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NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

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HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

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HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

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HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

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STUD MY HERO DAD - Summerset

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STUD MY HERO DAD - SUMMERSET - foto de Porfirio Menezes

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

GRANDES CRACKS EM LETRAS MAIUSCULAS


𝗛𝗜𝗣𝗘𝗥 𝗚Ê𝗡𝗜𝗢... 𝗢 𝗧𝗥𝗜 𝗖𝗔𝗠𝗣𝗘Ã𝗢 𝗗𝗢 𝗕𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗖𝗢𝗠 𝗔 𝗣𝗘𝗥𝗙𝗢𝗥𝗠𝗔𝗡𝗖𝗘 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗗𝗨𝗥𝗔𝗗𝗢𝗨𝗥𝗔... 

𝗢 𝗖𝗥𝗔𝗤𝗨𝗘 𝗛𝗜𝗣𝗘𝗥 𝗚Ê𝗡𝗜𝗢 𝗣𝗢𝗥 𝗩𝗜𝗭𝗜𝗔𝗡𝗘 𝗘 𝗦𝗖𝗢𝗧𝗧𝗜𝗦𝗛 𝗤𝗨𝗘𝗘𝗡 , 𝗗𝗘 𝗖𝗥𝗜𝗔ÇÃ𝗢 𝗗𝗢i 𝗛𝗔𝗥𝗔𝗦 𝗦Ã𝗢 𝗤𝗨𝗜𝗥𝗜𝗡𝗢 𝗘 𝗗𝗘 𝗣𝗥𝗢𝗣𝗥𝗜𝗘𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗗𝗢 𝗦𝗥. 