Outro dia, numa roda de turfístas brasileiros, que estavam de passagem por Gulfstream Park, me perguntaram qual foi o cavalo que comprei, que nunca chegou a provar do que foi capaz, por fatos alheios a sua vontade. E eu respondi, que existiam dois. Um que foi, mas poderia ser ainda mais. E outro que nunca foi, mas poderia ter sido, se melhor levado.
Coincidentemente ou não, elegi a ambos, no mesmo Haras, o Santa Rita da Serra e Afonso e Armando Burlamaqui.
PUNCH PUNCH
AINDA NA GÁVEA
NO DIA SEGUINTE DE SUA AQUISIÇÃO
Um era o Punch Punch, que perdeu um São Paulo em recorde, com o peitoral solto, batendo em sua barrida, deste o momento que os cavalos cruzaram o disco pela primeira vez. Ele levado a Dubai, ganhou duas das carreiras e correu o Dubai Sheema, onde a meu ver tinha pouca chance, mas que estas poucos terminaram quando seu jóquei achou de sua cabeça de sair das últimas colocações e tentar as primeiras, ainda no inicio da curva final. Foi um verdadeiro tiro no pé. Como cavalo de corrida eu o consideraria melhor do que Glória de Campeão, que igualmente selecionei potro e ganhou a prova de maior dotação do turfe mundial.
REALEJO
NO DIA DE SUA APRESENTAÇÃO OFICIAL
EM UM CHURRASCO NO
STA. RITA DE TERESÓPOLIS
O outro se chamava Realejo. Este pode ter sido uma das maiores máquinas de correr a quem estive associado profissionalmente. Infelizmente uma mudança de treinadores e uma corrida forçada quando ele não parecia estar bem de saúde, determinaram seus limites. Assim mesmo, não sendo mais o mesmo, foi terceiro na milha do ABCPCC e se não me engano, quarto no Derby carioca. Arrisco a afirmar que ele seria superior a Punch Punch, se tivesse sido melhor encaminhado.
MAS NO TURFE
EXISTEM DESTAS COISAS.
CAVALOS COM SORTE
E OUTROS SEM SORTE.
ESTES DOIS,
ASSEGURO QUE ERAM SEM SORTE.

