HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL

HARAS SANTA RITA DA SERRA - BRASIL
HARAS SANTA RITA DA SERRA - CLIQUE NA FOTO PARA CONHECER NOSSO PROJETO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO

HARAS FIGUEIRA DO LAGO
NEPAL GAVEA´S CHAMPION 2YO - HARAS FIGUEIRA DO LAGO - São Miguel, São Paulo

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS

HARAS SANTA MARIA DE ARARAS
Santa Maria DE ARARAS: TOQUE NA FOTOGRAFIA E VENHA CONHECER O BERÇO DE CAMPEÕES

HARAS ESTRELA NOVA

HARAS ESTRELA NOVA
Venha nos conhecer melhor no Instagram @haras.estrelanova.

HARAS NIJU

HARAS NIJU
toque na foto para conhecer nosso projeto

HARAS FRONTEIRA

HARAS FRONTEIRA
HARAS Fronteira

HARAS ERALDO PALMERINI

HARAS ERALDO PALMERINI
HARAS ERALDO PALMERINI a casa de Lionel the Best (foto de Paula Bezerra Jr), Jet Lag, Estupenda de Mais, Hotaru, etc...

HARAS CIFRA

HARAS CIFRA
HARAS CIFRA - HALSTON POR MARILIA LEMOS

HARAS RIO IGUASSU

HARAS RIO IGUASSU
HARAS RIO IGUASSU A PROCURA DA VELOCIDADE CLÁSSICA - Foto de Karol Loureiro

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO

HARAS SÃO PEDRO DO ALTO
HARAS SÃO PEDRO DO ALTO - Qualidade ao invés de Quantidade

HARAS RED RAFA

HARAS RED RAFA
HARAS RED RAFA - O CRIADOR DE PLANETARIO

STUD YELLOW RIVER

STUD YELLOW RIVER
STUD YELLOW RIVER - Criando para correr

JOCKEY CLUB BRASILEIRO

JOCKEY CLUB BRASILEIRO
JOCKEY CLUB BRASILEIRO

quinta-feira, 29 de março de 2012

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: A IMPORTÂNCIA DO BYER SPEED

Existe muito palpiteiro em nosso mercado: o do turfe. Como existe em todo outro mercado. Apenas que em nosso caso, por tratar-se de uma atividade mais volatil, sujeita a sonhos e desvairos, estes palpiteiros se avolumam de uma forma incontrolável. E como predadores atrás de suas presas, alugam ouvidos e páginas de redes sociais, para exercer seu supremo e inalienável direito, de encher o saco alheio!

Outrossim, existem coisas no turfe que são indiscutíveis. E uma das quais é o Beyer Speed. Ele não faz um treinador treinar melhor ou um turfista acertar sempre em suas apostas, mas serve como indicador de comparação entre cavalos que estejam correndo em um mesmo período, para pistas e condições distintas. Esta figura matemática de expressão, equivale coisas distintas.

Um exemplo. Um cavalo ganha em 1'10" os 1,200m de uma pista tinindo de dura em algum lugar e na corrida seguinte na mesma distância ganha em 1'12" com uma pista mascia. Teóricamente, o menos avisado pode supor que este cavalo decaiu em 12 corpos a sua performance. Errado. Ele pode até ter melhorado em três corpos esta sua performance. Para isto é importante se consultar o Beyer Speed de ambas aparições. Outro exemplo um cavalo corre os 1,400m e obtém um Beyer Speed de 89. Ai é levado a milha no mesmo hipódromo e nas mesmas condições e alcança o mesmo indice. Isto quer dizer que ele aceitou a distância. Não que está parado no tempo e no espaço em relação a seu desenvolvimento técnico. E isto se aplica entre diferentes cavalos em pistas, distâncias e condições distintas. Esta é a forma de equipará-los e se sentir quem possa ser melhor num futuro confronto direto.

Hoje, nos Estados Unidos, quando um cavalo ultrapassa a marca do três digitos em um Beyer Speed ele já pode ser considerado um cavalo de primeiro nivel. Se chega a casa dos 115, certamente um diferenciado. Agora se circula perto dos 120, um fora de série. O que rendeu a Secretariat, de forma retroativa, um Beyer Speed de 139 no Belmont stakes de 1973.

Segundo Andrew, em uma das muitas conversas que tivemos por estes press boxes da vida, os mais dificieis Beyers Speeds a serem aferidos são para os sprinters. Corridas, muitas vezes levadas a efeito em um único folego, necessitam ser mais criteriosamente analisadas que as de mais distância. Afinal, velocidade é o que todos nós queremos em um cavalo de corrida. Quando maior for a distância em que esta velocidade possa ser expressada, melhor. E um dia, se você tiver fé, se comportar muito bem, pode ser até, que Deus o deixe tirar um dia o seu Secretariat, que foi capaz de correr a milha e meia com parciais constantes de 12" e chegar trocando orelhinhas.

O maior Beyer Speed entre os cavalos de velocidade e possivelmente entre todos da era moderna, foi o conseguido por Groovy, que 1987 levantou o titulo de Eclipse Award Sprint winner, muito em conta de seus Beyers de 133 e 134 obtidos nos 1,200m dos Roseben e True North Hcps. Desde então nenhum outro cavalo quebrou a barreira dos 130, na velocidade, na milha, no meio fundo ou na distância clássica. NOPE! Mesmo grande cavalos como Formal Gold que conseguiu um feito inédito de arrebatar marcas de 126, 124 e 125 em três carreiras consecutivas, onde aniquilou com Skip Away, sendo estas três dos oito mais importantes Beyer Speeds, conseguidos na decada de 90, não chegaram ao patamar dos 130. Cigar que ganhou 16 carreiras consecutivas nunca chegou a conseguir algo superior a 121.

Mas voltemos onde a coisa parece ser mais difícil de ser definida: entre os velocistas. Outro que conseguiu uma marca histórica foi Midnight Lute com 124 nos 1,400m do Forego Hcp. (Gr.1) de Saratoga. Retroagindo alguns anos, veremos que Artax, o Eclipse Award Sprinter winner de 1999, naquele ano em três oportunidas conseguiu, 124, 123 e 123 de Byer Speeds. Outro fenômeno sobre patas. Estes dois, juntamente com Groovy, podem ser considerados os três maiores velocistas da era moderna do turfe norte-americano.

Outrossim, quando algum cavalo atinge o patamar dos 115, segundo Andrew Beyer, é por que ele merece ser considerado um dos melhores cavalos de atividade no pais e deve fazer parte da história do turfe. Pois é, vocês sabem que Benny The Bull, que o grupo que anteriormente havia trazido a Artax acaba de anunciar como presente nas próximas duas temporadas no haras Santa Tereza do Bom Retiro, em duas oportunidades atingiu a marca de 115? Meus amigos isto é não só velocidade como também, classe. Não é a toa que ele igualmente foi o Eclipse Award Sprinter winner da temporada de 2008.