SE VOCÊ NÃO GOSTA DE TURFE, PROCURE OUTRO BLOG. A IDÉIA AQUI NÃO É A DE SE LAVAR A ROUPA SUJA E FAZER POLITICA TURFISTICA. A IDÉIA AQUI É DE SE DISCUTIR TEORIAS QUE POSSAM MELHORAR A CRIAÇÃO E O DESEMPENHO DO CAVALO DE CORRIDA. ESTAMOS ABERTOS AS CRITICAS E AS TEORIAS QUE QUALQUER UM POSSA TER. ENTRE EM NOSSA AERONAVE, APERTEM OS CINTOS E VISITEM CONOSCO, O INCRIVEL MUNDO DO CAVALO DE CORRIDA, ONDE QUERENDO OU NÃO, TUDO É PRETO NO BRANCO!
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NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
HORSE OF THE YEAR: ZENYATTA
Teria sido mais simples se a Breeders Cup Classic de 2010 tivesse sido disputada com mais 20 metros que sua distância original. Porque? Por que desta forma Zenyatta teria abandonado as pistas invicta e não haveria dúvidas quem se sagraria o cavalo do ano.
Sua merecida honra de ser o cavalo do ano de 2010, não agradou ao mercado de Lexington. Principalmente a Seth Hancock (leia-se Claiborne Farm), o homem por trás de Blame. Ao anuncio oficial, sua expressão imediatamente transformou-se num misto de "catatonice e aparvalhamento". Ele não podia acreditar no que seus ouvidos acabavam de ouvir, pois, conhecendo como conheço a mentalidade dos criadores de Kentucky, afirmo que eles pensam que todos os títulos devem ser decididos na pista. Old Way! E querendo ou não Blame bateu a Zenyatta. Não deveria, mas o fez.
Mas sou daqueles que não acredito que uma corrida seja o peso de uma balança.E graças a Deus, os votantes deste ano, decidiram mais com o coração do que com a razão. Escolheram não aquele que ganhou em um único confronto direto, mas sim por aquela que trouxe mais gente as pistas e que durante um ano, atraiu a atenção de todo o mercado. Um não. Na verdade três anos! Ninguém compareceu a Churchill Downs para ver Blame. Todos vieram para ver Zenyatta e Goldikova. E ficaram meio desapontados com o resultado final da prova maior.
Zenyatta em seus três anos de campanha, fez novos turfístas e isto tem uma importância para mim, maior do que ter ganho ou não a Breeders Cup Classic. Ademais havia sido segunda para Curlin nesta disputa pelas honras de ser o cavalo do ano em 2009. A seguir, uma derrota para Rachel ano passado, a meu ver imerecida. Logo, não merecia sair mais uma vez segunda na escolha daqueles que teoricamente são os experts do mercado. E sabem porque? Por que ela em várias carreiras nos fez acreditar que o impossível era possível. Quando ninguém achava que ela chegaria, era na verdade seu focinho que aparecia a frente, no disco. Apenas uma vez isto não aconteceu. Quis o destino, que por capricho, fosse em sua última carreira. Aquela que deveria fechar uma campanha imaculada.
Ela me fez sorrir, chorar e até torcer contra o cavalo que havia jogado. ontem novamente emocionei-me com sua escolha. Sua \última batalha. mais uma vez vencida. 20x1
Não seria justa privá-la desta honraria. Que me desculpe o senhor Seth Hancock, Blame é com certeza um bom cavalo, mas nunca um da altura de ser um cavalo do ano. Nunca emocionou ao público. Nunca trouxe faixas para o hipódromo. Nunca conseguiu vender uma camiseta sequer. Mesmo assim eu tinha a impressão que levaria o titulo, pois, a pressão era imensa. Sei como estas coisas funcionam e a família Hancock é extremamente forte nestes assuntos. E ademais, Blame produzirá 100 produtos ao ano. Zenyatta apenas um e assim mesmo que dificilmente irá ser vendido. Muito há de se perder com esta decisão.
