Europa e Estados Unidos são indiscutivelmente os dois centros de turfe de maior adiantamento técnico. E dentro de um destes continentes, o mais velho, Inglaterra, França e Irlanda, devem ser postos em uma patamar superior ao da Alemanha e Itália. E estes, por sua vez, acima da Turquia e países escandinavos.
Isto é tão límpido, que até o senhor LuiZ, será capaz de concordar. Ou pelo menos pensar sobre o assunto... Pois bem, esta semana foram disputadas nove provas no continente europeu, sendo seis delas dentro de seu patamar citado, como o mais alto. Pois bem, tanto nas três provas de Sandown como nas três em Longchamp, cinco de seus ganhadores possuíam em seu pedigree pelo menos uma duplicação. O que nos impele a constatar que o percetual é de 83,33%. Quatro dos ganhadores, no mínimo duas. Como destes, quatro pertencem a aquele grupo de 18 a 20 linhas, que sempre estão produzindo os maior número de ganhadores de grupo no mundo, há de se convir, que para lá ganhar, em 80% das vezes, você terá que estar armado até aos dentes. Desculpem, mas isto não é uma opinião. São números que podem até ser discutidos, mas nunca invalidados.
Um elemento alemão ganhou o importantíssimo Ganay em Paris. Ele que foi o derby winner de seu pais de origem, que um dia resolveu encarar a Frankel, e como todos os seus coetanos, quebrou a cara. chegou na quarta colocação. Mas o que interessa é que ele tem como avô materno a Monsun. O que em outras palavras quer dizer, que difícil são, em princípio, a montagem de imbreeds.
Monsum é fenômeno. Discordar ou sequer discutir este fato é perda de tempo. Ele foi capaz de desafiar a qualquer teoria genética. Porém ele é ele. Único. A verdade é que seus filhos machos, em sua grande maioria dotados de pedigrees escancaradamente abertos, não estão conseguindo se firmar, até o presente momento, como reprodutores. Lembro, que é ainda cedo para ser criar um rótulo para eles. Mas até aqui o quadro não parece sequer estável. Mas suas filhas, estão colocando a bola para frente. E Pastorius é um exemplo disto. Todavia esta semana, diria que não o mais eloquente.
Sugar Boy, que ganhou em Sandown, é o exemplo que considero mais eloquente. Ele como Pastorius tem quatro linhas de Northern dancer, mas ao contrário do primeiro em apenas dois de seus filhos Lyphard e Nijinsky, Sugar Boy tem estas vertentes por quatro doifrentes filhos, os dois mais citados e Danzig e Sadlers Wells, na verdade os que mais transmissão de qualidade têm transmitido.
No pedigree de Sugar Boy podem igualmente ser notados imbreeds em Natalma 5x6x5x5x6 e em Lalun 6x6, que garanto a todos, que não atrapalham.
Reparem que usei como universo de pesquisa apenas os centros europeus de maior potencial. Mas se a esta pesquisa, agregarmos os três resultados das provas de grupo levadas a efeito na Alemanha e na Italia, este percentual de 83,33% aumenta para 88,88%. Pois passam a ser oito de nove, e todos estes três últimos com no mínimo duas duplicações por pedigree.
NÃO ACREDITO QUE MUITO
TENHA A SER DISCUTIDO
E MUITO MENOS PENSADO...
SERÁ?










