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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

TURFE TAMBÉM É CULTURA: SIR IVOR PRIMEIRA PARTE

PRIMERA PARTE

Sempre que me refiro a Vaguely Noble, imediatamente é a imagem de Sir Ivor me vem a mente. Virou uma espécie de vício. Talvez deles terem despertado minha atenção, quando ainda muito jovem. Outrossim, há de se aceitar, que não é sempre, que em uma mesma temporada turfística, aparecerem dois elementos de uma mesma idade, com um potencial locomotor tão incomum – diria até envolvente - quanto os de Sir Ivor e Vaguely Noble. Não tratavam-se de cavalos comuns. Eram altamente diferenciados dos demais e eram em uma determinada época de suas vidas atléticas, treinados por duas legendas vivas do turfe. Cresceram em margens opostas. Mas o Prix de l'Arc du Triomphe de 1968 teve a felicidade de poder fazê-los competir e esta foi a única vez em que estes dois excelentes cavalos vieram a se confrontar na pista. E ao contrário de outros famosos duelos como Affirmed e Alydar, Sunday Silence e Easy Goer, Generous e Bustino, este único momento, como havia sido o de Seabiscuit e War Admiral do outro lado do Atlântico, acredito que ficará sempre marcado na mente de todo aquele que de alguma forma veio a participar deste evento. Mesmo que apenas de forma indireta, como no meu caso.

Sempre vi Sir Ivor como o turning-point do turfe moderno, até então regido pelo sistema criatório europeu. Certo que foi William Woodward com seu Belair Stud o primeiro grande criador norte-americano a mandar frequentemente cavalos seus para correr na Inglaterra. Mas isto aconteceu bem no inicio do século. Depois, décadas a seguir, foi a vez de Charles Engelhart surgir comprando o que de melhor era ofertado nos Estados Unidos e correndo na Europa. O sucesso de Ribocco e Ribero, pode assim dizer que acenderam a pira, ou melhor, demonstraram a factibilidade de um projeto novo. Outrossim, foi Sir Ivor que estabeleceu a verdadeira importância da criação norte-americana.

Por que? Porque ele era um produto tipicamente norte-americano, já que Ribocco e Ribero eram filhos de Ribot, e por isto poderiam ser vistos no máximo como americanizados. Sir Ivor ao contrario, era o nativo. Um nativo filho de Sir Ivor, um belo corredor que mancou antes do Kentucky derby. Prova na qual era visto como o virtual ganhador numa ¾ irmã de Menow. Ganhou o Derby em Epson e de volta a sua terra natal, o Washington D.C. International. Logo, agradou aos europeus e fez ver aos norte-americanos que aquela poderia ser a melhor forma de valorizar seu produto; levando-os a correr no velho mundo, consagrando-os e os trazendo de volta com fins reprodutivos, num mercado maior e com maiores possibilidades de ressarcimento financeiro.


SIR IVOR
EM TREINAMENTO

A saga de Sir Ivor teve o seu inicio quando de uma conversação entre Raymond Guest o então embaixador norte-americano em território irlandês e o legendário criador "Bull" Hancock (leia-se Claiborne Farm). O primeiro autorizou o segundo a ir até $60,000 no yearling que mais lhe agradasse nas vendas de Keeneland de 1966. Para a época apenas elementos de reconhecida qualidade atingiam um valor superior a $50,000 e no caso das vendas de 1966 apenas 30 o vieram a fazer.

A primeira escolha do master of Claiborne Farm recaiu em um filho do ganhador dos Guineos de 1948 My Babu, todavia, a força do dinheiro do então "rei de Keeneland", Charles W. Engelhart, se fez presente em US$88,000 e "Bull" achou por bem girar sua atenção para um grande, forte e atrativo filho de Sir Gaylord, na ganhadora de cinco carreiras e colocada classicamente nos Eua, Attica, de criação de Reynolds e Alice Hendley Bell.

Adquirido por $42,000, Bull Hancock achou por bem, mantê-lo mais um pouco em Kentucky e domá-lo em sua propriedade, pois, ele era grande e ainda não tinha o equilíbrio necessário para iniciar um forte treinamento. Em Novembro foi mandado para Vincent O'Brien, por quem Hancock também nutria grande admiração e amizade. Raymond Guest que não havia tido mais cavalos com o "mago de Ballydoyle" desde sua associação num Derby winner há mais de 7 anos, acatou de muito bom grado a idéia.