Não interessa. O mercado ganhou a longo prazo, pois, ela agora será lembrada para sempre. Confesso que me sinto de alma lavada!
MAS DESTA FEITA 28 VOTOS
ESTIVERAM A SEU FAVOR
Sua merecida honra de ser o cavalo do ano de 2010, não agradou ao mercado de Lexington. Principalmente a Seth Hancock (leia-se Claiborne Farm), o homem por trás de Blame. Ao anuncio oficial, sua expressão imediatamente transformou-se num misto de "catatonice e aparvalhamento". Ele não podia acreditar no que seus ouvidos acabavam de ouvir, pois, conhecendo como conheço a mentalidade dos criadores de Kentucky, afirmo que eles pensam que todos os títulos devem ser decididos na pista. Old Way! E querendo ou não Blame bateu a Zenyatta. Não deveria, mas o fez.
Mas sou daqueles que não acredito que uma corrida seja o peso de uma balança.E graças a Deus, os votantes deste ano, decidiram mais com o coração do que com a razão. Escolheram não aquele que ganhou em um único confronto direto, mas sim por aquela que trouxe mais gente as pistas e que durante um ano, atraiu a atenção de todo o mercado. Um não. Na verdade três anos! Ninguém compareceu a Churchill Downs para ver Blame. Todos vieram para ver Zenyatta e Goldikova. E ficaram meio desapontados com o resultado final da prova maior.
Zenyatta em seus três anos de campanha, fez novos turfístas e isto tem uma importância para mim, maior do que ter ganho ou não a Breeders Cup Classic. Ademais havia sido segunda para Curlin nesta disputa pelas honras de ser o cavalo do ano em 2009. A seguir, uma derrota para Rachel ano passado, a meu ver imerecida. Logo, não merecia sair mais uma vez segunda na escolha daqueles que teoricamente são os experts do mercado. E sabem porque? Por que ela em várias carreiras nos fez acreditar que o impossível era possível. Quando ninguém achava que ela chegaria, era na verdade seu focinho que aparecia a frente, no disco. Apenas uma vez isto não aconteceu. Quis o destino, que por capricho, fosse em sua última carreira. Aquela que deveria fechar uma campanha imaculada.
Ela me fez sorrir, chorar e até torcer contra o cavalo que havia jogado. ontem novamente emocionei-me com sua escolha. Sua \última batalha. mais uma vez vencida. 20x1
Não seria justa privá-la desta honraria. Que me desculpe o senhor Seth Hancock, Blame é com certeza um bom cavalo, mas nunca um da altura de ser um cavalo do ano. Nunca emocionou ao público. Nunca trouxe faixas para o hipódromo. Nunca conseguiu vender uma camiseta sequer. Mesmo assim eu tinha a impressão que levaria o titulo, pois, a pressão era imensa. Sei como estas coisas funcionam e a família Hancock é extremamente forte nestes assuntos. E ademais, Blame produzirá 100 produtos ao ano. Zenyatta apenas um e assim mesmo que dificilmente irá ser vendido. Muito há de se perder com esta decisão.
Não interessa. O mercado ganhou a longo prazo, pois, ela agora será lembrada para sempre. Confesso que me sinto de alma lavada!
OPINIÃO DE UM LEITOR SOBRE RASMUSSEN FACTORS
Renato,
Você quer uma explicação do porquê o Rasmussen Factor é importante, aqui vai:
Qualquer inbreeding é importante e aumenta as chances de um produto se destacar em pista, pois você duplica no pedigree do mesmo um animal que foi bom em pista e/ou na reprodução. Isso é óbvio! Antes duplicar um Northern Dancer do que precisar do Northern Dancer para contra-balancear um reprodutor de quinta-categoria.
Isto posto, quando se fala de um inbreeding em uma égua, você está falando da repetição de um nome ainda mais relevante do que de qualquer reprodutor.
Por quê?
