Renato,
Você quer uma explicação do porquê o Rasmussen Factor é importante, aqui vai:
Qualquer inbreeding é importante e aumenta as chances de um produto se destacar em pista, pois você duplica no pedigree do mesmo um animal que foi bom em pista e/ou na reprodução. Isso é óbvio! Antes duplicar um Northern Dancer do que precisar do Northern Dancer para contra-balancear um reprodutor de quinta-categoria.
Isto posto, quando se fala de um inbreeding em uma égua, você está falando da repetição de um nome ainda mais relevante do que de qualquer reprodutor.
Por quê?
Porque qualquer reprodutor tem uma chance, na média, de 50 a 100 vezes maior que uma égua de deixar seu nome na história do turfe. São de 50 a 100 produtos por ano contra, no máximo, 1 (UM) produto por ano. Isso sem contar o fato da diferença entre o tempo médio que permanece em serviço um reprodutor e uma égua.
Ou seja, uma égua que conseguiu deixar seu nome na história do turfe é, via de regra, ainda mais preponderante do ponto de vista genético do que qualquer reprodutor. E, se é possível fazer um Rasmussen Factor na égua, é porque ela colocou mais de um bom animal no mundo.
Essa pra mim é a explicação pela qual o Rasmussen Factor ajuda ainda mais que o inbreeding.
Quanto a um animal outcross, nada contra, mas claramente a chance genética de ser bom é inferior a de um animal com inbreeding.
Abraço,
Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa
Adolpho,
Concordo em grau, genero e número.
Espero apenas que grande parte do mercado de criação de cavalos de corrida brasileiro, também assim o pense. Pois, a meu ver, isto agilizaria em muito, nosso processo de internacionalização.
Abraços
Renato