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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

CADA MACACO NO SEU GALHO - DIÁRIO DE EINSTEIN


Meses atrás aqui neste blog, separei um espaço para um cavalo chamado Vitalino Mestre que me havia impressionado em suas duas primeiras corridas. Dois fatos me levaram a ter meus olhos o seguindo. Primeiro por ser filho de Torrential, um cavalo que selecionei para o haras Sta. Rita da Serra e outro por ter minha atenção chamada, pelo James Locatelli que tinha por este cavalo um carinho especial.

Pois bem, o cavalo mostrou-se acima da média. Logo, a seguir seus responsáveis tentaram a grama, já que é neste piso que se pode correr as principais provas do pais. Olhei seu pedigree, e dei minha opinião em relação ao mesmo a seus responsáveis, que a mim haviam pedido uma opinião. Atentei para o fato que ele deveria ser um cavalo de areia. Ele correu em um allowance e visivelmente não correspondeu as esperanças nele depositadas. Várias razões foram expostas, mas para mim foi sua mecânica a razão do insucesso. Ela era distinta em relação ao que vira ele apresentar antes, tanto em Cidade Jardim, quanto no Tarumã.

De volta a pista de areia, em sua quarta saída as pistas, numa prova de grupo 3, largando por fora de todos e ainda por cima tendo a indigesta e porque não dizer suicida responsabilidade de enfrentar Giruá montado pelo Moreira, Vitalino Mestre voltou a demonstrar aquela sua fantástica mecânica. Não ganhou, mas deu um susto. Vendeu caro a sua derrota a um cavalo que na atualidade excede a todas as expectativas.

Desculpem a franqueza, mas um cavalo não tem sua ação esmorecida por que a pista é marrom ou verde. Ele o faz, pois, por algum motivo, não consegue estabilizar em uma delas a mesma mecânica que desenvolve na outra. Equilíbrio e firmeza o fazem se desenvolver melhor aqui ou acolá. E isto afeta até um cavalo como Einstein (na foto de abertura com Helen Pitts) que provou poder correr nas duas superfícies.

Este fim de semana, por decisão de seus proprietários, Einstein trocará a grama de um prova que ganhou em duas oportunidades, pelo dirt de outra, que poderá ser seu passaporte para a Dubai Classic. Temo por esta decisão. Não acredito que Helen Pitts concorde com a mesma.

O dirt de Churchill Downs é diferente do dirt de Gulfstream. Embora aparentemente tenham a mesma cor. Mas não a mesma constituíção. Em Churchill Downs a ação de Einstein pouco se modifica ao que apresenta normalmente na grama. Lá ele foi apenas batido no dirt por Curlin. Mas em Gulfstream, onde o vi trabalhar esta semana, sua mecânica não me impressionou. Espero que esteja enganado e neste fim de semana ele aniquile com seus adversários. Mas como minha avó Adelina dizia, "cada macaco no seu galho". E creio que Einstein vai pular no galho errado.

Existe ainda outra situação. Acredito eu que esta possa ser a última temporada deste valoroso filho de Spend a Buck. Ele aqui faria uma limpa. Poucos são os adversários que lhe podem fazer frente. Se for para Dubai, volta a correr aqui nos Estados Unidos apenas no próximo semestre, isto se correr. Muitos, nunca o conseguiram fazer mais. E com exceção de Victory Gallop, não vi outro sequer seja ele Cigar, Siphon, Silver Charm ou mesmo Curlin, reeditar o mesmo rendimento de antes. Dubai mexe com um cavalo de corrida.