LEVEE
Procuro responder a maioria dos e-mails que recebo. Embora muita gente não acredita, eu também tenho uma vida fora do turfe. Em sendo assim quando muitos destas solicitações versam sobre um mesmo assunto, tento transformar a resposta não só numa nota que possa atende-las solitações como também para manter o leitor ciente do que penso e do que as outras pessoas anseiam saber.
Todas estas éguas são importantes, mas algumas me agradam mais, por este ou aquele aspecto. Miss Disco (foto anterior) é uma delas. Correu por cinco temporadas e ganhou 10 de suas 54 tentativas. Era uma Vanderbilt, moldada qual aço. venceu quatro stakes e reprodutivamente consagrou-se ao produzir a Bold Ruler, que fez uma verdadeira revolução no turfe norte-americano. Diria, sem medo de estar exagerando, que nos anos 70, sua dominância era igual a de Northern Dancer nos dias de hoje. E mesmo não tendo ela conseguido através dos tempos, criar uma sólida dinastia feminina, Miss Disco e algumas de suas sete filhas, contribuíram pela melhoria do cavalo de corrida nos Estados Unidos. mas nem de perto com o que Bold Ruler contribuiu nas linhas altas.
Bold Ruler nasceu na mesma noite que Round Table, em maternidades vizinhas na Claiborne Farm e ambos barbarizaram em pista e fora dela. A mãe de Round Table, Knights Daughter (foto anterior), oriunda de uma mais qualificada linha materna, a 2-f, via sua avó Aloe e difundida mundialmente graças a sua mãe Feola, estabeleceu suas próprias raízes. É hoje uma matriarca, assim como suas irmãs maternas Above Board, Angelola - mãe de Aureole - e Hypericum. Knights Daughter ganhou três de suas quatro corridas, mas não tinha a classe de sua mãe que foi segunda no Two thousand Guineas e terceira no Oaks, ou mesmo de suas irmãs as já citadas Above Board e Hypericum, a primeira ganhadora do Dewhurst Stakes e do One Thousand Guineas e a segunda laureada no Yorkshire oaks e heroína do mais importante handicap do turfe inglês, o Cesarewitch disputado em Newmarket, na distância de 3,800 metros.
Misty Morn (foto ao lado) era outra égua feita de aço. Como a grande maioria dos Princequillos, resistentes staminados e dotados de classe. Ganhou 11 de suas 42 tentativas. Nos 2,600m do Gallant Fox Hcp, estabeleceu o recorde para a pista de Aqueduct. Foi champion 3yo e produziu a dois champions 2yo, o que nos Estados Unidos, é uma tarefa difícil de ser conseguida. Foi irmã de um dual champion sire What a Pleasure, ela era da familia imediata de Native Dancer, que juntamente com Nasrullah, foi onde tudo na realidade começou para o até então internacionalmente insipiente mercado norte-americano.
E entramos finalmente naquilo que chamo de modernidade. Matriarcas que ainda podem ser vistas nas primeiras cinco gerações de um pedigree moderno. E são elas que procuro nos pedigrees para duplicar seus nomes, sempre que a oportunidade apareça. Pocahontas, Somethingroyal, Cosmah (foto anterior), Key Bridge, Courtly Dee e Best in Show são seis delas. Extraordinárias em todos os sentidos. Elas somadas, ou duplicadas poderão aumentar em muito suas chances de acerto. Imaginem futuros Rasmussen factors em éguas mais recentes como Langrion, Hasili, Fall Aspen. O que disto poderá sair? Ossos finos, vícios rebiditórios, sangradores. Please, give me a break!
A raposa quando vislumbra as uvas inalcançáveis, prefere denegri-las. La Fontaine já explicou o fenômeno...
Estamos perdendo tempo. Não o fizemos, quando deveríamos fazer e na proporção que deveria ser feita em Risota ou Arumba. Será que iremos cometer o mesmo erro com Griffe de Paris e quem sabe mais tarde com Uff-Uff? ALGUÉM TERIA PELO MENOS FOTOS DESTAS RELÍQUIAS EQUINAS?
Um bom fim de semana para todos. Teremos Derby, Oaks e o Derby francês. Já comprei a pipoca...
|
Seeking the Gold - Bound by Nijinsky