O relacionamento entre Raymond Guest e Vincent O'Brien era inclusive anterior a tudo até aqui citado, datando segundo Jacqueline O'Brien, em seu livro Vincent's O'Brien Great Horses, mais precisamente, quando ele se aproximou de seu pai, e lhe ofereceu um cavalo norte-americano de sua propriedade chamado Virginus para ser treinado na Inglaterra no sistema de corridas denominado steeplechasing – uma corrida de obstáculos. O cavalo era lento e os resultados não vieram a ser bons, todavia as quatro Gold Cups e os três Grand Nationals que O'Brien havia ganho em sua passagem pelo treinamento de atletas nesta modalidade, garantiam por parte de Guest, um inveterado amante das corridas de saltos, uma grande admiração e respeito pelo mesmo. A posterior idéia de ter um ganhador do Derby de Epson, passou a ser o novo sonho daquele cavalheiro norte-americano e Bull Hancock e Vincent O'Brien lhe pareceu novamente serem os melhores caminhos.

E deste "sonho" nasceu a primeira bem sucedida associação de Guest e O'Brien em um pequeno cavalo chamado Larkspur. O'Brien sempre selecionava os seus cavalos tendo como meta, o Derby de Epson (prova que veio a ganhar em 6 oportunidades em sua vida como treinador) e naquele ano não achou nada em Keeneland que viesse a preencher os requisitos que ele tinha em mente para aquela grande prova. Porém, de volta a sua em sua nativa Irlanda, o experiente treinador ficou deveras impressionado com um potro de Phillip Love.

Larkspur, teoricamente, parecia também não preencher, os requisitos necessários para tal, já que era considerado pequeno e advinha do ganhador do Derby de 1954 Never Say Die. Never Say Die era um reprodutor médio, e estatisticamente até aquele momento, apenas um filho de um Derby winner, havia conseguido se sobrepor em Epson, o recordista Mahmoud. Mas O'Brien e Tom Cooper (que futuramente viria a ser uma das peças chaves deste treinador na primeira seleção de cavalos em Keeneland para o Grupo Sangster), viram qualidades naquele neto de Nasrullah e o adquiriram por 12,200 Guineas, o preço recorde da venda em Ballsbridge de 1960.

Larkspur não foi brilhante, venceu o famoso Derby onde sete cavalos vieram a perder seus jockeys e não menos de nove vieram a ter seu percurso comprometido, todavia, foi capaz de saltar o favorito Heathersett que caiu a sua frente e bater os demais onze que não vieram a ser afetados pelas quedas. Muitos chamariam isto de destino. Seja o que fosse, O’Brien conseguira marcar o seu ponto.

TURN-TO
em treinamento

Chegado a Ballydoyle, Sir Ivor - um cavalo a seu tempo maior que Golden Fleece - pareceu bastante imaturo e O'Brien acreditou ter nas mãos um corredor apenas para a segunda temporada. Outrossim, ao primeiro trabalho forte, levado a efeito em Maio tendo em seu dorso o experiente Liam Ward, ficou latente que Sir Ivor tinha possibilidades de vir a estrear nesta temporada com chances de sucesso. O potro tinha potencial, velocidade e um insinuante final. Descoberto, passou a ser tratado como uma figura especial. O importante fim de semana do Irish Derby veio a ser escolhido como vitrine para a primeira apresentação daquela nova estrela de Ballydoyle.

Mas até os grandes selecionadores de cavalos cometem os seus erros, pois como diria o celebre arbitro brasileiro Mario Vianna, "só perde pênalti que bate !" Vincent, no mesmo ano em que Sir Ivor era adquirido em Keeneland, nas vendas de Saratoga veio a pagar $88,000 pelo irmão materno do ganhador do Derby daquele ano Kauai King, para Charles W. Engelhart. A nova aquisição veio a ser dado o nome de Maui Chief, e quis o destino que ele viesse a enfrentar Sir Ivor quando da estréia de ambos na Irlanda, no Tyro Stakes.

