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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

PAPO DE BOTEQUIM: COMO COMPARAR DETTORI E MOREIRA ?

Talvez em peso, altura, mentalidade evitando-se em se tratando de carreiras profissionais. É a resposta que tenho para a pergunta proposta. 

Opinião é que nem nariz. Cada um tem o seu, nos mais diversos tamanhos, formas e cores. Logo, opinar é livre. Até a Dilma e a Janja, opinam....

Mas tem momentos que prefiro passar batido, pois, da mesma forma que exerço meu direito de não comparar grandiosidades equinas que não se defrontaram pelo menos em mais de uma oportunidade, me nego também a fazê-lo em relação a dividades humanas. Assim sendo creio que tentar se comparar Frankie Dettori e João Moreira me parece uma atitude rasa sem qualquer intuito elucidativo. São duas fontes cristalinas mas que quiz o destino nascessem em áreas distintas. Um é comparável a Lester e mais recentemente a Ryan Moore e outro a Juvenal e Ricardinho. Todos elementos de extrema qualidade, mas como disse, disputando fontes diferentes.

Frankie é universal. Moreira é nível internacional, que no Brasil atualmente impera, como não poderia deixar de ser. Um ganhou provas de grupo 1, no mais alto nível que o outro nem chegou a correr. Provas do tamanho de Derbies, King Georges, Arcos e Oaks. Recuso-me a sequer comparar Silvestre de Souza, a Moreira, Juvenal e Ricardinho, pois, , viveram realidades distintas. Limito-me a coloca-los no mais alto patamar brasileiro, entre os que vi atuar com maior frequência.

Dettorin pertence a outra estratosfera, disputando as mais importantes carreiras do planeta e habilitando-se a conseguir feitos, que considero qualquer outro em sua profissão dificilmente conseguirão alcançar.  Ele e Federico Tésio foram dois italianos, capazes de enfrentar - e muitas vezes sair-se bem - contra os melhores do mundo.

Exemplos ? Da mesma maneira que fica difícil se esperar que alguém vença nove Derbies como Piggott, é também suscetível de sequer imaginar que alguém vencerá todas as sete provas programadas em Ascot em dia se Champions, como Dettori um dia o fez.

 Ou será ?

Já dizia a nobre senhora que "cada macaco no seu galho".

Quando o Moreira ainda era rejeitado por cegos no Brasil, fui eu quem o levou a correr na França, pois, saltava aos olhos o que ele poderia ser no medio a longo prazo. Desta forma sinto-me confortável a falar sobre a sua tremenda capacidade profissional. Outrossim, dali a compara-lo a Dettori se vai um longo e temeroso inverno... Seria como tentar decidir o espetáculo mais bonito da natureza... o reflexo de uma lua cheia ou num final de tarde um por de sol brilhante.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

BOM DIA


 Parabéns e um bom dia especial ao Raul Lima e toda a sua equipe do Jockey Club Brasileiro, pela iniciativa de brindar o publico turfista brasileiro, com o último salto em uma prova de graduação máxima de Frank Dettori. Realmente valeu a pena. Além do que, sempre ficará marcado na história.

PARABENS A NOSSO PATROCINADOR

AVISO AOS NAVEGANTES


 

SERÁ QUE ?

VOCÊ SABIA ?




 

FOTO DE KAROL LOUREIRO


 O ÚLTIMO SALTO

NA LUPA DO BARONIUS

Bom dia. Cá estou eu, a esposa, de novo. Gil está longe da caneta esta semana, com compromissos no RJ, inclusive a de prestigiar a “saideira”, a rodada final de Frankie Dettori antes de se aposentar (de novo...). Por isso, e aproveitando o ensejo, estou aqui como a “faixa”. E falando em Dettori, lembrei que uma das provas que ele nunca venceu foi a July Cup, em Newmarket. Ele mesmo falou que não a ter vencido é uma frustração. “The July Cup will always be the one that got away”. Como curiosidade, seguem os anos e suas colocações na prova do italiano. Para vocês verem que a July Cup tinha mesmo alguma bronca com o moço, das 23 participações dele no páreo, o máximo que ele chegou foi em 2º em apenas 3 ocasiões. 

E este fato me remete a 2019, quando passamos uns 10 dias no verão britânico e claro, fomos prestigiar o fim de semana da referida prova em Newmarket. Passamos apenas 2 dias por lá, mas que valeram por uma vida, pelas experiências que temos guardadas em nossas memórias e corações até hoje. Como de fato não conhecíamos ninguém do mundo turfístico britânico, fomos a Newmarket como meros turistas. Contratamos para o próprio dia da July Cup um passeio do excelente Discover Newmarket, órgão oficial que cuida do turismo na cidade. Para nossa sorte fomos recebidos pela simpática Jane O´Shea, nossa guia, mas que já tinha trabalhado para William Haggas e para outras cocheiras. Passamos o dia juntos, quando ela nos levou à imensidão do campo onde os cavalos treinam pela manhã, passando pela própria cocheira do Haggas, pelo National Horseracing Museum e finalmente adentramos o paddock onde os protagonistas da July Cup Day - treinadores, proprietários, jockeys e jornalistas - aguardavam para iniciar os páreos do dia. Um hiato: antes de nos levar para dentro na área vip, Jane nos avaliou de alto a baixo, e falou: “Ok, you are both smartly dressed, we can go in” / “Ok, vocês estão bem vestidos, podemos seguir”. Se não estivéssemos de social, não poderíamos seguir adiante, simples assim. A Inglaterra ainda preserva esse tipo de tradição, de deixar bem claro essa separação social (pelo menos na vestimenta). Já no Japão não existe isso. Sem viés de certo ou errado, são apenas diferentes. 

