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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PAPO DE BOTEQUIM - A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA EM LONGCHAMP


A festa de Longchamp teve o seu inicio. E logo de cara algumas análises podem ser feitas. A primeira, que nos afeta diretamente seria a participação de quatro elementos de nacionalidade brasileira que participaram em três distintas provas e cujos os resultados não foram aquilo que se desejava. Outrossim eram, pelo menos por mim, esperados.

Vou de cara abrir o meu primeiro parênteses. Eu acredito que sonhos devam ser sonhados. Tanto os normais quanto os complicados. Fico recalcitrante no tocante a aqueles que considero impossíveis, pois eles tem a tendência de se transformarem em pesadelos. Porque digo isto? Porque este primeiro grupo de elementos nacionais que atuou, diria sem ter medo de estar cometendo uma injustiça, que não representam aquilo que de melhor temos no Brasil. Ainda mais que estamos passando por um período de entre safra, à espera de corredores que possam ser considerados diferenciados. Pois, até o presente momento, só estes considerados diferenciados dentro de um grupo, demonstraram sucesso no hemisfério norte. Fecho meu parênteses.

Acrescentaria que não foi uma boa experiência da brigada do Estrela Energia, pelo menos neste sábado: dois últimos, um penúltimo e um antepenúltimo. O que em outras palavras quer dizer que não houve nem aquilo o que o barão de Cupertin gostava de defender: a participação. Eles provaram não pertencer a turma.

Houveram sonhos complicados, como o de alguém bater a Goldikova. Mas eles se tornaram realidade pelo menos para dois contendores. Mais os impossíveis creio que se transformaram em pesadelos. Preferia dizer que não estávamos representados e que para os idealizadores desta aventura, a experiência deva ser a de agora ter um comparativo, que eu acreditava já existir, do que se trazer futuramente. No mínimo elementos 20 corpos melhores do que estes que aqui pisaram em Longchamp no sábado.

A segunda coisa que me preocupa, em se tratando de nosso mercado brasileiro é como a mídia trata o assunto tentando de alguma forma minimizar fracassos e maximizar acertos quando as coisas lhe parecem rentáveis. Tenho um amigo que me ligou do Paraná espavorido. Parecia estar a beira de um sincope cardíaca. Ele na verdade é um desvairado apreciador do jovem reprodutor Giant Gentleman e sabe que ainda não tenho por este reprodutor o respeito que ele acha que eu deva ter. Pois é, corrida a carreira, o referido amigo dez minutos depois, me telefona nervoso, aflito, eu diria que quase em pane cerebral, pois, acabara de ler num noticiário eletrônico brasileiro, especializado em dar resultados quase que instantâneos, que não era comentado onde a representante brasileira Opera Cômica havia chegado. Respondi-lhe que em último, entre aqueles que completaram o percurso inteiros. E ele pensou que eu estivesse brincando, já que três dias antes ele mesmo havia me telefonado e perguntado qual era a minha opinião sobre as chances da mesma de ganhar. E naquela oportunidade, desta vez brincando, lhe dissera que uma morte súbita na favorita Goldikova e um surto de gripe nas demais 12 participantes.

Evidentemente que estava brincando, embora tivesse plena consciência que falta ainda a Opera Cômica aquela classe que a pupila do Santa Camila, Light Green tinha e provou, ano passado em Longchamp, nas mãos de Royer-Dupre. Outrossim, o que me deixou perplexo foi um órgão de comunicação omitir o fato. Qual o valor disto? Diminuir o choque da fraca performance? Fazer com que as pessoas se esquecessem que Opera Cômica havia corrido? Desinformar para agradar a quem possa? Esta mesma página eletrônica maximizou a formação desta brigada, quando a mesma tomou a direção da Europa. Dorou a pílula. Porque então não manter aqueles a quem informou, informados do resultado da guerra? Felizmente este mesmo amigo, me ligou mais tarde, dizendo que depois desta primeira “falha técnica” as coisas entraram nos eixos nas provas seguintes e houveram apenas tentativas de minimizar os fracos resultados, mas não mais omissões.