Porque qualquer reprodutor tem uma chance, na média, de 50 a 100 vezes maior que uma égua de deixar seu nome na história do turfe. São de 50 a 100 produtos por ano contra, no máximo, 1 (UM) produto por ano. Isso sem contar o fato da diferença entre o tempo médio que permanece em serviço um reprodutor e uma égua.
Ou seja, uma égua que conseguiu deixar seu nome na história do turfe é, via de regra, ainda mais preponderante do ponto de vista genético do que qualquer reprodutor. E, se é possível fazer um Rasmussen Factor na égua, é porque ela colocou mais de um bom animal no mundo.
Essa pra mim é a explicação pela qual o Rasmussen Factor ajuda ainda mais que o inbreeding.
Quanto a um animal outcross, nada contra, mas claramente a chance genética de ser bom é inferior a de um animal com inbreeding.
Abraço,
Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa
Adolpho,
Concordo em grau, genero e número.
Espero apenas que grande parte do mercado de criação de cavalos de corrida brasileiro, também assim o pense. Pois, a meu ver, isto agilizaria em muito, nosso processo de internacionalização.
Abraços
Renato
RESPOSTA A UM LEITOR: A IMPORTÂNCIA PARA FINS REPRODUTIVOS DE UM PORTADOR DO RASMUSSEN FACTOR
Senhor Renato,
Bom dia.
Olha eu aqui de novo. Desculpe a curiosidade, mas tenho uma pergunta.
Poderia ser considerado o Rasmussen Factor, no pedigree de uma égua, um indicador que ela teria maiores chances de se transformar em uma produtora de cavalos clássicos?
E no caso dos reprodutores, ele é um fator importante?
Atenciosamente e grato
Luis Rodrigo da Cunha Santoro
Luis,
Primeiramente volte sempre que achar necessário.
Segundo que como já lhe garanti, só existe um SENHOR, e ele está no céu.
Quanto a sua pergunta, eu diria que o Rasmussen Factor não é garantia nem que o cavalo venha a correr mais ou produzir melhor. Ele apenas reforça no pedigree a presença de alguém que provou ser capaz de produzir mais de um elemento destacável. Assim sendo, diria que mal não há de fazer. E bem poderá fazer. Diria que bastante...
Por exemplo: não existem muitas desconfianças, mesmo entre os detratores do óbvio, que Barley Corn é uma chefe de raça. Pois bem, esta filha de Hyperion, que não conseguiu ganhar, em suas 5 tentativas, não só consagrou-se reprodutivamente tendo criado para si, uma vertente própria de ganhadores clássicos entre as habitantes da sensacional tribo 8-c, como igualmente estabeleceu uma linha de reprodutores bem sucedidos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, cujos os mais significativos a serem citados seriam; Mejiro Ryan no Japão; Roi Dagobert, Sassafras e Djakao na França; Oak Hill na Argentina; Solarstern na Alemanha; e Polar Falcon na Inglaterra.
Acho que ela é o exemplo mais convincente do que o Rasmussen Factor influi na produtividade de uma reprodutora, aumentando as chances dela se tornar uma chefe de raça, mesmo a mesma não tendo demonstrado nenhuma qualidade em pista e sendo portadora de um pedigree, como assim dizer, apenas bom. Nada de excepcional.
Barley Corn era como já foi dito uma filha de Hyperion e por sua vez, tinha como mãe Schiaparelli, esta uma filha de Schiavoni. Pois bem, a mãe de Hyperion era a excepcional Selene, uma filha de Chaucer (St. Simon e Canterbury Pilgrim) em Serenissima. E Schiavoni era um filho de Swynford (John O'Gaunt e Canterbury Pilgrim) nesta mesma Serenissima. Desta forma, o produto em questão, batizado como Barley Corn, trazia dois Rasmussen Factors de extrema significancia genética: o de Serenissima na razão 3x3 e o de Canterbury Pilgrim na razão 4x4. O que em outras palavras fica implícito que estas duas grandes chefes de raça da casa Derby, contribuíam com uma força genética com 46,06% no pedigree de alguém que se tornou como elas, uma chefe de raça.
mas vamos descer ao patamar das apenas grandes reprodutoras.