Em determinado momento fomos conhecer a área perto do jockeys´room. E claro, sendo dia de corrida, havia jockeys circulando pra lá e pra cá. E eis que aparece o Dettori. Creio ter sido a primeira vez que vi meu marido, Gil/Baronius, ficar intimidado pela presença de alguém. Esse é o tamanho do respeito que ele e eu temos pelo talento de Frankie. Em alguma Live recente houve um questionamento sobre quem é o melhor jockey da história na Europa, Lester Piggott ou o Dettori. O Lester eu só vi em filmes antigos mas entendo a sua mega importância como o jóquei que foi. Contudo, em termos técnicos, de posicionamento em cima do cavalo, não tenho dúvida alguma em votar no italiano. Se eu quisesse criar um modelo de animação de uma montaria perfeita, para mim este modelo se espelharia no Dettori. Ele tem (tinha, afinal, o homem está se aposentado) posição, técnica e visão do páreo. Para mim equivale a comparar Picasso com Rembrandt. Ambos foram gigantes, com quadros de valor inestimável. Mas quem você quer que pinte seu retrato? Eu escolho Rembrandt, sem hesitar. Talento ambos tinham, claro, mas eu escolho aquele que pintava quadros que pareciam fotos. Entre o talento sem técnica e talento com técnica, fico com a segunda opção. Pura matemática. 

Bom, voltando à July Cup de 2019, tivemos o privilégio de ver bem de pertinho Ryan Moore levar o troféu para casa montando Ten Sovereigns, com Frankie batendo na trave em cima de Advertise. E assim foi a festa. E falando em festa, um ocorrido interessante: quando fui ao toilet, uma das torneiras havia acabado de quebrar. Em minutos um funcionário da manutenção se materializou, esperou o banheiro ficar vazio e consertou ali na hora o que precisava ser consertado. Infelizmente no Brasil temos o costume de fazer manutenção somente quando o caso está quase perdido. Em Newmarkt foi ali, no meio da festa mesmo. 

Enfim, foi isso o que tinha por hoje e que achei interessante compartilhar com vocês. Agradeço a leitura e espero não ter sido entediante. Aproveito e deixo aqui uma pequena homenagem à guia Jane, que veio a falecer 01 ano depois. Ela foi daquelas pessoas que você só viu uma vez na vida, mas que vai lembrar sempre. 

Bom, essa ida à Inglaterra que fizemos em 2019 tem muito mais história, mas aí viraria um diário de viagem e não é essa a intenção. Ah, somente citar que na mesma semana fomos a Epsom, e demos um “Hey, Mr. Murphy, good luck!” para um Oisin novinho, pronto para brilhar. Com alguns solavancos, tem brilhado mesmo. 

Abraços. 

Helena, a esposa. 

EXTRA ! EXTRA!



















 

PAPO DE BOTEQUIM: CHEIRO DE ENCRENCA

Tem coisas que a gente identifica imediatamente no cheiro. Merda, por exemplo. Mas também qualidade e o ganhador ontem do Holy Bull stakes, a exala por todos os seus poros. Aliás tudo me agrada em Nearly. Até as orelhas ! 

Não apenas por ter ganho por mais de sete corpos, mas pela forma como o fez: de fio a pavio sem mexer sequer um músculo, num galope de saude. causando uma explosão de reconhecimentos dos presentes. Seus adversários, não passaram de mera paisagem.

Foi a terceira vitória, em sua quarta saída, deste filho do já uma realidade Not This Time, numa filha de Mineshaft, duplicada 3x3 em Weekend Surprise. In Prospecting, a mãe, foi uma ganhadora - sem consequências - de duas, porém, em se tratando de uma descendente direta de La Troienne, qualifica-se a sugerir,  a possibilidade de transformar-se em futura encrenca da grossa, para seus adversários, com o aumento da idade.

Como acentuei no inicio, ele agrada e agora que tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente, definitivamente o terei daqui para frente em meu radar. Potro de US$350,000 em Keeneland, ele é o segundo Not This Time a vencer prova de grupo, na recém iniciada temporada e o terceiro descendente da 1-x. Imbreed em Secretariat, Blushing Groom e Storm Bird, como o provou até aqui, certamente herdou a classe, a velocidade e a estamina que estes três chefes de raça provaram ter e transmitir. Vou mais longe e arrisco a afirmar mesmo ciente ser ainda cedo demais, que ele me impressionou um pouquinho mais que Sovereignity, nesta mesma altura do campeonato. Certamente é cavalo a figurar com importância no Kentucky Derby.

