Gosto muito de assistir ao Cesarewitch, um handicap de alto conceito dentro da família britânica do turfe. Embora seja disputado na distância de 4,000m em linha reta. Começa em um condado e termina em outro. Não estou brincando.
Desta feita eram 36 competidores e eu tinha plena certeza que Never Can Tell seria o vencedor, embora seus odds, dizessem exatamente ao contrário. Pagava 25-1 e largava por fora de todos. Mas vejam só, um Montjeu numa égua por Darshaan, com o Rasmussen Factor em Lalun e de quebra um imbreed em Foli, não são coisas de se jogar fora. Ainda mais sendo ele um descendente da família 1-k, a mesma de Frankel, e sendo ele montado por Dettori.
Pois é, ele venceu de ponta a ponta, sendo que a partir de um determinado ponto correu sozinho a meio de raia. Foi impressionante a garra e a consistência staminica que mais uma vez demonstrou. este é a poesia dos fatos: o pedigree.
Seria tão impossível se trazer um bom Montjeu? Penso que não.
Mas a grande sensação aconteceu mesmo na madrugada. Já passavam das duas e com um Jogo da seleção de Mano Meneses, um dos maiores "sonoríferos" já idealizados pela raça humana, quando Black caviar apareceu na tela e desapareceu da vista de seus adversários, mantendo assim sua invencibilidade, agora de 14 vitórias.
Ganhar na Austrália, não é fácil. Ganhar em distâncias para sprinters, é mais difícil ainda. Agora imaginem o fazer em 14 oportunidades, ou melhor em todas as vezes que pisou em pista! Pois é, ela é boa para burro! E não tem o pedigree aberto como muitos gostariam que tivesse. É imbreed em Vain 3x4, Northern Dancer 4x5 e Silly Season 5x5. Descende em linha direta alta de nosso conhecido Royal Academy (seu avô).
Ai eu me pergunto, quando voltaremos a trazer cavalos do naipe de Royal Academy, Spend a Buck, Elusive Quality e Refuse to Bend? Muito dinheiro tem sido despendido e não muitos resultados têm sido conseguidos, pelo menos a um bom nível. Hora de se pensar e quem sabe repaginar.
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