Entre grandes reprodutoras, me recordo das produtoras de quatro ganhadores de Grupo 1 no hemisfério norte Falls Aspen (Selene 5x4x5) e Dahlia (Teresina 6x4); a de cinco no hemisfério sul, Eight Carat (Nogara 5x5x5). E entre as que produziram no minimo três ganhadores de graduação máxima no hemisfério norte, a minha idolatrada Gazala (Plucky Liege 4x4); Native Partner (Lady Comfey 5x5); Reine de Bois (Concertina 4x5 e Canterbury Pilgrim 5x5); Balidaress (Lady Juror 5x4); Relaxing (La Troienne 4x4); Eau d'Etoile (Feola 5x5 e Selene 5x5); Coup de Folie (Almahmoud 3x3); Brown Berry (Sylvabelle 6x5x6); Feemoss (Scapa Flow 5x6); Sweet Tooth (Plucky Liege 5x6x5 e Cerito 6x6x6); Zambara (Scapa Flow 4x6); Licata (Banshee 6x6x6); Resolver (Mumtaz Mahal 5x6). E de quebra coloco a mãe deste fenomeno chamado Urban Sea, Allegretta (Aster 4x5) - de quem importamos recentemente uma de suas descendentes. A de Fanfreluche, Ciboulette (Plucky Liege 5x5x6). A de Irish Bird, Irish Lass (Nogara 3x3 e Scapa Flow 4x4). A mãe de Victorian Queeen, Willowfield (Scapa Flow 5x5).
Se tivermos em consideração que não existem mais do que 30 éguas no mundo que tenham produzido no hemisfério norte, três ou mais ganhadores de graduação máxima, e que nada menos que 14 são portadores de Rasmussen Factors até a sexta geração e 4 possuem mães com Rasmussen Factors até a quinta, veremos que o percentual de acerto é realmente significativo.
Resumindo, o Rasmussen Factor não garante que sua reprodutora será um fenônemo reprodutivo, outrossim, para você ter uma que produza três ou mais ganhadores de graduação máxima no hemisfério norte, suas chances com as que possuam RF serão superiores a 50%. Isto não é uma opinião. Isto é um fato.
Existem também grandes exemplos entre os machos. Outro dia ressaltei o fato do ganhador de oito estatisticas para reprodutores na Argentina, Southern Halo, ter um Rasmussen Factor. Ele o é em Almahmoud, assim como Danehill o é na filha desta, Natalma. Machiavellian, tem como mãe Coup de Folie, que é Rasmussen Factor em Almahmoud. O recente ganhador das estatísticas argentinas Orpen o é por três vertentes de Almahmoud. E aí por diante.
E sem necessitar muito puxar pela minha memória, alguns nomes entre os mais notórios imediatamente saltam em minha mente. Nomes como Monsun, Burroj, Anabaa, Singspiel, Ack Ack, Alydar, Blushing Groom, Damascus, Danzig, Forli, Halo, Hail to Reason, Lyphard, Nijinsky, Nureyev, Northern Dancer, Sir Ivor, Roberto, Vaguely Noble... chega, pois existem muitos mais.
Existem outros exemplos, mas creio ser este um dos mais significativos e sacia em parte sua curiosidade.
Abraços
Renato Gameiro
Bom dia.
Olha eu aqui de novo. Desculpe a curiosidade, mas tenho uma pergunta.
Poderia ser considerado o Rasmussen Factor, no pedigree de uma égua, um indicador que ela teria maiores chances de se transformar em uma produtora de cavalos clássicos?
E no caso dos reprodutores, ele é um fator importante?
Atenciosamente e grato
Luis Rodrigo da Cunha Santoro
Luis,
Primeiramente volte sempre que achar necessário.
Segundo que como já lhe garanti, só existe um SENHOR, e ele está no céu.