𝗟𝗨𝗜𝗭 𝗔𝗡𝗧Ô𝗡𝗜𝗢 𝗣𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢 𝗠𝗔𝗖𝗛𝗔𝗗𝗢, 𝗙𝗢𝗜 𝗨𝗠 𝗚𝗥𝗔𝗡𝗗𝗘 𝗖𝗥𝗔𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗥𝗘𝗡Á𝗧𝗜𝗖𝗢, 𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗢𝗠𝗜𝗡𝗢𝗨 À𝗦 𝗔𝗥𝗘𝗜𝗔𝗦 𝗗𝗢 𝗖𝗥𝗜𝗦𝗧𝗔𝗟 𝗡𝗔 𝗦𝗘𝗚𝗨𝗡𝗗𝗔 𝗠𝗘𝗧𝗔𝗗𝗘 𝗗𝗔 𝗗É𝗖𝗔𝗗𝗔 𝗗𝗘 𝟴𝟬 , 𝗘 𝗜𝗡Í𝗖𝗜𝗢 𝗗𝗢𝗦 𝗔𝗡𝗢𝗦 𝟵𝟬 .. 𝗢 𝗖𝗥𝗔𝗤𝗨𝗘 𝗙𝗔𝗧𝗨𝗥𝗢𝗨 𝟭𝟴 𝗩𝗜𝗧Ó𝗥𝗜𝗔𝗦 𝗡𝗢 𝗖𝗥𝗜𝗦𝗧𝗔𝗟 𝗘𝗠 𝟯𝟱 𝗦𝗔Í𝗗𝗔𝗦... 𝗤𝗨𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗡Ã𝗢 𝗩𝗘𝗡𝗖𝗘𝗨 𝗩𝗘𝗡𝗗𝗘𝗨 𝗖𝗔𝗥𝗢 À 𝗗𝗘𝗥𝗥𝗢𝗧𝗔 .. 𝗩𝗘𝗡𝗖𝗘𝗗𝗢𝗥 𝗗𝗘 𝗤𝗨𝗔𝗦𝗘 𝗧𝗢𝗗𝗢 𝗖𝗔𝗟𝗘𝗡𝗗Á𝗥𝗜𝗢 𝗖𝗟Á𝗦𝗦𝗜𝗖𝗢 𝗚𝗔Ú𝗖𝗛𝗢, 𝗧𝗘𝗡𝗗𝗢 𝗩𝗘𝗡𝗖𝗜𝗗𝗢 𝗔𝗟𝗚𝗨𝗠𝗔𝗦 𝗣𝗥𝗢𝗩𝗔𝗦 𝗜𝗡Ú𝗠𝗘𝗥𝗔𝗦 𝗩𝗘𝗭𝗘𝗦 , À 𝗘𝗫𝗘𝗠𝗣𝗟𝗢 𝗗𝗢 𝗚𝗣 𝗦𝗘𝗡𝗔𝗗𝗢𝗥 𝗣𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢 𝗠𝗔𝗖𝗛𝗔𝗗𝗢, 𝗣𝗥𝗘𝗣𝗔𝗥𝗔ÇÃ𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗢 𝗚𝗣 𝗕𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗚𝗢𝗡Ç𝗔𝗟𝗩𝗘𝗦, 𝗣𝗢𝗥 𝗤𝗨𝗔𝗧𝗥𝗢 𝗩𝗘𝗭𝗘𝗦 , 𝗘 𝗢 𝗚𝗣 𝗗𝗨𝗤𝗨𝗘 𝗗𝗘 𝗖𝗔𝗫𝗜𝗔𝗦 𝗣𝗢𝗥 𝟯 𝗩𝗘𝗭𝗘𝗦 .. 𝗢 𝗖𝗥𝗔𝗤𝗨𝗘 𝗘𝗠𝗣𝗟𝗔𝗖𝗢𝗨 𝗢𝗦 𝗚𝗣𝗦 𝗕𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗚𝗢𝗡Ç𝗔𝗟𝗩𝗘𝗦 𝗘𝗠 𝟭𝟵𝟴𝟱 , 𝟭𝟵𝟴𝟲 𝗘 𝟭𝟵𝟴𝟴 𝗘 𝗢𝗦 𝗚𝗣𝗦 𝗣𝗥𝗢𝗧𝗘𝗧𝗢𝗥𝗔 𝗗𝗢 𝗧𝗨𝗥𝗙𝗘 𝗘𝗠 𝟭𝟵𝟴𝟵 𝗘 𝟭𝟵𝟵𝟬 ... 𝗛𝗜𝗣𝗘𝗥 𝗚Ê𝗡𝗜𝗢 𝗙𝗢𝗜 À 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗟𝗢𝗡𝗚𝗘𝗩𝗔 𝗣𝗘𝗥𝗙𝗢𝗥𝗠𝗔𝗡𝗖𝗘 𝗗𝗢 𝗧𝗨𝗥𝗙𝗘 𝗚𝗔Ú𝗖𝗛𝗢... 