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terça-feira, 30 de junho de 2009

NÃO HÁ NADA NORMAL NA QUEDA DE UM PARDAL


Caro Renato, ... uma outra curiosidade em relação a seu trabalho seria o porque que você trouxe para o Brasil poucos garanhões. Que me lembre o Hostage, o Jarraar, o Torrential e mais recentemente o Tiger Heart.

Porque não trouxe mais?


Lucio Roberto


Caro Lúcio,

Primeiramente desculpe, mas não me lembro de ter recebido um e-mail anterior seu. Como você disse que foi há três anos, minha memória, que já não é muito boa com o que aconteceu a três meses atrás, pode tê-lo simplesmente deletado de minha mente. Mas este seu, eu garanto que recebi e vou tentar respondê-lo, no tocante a sua última pergunta, embora não tenha entendido a finalidade da mesma.

A coisa mais simples de se fazer é trazer um garanhão.

Outrossim, também a iniciativa que exige a maior responsabilidade, já que um garanhão pode fazer ou acabar com um Haras. Muita gente não se preocupa com este fato e pensa apenas no lado comercial da coisa. Um direito que assisti a cada um. E estes agentes contam com a vantagem que se estiverem equivocados em sua seleção, levam-se 3 a 4 anos para todos tomarem conhecimento deste fato. E neste período voce já ganhou dinheiro trazendo outros. Mas existe a sobrevida. No Brasil sempre existirá a sobrevida, afinal nosso turfe tem tetas longas e producentes.

Ao contrário, comprar um yearling, pode em menos de um ano levantar a possibilidade que o agente tenha errado, mesmo antes do cavalo estrear. Por isto muitos agentes preferem trabalhar com reprodutores. Como os americanos dizem, fica-se no lado mais safety.

Em minha profissão, a de agente, o grande desafio pelo menos para mim, é comprar o cavalo que leva seu proprietário ao cume do sucesso. É indubitavelmente o maior desafio, mas o que trás melhores recordações. Adquirir-se um Much Better, um Einstein, um Da Hoss, uma Cara Rafaela, um Glória de Campeão, um Hard Buck e acredite entre ganhadores de grupo já estou nos 3 digitos, é que me agrada. Em uma segunda preferência pessoal, aparece a seleção de éguas que possam produzir um Bernardini, um Neo Universe, um Redattore, um Unbridled Elaine, um Cajun Beat e outros. Fazer os cruzamentos, principalmente em éguas que selecionei, é meu terceiro gol e finalmente o de trazer garanhões o quarto, pois, só o faço para clientes e amigos.

Parenteses, você citou reprodutores que selecionei. Trouxe mais outros, e acredite, alguns deles me fazem querer me tornar uma desmemoriado. Dance Bid foi um deles. Deixou dois ou três ganhadores de graduação máxima no Brasil, mas na verdade nunca preencheu as esperanças que nele tinha. Não sei porque.

Outro detalhe. Uma vez uma pessoa especializada em trazer garanhões, mas que abandonou o mercado, me disse. "Garanhão é ótimo de se comprar, o problema é que dura muito e você precisa esperar as vezes uma década para comprar outro". O Shuttle (o mais caro dos sistemas) amenizou em muito esta espera. Porque o shuttle é caro? Porque a exceção de um Royal Academy ou um Elusive Quality, ao contrário da vizinha Argentina, trazemos aquilo que não está dando certo em centros mais competitivos. Temos que pagar uma ida e volta - no caso da Europa um preço exorbitante - e ainda mais honrar um seguro sobre um valor pelo qual ninguém compraria o referido animal em sã consciência. Tudo isto está embutido na cobertura. O que fazer então?

O melhor é comprar uma filha deste determinado reprodutor, já nascida, correta, com sexo definido, em uma mãe com pedigree muito superior à aquela que você tem em seu haras, em um preço as vezes pouco maior do que o preço da cobertura. Em se tratando da maioria dos reprodutores que aqui adentram, é totalmente viável. Ainda mais, que no caso do Shuttle, nada lhe garante o nascimento de um produto normal, nem mesmo uma simples prenhez. A única coisa garantido é o custo da ação que você reservou para si.

Cada um tem o seu gosto. Estes são os meus, dentro de minha profissão. Mas sempre lembrar que qualquer que seja o desafio, a palavra final é daquele que está colocando seu dinheiro.

Comento sim, muito sobre os reprodutores, pois, pelo número de animais que produzem, se torna o elemento, entre os equinos, mais fácil de se erigir universos de pesquisa e de se tirar conclusões. Assim sendo, quanto menor a relação profissional com os mesmos, melhor, pois, me deixa a vontade de tecer o comentário que quizer.

Uma vez Hamlet disse, "que não há nada de normal na queda de um pardal". Ou como minha saudosa avó Adelina complementaria, "não se prega prego sem estopa".

Discordo de ambas assertivas, pois, acho que um pardal pode cair sem que razões maiores tenham que ser indiciadas como pertinentes a queda. E como já preguei muitos pregos sem o auxílio da estopa, acredito que você pode até encher a bola dos outros, sem necessáriamente estar ganhando algo para tal.

Espero que isto tenha respondido a sua pergunta.