Sir Ivor estreou favorito na razão de 3/1, com as mesmas cores azul e chocolate em listras horizontais, que cinco anos antes haviam levado ao winner's enclosure de Epson a Larkspur. Desta feita em The Curragh, no primeiro dia de Julho do ano de 1967, foi o palco. Os 1,200m do Tyro Stakes, pareciam ter sido feitos sob medida para aquele muito falado pupilo de Vincent O'Brien, que embora estivesse longe de estar pronto, parecia ter habilidade. Ele a primeira vista pareceu não impressionar a ninguém, já que não veio a demonstrar nada daquilo do que dele era esperado. Terminou na sexta colocação, agindo como um cavalo comum, para Mistigo, todavia, em sua volta ao paddock, O'Brien ouviu aquilo que queria realmente ouvir de seu jockey; "destes que chegaram a sua frente, ele não perde mais". Enquanto isto, Maui Chief finalizava na décima - primeira colocação e em toda sua carreira de melhor conseguiu apenas uma vitória aos 4 anos de idade na distância de 3,200m numa carreira de jockeys amadores e para caracterizar ainda mais o passo furado, no pouco respeitado hipódromo de Malow. Sir Ivor em contrapartida, voltaria logo depois a pista para confirmar as esperanças nele depositadas por seus responsáveis.

Ele impressionara bastante a seu jockey no Tyro Stakes e assim com Liam Ward novamente em seu dorso, quatro semanas após sua pouco qualificada estréia, ele foi trazido a The Curragh, desta feita com a cotação de 9/4 para medir forças novamente com Mistigo, que lhe cedia desta feita 5 libras. A profecia de Ward estava certa. Sir Ivor bateu a Mistigo por pescoço e a outro muito falado pupilo do Santa Claus Stable, Candy Cane. Para este foram três corpos. A carreira foi os 1,400m do Probationer's Stakes. Demonstrando uma aceleração final nos últimos 400 metros de impressionar até aos mais comedidos, ele passou do estágio de promessa para a situação de uma realidade de aspirações clássicas.

TURN-TO
NA REPRODUÇÃO
Desculpas logo vieram a surgir dos quatro cantos do Santa Claus Stables, mas a performance de Sir Ivor provou pelo menos para seus responsáveis que ele, com aquela aceleração final, poderia vir a ser um elemento para Epson em1968. E embora a diferença pela qual ele veio a bater seus adversários não tenha sido, a priori, das mais significativas, a forma como o fez, o foi bastante para que seu proprietário, Raymond Guest iniciasse suas apostas pelos diversos bookmakers da região. Aproveitando-se da generosa cotação ainda existente no mercado para com seu pupilo em relação ao Derby. Apostas feitas, objetivo selado; era a hora de se contatar Lester Piggott. Afinal a meta passara a ser Epson ! E Lester trazido a Ballydoyle trabalhou Sir Ivor pela primeira vez e segundo Claude Duval em seu livro Lester, the story of a unique carreer, as palavras do experiente jockey a respeito desta experiência foram; "A primeira vez que montei Sir Ivor, realizei que ele viria a ser o cavalo excepcional. Foi a mesma sensação que sentira quando montara pela primeira vez Crepello".

Trazido de volta em Setembro ainda aos cuidados de Liam Ward , na mais importante prova do calendário irlandês, entre os dois anos para esta época - os 1,400m do National Stakes - Sir Ivor (5/2) confirmou as expectativas batendo a oito adversários, inclusive mais uma vez ao favorito Candy Cane (7/2) por três corpos e ao recente ganhador do Anglesey Stakes, Society (3/1), por sete. Novamente, o que impressionou aos comentaristas especializados foi sua aceleração final, mesmo no terreno pesado, para os últimos 400. Mais uma vez ela tinha demonstrado ser decisiva, outrossim desta feita, com o agravante de ter sido erigida, apenas após conseguida a passagem junto aos paus. Vontade de vencer e coragem foram outros pontos que os mais observadores puderam constatar.

Embora fosse bastante difícil de se aquilatar a forma entre os dois anos treinados na Irlanda e na França, nos anos 60, onde a interação ainda não era constante, uma coisa parecia certa. Quando o elemento em questão era treinado por Vincent O'Brien, os franceses costumavam se cuidar, e foi o que trataram de fazer em Longchamp, quando da disputa da milha do Grand Criterium, até então, a mais importante prova desta categoria entre os treinados na Europa.

