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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

OPORTUNIDADES EM CRISES


Falei isto ontem.
Toda crise gera confusão e toda confusão atrai aqueles que sabem com se valer das mesmas e ter seus lucros.


Nem sempre honestos. Talvez, o caso Maddoff seja um destes. Ele apresentava lucros permanentes em relatórios fabricados por seus top empregados, seus filhos, e ninguém se sentia atraído a tirar dinheiro de um investimento que trazia fantásticos dividendos. As pessoas não precisavam. Pois, havia credito em abundância. Todos os dias cartas oferecendo credicards, morgages e seguros a longo prazo e a baixos custos.

Veio a crise. Quando realmente começou, poucos realmente podem precisar, mas como todas agindo qual uma bola de neve. Avolumou-se, atingiu a todos a nível mundial e as contas passaram a ser apresentadas.

Necessitou-se de dinheiro e simplesmente não havia nenhum. O mesmo aconteceu em termos nacionais. O Estados Unidos simplesmente provou a minha velha tese. Aqui as pessoas não tem dinheiro. Elas tem crédito. E agora que o crédito se foi, o desespero é total.

A primeira coisa que foi para o espaço foi os empregos e com eles a incapacidade de se pagar os morgages. A seguir foi a impossibilidade de se pagar os carros e agora os Credicard. O maior culpado de todos, deu no pé e está agora contando suas vaquinhas no Texas. As duas guerras continuam embora Guantánamo irá ser fechada num período máximo de um ano. E o Obama tem um pepino a descascar. Um pepino dos grandes.

O turfe sofre. Gulfstream Park que tinha seis dias de corridas por semana, baixou para cinco. Assim pode manter as despesas controladas e os prêmios que não são nada de extravagantes por aqui, pelo menos estacionados. Keeneland deu o seu corte, principalmente no patamar dos clássicos. O que vem por ai na NYRA ninguém pode precisar. Haverão cortes. Qual o dimensionamento dos mesmos? Ainda está sendo mantido em segredo.

O nível de apostas de 2008 foi inferior ao de 2007. As vendas despencaram a casa dos 50%, entre as mais tradicionais e afamadas.

Para aqueles que no Brasil não estão afetados pela crise, um pequeno conselho. Temos que aproveitar este pit stop do mercado norte-americano e investir naquilo que realmente vale a pena.

A hora é agora.
Tudo voltará ao normal em menos de um ano,
ou isto aqui não se chama Estados Unidos.