Quanto a sua pergunta, eu diria que o Rasmussen Factor não é garantia nem que o cavalo venha a correr mais ou produzir melhor. Ele apenas reforça no pedigree a presença de alguém que provou ser capaz de produzir mais de um elemento destacável. Assim sendo, diria que mal não há de fazer. E bem poderá fazer. Diria que bastante...
Por exemplo: não existem muitas desconfianças, mesmo entre os detratores do óbvio, que Barley Corn é uma chefe de raça. Pois bem, esta filha de Hyperion, que não conseguiu ganhar, em suas 5 tentativas, não só consagrou-se reprodutivamente tendo criado para si, uma vertente própria de ganhadores clássicos entre as habitantes da sensacional tribo 8-c, como igualmente estabeleceu uma linha de reprodutores bem sucedidos, espalhados pelos quatro cantos do mundo, cujos os mais significativos a serem citados seriam; Mejiro Ryan no Japão; Roi Dagobert, Sassafras e Djakao na França; Oak Hill na Argentina; Solarstern na Alemanha; e Polar Falcon na Inglaterra.
Acho que ela é o exemplo mais convincente do que o Rasmussen Factor influi na produtividade de uma reprodutora, aumentando as chances dela se tornar uma chefe de raça, mesmo a mesma não tendo demonstrado nenhuma qualidade em pista e sendo portadora de um pedigree, como assim dizer, apenas bom. Nada de excepcional.
Barley Corn era como já foi dito uma filha de Hyperion e por sua vez, tinha como mãe Schiaparelli, esta uma filha de Schiavoni. Pois bem, a mãe de Hyperion era a excepcional Selene, uma filha de Chaucer (St. Simon e Canterbury Pilgrim) em Serenissima. E Schiavoni era um filho de Swynford (John O'Gaunt e Canterbury Pilgrim) nesta mesma Serenissima. Desta forma, o produto em questão, batizado como Barley Corn, trazia dois Rasmussen Factors de extrema significancia genética: o de Serenissima na razão 3x3 e o de Canterbury Pilgrim na razão 4x4. O que em outras palavras fica implícito que estas duas grandes chefes de raça da casa Derby, contribuíam com uma força genética com 46,06% no pedigree de alguém que se tornou como elas, uma chefe de raça.
mas vamos descer ao patamar das apenas grandes reprodutoras.
Entre grandes reprodutoras, me recordo das produtoras de quatro ganhadores de Grupo 1 no hemisfério norte Falls Aspen (Selene 5x4x5) e Dahlia (Teresina 6x4); a de cinco no hemisfério sul, Eight Carat (Nogara 5x5x5). E entre as que produziram no minimo três ganhadores de graduação máxima no hemisfério norte, a minha idolatrada Gazala (Plucky Liege 4x4); Native Partner (Lady Comfey 5x5); Reine de Bois (Concertina 4x5 e Canterbury Pilgrim 5x5); Balidaress (Lady Juror 5x4); Relaxing (La Troienne 4x4); Eau d'Etoile (Feola 5x5 e Selene 5x5); Coup de Folie (Almahmoud 3x3); Brown Berry (Sylvabelle 6x5x6); Feemoss (Scapa Flow 5x6); Sweet Tooth (Plucky Liege 5x6x5 e Cerito 6x6x6); Zambara (Scapa Flow 4x6); Licata (Banshee 6x6x6); Resolver (Mumtaz Mahal 5x6). E de quebra coloco a mãe deste fenomeno chamado Urban Sea, Allegretta (Aster 4x5) - de quem importamos recentemente uma de suas descendentes. A de Fanfreluche, Ciboulette (Plucky Liege 5x5x6). A de Irish Bird, Irish Lass (Nogara 3x3 e Scapa Flow 4x4). A mãe de Victorian Queeen, Willowfield (Scapa Flow 5x5).