Fatos como este me fizeram escrever a uma feita na Revista Jockey Club Brasileiro; "O tempo tratou de me ensinar que quando as famílias O'Brien e Head decidem atravessar o canal, e por que algo de muito importante eles têm em suas mãos."

Em Longchamp os franceses acolheram Sir Ivor com todas as armas disponíveis de seu extensivo arsenal. Entre seus doze adversários uma parelha montada pelo astucioso treinador francês Francois Matthet (ganhador desta carreiras em cinco oportunidades das sete últimas disputadas até ali), com a ganhadora do Criterium de Maisons-Laffite, Pola Bella e o ganhador do Prix de la Salamandre, Batitu. Citáveis ainda a ganhadora do Prix Morny, igualmente segunda colocada no Prix de la Salamandre Madina, assim como os terceiro e quarto colocados neste mesmo Salamandre, Perpetual e Castagniccia e mais o posterior ganhador do Lupin, Noailles e Jacques le Marois, o habilidoso Luthier, o futuro runner-up do Prix de Jockey Club (Derby francês), Timmy My Boy e outros menos votados, completavam o quadro de pretendentes ao cetro máximo gaulês da geração nascida em 65.


SIR GAYLORD
EM TREINAMENTO

Corrido na última colocação no terreno pesado a seis corpos do ponteiro Timmy My Boy, Sir Ivor foi guardado bem ao estilo Piggott até os 400, onde em uma alucinante atropelada veio a derrotar a Pola Bella por três corpos e arrancar dos comentaristas locais, a afirmativa que tratara-se da mais excitante carreira do calendário francês para a temporada de 1967. Sir Ivor estabilizou-se como o primeiro cavalo treinado fora da França a dominar esta carreira nos últimos 30 anos e indubitavelmente confirmou ser, um dos mais excitantes prospectos para os clássicos de 1968.

Mais importante que a opinião dos analistas é o fato de Lester também ficar ciente desta possibilidade, já que até ali sua seleção para os clássicos britânicos estava direcionada a Petingo com quem viera a ganhar o Gimcrack e o Middle Park Stakes, este treinado por seu sogro, Sam Armstrong em Newmarket, o futuro palco do Two Thousand Guineas.

No já citado livro de Sean Pryor, o experiente jockey comenta que ao pedir por uma resposta de Sir Ivor na reta de Longchamp, o descendente de Royal Charger quase escapuliu de seu controle; "Ele acelerou tão forte que praticamente saiu de baixo de mim".

“Datti all’ippica”. O grito de guerra do turfista da região toscana na Itália deve ter algum dia de alguma forma impressionado a Vincent O’Brien. Durante anos os treinadores italianos usaram o pequeno hipódromo de Pisa como o ideal lugar para se passar o inverno com seus melhores cavalos. Não menos que cinco das quatorze pistas de carreiras italianas estavam esta época localizadas na região toscana. Florence, Pisa, Sienna, Livorno e Grosseto. Grosseto e Livorno era hipódromos para eventos em feriados. Sienna mantinha um programa de quatro corridas ao dia. Porém Pisa e Florence mantinham durante o inverno o melhor padrão de carreiras, bem ao estilo britânico. Pisa tinha a distinção de ser a sede da primeira prova de Grupo da temporada européia, o Premio Pisa, posteriormente um Grupo 3, na distância de 1,500m sempre usado por Federico Tesio para com aqueles que ele tinha pretensões de vir a ganhar os clássicos da tríplice coroa de seu pais. Todavia a grande importância deste hipódromo – que tive a oportunidade de visitar em mais de uma oportunidade - para o desenvolvimento da hípica italiana estava no fato de ser o melhor campo de treinamento para a época, durante o inverno. Por que? Porque em uma oportunidade tudo fora mar. Com o avanço da terra, em Pisa se formou um subsolo de areia de 70 metros de profundidade capaz de absorver qualquer quantidade de chuva e se manter num estado compacto. E O'Brien, nunca temeroso de testar tudo aquilo que de alguma forma pudesse melhorar a performance de seus animais, veio a mandar seus melhores parelheiros aquele inverno, para lá. Inclusive Sir Ivor, e assim testar as possíveis benesses da proximidade do Mar Mediterrâneo do hipódromo de San Rossore em Pisa.

Continua no dia 21