POIS É

domingo, 1 de fevereiro de 2026

EXTRA ! EXTRA !














 

BOM DIA

Tivemos a nossos serviços nos anos 60, uma empregada doméstica que dizia sorridente,"Que qualquer prazer me adverte ". Pois é, infelizmente no turfe, nas madrugadas de novembro até março, duvido que isto possa ser dito, com a parada das corridas europeias. Gosto de ver Australia e África do Sul, mas fica muito difícil se criar um parâmetro, já que o número de corridas na Oceania é espantoso.

Aliás, na Australia, muitas coisas são espantosas, a começar da enorme população de cangurus.


Descobri numa madrugada enfadonha destas, que a população de cangurus na Australia é estimada em pouco menos de 50 milhões. Isto para um pais em que a população não excede a 27 milhões me parece assustador ! E se torna mais assustador no momento que se toma conhecimento que estes não produzem ninhadas como cães, gatos e porcos Geralmente como os cavalos de corrida é um por gestação. Contudo, com a diferença, que uma égua necessita de 11 meses de gestação, enquanto um canguru necessita de apenas um.

O número estimado de hipódromos na Australia, é pouco inferior a 300. Oito são as principais regiões onde as corridas são exploradas. Porém, pelo que percebias principais carreiras são disputadas em Victoria (VIC) em Flemington e Caulfield  Em New South Wales (NSW) em Randwick e Rosehill. Em Queensland (QLD) em Eagle Farm e Doombean. Em Western Australia (WA) em Ascot e na chamada South Australia (SA) onde está situado Morphettville. É bastante difícil de se resumir, que dirá de se acompanhar.

Mas quando se está acordado, toda madrugada, me vejo obrigado a reconhecer que qualquer prazer me adverte, até discurso de Lula...

SERÁ QUE ?

VOCÊ SABIA ?

 

QUEM AVISA AMIGO É

Já que longas e enfadonhas madrugadas foram citadas, ontem com a surpresa de carreiras em Chantilly, assisti a um três anos, na segunda de Kenilworth, que juro que me causou um friozinho na espinha. Era um stakes sem maiores consequências, mas a forma como Note to Self tratou seus adversários, me faz crer que ele é algo em formação de um futuro excepcional cavalo de corrida.

Filho de 2014/2015 South African Horse of the year,  Futura, este por sua vez, filho do 2003 South/African Horse of the Year, Dinasty, numa égua descendente da facção 1-n, ele entrou em meu radar e quem sabe brevemente não volte a baila pot aqui.

PAPO DE BOTEQUIM O SONHO REALISTA

Um belo dia, em um avião, numa troca de idéias com o Aluízio Ribeiro, chegamos a conclusão que se as coisas fossem feitas direitas no Flamengo ele dominaria a América do Sul. Pois bem, na quarta feira, com a vinda de Lucas Paquetá ficou claro que esta posição foi alcançada. E sendo razoavelmente coerente, não fosse por uma má disputa em penaltys poderia ter sido até ultrapassada.

Logo a curiosidade que toma conta de minha mente atualmente é porque não temos uma situação análoga central, em nosso turfe ? E depois de Bal a Bali, Siphon, Sandpit, Redattore, Einstein, Pico Central, Leroidesanimaux Hard Buck, Much Better, Riboletta, Virginie e Gloria de Campeão, o que mais teríamos que provar? 

Sua lista pode diferir da minha em detalhes, mas o importante a ser frisado é a altura da QUALIDADE DA MESMA. Nosso erro vem de dentro para fora, da submissão ao desafio e da FALTA DE IMAGINAÇÃO que impera no momento.

Quantas vezes fui criticado por achar que um cavalo nacional, poderia ganhar uma Dubai Cup, um Santa Anita Handicap, um King George, um Arco, uma Breeders Cop de grama... 

Fiz a minha parte, tirei leite da rocha. A sorte também esteve a meu lado de encontrar proprietários e profissionais que acreditaram nas diversas missões. Algumas consideradas impossíveis. Todavia, a percepção do momento de agir, foi algo inerente ao conhecimento racional que sempre tive sobre o mercado externo. Conhecer as adversidades e o tamanho de seu passo, respeita-las, foram importantes aliados em todas as investidas que propus nos casos de Hard Buck, Einstein, Much Better e Glória de Campeão.

Hoje completo 48 anos de união matrimonial com Cristina. Um sonho realista que se materializou. Afinal se tive a capacidade e o esmero de escolher bem a companheira de toda uma existência, porque cargas d´agua falharia na escolha de atletas equinos ? Daí então  pergunta que me acompanhou durante Minh trilha profissional: porque um cavalo brasileiro bem escolhido não poderá ganhar o Arco ou o King George?