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terça-feira, 25 de outubro de 2011

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: AS CHAMADAS LINHAS EM EXTINÇÃO

Existe uma grande diferença entre estar em vias de extinção e estar extinto. É muito importante se entender a diferença.

Estar em vias de extinção é o perigo de uma linha poder extinguir-se. E no caso que abordo, dentro do parâmetro da produção de cavalos capazes de ganhar provas de grupo e partindo-se das linhas altas. Estas mesmas linhas podem hibernar por um longo período, como a de Bahram, que renasce em Monsum e acontecer nas linhas baixas como pais de primeira, segunda e terceiras mães, que parece ser a situação mais frequente.

Logo quando apresento em meus resultados estatísticos linhas que estão em processo de extinção, não estou as condenando ao desaparecimento. Apenas estou demonstrando que talvez pela inabilidade de se adequar as necessidades exigidas pelo turfe moderno, vão perdendo sua força e diminuindo sua capacidade de se expandir.

O exemplo de linha Isinglass é claro. Forte no inicio do século passado, graças ao sucesso de Blandford, deu todas as dicas que iria perpertuar-se pelo segment do Derby winner Blenheim. Mas hoje sobrevive em função do instituído pelo invicto tríplice coroado Bahram. Como explicar. Não se explica-se, aceita-se!

Creio que mais complicado ainda é explicar como por exemplo com 672 provas de grupo disputadas até aqui no hemisfério sul, só existe um ganhador descendente de Blandford entre eles. E passando-se para o hemisfério norte, das 853 provas de grupo já definidas, apenas 9 - 8 individuais ganhadores - foram ganhas pela descêndencia de Blandford, e todas sem exceção, graças ao alemão Monsun. Fica complicado entender, quanto mais explicar.

E os Hyperions? Lider inconteste no turfe europeu no meio do século passado, conta hoje, até aqui, com apenas 4 ganhadores de um total de 5 provas de grupo, das 853 disputadas na temporada de 2011.

Toda semana estaremos publicando os resultados destas linhas que considero em extinção, em grupos separados das que tenho publicado aqui com sucesso no atual turfe mundial. mas mesmo entre estas linhas consideradas com sucesso, como por exemplo a de Northern Dancer, nota-se que veio que a menos de 30 anos eram de grande sucesso, parecem estar se esvaíndo. Exemplo maior? Lyphard (foto de abertura).

Ganhador a uma época de estatísticas para reprodutores nos dois lados do Atlántico, com um filho  no hemisfério sul, chamado Ghadeer, que por mais de uma década dominou o cenário brasileiro de corridas de cavalos. onde se encontra agora? No limbo, diria eu, pronto a descer ao inferno!

Pasmem, mas na atual temporada em curso, apenas 5 ganhadores de um total de 7 carreiras. Nenhum nos Estados Unidos e apenas 3 na Europa. Não diria bem Europa, pois, todos o fizeram na França, graças a um de seus mais fidedignos mensageiros, o tordilho Linamix.

Logo, não estou muito propenso a investir em um descendente de Lyphard por via alta, mas sempre que vejo uma égua Linamix, é por ali que direciono minha seleção.


LYPHARD
.....Bellypha
..........Mendez
...............Linamix
....................Marteline
.........................AKARLINA (GR.3 / FR)
....................RAJSAMAN (Gr.2/Gr.2 - FR)
....................Slickly
.........................MEANDRE (Gr.1 - FR)
.....Dancing Brave
..........White Muzzle
...............SILPORT (Gr.2/Gr.3 - JPN)
.....Elliodor
..........Model Man
...............PRECEDENT (Gr.3 - SAF)

Creio que examinando as listas que publicaremos a partir de amanha e as comparando com as que já viemos publicando, das linhas de maior sucesso da atualidade, muitos chegarão a conclusão que o turfe não é mais uma questão de gosto pessoal, mas sim de adaptabilidade as exigências modernas.