O bom pedigree aberto não pode ser considerado uma pobreza. Assim pensam aqueles que querem distorcer as palavras de alguém. Seja este alguém, quem quer que seja. Longe disto. O bom pedigree aberto, nada mais é, do que "riquezas ausentes", que poderia evidentemente estar melhor enriquecido se certas duplicações, fossem levadas a efeito.
Tenho uma teoria. Ninguém chega ao estágio de um Northern Dancer por simpatias, promessas ou simples obra do espirito santo. Chega-se por méritos próprios. Assim sendo, então porque não duplicá-lo e assim criar a possibilidade do aumento de seu poder? O mesmo se diz em relação a uma Lalun, uma La Troienne. Esta é a teoria que baseia o estudo de Leon Rasmussen. Duplicar a aquelas que demonstram serem capazes de produzir pelo menos dois elementos diferenciados. Seja na pista, seja no breeding-shed ou em ambos.
Não fui eu que inventei a teoria. Apenas a uso, da mesma forma que Tesio, o velho Aga, Lord Derby, Marcel Boussac o faziam e parcialmente graças a isto, atingiram o pináculo de suas respectivas aspirações.
Querer negar fatos históricos como estes, é como pedir com antecedência a seu médico que assine o seu atestado de óbito.
Concordo que a polêmica é útil pata criar assuntos, textos, opiniões e divergências. Mas para que dela se chegue a luz de um fato, é necessário se partir do principio que nenhum dos dois lados negue peremptóriamente a validade do outro. Qualquer outra atitude é apenas uma forma de se banalizar o raciocínio lógico. Normalmente defendido por seres ilógicos e impalpáveis.
Num ponto esta incongruências servem para auto-regular um mercado, que se fosse de todo lúcido e racional, premiaria sempre aquele que tivesse o melhor saldo bancário. E nós sabemos que não é bem assim. Dinheiro ajuda, e ajuda muito. Mas, de maneira alguma, lhe garante 100% de sucesso. Pode no máximo maximizá-lo.
Confesso que as vezes me abato. Sinto um desalento diante da ausência de um racicinio lógico que faça uma nação turfística avançar em conjunto. Principalmente uma, como a nossa, pequena, desunida, onde adversários são visto como inimigos e que está sempre navegando em mares pouco pacíficos. Pelo jeito que as coisas estão indo, vai sobrar remos e faltar remadores.
Da mesma forma que o governo Lula sobre se aproveitar de uma situação adversa externa para poder se estabilizar economicamente a níveis internacionais, nosso turfe deveria ter se aproveitado melhor, desta crise que ora vive o mercado - com maior relevo o norte-americano - para abarrotar nosso criatório de elementos que antes nos seria sequer pensar em trazer. Falo por mim: nunca tive a oportunidade trazer, como trouxe nestes três últimos anos, as éguas que pude selecionar para criadores brasileiros. Mas cada bid, tinha que ser muito bem pensado. Como acredito que o foi.
Cada um haras tem a sua característica e seus desejos próprios. Exemplo, para três deles consegui adquirir até o presente momento, linhas baixas selecionadas entre as melhores do mundo e não utilizando-me apenas de seus veios de melhor representabilidade. Para estes apelei para que a segunda ou terceira mãe, fossem irmãs ou mães de chefes de raça.
Para o primeiro deles a última foi a potranca de dois anos filha de Proud Citizen, cuja mãe é um filha de uma irmã inteira de Danehill. Amankila, uma Deputy Minister, cuja mãe é neta de uma irmã materna de Fappiano. Ruthless Storm, uma filha de Storm Cat cuja mãe é filha de uma irmã materna de Miswaki.
Para um segundo, Miss Serena uma filha de Singspiel cuja mãe é filha de uma irmã materna de El Prado. Just Pray uma Theatrical e Symphonious uma Hennesy ambas filhas de uma irmã de Storm Cat.
Para um terceiro Monastic City, uma filha de Rock of Gibraltar e cuja mãe 3/4 irmã de Hernando.
Para um quarto New York Dixie, uma filha de Dixieland Band, e cuja mãe é neta de uma irmã inteira de Scenic.
E finalmente para um quinto, Dynamic uma filha de Dynaformer e cuja mãe é neta de uma irmã materna de Halo.
Porque acho isto importantes? Selecionar uma linha materna consadrada é básico. Pelo menos para mim que acrediro que cavalo tem que ter mãe e esta uma familia. Descobrir dentro dela, quais são os veios que ainda estão produzindo classe é o segundo passo. E dentro destes veios escolhidos, selecionar aquele que tem mais chance de se manter na direção certa é o passo definitivo que qualquer um tem que dar. Chegando a este ponto diria, que aqueles segmentos maternos, que em via direta nas suas três primeiras gerações, tiverem chefes de raça ou reprodutores produtores de classe, como os acima assinalados em vermelho, é a mais fidedigna prova que este veio está vivo e produzindo.
Na corrente certa e sabendo levar em considerações outros aspectos físicos e de pedigree, necessários a seu critério para um égua se tornar uma boa mãe, você passa a ter uma chance maior de acerto.
SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo
HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira
HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...
HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS
HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade
HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO
STUD YELLOW RIVER
STUD YELLOW RIVER - Criando para correr
JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO
