Nesta última versão dos Eclipse Awards, nenhuma surpresa foi conhecida. Como era de se esperar, já que foi um ano ameno, sem grandes disputas e onde apenas Zenyatta pareceu prender a atenção da comunidade turfística com sua invencibilidade até a disputa da Breeders Cup Classic (Gr.1).
Big Drama acabou sendo o melhor sprinter. Os 61 votos dados a Majesticperfection tiveram uma razão de ser, mas que a meu ver não justificaria uma sua vitória no pleito dos awards. No dia em que se enfrentaram, ele e Big Drama nos 1,200m do Alfred G. Vanderbilt Hcp. (Gr.1), o descendente de Pretty Polly simplesmente criou um drama na vida do descendente de Buckpasser. O tratou como se ele fosse um cavalo de claiming. Para muito provou ser melhor cavalo. Inclusive para mim. Mas depois se viu envolvido por problemas físicos. Azar o dele. Sorte de Big Drama. Majesticperfection pode até ser melhor sprinter que Big Drama, mas uma carreira não pode ser decisiva numa votação como esta. Big Drama foi o ganhador da Breeders Cup Sprint (Gr.1) e já é de praxe se dar ao ganhador desta carreira o titulo do mais veloz do pais. Achei justo.
Desnecessária, a meu conceito, a disputa de sprinter entre as fêmeas. Esta é o tipo da categoria, que deveria ter apenas um postulante. Não dividida por sexo. Imaginem Dubai Majesty enfrentando a Big Drama ou Majesticperfection. Latrocínio de primeiro grau?
Uncle Mo, é um diferenciado e como tal provou na votação que poucas eram as chances daqueles que lhe enfrentaram em pista, inclusive Boys at Tuscanova e Pluck, com um voto cada. Este ano terá que provar o que Lookin at Lucky fez. Ser o melhor três anos depois de ter sido o melhor dois anos. O mesmo poder-se-ia dizer de Awesome Feather.
Lookin at Lucky e Blind Luck, fizeram nem precisaram fazer jus a seus nomes. A sorte não precisou ajuda-los. Sem sombra de dúvida dominaram suas respectivas divisões, a de três anos, em um ano pobre, de poucas estrelas. Em que o ganhador do Derby recebeu 5 votos e o do Preakness 3. O que para mim já foi muito. Talvez apenas Lookin at Lucky e Blind Luck, possam ser assim conceituados; estrelas. Eu complementaria que com apenas uma solitária menção a Eskendereya, que parecia ser o cavalo que brilharia, mas por acidentar-se antes da tríplice coroa, não pode ascender ao infinito.
Blame e Zenyatta igualmente sobraram em suas divisões, a dos mais velhos. Ele por unanimidade ela com apenas um voto contra, dado a Goldikova. E por isto foram os três que decidiram o titulo do cavalo do ano, com vantagem para a filha de Street Cry, por razões que expus anteriormente.
Goldikova não foi unanimidade, como deveria ser, pelo simples fato de ter corrida em apenas uma oportunidade no território norte-americano. Proviso e Gio Ponti eram os únicos nomes que a poderiam derrotar na Breeders Cup Mile (Gr.1). Mas ela mais uma vez prevaleceu. Um fenômeno de quatro patas, duas orelhas e uma cabeça. Uma pena que Tuscan Evening nos tenha abandonado tão prematuramente.
Gio Ponti um cavalo extremamente versátil recebeu o titulo pelo que fez na grama. Justo principalmente pelo fato deste ano não haverem elementos de padrão para este tipo de pista.
Sei que o numero de vitórias em provas de grupo fizeram Pletcher mais uma vez levar o titulo, mas o percentual de provas de grupo ganhas por John Shirreffs me agradou mais. Outrossim, creio que o troféu permaneceu em boas mãos.
Win Star venceu como proprietário, já que não parece ser muito fácil se ganhar o Derby e o Belmont com dois cavalos distintos e novamente diria que a quantidade levou a Adena Springs ao podium. Não a qualidade e sim a quantidade.
Ramon Domigus levou o titulo entre os jôqueis, mas aqui entre nós, se você tiver um bom cavalo, use Garrett Gómez ou John Velasques.