Amigos e leitores. Tentar vôos maiores sempre foi a base de minha defesa. Mas a máquina deve estar pronta para o vôo, pois, haverá mal tempo e certamente muita turbulência. Principalmente se o céu for o europeu, o mais difícil de ser vencido. O cinza e plúmbeo europeu. Tenho muito respeito pelo o que se faz nas pistas da Inglaterra, na Irlanda e na França. Tenho consciência do que é necessário, para pelo menos ter uma apresentação condigna. Much Better chegou a 6 corpos no Arco e Hard Buck a quatro no King George. Nenhum dos dois chegou a 20 ou 30. Eles tiveram pelo menos o prazer de dizer que participaram. Todavia, em meu parecer, tinham, como cavalos de corrida, o potencial para enfrentar a primeira turma no mundo. Todas as coisas erradas que foram feitas em relação ao primeiro, foram corrigidas para o segundo, e baixamos pelos menos dois corpos. Estas foram, na realidade as duas únicas tentativas a que estive ativamente ligado profissionalmente a fazer na Europa. Saber o tamanho do pulo, ajuda a não se estabacar no precipício. Até os ingleses, pensam duas vezes antes de atravessar o canal para medir forças em Longchamp. Uma pista difícil e uma competência mais ainda. Os norte-americanos desistiram desde os tempos de Tom Rolfe.

Falo isto de forma construtiva.  Imagens de um mercado, seja de eqüinos ou de humanos, ficam como a da véspera, onde ganhamos o direito de sediar uma olimpíada, pelo simples fato de termos provado estarmos preparados para tal. A apresentação brasileira foi magnífica, embora nosso presidente já tenha extrapolado afirmado que agora está de olho nas olimpíadas de inverno. Ele deve ter uma formula de fazer nevar em Recife.  Mas para que isto se concretizasse um trabalho sério e de ampla profundidade foi levado avante, numa preparação de mais de dois anos.Temos que tentar sempre que for possível, mas não com cavalos que tenham uma ou duas provas de grupo na Gávea. Precisamos levar aqueles que assim o provaram através de uma campanha em provas de real valor. Hot Six, por exemplo, é bem superior a seus companheiros de caserna. Não o considero o melhor cavalo em campanha no Brasil, mas diria que não seria pior que o quarto.

Porque me preocupo? Acreditem, quando pisamos em uma pista, como a de Longchamp, principalmente no primeiro fim de semana de outubro, imediatamente somos vistos pelos presentes, como o cavalo brasileiro. Aquele que representa o melhor que nosso nação pode produzir. E no caso presente não o era. A constância a seguir dos maus resultados não deve ter deixado uma boa impressão aos investidores internacionais, que hoje respeitam mais os cavalos australianos e sul-africanos.

Não é exagero meu. Já estive lá. Todos estavam em volta de Much Better em Longchamp, não por achar que ele poderia vencer. Mas pela curiosidade de ver se ele tinha quatro patas e apenas uma cabeça. Ele provou que o tinha, sendo eleito pelos patrocinadores da festa, como o mais bonito no paddock e posteriormente chegando a seis corpos de uma cavalo que custara sete dígitos, e à frente de pelo menos 8 ganhadores de graduação máxima, somente entre os daquela temporada européia. A rainha pediu para falar comigo e com o treinador de Hard Buck, curiosa por havermos trazido um elemento dos Estados Unidos, para correr no hipódromo que está no quintal de seu castelo em Windsor, nos desejou sorte para batermos os cavalos de sheikh Mohammed.  Ela disse que gostaria muito que isto acontecesse. Quando lhe disse que na verdade o cavalo era treinado nos Estados Unidos, mas era brasileiro, ela complementou com picardia: melhor ainda.

Somos ainda místicos na Europa. Não tanto na Costa Este norte-americana e menos ainda na Califórnia. Mas no velho continente, o mais difícil de se vencer, somos ainda objeto de ampla curiosidade. Pena que no sábado esta curiosidade foi morta de uma forma pouco conveniente.