrora, contudo a observação se tornou mais atenta aos mais pequenos detalhes. E devoluções depois de compra, quase sempre são feitas também em seus pequeninos contingências,
Longe de mim, querer culpar veterinários por apresentarem suas justificativas para possíveis devoluções. E de clientes não querer surpresas no futuro. Mas ter deixado recentemente de ganhar para meus clientes três grupos 1, relativos até a ganhadores de provas da tríplice coroa, dói. E dói muito...
Lionel the Best, Orfeu Negro e Martin Luther King, foram devolvidos por vetos veterinários. Agora chegou a vez de Olympus, ganhar sua quinta carreira em sua sexta apresentação. Evidente que um cavalo que ganha cinco de seis tem o seu valor. Não se trata ainda de um elemento clássico, mas depois de longo afastamento sua trajetória nos parece pelo menos, meritória.
Estaria o investidor que prefere devolver o que adquiriu errado? Evidente que não. Ele paga a um profissional para analisar a situação clinica e aceita a opinião do profissional. Existe coerência. O que talvez não há é coragem do profissional em bancar um limite de risco em sua opinião. Não deveria acontecer por parte também do vendedor uma participação neste percentual de risco?
Deveríamos levar com mais atenção este fato. Cisco no olho é uma coisa. Fratura exposta outra, completamente diferente. Em Keeneland toda devolução estará sujeita ao veredicto de três veterinários independentes, pois, embora quem compra tenha o direito de devolução, quem vende também o tem de defesa. Outrossim, quando não apresentadas as radiografias antes, torna o direito do comprador quase que supremo. Não deveríamos adequar nossas vendas as mais modernas do planeta ? Nem que nossa Associação tenha que coloaborar no custo das radiografias ?
Ou quem sabe e, criarmos um ponto mediano, onde a falta de apresentação de radiografias antes, inviabiliza em muito as chances de defesa e no segundo caso, facilita o julgamento dos juízes em caso de mudanças nas fotos, algo plausível de devolução?
Ou quem sabe a utilização de veterinários que tenham a capacidade de dimensionar os achados e equacionar as chances do elemento em questão conviver com o mesmo seja a melhor solução ? As quatro devoluções em suas respectivas épocas eram um direito alienável de quem investe em não que ter que conviver com possibilidade de um problema. Porém custaram caro...
E o que dizer de Aerosol ?