
Três Provas de graduação máxima disputadas na África do Sul.
Todas na pista de grama do hipódromo de Kenilworth. E algo não muito comum se sucedeu. Todos seus três vencedores são filhos de pais nacionais.
Paddock Stakes 1800 1'50"84 EMBLEM OF LIBERTY 2004 SAF National Emblem (SAF) Dafka AUS Kendor (FR) 12-b
Queen's Plate 1600 1'38"38 POCKET POWER 2002 SAF Jet Master (SAF) Stormsvelei SAF Prince Florimund (SAF) 5-e
Flying Championship 1000 00'57"98 REBEL KING 2003 SAF National Emblem (SAF) Cousin Linda SAF Badger Land (USA) 10
Todavia, foi o pedigree de Pocket Power o que me chamou mais atenção. Ele possui nada menos que dois Rasmussen Factors.
1. Em Sister Sarah, por intermédio de suas filhas Lady Angela, esta a mãe de (bisavô de Jet Master) e The VeilNearctic, a mãe de St. Cuthbert (avô materno de Prince Florimund).
2. Em Perfume, por intermédio de Joy, pai de Lets Laugh (terceira mãe de Jet Master) e My Babu (bisavô de Prince Florimund).
Levando-se em consideração de Stormsvlei a mãe de Pocket Power já possuía seu Rasmussen factor em Glen line, por intermédio de seus filhos Our babu (avô de Prince Florimund) e King of the Tudors, pai de Akbar, este o pai de Bounceaway (avó de Stormsvlei) e seu pai Jet Master possuía um Rasmussen Factor em Almahmoud, já que Rakeen é um cruzamento de Northern Dancer com uma mãe Halo, veremos que seu pedigree está consubstânciado na confluência de quatro grandes matriarcas.
No Brasil, está cada vez mais dificil a utilização do cavalo nacional. Muita pressão contrária. Todavia, eu tenho uma maneira de ver. Apenas aqueles que foram fora de série, deveriam ser ter a sua chance. Clackson, Baronius, Dark Browm, Itajara e Sabinus a tiveram e creio que não decepcionaram. O apenas muito bom cavalo do turfe brasileiro não cola. O elemento tem que ter algo a mais. Algo que faça seu pedigree Tamoio ficar em um segundo plano.
Hoje temos a vantagem de poder testar cavalos no mercado internacional. Redattore, Hard Buck e Durban Thunder, são a prova disto. Aproveitemos esta situação. Creio que os dois filhos de Spend a Buck estão demonstrando um bom começo. Suas duas mães foram importadas pelo Haras Santa Ana do Rio Grande. Não vejo dificuldades para o de Royal Academy seguir o mesmo caminho. É só lhes conceder uma chance. existe ainda o Eyjur, filho de um pai, que diria ser algo duvidoso. Excelente nas pistas, péssimo na reprodução. Spend a Buck, pelo menos com uma égua argentina, foi capaz de produzir a um ganhador de graduação máxima. Dayjur, nem isto, com o que havia de melhor no mercado.
Teria trazido de volta a Pico Central, e quem sabe um dia possa conseguir convencer alguém de meu querido Einstein. Mas lembre-se que o rasmussen factor foi capaz de fazer milagres na África do Sul, como acima foi descrito. Porque não tentar coisas semelhantes aqui no Brasil?
Quem não se interessa por Rasmussen Factors, tem ai algo para pensar.