Se tivermos em consideração que não existem mais do que 30 éguas no mundo que tenham produzido no hemisfério norte, três ou mais ganhadores de graduação máxima, e que nada menos que 14 são portadores de Rasmussen Factors até a sexta geração e 4 possuem mães com Rasmussen Factors até a quinta, veremos que o percentual de acerto é realmente significativo.
Resumindo, o Rasmussen Factor não garante que sua reprodutora será um fenônemo reprodutivo, outrossim, para você ter uma que produza três ou mais ganhadores de graduação máxima no hemisfério norte, suas chances com as que possuam RF serão superiores a 50%. Isto não é uma opinião. Isto é um fato.
Existem também grandes exemplos entre os machos. Outro dia ressaltei o fato do ganhador de oito estatisticas para reprodutores na Argentina, Southern Halo, ter um Rasmussen Factor. Ele o é em Almahmoud, assim como Danehill o é na filha desta, Natalma. Machiavellian, tem como mãe Coup de Folie, que é Rasmussen Factor em Almahmoud. O recente ganhador das estatísticas argentinas Orpen o é por três vertentes de Almahmoud. E aí por diante.
E sem necessitar muito puxar pela minha memória, alguns nomes entre os mais notórios imediatamente saltam em minha mente. Nomes como Monsun, Burroj, Anabaa, Singspiel, Ack Ack, Alydar, Blushing Groom, Damascus, Danzig, Forli, Halo, Hail to Reason, Lyphard, Nijinsky, Nureyev, Northern Dancer, Sir Ivor, Roberto, Vaguely Noble... chega, pois existem muitos mais.
Existem outros exemplos, mas creio ser este um dos mais significativos e sacia em parte sua curiosidade.
Abraços
Renato Gameiro
DIAGRAMA DE CRESCIMENTO DA LINHA BAY RONALD NA CRIAÇÃO BRASILEIRA
Desculpem, mas não é uma questão de se seguir a regra. O que quero deixar claro é que mesmo um dia acertando com a exceção, suas chances de sair perdedor no compto geral, é demasiada grande. Como diria Mario de Andrade as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos. Assim sendo aqui apresento os números e cada um assuma a posição que melhor lhe aprouver.
Leiam o que Mario de Andrade tem a dizer, noticias abaixo, e entenderão a minha posição.
Porque hoje eu - particularmente - teria um certo receio de investir na importação de um reprodutor da linha Hyperion, mesmo tendo sido ele, um dos maiores sementais de todos os tempos e talvez um dos mais importantes sire of sires do século XX? Por que no Brasil - durante décadas - ele teve todas as chances e não conseguiu se firmar. Como não se firmou em outros continentes à exceção da Austrália, onde sobrevive, mesmo que de forma tênue.
No Brasil tivemos a melhor participação de apenas dois ramos entre os Bay Ronalds: Gainsborough e Son-in-Law. Com melhor aproveitamento por parte de uma das vertentes de Gainsborough, a de Hyperion, com 128 (87,07%) ganhadores de grupo, para um total de 147 entre a descendência de Bay Ronald.
Aureole e Owen Tudor, foram os dois filhos seus, que mais sucesso obtiveram na reprodução nacional. O primeiro por intermédio de seu filho Millenium - 14 ganhadores de grupo - e seu neto St. Chad - 19 ganhadores de grupo. Mas nenhum dos dois conseguiram estabilizar-se como sire of sires. E o segundo através de seu neto Falkland - 10 ganhadores de grupo - e de seu bisneto Breeders Dream - 5 ganhadores de grupo - que mesmo não tendo produzido a um grande número de ganhadores de grupo, gerou a três de graduação máxima, de alta importância: Grammont, Duplex e Ventaneiro. Mas a exceção de Baronius, com 11 ganhadores de Grupo, nenhum outro destas duas vertentes, conseguiu produzir mais de 6 ganhadores graduados.