𝗠𝗔𝗡𝗧𝗘𝗩𝗘 𝗦𝗘 𝗘𝗠 𝗔𝗟𝗧𝗢 𝗡Í𝗩𝗘𝗟 𝗔𝗡𝗢 𝗔𝗣Ó𝗦 𝗔𝗡𝗢, 𝗘𝗥𝗔 𝗢 Í𝗗𝗢𝗟𝗢 𝗚𝗔Ú𝗖𝗛𝗢 𝗘 𝗢 𝗔𝗡𝗜𝗠𝗔𝗟 À 𝗦𝗘𝗥 𝗕𝗔𝗧𝗜𝗗𝗢, 𝗦𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘 𝗣𝗘𝗥𝗙𝗢𝗥𝗠𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗘𝗡𝗧𝗥𝗘 𝗢𝗦 𝗤𝗨𝗘 𝗕𝗥𝗜𝗚𝗔𝗩𝗔𝗠 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗩𝗜𝗧Ó𝗥𝗜𝗔... 𝗘𝗠 𝟭𝟵𝟵𝟭 𝗔𝗢𝗦 𝗡𝗢𝗩𝗘 𝗔𝗡𝗢𝗦 𝗗𝗘 𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗦𝗘𝗖𝗨𝗡𝗗𝗢𝗨 𝗢 𝗧𝗢𝗥𝗗𝗜𝗟𝗛𝗢 𝗔𝗜𝗢𝗥𝗢𝗦𝗢 𝗡𝗢 𝗚𝗣 𝗕𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗚𝗢𝗡Ç𝗔𝗟𝗩𝗘𝗦... 𝗦𝗘𝗨𝗦 𝗝Ó𝗤𝗨𝗘𝗜𝗦 𝗡𝗔𝗦 𝗩𝗜𝗧Ó𝗥𝗜𝗔𝗦 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗜𝗠𝗣𝗢𝗥𝗧𝗔𝗡𝗧𝗘𝗦, 𝗙𝗢𝗥𝗔𝗠 𝗝𝗨𝗔𝗥𝗘𝗭 G𝗢𝗨𝗟𝗔𝗥𝗧 𝗗𝗨𝗧𝗥𝗔 𝗘 𝗢𝗠𝗔𝗥 𝗕𝗔𝗧𝗜𝗦𝗧𝗔... 𝗦𝗘𝗨 𝗠𝗔𝗜𝗢𝗥 𝗣𝗥𝗘𝗣𝗔𝗥𝗔𝗗𝗢𝗥 𝗙𝗢𝗜 𝗢 𝗦𝗔𝗨𝗗𝗢𝗦𝗢 𝗧𝗥𝗘𝗜𝗡𝗔𝗗𝗢𝗥 𝗛𝗢𝗟𝗠𝗘𝗦 𝗠. 𝗦𝗜𝗟𝗩𝗔 .. 𝗛𝗜𝗣𝗘𝗥 𝗚Ê𝗡𝗜𝗢 𝗘𝗦𝗧Á 𝗘𝗡𝗧𝗥𝗘 𝗢𝗦 𝗠𝗔𝗜𝗢𝗥𝗘𝗦 𝗖𝗔𝗩𝗔𝗟𝗢𝗦 𝗚𝗔Ú𝗖𝗛𝗢𝗦 𝗗𝗘 𝗧𝗢𝗗𝗢𝗦 𝗢𝗦 𝗧𝗘𝗠𝗣𝗢𝗦... 𝗦𝗘𝗨 𝗡𝗢𝗠𝗘 𝗝𝗔𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗦𝗘𝗥Á 𝗘𝗦𝗤𝗨𝗘𝗖𝗜𝗗𝗢 𝗣𝗘𝗟𝗢𝗦 𝗧𝗨𝗥𝗙𝗜𝗦𝗧𝗔𝗦 𝗤𝗨𝗘 𝗧𝗜𝗩𝗘𝗥𝗔𝗠 𝗢 𝗣𝗥𝗜𝗩𝗜𝗟É𝗚𝗜𝗢 𝗗𝗘 𝗩Ê 𝗟𝗢 𝗖𝗢𝗥𝗥𝗘𝗥 ... 𝗘 𝗢 𝗦𝗘𝗨 𝗠𝗔𝗜𝗢𝗥 𝗣𝗥Ê𝗠𝗜𝗢 𝗘𝗠 𝗦𝗨𝗔 𝗖𝗔𝗠𝗣𝗔𝗡𝗛𝗔, 𝗖𝗘𝗥𝗧𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗙𝗢𝗜 À 𝗘𝗧𝗘𝗥𝗡𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘... 𝗦𝗘𝗨 𝗡𝗢𝗠𝗘 𝗙𝗜𝗖𝗢𝗨 𝗘𝗧𝗘𝗥𝗡𝗜𝗭𝗔𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗔 𝗛𝗜𝗦𝗧Ó𝗥𝗜𝗔 𝗗𝗢 𝗧𝗨𝗥𝗙𝗘 𝗚𝗔Ú𝗖𝗛𝗢... 


