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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

NA LUPA DO BARONIUS

Feliz 2026 a todos. Retomo a coluna após um break de 2 semanas, quando estive no RJ para descansar, curtir o calor (e que calor!), as praias, os amigos, sempre junto com minha fiel escudeira Helena. No último sábado de 2025 aproveitei e a levei para conhecer as cocheiras do hipódromo carioca. Seu primeiro comentário: “nossa, que diferença com relação à área das cocheiras de SP”. Ou seja, é nítido que Cidade Jardim está praticamente abandonado e que só está respirando por causa do esforço de alguns heróis que ali ainda lutam para manter o local de pé. Se o Rio consegue respirar sozinho sem aparelhos, SP já está com o tanque nas últimas gotas da reserva. Mas não vou dissecar aqui o que todo turfista já sabe. Quando escrevi a coluna ainda não havia acontecido a paralisação das corridas no último sábado. O que estava péssimo, piorou.

No último sábado no ano tivemos ainda o famoso Arima Kinen, no Japão, com uma linda vitória de Museum Mile. Falando de Japão, a esta altura já devem saber que sou casado com uma japonesa. E em sua homenagem, resolvi fazer um pequeno raio-x do turfe na terra do sol nascente. Primeiro, vamos falar sobre o papel do esporte no Japão, ou seja, do turfe como experiência familiar e social. Diferentemente da imagem mais “fechada” do turfe em outros países, no Japão os hipódromos são espaços familiares. Em dias de grandes corridas é comum ver famílias inteiras, casais jovens e também turistas curiosos. Vejam, falei turistas e não turfistas. Tudo isso com o apoio da JRA, que investe fortemente em áreas verdes, playgrounds, restaurantes e eventos paralelos, transformando o dia de corrida num programa social completo. Já tive o prazer de ver ao vivo o Mile Championship em Kyoto com 60 mil pessoas e a Japan Cup, em Tokyo, com mais de 100 mil. Além de virarem verdadeiros parques de diversão, as estruturas são bem confortáveis, mesmo com esta multidão.

E agora falando sobre as estrelas do esporte, digamos que há um respeito quase ritual ao cavalo como atleta. Muitos fãs acompanham carreiras com devoção, conhecem pedigree, estilo de corrida e até particularidades de temperamento de seus ídolos de 4 patas. Enviam cartas de apoio mesmo depois da aposentadoria dos animais. Cartas aos equinos, não aos humanos! E mesmo quando o cavalo não é necessariamente vencedor recebe este tratamento. O caso mais famoso é o da égua Haru Urara, que teve no total 113 carreiras e zero vitória, mesmo assim tinha um fã clube enorme. Para os japoneses, ela simbolizava perseverança.  Minha esposa sabia da história desta égua antes mesmo de me conhecer.

E quando um grande campeão se aposenta, há cerimônias formais, despedidas emocionadas, longas filas para ver o cavalo no paddock pela última vez. Deep Impact, Orfevre, Equinox, Almond Eye são ídolos nacionais, no mesmo patamar de ídolos humanos.

Falamos dos cavalos como ídolos, mas claro que os jóqueis também são. Yutaka Take é o melhor exemplo de ídolo do esporte, reconhecido por onde passa e mais recentemente, Ryusei Sakai também tem conquistado seu espaço “pop”. Participam de programas de maior audiência na TV, são convidados a fazerem comerciais e claro, se “fizerem besteira”, serão manchete no país inteiro. Ônus e bônus de grandes ídolos.  

E pegando este gancho, entrando na seara de jóqueis estrangeiros no Japão, a relação dos fãs japoneses com estes jóqueis não-nipônicos é também marcada por admiração, curiosidade e respeito, mas também por exigência e senso de mérito. Nada é automático: o reconhecimento vem pelo desempenho e pela postura. Christophe Lemaire talvez seja o maior símbolo dessa integração. Entende a cultura local e tornou-se um ídolo nacional. Tem marca e loja de comercialização de roupas e há pouco tempo abriu em Kyoto o seu CL Fashion & Cafe. Um café boutique. Mirco Demuro conquistou enorme carinho dos fãs pela entrega emocional, carisma e respeito demonstrado após cada vitória. Importante ressaltar que ambos falam japonês fluentemente, porque o Japão abre sim portas para os estrangeiros, mas eles devem demonstrar adaptação cultural, inclusive ao idioma. Ou o estrangeiro fala japonês ou...fala. Não há opção 2. Há algumas exceções como o nosso João Moreira, que é visto como um gênio tático: mesmo com passagens mais curtas, sempre despertou enorme interesse e admiração. Neste caso, o público passa a acompanhar o jóquei quase como se fosse japonês. Aquele que “veio só buscar vitórias fáceis” acaba não ganhando respeito. Quem entende isso prospera. Enfim, aqui foi uma pincelada, um overview do turfe japonês. Lembrando que o nosso Magic Man brilhou em Maroñas vencendo o Ramirez no dia de Reis. Essa jornada provavelmente será tema da nossa live de logo mais. Até breve.


Abraços. Baronius.