Os Hyperions tinham a característica de quando davam bom, excediam-se. Light Horse Harry e Gaiano, elementos inexpressivos para o prado, foram fenômenos para as pencas. Bretagne, Duplex, Baronius e possivelmente Apple Honey deverão constar das listas daqueles que mais importância, de uma forma ou de outra, tiveram em nosso criatório. Porém, com o tempo a coisa extingui-se. Evaporou. Nada nos sobrou em termos de alinhamentos superiores.
Renascerá? Não sei.
Impossível de acontecer? Tenho lá minhas dúvidas, pois, Monsum está aí para provar que até os Bahrans conseguiram sobreviver. Da mesma forma que Purple Mountain, provou que havia ainda algo de vivo nos Son-In-Laws e seu filho A Good Reason, chegou a deixar um aroma de continuídade no ar, mas infelizmente se foi muito cedo.
O tempo irá dizer. Mas as perspectivas não me parecem boas tanto para os, quanto para os Bay Ronalds aqui e no resto do mundo.
BAY RONALD
.....Bayardo
..........Gainsborough
...............Artist's Proof (01)
....................Fine Art
.......................Fine Bon
............................MALECITE (01)
................Hyperion
.....................Alibhai (07)
.........................Landing
..............................PASS THE WORD (04)
...................................TONNERRE (01)
...................................VALSEUR (01)
...................................XIPHOS (01)
.....................Aristophanes (04)
..........................ASALTO (01)
..........................Atlas
...............................GRAN ATLETA (03)
.....................Aureole (49)
..........................MILLENIUM (14)
...............................EARP (01)
...............................KEW GARDENS (01)
...............................ON THE TOP (01)
...............................PALLAZZI (02)
..........................St. Paddy
...............................PADDY'S LIGHT (02)
...............................PATCH (01)
...............................REDDY BOY (01)
...............................ST. CHAD (19)
....................................ALPINE SKY (01)
....................................ZIRKEL (01)
...............................ST. IVES (02)
..........................Vienna
...............................Vaguely Noble
....................................PASSIONATE PIRATE (01)
....................................SPORTING YANKEE (02)
.....................Burpham (12)
..........................LAUREL (01)
..........................NAFTOL (07)
...............................BURBON (01)
...............................DESPACITO (01)
..........................PRUDENTE (01)
..........................QUIOSCO (01)
......................Gulf Stream (04)
...........................FRESH AIR (01)
................................GOOD BLOKE (01)
...........................KAMEL (01)
................................KENOIR (1)
....................His Highness (02)
.........................Beau Sabreaur
..............................PROMINER (01)
...................................GERSHWIN (01)
....................Owen Tudor (46)
.........................Abernant
..............................ANATOL (01)
.........................ELPENOR (01)
..............................EL ASTEROIDE (01)
.........................PEWTER PLATTER (01)
..............................MINDIENNE (01)
.........................Right Royal V
..............................FALKLAND (10)
...................................BARONIUS (11)
..............................Prince Regent
...................................EASY REGENT (01)
.........................Tudor Minstrel
..............................King of the Tudors
...................................KING'S FAVOURITE (01)
........................................GAIANO (01)
...................................Crocket
........................................MANNSFELD (06)
...............................Sing Sing
....................................MUMMY'S PET (01)
...............................Tudor Melody
....................................BREEDER'S DREAM (05)
.........................................DUPLEX (01)
..............................................GRAMMONT (02)
..............................................VENTANEIRO (03)
...............................Will Somers
....................................SOME HAND (01)
.........................Stardust (04)
..............................Star Kingdom
...................................Noholme II
........................................LIGHT HORSE HARRY (03)
........................................Nodouble
.............................................RACKSTRAW (01)
.....Dark Ronald
..........Son-in-Law
...............Bosworth
....................Plassy
.........................Vandale
..............................Herbager (14)
...................................GLEAMING (01)
...................................Grey Dawn II
........................................MR. REDOY (01)
........................................PURPLE MOUNTAIN (09)
............................................. A GOOD REASON (02)
....................................Sea Hawk
.........................................HAWKBERRY (01)
...............Epigram (03)
....................Adil
.........................MASTEREU (01)
.........................POCONE (01)
.........................ZUANO (01)
NA AUSTRALIA, ENTRE MORTOS E FERIDOS, TODOS SE SALVARAM
NÚMERO POSITIVOS
MAIS UM AUMENTO SIGNIFICATIVO NO NÚMERO
DE RESERVAS NÃO ATENDIDAS
22,3% EM RELAÇÃO A 16,7%
DO ANO ANTERIOR
QUEM SERÁ O HORSE OF THE YEAR?