𝗠𝗔𝗥𝗖𝗨𝗦 𝗔𝗥𝗥𝗜𝗔𝗚𝗔 

𝗠𝗘𝗠𝗢𝗥𝗜𝗔𝗟 𝗗𝗢 𝗧𝗨𝗥𝗙𝗘 𝗥𝗘𝗚𝗥𝗘𝗦𝗦𝗔𝗡𝗗𝗢 𝗔𝗢𝗦 𝗧𝗘𝗠𝗣𝗢𝗦 Á𝗨𝗥𝗘𝗢𝗦

SAUDADE DE TI


NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR

 

EXTRA! EXTRA !























PAPO DE BOTEQUIM E SAGA CONTINUA

A principio o nome Varandir, pode parecer, para muitos, como de um lateral do Madureira, mas no turfe representa bem mais do que isto. No mínimo um três anos, ganhador de quatro de suas cinco corridas, entre as quais os 2,200 metros do Prix Hocquart (G2) e recentemente dos 2,400 metros do Prix Niel (G2), ambas provas corridas em Longchamp. 

Quarto colocado no Grand Prix de Paris (G1) - sua única ausência das três primeiras colocações até aqui - que ninguém nos ouça, ele ainda não ganhou de ninguém. Se bem que o nome de Benvenuto Cellini venha sendo cantado, em odes e versos, não é de hoje, mas num canto rouco, como o de tantos outros representantes que tenham uma participação so grupo Coolmore.

Único elemento de grande qualidade produzido pela invicta ganhadora do Arco Zarkava, Zarak me parece ser um reprodutor acima da média. A mãe de Varandir é uma filha do consagrado avô materno Pivotal, num cruzamento Dubawi x Pivotal, que pode ser tentado no  Paraná, mas que na verdade no caso nacional poderá não funcionar a contento. Fica na vontade de cada um, tentar.

Eu acredito que no atual estágio, Varandir está pelo menos dois degraus abaixo de seu companheiro de cocheira, o quatro anos Daryz vencedor da última edição do Arco e que este ano deve ser um os favoritos da prova, já que venceu com extrema facilidade o Prix Foy (G2), sua oitava vitória de sua campanha de 11 compromissos.

Daryz é um filho do ganhador do Arco, Sea the Stars (Cape Cross) na ganhadora de graduação máxima Daryakana, esta uma Selkirk (Sharpen Up) de clara expressão no mercado, além do indiscutível fato de descender da longa linha materna D, de Marcel Boussac.

Como pode ser notado, nenhum destes dois parelheiros possuí um pedigree nababesco, como são quase rodos os erigidos pelo grupo Khan. Simples e eficazes. E este é o mistério desta marca já centenária européia. Com certeza - entre as bem sucedidas - a de maior duração até o presente momento e dependente das linhas maternas. 

Com o mais longevo projeto e na verdade o de menor custo entre os quatro atuais protetorados  do turfe europeu moderno, os resultados deste estabelecimento após a morte do príncipe Karim, parecem ter crescido.

É importante ser lembrado que Erdenali, ganhador na mesma tarde da milha do Prix du Moulin de Longchamp (G1), é outro representante da Coudelaria Khan. E para tal bateu ao temido Gstaad - outro representante da Coolmore - o que o faz parecer algo de valor acima da média.

Erdenali é um três anos castrado por Caravaggio (Scat Daddy) em mãe Sea the Star (Cape Cross) com Rasnussen Factor em Alegretta (mãe de Urban Sea). Vocês não acham, que uma meia dúzia de nomes se repete de uma forma mais do que significativa nos pedigree dests vencedores ?

POIS É

 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

BOM DIA



PARA BOM ENTENDEDOR
UMA SIMPLES IMAGEM, BASTA !

UM BOM DIA PARA TODOS !



 

SAUDADES DE TI

SERÁ QUE ?

 

VOCÊ SABIA ?

 

NA LUPA DO BARONIUS


O ANO DE GRAFFARD, PARTE 2

Bom dia. Setembro chegou trazendo muita chuva em São Paulo na abertura da coroa em Cidade Jardim. E tivemos ainda muitas provas importantes no hemisfério norte. E com isso, resolvi destacar o grande desempenho que o treinador francês Henri-Francis Graffard teve na semana, confirmando seu excelente ano em 2026, que vem a ser a sequência cinematográfica do que chamei ao final de 2025 de “O Ano de Graffard”. Ao final deste destaque, farei um pequeno resumo dos principais eventos do fim de semana.

