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terça-feira, 8 de maio de 2012

PEQUENO PAPO DE BOTEQUIM: OS BONS PROBLEMAS...

Nem sempre as grandes carreiras ficam marcadas por seus resultados, mas sim pelos atos que o levaram a ele. Diria, sem medo de estar exagerando, que este último Kentucky derby será, para todo o sempre, um exemplo clássico do que acabo de afirmar. Será muito mais lembrado pela derrota de Bodemeister, do que propriamente pela vitória de I'll Have Another. Como o Arco de Nijinsky, a Jockey Club Cup de Seattle Slew ou mesmo a a Breeders Cup Classic de Zenyatta. Estes, os citados, foram maiores em suas derrotas que Sassafras, Exceller e Blame, em suas vitórias.


Afinal, o que separa uma vitória de uma derrota? Muitas vezes mínimos detalhes que se transformam em minúsculas frações de segundos, como no piscar de uma pálpebra, mas que lhe privam do sucesso. Mike Smith, por ordens de Baffert, quis a ponta a qualquer preço. Lutou por ela e nela se manteve a duras penas. Ou melhor de frações suícidas. E a poucos metros do disco, o custo deste arroubo, teve seu castigo decretado. Não merecido, mas justo em relação aos demais. Por apenas um cavalo, foi suplantado, diga-se de passagem. Outrossim, com mais 10 metros, o teria sido por mais dois. O que transformaria uma ode olímpica, numa catástrofe galopante sem precedentes. Resumindo, uma tremenda injustiça, em se tratando dele, que provou ser o líder desta geração, a partir da disputa do Arkansas Derby. 


No caso de Bodemeister eu penso que foram 0,04 segundos, já que a diferença oficial foi de pescoço. Cruzando o Atlântico fomos agraciados com mais uma demonstração de classe de Camelot, mas que porém poderia ter perdido igualmente sua carreira por uma fração de segundo. Da mesma forma ficamos imensamente surpreendidos com pouca indulgente vitória de Homecoming Queen, para com as suas adversárias. Surpreendidos, confesso que fomos, mas creio que mais ainda deve ter ficado pasmo seu escalado jóquei C. O'Donoghue, que nem sequer se deu ao trabalho de voltar de Churchill Downs, onde na véspera, o percurso havia completado, com Dad Long Legs. Foi substituído as pressas. Estas para mim, são constatações límpidas e desprovidas de sentimentalismo ou bajulações. Como o fato de uma reprodutora ser capaz de produzir a cinco elementos diferenciados - como a mãe de Homecoming Queen - e machucar a minha tese que a reprodutora que já deu, tem uma grande oportunidade de não mais dar. Certo que em meu dilema, fico garantido com 99,8% dos resultados a meu favor...


Nunca devemos confundir constatações verdadeiras, com ufanismo, bairrismo ou qualquer outra demonstração de gosto meramente pessoal. Como analista, devo eternamente procurar o extremo prurido de fidelidade com a realidade. Posso estar certo ou errado. O tempo julgará minha conduta. Todavia, o homem por ser um ser supostamente racional - existem vários detratores do óbio a tentar destruir esta tese -, deve sempre ter como temática que suas ideias venham preceder seus atos. Não ao contrário, o que nos fariam retroceder a civilizações sem rodas como a dos Incas, que embora adiantadas, eram também completamente fora do contexto para com a realidade.


Muita gente imediatamente irá extrapolar certos resultados no afã de defender seus pontos de vista. É o direito de cada um. mas lembro que ações como estas funcionam como arborescentes parasitas que asfixiam as plantas mães. Paciência, temos que entender que como carecem do uso da razão, muitas vezes estes poucos - que cada dia se tornam menos poucos - não tem em conta o prejuízo que esta propensão causa e o pior: na grande maioria das vezes, nem podem ser persuadidos das benesses que um silêncio trás para situações como estas.


Creio firmemente que todo o ser vem a este mundo com uma finalidade. Uns descobrem quais são as suas, outros não. O que faz estes últimos nunca se encontrarem é o medo de encarar a verdade e se deixar levar pelo espirito da contradição. Uma espécie de tormento excrementício. 


Ter perdido um braço, não fez de Cervantes um desolado maneta, da mesma forma que perder a audição, não privou de Beethoven de escrever talvez a sua melhor sinfonia. Tenho os dois braços, ainda escuto razoavelmente bem, e nunca escreverei como Cervantes ou irei compor como Beethoven. Paciência. Não fui agraciado com o toque da genialidade. Todavia, acredito que saiba selecionar um cavalo de corrida melhor do que Cervantes e Beethoven e me contento com isto. Como diria a querida vó Adelina: "cada macaco no seu galho"!


Temos que nos despir de preconceitos, como o fazemos com um paletó e uma gravata. Não podemos simplesmente castrar um problema, quando este se apresenta à nossa frente. Temos sim, que identifica-lo, analisa-lo e se possível, soluciona-lo. Não é fácil, mas longe de ser impossível.


Bob Baffert tem agora outro desafio. Possui um cavalo que é melhor do que os demais, com a velocidade própria para conseguir vencer em Pimlico e o pedigree que possivelmente o levará a correr com chances em Belmont Park. Porém, cavalos não são máquinas e o que  Bodemeister foi obrigado a fazer nestas três últimas semanas não é fácil de ser suportado. Foi quase desumano. Em quinze dias um novo desafio, desta feita com alguém o importunando desde o inicio, e em mais três semanas, o maior de todos, num duro teste staminico. Valeria a pena arriscar tudo, em detrimento de uma possível trilha consagradora de um Travers, Jockey Club Gold Cup e Breeders Cup Classic? Este é o problema que Bob Baffert terá que enfrentar.


Frankel está de volta, Black Caviar mais invicta do que nunca. Camelot com todo um futuro à sua frente. Quanto melhor o cavalo, mais problemas são colocados à sua frente. Não problemas de qualidade locomotora, mas sim problemas decisórios. Veredas a se enfrentar. Como diriam os sábios: bons problemas...


Uma boa semana para todos.