Existe uma diferença bastante compreensível entre a critica verdadeira e a dança lugubre de um conspurcado ataque pessoal a este ou aquele cavalo. A esta ou aquela pessoa. E o pior, quando o objetivo de seus ataques se confundem, não sabendo mais como separar a pessoa de um determinado cavalo. Penso então, ser este o início do fim da racionalidade humana.
Por isto, não me deixo levar por este tipo de dança. Afasto-me do lúgubre. Do negativismo ostensivo. Do ritmo pouco propício ao discernimento humano. Mantenho-me aberto a qualquer opção. Independente do modismo ou do baixo ou alto custo que possa ter. Foco-me naquilo que acho real. Palpável. E desta forma, prefiro me manter no terreno das "criticas". Que na verdade nem criticas são. Apresento-as como alertas, consubstanciados na análise dos resultados de algumas pesquisas. Que como tudo na vida podem ser seguidos ou não. Depende da vontade de cada um.
As pesquisas são sempre verdadeiras? Evidentemente que sim.
Seus resultados denotam uma determinada tendência? Com certeza denotam.
Elas lhe garantem o caminho que deve tomar? Nem sempre.
O livre arbítrio pessoal, determina que nem sempre o que é bom para mim, poderá ser igualmente para você. Por isto talvez, os Buckpasser e os Caros funcionam bem aqui e não mais em lugar algum. Talvez seja também a razão dos Halos se darem melhor em lugares como o Japão a Argentina e a Austrália, embora eu não tenha ainda conseguido perceber o que estes três importantes centros turfísticos possam ter em comum. E o que dizer dos Son-in-Law, que chegaram luzir no Brasil ainda no final do século que recém abandonamos? Mistérios genéticos? Evidentemente que não.
Acredito que seja apenas uma questão de adaptação as peculiaridades de um centro. A maneira como se cria, as características físicas e genéticas próprias das éguas locais escolhidas, o tipo de alimentação e cuida, a forma e a época da doma, a maneira de se treinar, a composição do calendário turfístico, o desenho e a formação das pistas, o clima, enfim tudo aquilo que forma o environment que o cavalo se vê cercado. Seja ele um garanhão, uma reprodutora ou mesmo o produto dos mesmos.
O problema é que relutância constante em aceitar o óbvio cria naquele que exerce esta opção, uma interrompida familiaridade com a lucidez. Com o tempo uma inevitabilidade toma conta de si: o faz afastar-se dos verdadeiros propósitos que a análise de uma pesquisa requer, para que se tenha a oportunidade de se aproveitar, dos ensinamentos que possam estar contidos em seus resultados. Uma vez aqui escrevi e agora repito. Quase sempre inicio uma pesquisa sem ter a mínima noção de onde ela vai me levar. Em outras sinto uma certa tendência se desenhando na atmosfera e vou atrás, até descobrir se ela é produto de um "ocasionísmo", ou tem o seu cunho de verdade.
Entendo que para muitos a compreensão da própria inabilidade de se chegar onde quer, lhe tira o último sorvo de equilíbrio mental. Mas então me pergunto, que satisfação inalcançável é esta, que leva a estes elementos a buscar o prazer em negar o óbvio ou a combater os dados estatísticos como se estes tivessem sido conseguidos e arrancados das profundezas do inferno? O que faz estas pessoas perderem seus discernimentos críticos e em desvairos bucólicos, simplesmente apelarem para aquilo que contraria a razão? Que loquacidade é esta que lhe retira a última fímbria de claridade e de coerência para com uma conduta racional. Talvez isto me tenha levado - de forma inconsciente - a publicar daqui para afrente, sempre que houver um espaço e tempo de minha parte, aquilo que rotulei como os Diagramas de Crescimento das linhas superiores clássicas, tendo como base, o período que iniciado em 1974, com a adotação do sistema das provas de grupo, até o final do ano de 2010.
Neles poderão ser vistos e analisados a participação dos reprodutores descendentes de chefes de raça que aqui aportaram, serviram suas éguas e se tornaram, ou não, perpetuadores de suas próprias raças. Apresso-me a lembrar, que são apenas indicadores. Não verdades bíblicas das possibilidades desta ou daquela vertente em se eternizar em nossos campos. Os Bay Ronalds foi a primeira peça da série.
Espero que curtam. E no mais, aos enfurecidos com o dolo que estas amostragens possam lhes causar, o consolo de ler as sábias palavras de Mário de Andrade, que publiquei anteriormente.
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