Graffard é uma força internacional, que quem subestimar pagará um preço caro nas pistas. Ele começou a semana vencendo clássicos com Drazinda (Sioux Nation) e Braida (Mehmas) em Paris e fechou a semana com chave de ouro, fazendo um triplete de provas clássicas, levando 3 preparatórias para o fim de semana do Arco através de Erdenali (Caravaggio), Varandir (Zarak) e o favortito do Arco, DARYZ (Sea The Stars). Enfim, uma semana de luxo, para ele e para a cocheira da Princesa Zara Khan, que é proprietária de 4 dos animais citados acima. Além disso, Graffard e Aga Khan mandaram para a Alemanha a égua Mandanaba que chegou em segundo lugar em uma prova de G2. Semana gloriosa!

Como já destaquei algumas vezes o cruzamento de DARYZ, vou dar uma olhada no cruzamento de Varandir, que vem a ser um filho de Zarak (Dubawi) na matriz francesa Varkesha (Pivotal). Ela, uma ganhadora de Listed. Primeiro produto da matriz e já ganhador de G2, Varandir traz em seu sangue uma combinação que poderá interessar aos criadores paranaenses. No final das contas, ele é produto de uma linha paterna de Dubawi cruzada com uma filha de Pivotal, logo, chama a atenção para a possibilidade de se repetir esta estrutura com Demarchelier cobrindo as filhas de Salto aqui no Paraná. Em números, a combinação foi tentada 5 vezes, tendo sucesso com este animal, Varandir. O índice de ganhos por produto (AEI) ainda não explodiu, mas é bem respeitável. Zarak, como reprodutor, tem 8% de aproveitamento clássico e seus produtos produzem ganhos em pista 66% acima da média. Pivotal, como avô materno, tem resultados excelentes com 5% de aproveitamento clássico e seus netos produzem ganhos em pista 40% acima da média. Enfim, grandes carreiras em Paris, novamente alguns fracassos da cocheira de O’Brien e um fim de semana em que a cor esmeralda brilhou intensamente.

Antes dos demais temas da semana, não poderia furtar vocês de dois comentários de minha esposa. O primeiro foi sobre a inutilidade que é de se ter o Prix Foy e o Prix Niel como preparatórias do Arco. Sobre o Foy, ela disse: "Uma das provas mais chatas que já vi". Pegando o contexto do comentário, na primeira metade do ano hípico os animais de 3 anos competem entre si e no resto do ano eles devem enfrentar os mais velhos. Esse é o verdadeiro comparativo de gerações. O segundo pitaco da patroa foi que ela marcou o ganhador do Niel, Varandir, simplesmente porque o nome parecia pertencer a um funcionário de repartição pública do subúrbio. Tipo, “Seu Varandir”, o responsável pelo arquivo-morto. Tô rindo até agora.

De resto, tivemos a aposentadoria de Romantic Warrior por motivo de contusão e o reaparecimento extraordinário de Ka Ying Rising, pulverizando o recorde da pista em Sha Tin. Aliás, que velocista! E finalizando, tivemos uma belíssima festa oriental mesmo em um sábado muito chuvoso da pauliceia desvairada. Vitória de Vip Na Balada (Drosselmeyer) em um Barão de Piracicaba que emocionou amigos desde Curitiba até São Paulo. Até os derrotados vibraram com o desempenho de suas pupilas. A sequência da coroa promete muitas emoções. Entre os machos, confirmando sua bela atuação na Gávea, Rabat Again (Courtier) levou a melhor no Ipiranga. Detalhe aqui é que nosso querido Eraldo Palmerini acertou mais uma vez, criando outro ganhador de G1, com a mesma estrutura genética de Obataye. Aguardo todos vocês logo mais com nosso convidado especial, Dr. Christian Schlegel, na Live de segunda-feira. Até breve.

Abraços, Baronius

EXTRA ! EXTRA !


COM O DR. CHRISTIAN SCHLEGEL











NUNCA PERCA SEU SENSO DE HUMOR

 

QUEM AVISA AMIGO É

 

PAPO DE BOTEQUIM: ESTAMOS HÁ UM MÊS

Há um mês da disputa de mais um Arco, das eleições brasileiras e de meu septuagézimo sexto aniversário, vivemos mais um domingo pleno de emoções e abarrotado de excitantes carreiras preparatórias naquele que é o principal hipódromo parisiense a espera do que é que mim, uma das cinco grades festas do turfe do hemisfério norte.

A começar com os 1,400metros do Prix de la Rochette (G3), onde o invicto Avec Toi, como era esperado, apresentava um favoritismo supremo e que depois da carreira pareceu tremendamente normal, pois ele dominou ações como o publico portador esperava. Agora vencedor de quatro carreiras, entre as quais os 1,400 metros do Prix François Boutin (G1) de Deauville, este filho de No Nay Never (Scat Daddy), de propriedade do grupo Coolmore tem uma mãe superlotada de velocidade, ja que sua estrutura é composta pelos transmissores de velocidade, Frankel, Cape Cross, Anabaa e Nuryev e ela própria uma 9-h, descende via direta de Allegretta - também reconhecida como a mãe de Urban Sea.

Há de se abrir um parênteses para descrever La Joconde, a mãe de AvecToi, portadora desta extraordinária estrutura genética, que mesmo sendo uma mera ganhadora de apenas uma carreira em 13 apresentações, possui imbreeds em Danzig (3), NorhernDancer (5) e ainda é dotada de dois Ramussem Factors, nas matriarcas Special (mãe de Nureyev) e da já citada Allegretta. Não correspondeu em pista, mas certamente o fará no breeding-shed. Fecha-se  o parênteses.

E chegamos a milha do Prix d´Aumale (G2) onde a doisanos, estreante favorita Amusingly - noutra filha de No Nay Never-  de criação e propriedade da Juddmonte Farms, foi surpreendida nos últimos pulos pela igualmente estreante, mas o azarão da pedra, Rogue Passion. Esta uma Sioux Nation (Scat Daddy),numa mãe também do já citado Frankel. Reprodutora esta a meu ver, balanceada em sua estrutura genética pela velocidade transmitida por seu avô Frankel e o pai de sua quarta mãe, Mr. Prospector, com possível estamina transmitida pelos pais de suas segundas terceira mães, os derby winners, Nashwan e Secreto. Simples assim

E finda as duas carreiras para os dois anos, assim chegamos a um dos pratos principais do menu, a milha e meia do Prix Vermeille (G1) para as fêmeas. Prova que anos afim vem determinando o ganhador do Arco, este ano apresentava um campo excessivamente numeroso, pelo simples fato de não haver uma fêmea dominante no momento francês. Não para outros, mas para mim sim, que sempre ligado que quando há fêmea da Juddmonte no pedaço, há de se manter olho bem abertos, mantive os mus colados na quatro anos Sunly. Isto me fez notar que se não fosse sua má largada, acrescida de um contratempo no inicio da reta final, virtualmente seria a ganhadora da prova e não a terceira colocada voando nos metros derradeiros.

A ganhadora da prova, a cinco anos Friedly Soul (Kingman) que aos três venceu o Prix de l´Opera (G1), conta com o positivo fato de fazê-lo de fio a pavio. Mas longe de ser hoje o que um dia foi, não goza de minha apreciação maior. Imbreed em Northern Dancer (3) e seu filho Lyphard, esta pupila dos Gosden descende de forma direta da ganhadora do Prix de Saint-Alary (G1), Lalika, sua quarta mãe.

Da mesma forma que você deve prestar atenção em provas europeias graduadas, principalmente as acima dos 1,400metros, a existência de fêmeas portando a jaqueta da Juddmonte, no caso em particular da França em provas a partir dos 2,000 metros a preocupação maior, são os que trajam a jaqueta de Aga Khan. 

As duas provas de 2,400 metros, das três preparatórias do Arco, disputadas este domingo, o Niel para os três anos e o Foy para os mais velhos fora vencidas por pupilos de Aga Khan.

A análise delas bem como a da milha do Prix du Moulin de Longchamp (G1) deste domingo em Longchamps, fica para amanhã, pois existem razões que a própria razão há de desconhecer.

POIS É