A aquele que foi dado o direito de respirar - por quem quer que seja - é igualmente facultativo se tornar uma criatura de hábitos. Uns se tornam bons cristões, outros petistas e a mim foi ofertado o estranho hábito de levantar o pedigree de todo e qualquer ganhador de grupo de 33 nações turfísticas. Tarefa que assumi, por todo este século.Mesmo sabedor que uma prova na Inglaterra tem um peso bem maior que uma disputada na Jamaica e dentro dos grupos 1 dos britânicos existem GRUPOS 1 e grupos 1, deixo para posterior a análise deste importante fato.
Pois bem, dito isto, fica plausível de ser entendido porque desconsidero uma carreira como o Criterium International (G1), disputado na milha, - e as vezes nos 1,400 metros - pelos dois anos, no hipódromo de Saint-Cloud, digo isto ciente que desde o inicio do século, apenas Dalakhani em 2002 e Bago no ano seguinte, destacaram-se no restante de suas carreiras, ambos ganhadores do Arco. De lá para cá, NADA !
Pois bem, em 2023 não me encantou a vitória de Sunway no Criterium International (G1), mesmo levando-se em consideração que seu pedigree fora astuciosamente montado. Afinal era um filho de Galiway (Galileo) numa ganhadora de listed aos 2 anos em Chantilly, por Kendargent pertencente a apagada linha 31. Alguns já devem estar perguntando, aonde se encontrava a astucia deste cruzamento ? No simples fato dele conseguir reunir três duplicações em matriarcas, Blushing Away, Special e Natalma.
Logo, não foi grande surpresa ver Sunway colocar-se no ano seguinte em segundo no Irish Derby (G1), terceiro no English St. Leger (G1) e quarto no King George (G1). Mas grande é a surpresa de vê-lo ganhar nos 2,800 metros desta sexta-feira em um grupo 3 de Meydan.
O porque da surpresa ? Pelo simples fato dele ser até então,, apenas um ganhador de duas, aos dois anos, nas distâncias de 1,400m e 1,600m. Como pode ser notado, a astucia nem sempre ser garantia de sucesso.