Renato,
Diante da dominância que Galileo tem apresentado, o que esperar dos filhos de Sea the Stars? Se puder, compare os dois elementos em pista e as diferenças na linha alta. Seria ótimo. Estou esperando o Derby, um grande abraço e bom sábado.
GIL MOSS NETO
Gil,
Publiquei abaixo, que os rates dados a Sea the Stars e o filho de Galileo que ganhou o Derby, Camelot foram os mesmos 124. Logo, até a disputa do derby, estes dois elementos são considerados, pelos experts, de um mesmo nível. Primeiramente eu não tenho certeza, sequer, se Camelot chegará ao nível de Sea the Stars em pista. Não tenho duvidas que tratam-se de dois diferenciados. Aliás, predisse a vitória de ambos no derby, quando ainda engatinhavam. mas até diferenciados se diferenciam entre si. Mas se tivesse que arriscar um palpite, minha escolha tenderia a Sea the Stars, pois, ele me pareceu ganhar da mesma forma, porém, para uma turma mais consistente.
Tenho quase que certeza que Sea the Stars não possa suplantar Galileo reprodutivamente. Ou mesmo igualar a sua marca. Não que duvide de sua capacidade de transmissão, mas é duro uma mãe produzir dois Galileos. Já aconteceu, porém, não é fácil.
Quanto a relação das linhas altas, diria que embora ambos sejam descendentes do odioso nanico canadense, vejo Sadlers Wells como um mensageiro mais fidedigno que Cape Cross, que amo, mas não o sinto como um Sire of Sires. Espero que esteja errado. Não será a primeira e possivelmente não a última.
GALILEO
SEA THE STARS
Para você sentir quanto dinâmico é o turfe moderno, enquanto escrevia este texto, assisti a uma carreira em Nas para dois anos. Era apenas um listed, mas nele estava inscrito um potro que está me enchendo os olhos. Chama-se Dawn Approach e ele voltou a vencer, mantendo assim sua invencibilidade em três saídas. Está bem, que estamos ainda nos 1,200m, que seu avô materno é Phone Trick e ele é treinado por Jim Bolger - igualmente seu proprietário e criador - e creio que o mais conceituado preparador de dois anos no Reino Unido. Tudo tem que ser levado em consideração. Mesmo assim este cavalo corre demais. É até aqui meu escolhido para o Dewhurst. Quiça os 2,000 Guineas.
Alazão, cara branca e tremendamente voluntarioso. Mas até aqui controlável. Corre como cavalo de fundo. Galão largo e consistente. Está invicto em suas três apresentações. Em sua estreia, bateu no quilômetro de Curragh, a um filho de Holy Roman Empeor, chamado Canary Row, que era na realidade a razão de meu interesse na carreira. Na segunda. Voltaram a se encontrar, desta feita em Naas em 1,200m. E nesta não deixou dúvidas. Do que era feito. Bateu novamente seu adversário, sendo que desta feita o fez por quase seis corpos. Hoje no Rochestown stakes repetiu a dose por quase três com o terceiro chegando a mais de sete. Logo, é artigo de fé. Creiam-me. E sabem de quem ele é filho? De um Derby winner chamado New Approch. E New Approach de outro Derby winner chamado, Galileo. Logo, Galileo por intermédio de Teofilo e possivelmente agora New Approach, já está colocando suas ferradurinhas de fora, como um possível sire of sires.
No mais, Urban Sea é um fenômeno e pode tranquilamente se transformar em outra Pocahontas, Plucky Liege, Scapa Flow, Somethingroyal ou Selene. Ou até suplanta-las. Nada a impede, ainda mais que em pista foi superior a todas estas. Todavia, ela própria não vem de um linha, tão sólida na produção de conceituados garanhões modernos, como a de Fairy Bridge - mãe de Sadlers Wells -, a 5-h. Assim sendo, a diferença nas linhas altas de Galileo e Sea the Stars, está sim em suas linhas baixas.
Espero ter respondido as suas perguntas.
Abs,
Renato Gameiro