HOJE A NOITE TEREMOS A RESPOSTA
AQUI ESTÃO OS ÚLTIMOS VENCEDORES
BLAME
UNCLE MO
AWESOME FEATHRE
ESKENDEREYA
BLIND LUK
BLAME
ZENYATTA
BIG DRAMA
???
GIO PONTI
GOLDIKOVA
???
QUE SEJA QUEM FOR...
SAUDADES DE MÁRIO DE ANDRADE
Um conselho difícil de ser seguido, mas que deveria ser levado em consideração.
Sempre que alguém receber um e-mail ofensivo, lembre o que Mário de Andrade escreveu em seu O Tempo dos Maduros. Menos direto do que o dito do filósofo Ibrahim Suede - os cães ladram e a caravana passa - e muito mais poético.
O importante deste comentário de Mario de Andrade é o seu conteúdo, sua exatidão, sua certeza de sua posição. E esta certeza de seu maior passado é um trunfo difícil de ser vencido. Só o será se você assim o quiser.
Obrigado ao criador e proprietário Newton Simões que me passou o texto, que já estava de há muito esquecido em minha mente
O Tempo dos Maduros - Mário de Andrade ...
Sempre que alguém receber um e-mail ofensivo, lembre o que Mário de Andrade escreveu em seu O Tempo dos Maduros. Menos direto do que o dito do filósofo Ibrahim Suede - os cães ladram e a caravana passa - e muito mais poético.
O importante deste comentário de Mario de Andrade é o seu conteúdo, sua exatidão, sua certeza de sua posição. E esta certeza de seu maior passado é um trunfo difícil de ser vencido. Só o será se você assim o quiser.
Obrigado ao criador e proprietário Newton Simões que me passou o texto, que já estava de há muito esquecido em minha mente
O Tempo dos Maduros - Mário de Andrade ...
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.Tenho muito mais passado do que futuro.Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas.As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.O essencial faz a vida valer a pena.E para mim, basta o essencial!
Mário de Andrade (1893-1945)
BLIND LUCK NOVAMENTE É TRAÍDA POR SUA FORMA DE CORRER.
Quando os 1,200m são passados em 1'08"72 e você está voltando para uma nova temporada e mesmo assim se mantém a 9 corpos, na última colocação, suas chances de vencer são mínimas. E foi isto que aconteceu com Blind Luck na disputa nos 1,700m do El Encino (Gr.2).
Na ponta Champagne d'Oro e Always a Princess estabeleceram um trem de luxo, desde a abertura do starting-gate. Na reta, Champagne d'Oro entrou em pane e Blind Luck voltou a demonstrar aquela sua conhecida aceleração final, só que desta feita não tão eletrizante.
Faltaram 3 corpos, mas a verdade que nos últimos 100 metros nenhum centímetro foi recuperado em relação a vencedora. O tempo final foi de 1'41"47.
Na ponta Champagne d'Oro e Always a Princess estabeleceram um trem de luxo, desde a abertura do starting-gate. Na reta, Champagne d'Oro entrou em pane e Blind Luck voltou a demonstrar aquela sua conhecida aceleração final, só que desta feita não tão eletrizante.
Faltaram 3 corpos, mas a verdade que nos últimos 100 metros nenhum centímetro foi recuperado em relação a vencedora. O tempo final foi de 1'41"47.
PHOTO BENOIT
FAMILIA 32
12 Chefes de Raça
NORTHERN DANCER 5x5
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